Arquivos mensais: abril 2014

Se Bula! – Outros Comportamentos são necessários.

images (1)A busca pelo perfil estético, corporal ideal é uma luta permanente, tendo em vista a adesão a diversos tipos de programas de atividade física e de controle de peso. Nisso tudo há unicamente, de antemão, ausência de informação, ou insistência em seguir orientações inadequadas de quem pode colocar em risco a sua saúde física, já que essas adoções levam a resultados que não foram desejados em nenhum momento e são responsáveis por modificações irreversíveis como no caso do uso de anabolizantes.

O controle de peso é componente também importantíssimo ao propósito de vida ativa, e, hoje, que percebemos relatos em toda a mídia escrita e televisiva, que os índices de obesidade no mundo todo só têm aumentado, considerando que os costumes voltados à alimentação são cheios de mitos, praticamente inquebráveis, a informação precisaria potencializar uma melhor abordagem do abismo que ora se apresenta, divulgando uma mudança necessária e possível, e acima de tudo urgente.

Estudos do Colégio Americano de Medicina Esportiva (ACMS) revelam que fazer dieta para perder peso é a intervenção de saúde mais sem sucesso em toda medicina. Somente 10% das pessoas que perderam 11,35 kg ou mais permaneceram em seu peso desejado. Essa é uma noticia que precisa ser repassada, pois, a todo tempo inferimos que diversas pessoas adotam a dieta do “sol”, da “lua”, e desconhecem os cuidados necessários atinentes aos componentes dos quais também necessitam de atenção, até porque, não são divulgadas por nutricionista que essas são as dietas ideais.

E, normalmente, é feita a combinação de nutrientes, não adotando especificamente um em detrimento de outro. Importante lembrar, que, acima ou abaixo do peso, uma informação é conclusiva, a nutrição é inadequada.

Pior ainda é perceber que muitos desses programas de perda de peso contribuem para a obesidade. Então, compreender que somente a dieta não ajudará a alcançar a perda de peso, mas sim, a vida ativa combinada com escolhas de alimentos saudáveis, com orientação profissional. Dessa maneira, pode-se esperar que a atividade física faça sua parte,   contribuindo para a formação e manutenção de tecido magro proporcionando uma perda de peso de forma segura, divertida e eficiente, não esquecendo também de boas noites de sono para controlar os níveis de estresse.

Sobre o estresse, sabemos que é representado por nossas respostas emocionais aos acontecimentos do dia a dia e que pessoas diferentes reagem também de forma diferente a estímulos iguais. Então cada indivíduo precisa identificar qual a atividade que lhe faz bem, alivia as tensões, relaxa o corpo, higieniza a mente, ficando assim evidente que o repertório de possibilidades é vasto, possibilitando escolher uma como prática, ou experimentar várias por momento de atividade.

Para Brian Sharkey, ex-presidente do ACMS, o manejo do estresse implica o aprendizado de estratégias de convivências efetivas, maneiras de lidar com as muitas fontes de estresse na vida moderna, e que o mesmo tem sido associado a cardiopatias, câncer, úlceras, imunossupressão e outras doenças, mas uma ligação precisa, ainda não é certa, pois algumas dessas doenças possuem outra origem. Cada minuto que sofremos essa influência “negativa” do estresse, precisamos de uma válvula de escape, considerando que quanto maior o acúmulo piores são os problemas.

Bons resultados surgem com o aprendizado em conter pequenas irritações que são a maioria das principais ameaças. Por isso, deve-se adicionar, além dessas habilidades de convivência, a atividade física moderada e regular como proposições de convivência equilibrada com o estresse, pois, os benefícios são duradouros, efetivos e acima de tudo, barato, proporcionando os perfis positivos à saúde.

Outros comportamentos precisam de atenção. A eliminação de hábitos negativos, tais como, o vício por fumo e outras drogas, e a moderação do uso de álcool. Os números em relação ao uso de cigarro são assustadores, milhares de pessoas morrem por ano, estando, diretamente, ligada a causa morte, em grande maioria, ao câncer de pulmão.

A morte pelo uso de drogas também é significativamente alta, incluindo overdose, suicídio, homicídio, AIDS e outras. Em relação ao álcool, seu uso abusivo é responsável por grande parte dos acidentes automobilísticos. Desses comportamentos negativos, a comunidade médica, não propõe a abstinência total devido a contribuições do uso de uma ou duas doses de álcool, seja vinho, cerveja ou algo mais forte está relacionado à redução de cardiopatia.

Em busca da melhoria da qualidade de vida, sempre será possível adotar as ações de acordo com as convicções individuais, portanto, buscar as informações corretas, que demonstrem suas fontes, trás mais segurança.Todas as indicações são fáceis e dependem única e exclusivamente de você e sua disposição de mudar de hábitos e experimentar algo inexplicável, em relação aos benefícios.

Também nos causa espanto em perceber que vivemos num país que prefere remediar ao invés de prevenir. A pista é democrática, mas, às vezes, seria interessante pedalar em ciclovias adequadas, sinalizadas, caminhar em parques, nadar no rio, ver o pôr do sol, poder contar nesse percurso, com a presença de profissionais oferecendo algumas atividades de controle e prevenção, como aferição de pressão, testes de glicemia ou outras medidads importantes, tornando esse momento mais seguro.

Aproximadamente 250.000 vidas são perdidas todos os anos devido ao estilo de vida sedentário. Isso tem que mudar!

Não podemos esquecer, hoje também é segunda feira…

 Cícero Atila Santos
Especialista em Educação Física

PSB/REDE lança a chapa Campos-Marina para a presidência.

psbBRASÍLIA – Ao anunciar a pré-candidatura oficial de Eduardo Campos e Marina Silva para os cargos de presidente e vice-presidente da República, respectivamente, pelo PSB/REDE, o eleitor se pergunta: É possível unir dois políticos brasileiros com pensamentos aparentemente diferentes em torno de um projeto eleitoral em comum que se vende como uma nova via política?

Na tentativa de suceder Dilma Rousseff, a dupla do PSB/REDE se desentende em algumas disputas estaduais, como era esperado, já que Marina teve de se incorporar ao projeto do PSB  devido a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de negar o registro de seu partido, a Rede Sustentabilidade, alegando que não foram obtidas as assinaturas necessárias para sua criação.

Atualmente, há ao menos quatro grandes entraves para o entendimento do PSB com a REDE na formação das chapas para o Executivo e para o Senado em Estados que juntos concentram 60,6 milhões de eleitores, ou 42,8% do eleitorado nacional.

Em Minas Gerais, que tem 10,6% do eleitorado, segundo o TSE, e no Rio Grande do Norte (1,6%), a tendência é que o PSB siga com o que foi tratado antes de Marina embarcar no partido. Ou seja, acordos firmados por Campos com antigas elites eleitorais locais.

Em Minas, o partido corre o risco de ficar sem palanque para sua dupla estrela. Lá, o PSB deve apoiar a candidatura de Pimenta da Veiga (PSDB), que foi indicado por Aécio Neves, adversário de Campos na corrida presidencial que governou o Estado mineiro por dois mandatos e hoje cumpre o mandato de senador.

No Rio Grande do Norte, a tendência é se unir a antigos representantes da elite política local: a ex-governadora Wilma de Faria, do PSB, com Henrique Eduardo Alves, do PMDB. Ela frequenta cargos políticos ligados ao Estado há quase trinta anos, enquanto ele está no Legislativo há 43.

Em São Paulo (22,2% dos eleitores) e no Rio (8,4%) a briga é pela candidatura própria. O grupo ligado a Marina Silva quer ter um nome próprio nos dois Estados como forma de reforçar o nome do partido. Em São Paulo, ela defende o nome de Walter Feldman, seu fiel escudeiro. Enquanto que a turma de Campos quer Márcio França para o Governo. O PSB defende, ainda, uma composição que pode lançar nomes de outros partidos aliados na esfera local, mas não na federal.

No Rio, os “marineiros” apoiam o nome de Alfredo Sirkis, enquanto que os seguidores de Campos querem Miro Teixeira, que é filiado ao PROS, um dos partidos da base aliada de Dilma.

E quanto ao eleitor, esse é só um voto?

Por: Adão Lima de Souza

Fiasco do Brasil vai muito além de obras da Copa, diz New York Times.

COPA

O Brasil corre para tentar estar pronto a tempo para receber a Copa do Mundo, no próximo mês de junho. Com todos os atrasos, mortes causadas em acidentes na construção de estádios e custos que extrapolam os valores previstos, o jornal The New York Times também destaca com pessimismo que as prometidas melhorias no transporte público só ficarão prontas bem depois que os jogos já tiverem terminado.

No entanto, a reportagem especial publicada no último sábado (12) pelo jornal americano vai além dos já tão conhecidos problemas da Copa do Mundo e aponta que as obras do evento estão longe de serem os únicos elefantes brancos que comprovam o “fiasco” brasileiro no gasto de dinheiro público em infraestrutura.

Fotos desoladoras de construções inacabadas por todo o país ilustram a matéria, que cita como exemplo projetos milionários desenhados pelo arquiteto Oscar Niemeyer que, depois de prontos, estão agora abandonados em cidades como Natal e Brasília.

Usinas de energia eólica e até mesmo um museu de ufologia, construído com verbas públicas na cidade mineira de Varginha, também aparecem como exemplo deste fenômeno peculiar, que faz emergir as ruínas antes mesmo que o momento áureo possa acontecer.

“Os projetos para a Copa do Mundo são apenas uma parte de um problema nacional bem maior, que está lançando uma cortina de fumaça nas grandes ambições do país: uma série de projetos luxuosos concebidos quando a economia estava em crescimento, encontram-se agora abandonados, estagnados ou descontroladamente acima do orçamento”, diz o jornal.

“Os empreendimentos pretendiam ajudar a impulsionar a ascensão aparentemente inexorável do Brasil. Mas agora que o país passa por uma ressaca pós-boom, eles estão expondo os líderes da nação à crítica fulminante, alimentando questionamentos sobre gastos desnecessários e incompetência, enquanto os serviços básicos para a população permanecem terríveis”, afirma outro trecho.

Transnordestina – O maior destaque da reportagem – retratado inclusive através de um vídeo complementar – é o faraônico projeto da Transnordestina, ferrovia que começou a ser criada em 2006 com o objetivo de escoar a produção de soja do interior nordestino para os portos do país.

O NYT aponta que o projeto, que inicialmente custaria US$ 1,8 bilhão e deveria ter sido entregue em 2010, tem agora orçamento estimado em pelo menos US$ 3,2 bilhões, sendo a maior parte do valor financiado por bancos públicos.

Ao visitar uma comunidade situada em Paulistana, no Piauí, a reportagem constata que as pontes inacabadas, ligadas por precárias estradas de terra, afetaram negativamente no modo de vida da população local. Famílias foram retiradas de suas casas, e estas demolidas, e o aterramento necessário para as obras iniciais deixou o solo seco, acabando com o antigo local fértil de onde os moradores retiravam alimentos.

A conclusão do jornal é que houve “baixa compensação, comparada com as perdas sofridas por essa comunidade, fruto de uma obra que não trouxe retornos”.

PM EM GREVE:Deus nos proteja!

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Os policiais militares da Bahia decidiram, em assembleia-geral realizada nesta terça-feira (15), em Salvador, decretar greve por tempo indeterminado, com início imediato. Como já era sinalizado tanto pelos praças quanto pelos oficiais, a categoria não aceitou as propostas do governo do Estado, que apresentou a Lei de Modernização da PM na última quinta (10), a qual foi considerada um “retrocesso” pela classe. 

Apesar da reunião entre representantes da categoria e do Palácio de Ondina e apresentação de “avanços”em itens do Código de Ética da PM e da progressão salarial, não houve acordo em relação às reivindicações dos policiais, a exemplo do pagamento da Unidade Real de Valor Monetário (URV).  

Segundo o comandante-geral da PM, coronel Alfredo Castro, em entrevista ao Bahia Notícias, o governo se comprometeu a rever as gratificações das Condições Especiais de Trabalho (CET): a dos praças passaria de 17% para 45%; do motorista-praça, de 32% para 60%, com o mesmo porcentual estendido aos policiais administrativos. Já os funcionários do Colégio da PM e outros membros da corporação receberiam 25%.

Conforme a proposta, haveria discussão do Código de Ética, rediscussão do plano de carreira e revisão processos administrativos disciplinares oriundos da greve de 2012. Também seria regulamentado o artigo 92 do Estatuto da Polícia, que versa sobre os auxílios moradia, funeral, alimentação e outros ganhos da agremiação.  

Os tópicos foram apresentados ponto a ponto pelo vereador Marco Prisco (PSDB) e, apesar dos aplausos a cada anúncio, rejeitados pela maioria dos mais de 2 mil policiais presentes, aos gritos de “ô, a PM parou”.

Marco Prisco clamou à tropa não deixar o local e convocou outros PMs, que pegariam plantão às 19h, a se unir ao grupo. Aos servidores do interior, ele recomendou a ocupação de outros espaços “privados e autorizados”, a fim de evitar o repúdio da sociedade à ocupação da Assembleia Legislativa da Bahia, como em 2012.

Embora defenda uma mobilização “pacífica”, Prisco recomendou à população ter “cautela”, “evitar sair de casa” e “trabalhar”. “O nosso movimento vai ser pacífico e ordeiro. Jogaram muitas coisas nas nossas costas em 2012. Não vai ter nada de tomar viatura, ocupação de quartel e nada nas ruas. Nenhum ato de indisciplina que possa prejudicar o nosso movimento”, assegurou.

 Por: Adão Lima de Souza

Dom Avelar faz parte da Nova Petrolina de Júlio?

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  Morador do bairro Dom Avelar cobra da prefeitura providências urgentes e efetivas para os problemas enfrentados há 30 anos.

Leia o que ele escreveu:

Josemario de Souza Nunes

Após as recentes manifestações dos moradores do bairro Dom Avelar, as autoridade do poder executivo saíram da inércia e decidiram tomar alguma providência no tocante às enchentes que assolaram o bairro. No primeiro dia de atividade (sábado, 12/04) havia máquinas e uma quantidade considerável de homens trabalhando. Entretanto não é o que se vê mais.

Nota-se que há um grande trabalho a ser feito, principalmente no que diz respeito à limpeza dos “canais” (se é assim que se pode chamar esses tipos de buracos) e na colocação de canos para o escoamento. Segunda e terça-feira (dias 14 e 15/04) o ritmo desacelerou de forma brusca, há uma quantidade reduzida de homens que estão, a passo de tartaruga, executando o trabalho, e para piorar a situação:

HÁ MAIS DE 45 DIAS SEM RECEBER SALÁRIO.

Se por um lado a população sofre com a omissão do estado, sendo necessária uma intervenção daquela de uma forma mais efetiva para se ter resposta deste. Por outro lado, os trabalhadores, que são poucos para o vulto da obra, ainda sofrem silenciosamente com a falta das suas verbas alimentares. Enquanto tirei as fotos da situação em que se encontravam os “canais”, um deles me disse: “por favor, não fale no meu nome pois eles podem me colocar para fora. Estamos a mais de 45 dias sem receber, não falta vontade de trabalhar, mas assim fica difícil fazer um bom trabalho, e tem muita coisa para fazer”. 

Além disso, nota-se que deveria, principalmente por parte do nosso prefeito Júlio, haver um empenho maior para a perfeita e rápida conclusão da obra, pois tal “canal” passa bem enfrente a uma creche “Nova Semente”, o que gera transtornos tanto para quem ali trabalha – e ganha pouco – como para as crianças, obrigadas a passarem ao lado daquele “pântano”. 

Desejamos que haja uma efetiva e célere ação na região e não apenas colocar alguns pobres trabalhadores que estão com os salários atrasados para sinalizar que está sendo executado algo.

Então, já que as medalhas já foram distribuídas, que tal voltarmos (ou iniciarmos) o trabalho?

Pela primeira vez, em praticamente 30 anos, a população dessa região vê a possibilidade de se ter um bairro melhor. 

Nem homem, nem mulher… Muxe.

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As relações entre pessoas do mesmo sexo podem ser um tabu no México, assim como no Brasil, mas pelo menos os mexicanos estão acostumados a conviver com pessoas que não se declaram nem homem nem mulher, e sim pertencentes a um terceiro gênero. São as “muxes”.

Ser muxe não é ser mulher, apesar das duas palavras compartilharem a mesma origem semântica, e tampouco é ser simplesmente homem e gay.

Considera-se um terceiro caminho, porque mais do que uma opção, é uma questão de natureza: para a cultura ancestral dos astecas, algumas almas – os chamados índios “dois-espíritos” ou “duas-mentes” – não são nem masculinas, nem femininas, e mesmo assim, com características combinadas, encontram lugar neste mundo.

Raul Seixas: Lua Bonita

http://www.youtube.com/watch?v=DfIUAd60MBU

ECLIPSE LUNAR

vermelho

http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&v=DfIUAd60MBU

Análise do Instituto Teotônio Vilela (ITV): Os verdadeiros cupins da Petrobras

imagesDepois de semanas de silêncio, Dilma Rousseff resolveu ontem falar sobre a Petrobras. Sob a orientação de seu tutor, apontou seu dedo acusatório para a direção errada: os culpados pelo desmonte da empresa estão lá dentro, instalados pelo Partido dos Trabalhadores.

A presidente falseou informações e, seguindo uma tônica da gestão petista, torturou números. Esta cantilena não cola mais.

Dilma seguiu as ordens do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que se recusa a desencarnar do cargo que ocupou por oito anos. Instruída pelo marketing, a petista ressuscitou velhos estratagemas do seu partido, como a divisão da sociedade entre “nós”, os bonzinhos, e “eles”, os malvadões. Esta história já deu.

Em Pernambuco, Dilma fez as mesmas acusações levianas de sempre, dizendo que aos críticos da Petrobras interessa ver a empresa privatizada, embora seu governo tenha tido que socorrer-se de idênticas soluções em diversas áreas da infraestrutura para evitar naufragar de vez – e a oposição jamais tenha cogitado vender qualquer naco da petrolífera. Este papo já cansou.

Os dados da realidade são sempre contrários ao que afirmam os petistas: Paulo Roberto Costa preso, na primeira vez na história em que um ex-diretor da Petrobras vai para a cadeia; Nestor Cerveró demitido por um erro que cometeu oito anos atrás, também quando ocupava uma diretoria na empresa; André Vargas fora da Câmara dos Deputados por envolvimento com o mesmo doleiro que está no vértice da roubalheira na estatal…

São fatos.

Serão estes a quem Dilma acusa de “ferir a imagem da empresa”?

Batidas policiais na sede da Petrobras, documentos e mais documentos apreendidos comprovando que a estatal foi usada para desviar dinheiro público, 28 pessoas indiciadas pela Polícia Federal sob suspeita de participar de crimes como evasão de divisas, desvio de recursos públicos, fraude em licitações, corrupção ativa e passiva, formação de quadrilha e financiamento ao tráfico de drogas, num esquema que pode ter surrupiado R$ 10 bilhões da Petrobras.

São fatos.

Será isso o que Dilma chama de “todo tipo de malfeito, ação criminosa, tráfico de influência, corrupção ou ilícito”?

Foram todos cometidos por gente que o PT botou dentro da Petrobras. Boa parte deles foram perpetrados durante o período em que a hoje presidente da República comandava o conselho de administração da estatal.

Será que é a ela própria que Dilma acusa?

O que dizer dos pareceres falhos e incompletos que embasaram negócios bilionários e equivocados da Petrobras, conforme a própria Dilma admitiu no mês passado? Das transações descabidas que levaram a companhia a desembolsar quase 30 vezes mais por ativos obsoletos?

Foram fabricados pela linha de produção da oposição ou são da lavra própria dos cupins que o PT instalou dentro da estatal?

Melhor seria reconhecer que foram iniciativas promovidas pela própria diretoria da Petrobras durante a gestão petista e que a representação do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União classificou como “danos aos cofres públicos, ato antieconômico e gestão temerária” e, portanto, passíveis de punições que podem alcançar até mesmo Dilma.

Seguindo sua prática de torturar os números até que eles confessem, a presidente disse em cima do palanque que hoje a Petrobras vale muito mais do que valia quando o PT chegou ao governo. Mas omitiu que a estatal chegou a valer mais que o dobro do que vale agora e que, da décima maior empresa do mundo, tornou-se atualmente a 121ª.

Se isso não for uma debacle, o que mais é?

Dilma também não mencionou que a dívida da empresa multiplicou-se por quase quatro vezes durante sua gestão, ou seja, em apenas três anos, transformando a nossa Petrobras na companhia não financeira mais endividada em todo o mundo.

No discurso, Dilma louvou os altos investimentos da Petrobras nos últimos anos, mas não contou para a distinta plateia que eles não têm se revertido em mais produção. Nos últimos dois anos, a empresa extraiu menos petróleo que nos anteriores – queda consecutiva inédita nos seus 60 anos de história.

Se tivesse cumprido suas metas, o nível atual de produção deveria ter sido atingido em 2006, oito anos atrás – aliás, desde 2003 elas não são atingidas.

Não há, como afirmou ontem a presidente da República, “ações individuais e pontuais” destruindo a Petrobras. Há, isto sim, uma estratégia equivocada, definida a partir do Palácio do Planalto desde a época de Lula que está conduzindo os negócios da maior estatal brasileira para o buraco.

Isto Posto… Visitantes ilustres da tragédia.

chuva na janela

Não sei dizer se é coincidência ou não, mas, o fato é que político sempre arrancha uma tragédia em tempos de eleição para ter a quem refazer suas promessas falsas. Penso, às vezes, que tais calamidades, como as chuvas que derrubam casa e alagam tudo; ou as longas estiagens são obras inacabadas desses políticos profissionais que as mantém como ases na manga para utilizá-los quando sua lábia já não convencer mais ninguém.

Contudo, isso implicaria em admitir duas coisas: as teorias conspiratórias e a onipotência de nossos políticos. O que para o Brasil seria ainda mais perigoso  se eles tivessem uma dessas coisas sob seu controle. Felizmente não as tem porque não são nenhuma nem outra coisa. São somente políticos, na maioria, desonestos que contam sempre com conivência do eleitor em perdoar seus crimes. Talvez devido à fragilidade moral de nosso povo ou, quem sabe, o desespero causado pela privação de condições mínimas de subsistência.

Seja uma coisa ou outra, a verdade é que na tragédia todo político finge ser solidário. E todos acreditam na sinceridade de sua comoção quando, abandonando o conforto de seus palácios suntuosos, desembestam para os bairros miseráveis e chafurdam o pé na lama que é o cotidiano daquela gente movida pela esperança de dias melhores.

Lá estando, o político renova, junto ao povo desprovido de má-fé, o compromisso de se empenhar incansavelmente na luta pela construção de uma sociedade mais justa e igualitária, se for reeleito, onde a chuva, ao cair sobre a terra árida, seja momento de regozijo pela fartura da colheita anunciada ou o instante de contemplação poética através da vidraça embaçada pela água límpida e não a inundação dos velhos transtornos ocasionados pela falta do saneamento e urbanismo há muito prometido pelos ascendentes daqueles que ora prestam condolências diante do infortúnio.

Isto posto… Percamos o medo da chuva e exijamos o nosso lugar ao sol.

Por: Adão Lima de Souza