Arquivos diários: 20 de abril de 2014

Eduardo Campos afirma ser contra o aborto.

DUDASÃO PAULO – Eduardo Campos (PSB), pré-candidato à Presidência, afirmou na manhã deste domingo, 20/04, que é contra o aborto e que a legislação brasileira é adequada para o assunto e não deve ser alterada. “Como cidadão acho que minha posição é a de todos. Não conheço ninguém que seja a favor do aborto”, afirmou o ex-governador, ao ser perguntando sobre o assunto.

Visivelmente constrangido por ter que falar sobre o tema ao lado do cardeal dom Raymundo Damasceno, Campos tentou desconversar. “A legislação brasileira já é adequada. Ela já prevê as circunstâncias e os casos e eu não vejo razão para que se altere exatamente a legislação que o Brasil já tem”, disse Campos.

O pré-candidato do PSB participou pela primeira vez da missa de Páscoa no Santuário Nacional de Aparecida. Na área reservada para autoridades no altar, rezou e cumprimentou o pré-candidato do PT ao governo de São Paulo Alexandre Padilha, também presente, no final da missa.

Campos acompanhou toda cerimônia ao lado da mulher Renata e do filho recém-nascido Miguel.

SEGURANÇA NACIONAL: TRATAR LÍDER SINDICAL COMO BANDIDO

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O soldado Marco Prisco, que liderou a greve da PM encerrada nesta quinta, 17/04, divide cela no Presídio Federal da Papuda, em Brasília, com outros 16 internos de alta periculosidade, de acordo com a assessoria da Associação de Soldados, Bombeiros e seus Familiares (Aspra).

Prisco, que foi detido na última sexta, 18, não está se alimentando, já que, de acordo com a ASPRA, ele tem dieta balanceada, por conta de problemas de saúde.

Esta tem sido a maneira como o governo brasileiro, desde a Ditadura Militar, trata os movimentos sociais.  Quando o PT estava na oposição fingia lutar contra isso. É o caso do atual governador da Bahia que apoiou a greve dos policiais em 2001.

Agora, estando o PT no governo, recorrem às velhas táticas de desestimular reinvindicações legítimas com prisões arbitrárias dos líderes sindicais. Acontece que nenhuma outra arma é dada ao trabalhador senão o direito à greve. Se isso lhes é tirado se faz necessário obrigar os governantes a negociarem. Ou então escolher mediadores que possam resolver o impasse, como acontece com a Justiça do Trabalho, a fim de que se possa garantir a paridade de armas.

Por: Adão Lima de Souza

Habeas corpus em favor do soldado Prisco será julgado pelo STF até amanhã

340x255_carmen-lucia-ministra-stf_1407234BRASÍLIA – O pedido do habeas corpus em favor do soldado Prisco, líder da greve da PM na Bahia, que terminou na última quinta-feira, 17/04, passará a ser avaliado pela Ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia, de acordo com o advogado Tiago Dinoemerson, que faz parte da equipe que defende Prisco.

O advogado diz que o pedido já está sendo analisado pela ministra, mas que ela ainda não se pronunciou. A expectativa é que a decisão seja divulgada até segunda, 21/04, quando termina o plantão do feriadão.

Prisco responde a uma ação penal por oito crimes relacionados à greve de 2012, quando também ficou à frente da liderança do movimento.

O líder grevista foi preso com base numa lei do tempo da Ditadura Militar, Lei de Segurança Nacional, o que os críticos do regime chamam de Detrito Autoritário, o lixo remanescente dos anos em que eram frequentes as prisões arbitrárias.

Por: Adão Lima de Souza