Arquivos diários: 22 de abril de 2014
Financial Time diz que Copa “expõe falhas horríveis do Brasil”
O jornal britânico “Financial Times” publica que a Copa do Mundo “expõe falhas horríveis do Brasil” e diz que o evento é “uma nuvem negra” no horizonte da presidente e candidata a reeleição, Dilma Rousseff.
No seu texto, ontem publicado, diz mais: “Grande parte dos problemas se anunciam no Rio de Janeiro, onde uma série de crises colocou um grande ponto de interrogação sobre a pretensa capacidade do Brasil de organizar um evento tão complexo quanto uma Copa do Mundo, para não falar dos Jogos Olímpicos, que a capital fluminense sediará daqui a dois anos”.
A matéria recorda, ainda, que as “manifestações ocorridas durante a Copa das Confederações, em junho do ano passado, teriam chocado a classe política brasileira”. “Centenas de milhares de pessoas tomaram as ruas da nação e enfrentaram a polícia, exigindo o fim da corrupção que aflige todas as instituições”.
Termina a matéria afirmando que as manifestações foram mais intensas no Rio de Janeiro, onde há falta de infraestrutura e onde políticas de pacificação das favelas falharam.
O PITORESCO NO JUDICIÁRIO
O juiz da Comarca de Assis, SP, absolveu o réu Arlindo B. da Silva, acusado de agressão à sogra. Sentenciou sua Excelência:
“… bater na sogra uma vez por ano é o exercício de um direito, conquanto que em sogras se deva bater com maior instrumento de eficácia contundente, visto que normalmente gostam de interferir na vida do casal”.
O Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, em 2007, recebeu um recurso questionando decisão do juiz que condenou uma funcionária por conta de flatulência no ambiente do trabalho. O Tribunal reformou a sentença entendendo que:
“… A eliminação involuntária, conquanto possa gerar constrangimentos e, até mesmo, piadas e brincadeiras, não há de ter reflexo para a vida contratual. Desse modo, não se tem como presumir má-fé por parte da empregada, quanto ao ocorrido, restando insubsistente, por injusta e abusiva, a advertência pespegada, e bem assim, a justa causa que lhe sobreveio”.
Disse mais o relator: “agride a razoabilidade a pretensão de submeter o organismo humano ao jus variandi, punindo indiscretas manifestações da flora intestinal sobre as quais empregados e empregador não têm pleno domínio”. Acrescentou que “a flatulência constitui uma reação orgânica natural à ingestão de ar e de determinados alimentos com alto teor de fermentação, os quais, combinados com elementos diversos, presentes no corpo humano, resultam em gases que se acumulam no tubo digestivo e necessitam ser expelidos, via oral ou anal, respectivamente sob a forma de eructação (arroto) e flatos (ventosidade, pum)”.
Numa festa, dois juízes conversavam:
– Ontem, dei três seguidas…; Na noite anterior consegui dar cinco…; Às vezes, dou duas ou três, faço pequena pausa, e então dou mais quatro ou cinco.
Um jovem juiz que acompanhava a conversa entendeu tratar-se de juízes, esnobando preparo físico impossível para homens já com certa idade, quando então recebeu explicações de outro colega sobre o significado daquele “dar tantas”. Significava o número de sentenças dadas pelo juiz numa noite, num fim de semana, etc.
O medo de defunto do Oficial de Justiça era tão grande que seu colega certificou num mandado da seguinte forma:
“O devedor pode ser localizado na casa nº 242 da rua que fica aos fundos do cemitério, não precisando o Oficial de Justiça alegar medo, como pretexto para não realizar a diligência, porque se trata de rua despovoada de almas do outro mundo”. (De uma petição, na comarca de São Jerônimo).
Questionado pela demora no julgamento de um processo, um juiz do Piaui explicou:
“O Código de Processo Civil me garante que eu tenho 10 dias para proferir a sentença. Só que agora eu estou cumprindo este prazo em outro processo…”. A conclusão do magistrado é de que sua obrigação é de julgar um processo a cada 10 dias, portanto a média de 36,5 sentenças por ano.
O advogado ingressou com a petição inicial, face a morte do esposo da inventariante, nos seguintes termos:
“Morreu Fulano de Tal, com tantos anos, um bonus pater familia, cumpridor dos seus deveres como cidadão… Deixou sua esposa, dois filhos, três casas…” Finaliza: “Nestes termos pede deferimento”. Como não tinha um requerimento específico, o julgador despachou: “Registre-se, autue-se, publique-se, e lamente-se a morte do referido”.
O processo foi arquivado.
Em audiência de instrução de um processo penal, o juiz indaga à testemunha: “Então, o senhor viu os dois copulando?” A testemunha, homem da roça, respondeu ao magistrado: “Doutor, eu vi um c prá cima e outro na areia…”.
Em pequena cidade do interior, em audiência de crime de estupro, o juiz perguntou à testemunha, homem da zona rural: “O senhor viu a hora em que o acusado penetrou o órgão na vítima?” A testemunha, surpresa com a indagação, respondeu: “Doutor, este tar de orgo, eu não vi não, mas uma tamanha clarineta, ele penetrou sim!”
O réu, já idoso, é condenado a 90 anos de prisão por homicídio triplo, e se dirige ao juiz para falar: “Se o doutor me garantir que eu vivo tudo isso, eu quero essa pena!”
Em audiência, no interrogatório, o juiz indaga ao réu: como se deu o assassinato da esposa; o esposo, tranquilamente, respondeu que matou a mulher, a chifradas. Incontinenti, o juiz absolveu o réu, sob o fundamento de que houve legítima defesa.
O cidadão é acionado, porque assaltou uma loja e roubou camisas e calças; em audiência, o juiz indaga se ele não pensou na mulher e na filha. O acusado responde: “Claro que pensei, senhor Doutor Juiz, mas no raio da loja só havia roupa de homem.
O juiz pergunta ao réu se não veio com o advogado. Responde o réu: “Não Meretíssimo. Eu não tenho advogado, porque resolvi dizer a verdade”.
Na qualificação, o magistrado pergunta ao réu onde ele mora. Diz o réu: com meu irmão. E onde mora seu irmão, indaga o meretíssimo: “Comigo”. E onde moram vocês dois. “Moramos juntos”.
Na sala de audiência, a magistrada e a defensora pública discutiam sobre o duplo ato praticado em processo penal. Indagado sobre se o duplo ato seria ou não válido, manifestou o promotor: “O que abunda não vicia”. Ouvindo essa expressão, a juíza, profundamente aborrecida, interpela o representante do Ministério Público: “Doutor promotor, não só mereço, como exijo respeito!”. “Doutora, não faltei com o respeito” e passou a explicar o sentido de suas palavras, no que foi aceito pela juíza, porque o promotor tratara da região glútea.
Por: Antonio Pessoa Cardoso, desembargador aposentado do TJ/BA. Publicado em Paralela NewsNUTRIÇÃO: Conselho de um Leitor.
Se a nossa Sociedade olhasse um pouco mais para as questões ligadas a uma alimentação saudável, com certeza teria muito mais Saúde no sentido amplo da palavra, se ingeríssemos mais alimentos puros, livres de agrotóxicos, ao contrario dos que estão servidos, na maioria dos nossos mercados e na maioria das mesas dos Brasileiros. É importante salientar que os produtos químicos usados aqui no Brasil, são proibidos nas lavouras dos países de onde eles são oriundos, como, Estados Unidos e Alemanha.
Temos que ter mais cuidados com os alimentos industrializados, refinados, desprovidos de suas fibras naturais, que servem como uma vassoura nos intestinos, fazendo assim uma faxina diária no sistema digestivo.
Temos também, consciência que nos dias atuais, devido a falta de trato com o nosso Ambiente, onde tratamos as Águas ( Mares e Rios, etc.…), como esgotos e/ou depósito de lixo e, também os animais, como mero produto comercial, dando-lhes, vacinas , hormônios e outros produtos químicos, muitas vezes sem nenhum acompanhamento sensato.
Portanto, viva os alimentos Naturais e Integrais, isentos de defensivos e adubos químicos. Saúde , Paz e Alegria.
Por: Manoel Ailton
SAÚDE DO BRASIL: Diário de uma internação em um hospital de São Paulo.
EL País acompanhou por cinco dias a rotina de uma idosa dentro de uma unidade do Governo paulista e constata pacientes colocados no corredor à espera de uma vaga, enquanto internados aguardam por médicos que só trabalham meio período.
A reportagem foi divida em partes devido à extensão. Acompanhe no Cidadania Ativa esta odisseia a partir de hoje.
Leia.
Parte I- A RECEPÇÃO
“Um médico. Eu só quero um médico.” Os gritos de um senhor de calça e camisa sociais, bigode castanho-avermelhado espesso e mãos impacientes que se cruzavam na frente do corpo em movimentos rápidos, invadiam numa noite de quinta-feira deste mês de abril, o corredor de uma ala do hospital do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe), na zona sul de São Paulo. A unidade de saúde, gerida pelo Governo paulista, recebe subsídio do Estado para atender funcionários e ex-funcionários públicos e seus dependentes.
Passava das 18h e, minutos antes, eu havia entrado por aqueles corredores como acompanhante de uma paciente de 70 anos, professora da rede estadual aposentada, com dores no peito.
A partir daquele momento, ficariam claros alguns dos motivos que levam a saúde a estar no topo das reclamações dos cidadãos brasileiros, segundo levantamentos feitos pelos principais institutos de pesquisa do país, como Datafolha ou Ibope. Esses dados transformaram a área em uma das prioridades nas eleições presidenciais e estaduais deste ano.
Em São Paulo, o atual governador, Geraldo Alckmin (PSDB), médico e responsável pela administração do Iamspe, disputará a reeleição com o ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), que, após as fortes críticas feitas pela população ao Governo Dilma Rousseff (PT), apadrinhou o Programa Mais Médicos, que importa profissionais estrangeiros, a maioria de Cuba, para trabalhar em áreas remotas do país. As reclamações também se estendem pelo setor privado, onde, em um pronto-socorro, a espera pode superar seis horas.




