Arquivos diários: 15 de abril de 2014
Dom Avelar faz parte da Nova Petrolina de Júlio?
Morador do bairro Dom Avelar cobra da prefeitura providências urgentes e efetivas para os problemas enfrentados há 30 anos.
Leia o que ele escreveu:
Josemario de Souza Nunes
Após as recentes manifestações dos moradores do bairro Dom Avelar, as autoridade do poder executivo saíram da inércia e decidiram tomar alguma providência no tocante às enchentes que assolaram o bairro. No primeiro dia de atividade (sábado, 12/04) havia máquinas e uma quantidade considerável de homens trabalhando. Entretanto não é o que se vê mais.
Nota-se que há um grande trabalho a ser feito, principalmente no que diz respeito à limpeza dos “canais” (se é assim que se pode chamar esses tipos de buracos) e na colocação de canos para o escoamento. Segunda e terça-feira (dias 14 e 15/04) o ritmo desacelerou de forma brusca, há uma quantidade reduzida de homens que estão, a passo de tartaruga, executando o trabalho, e para piorar a situação:
HÁ MAIS DE 45 DIAS SEM RECEBER SALÁRIO.
Se por um lado a população sofre com a omissão do estado, sendo necessária uma intervenção daquela de uma forma mais efetiva para se ter resposta deste. Por outro lado, os trabalhadores, que são poucos para o vulto da obra, ainda sofrem silenciosamente com a falta das suas verbas alimentares. Enquanto tirei as fotos da situação em que se encontravam os “canais”, um deles me disse: “por favor, não fale no meu nome pois eles podem me colocar para fora. Estamos a mais de 45 dias sem receber, não falta vontade de trabalhar, mas assim fica difícil fazer um bom trabalho, e tem muita coisa para fazer”.
Além disso, nota-se que deveria, principalmente por parte do nosso prefeito Júlio, haver um empenho maior para a perfeita e rápida conclusão da obra, pois tal “canal” passa bem enfrente a uma creche “Nova Semente”, o que gera transtornos tanto para quem ali trabalha – e ganha pouco – como para as crianças, obrigadas a passarem ao lado daquele “pântano”.
Desejamos que haja uma efetiva e célere ação na região e não apenas colocar alguns pobres trabalhadores que estão com os salários atrasados para sinalizar que está sendo executado algo.
Então, já que as medalhas já foram distribuídas, que tal voltarmos (ou iniciarmos) o trabalho?
Pela primeira vez, em praticamente 30 anos, a população dessa região vê a possibilidade de se ter um bairro melhor.
Nem homem, nem mulher… Muxe.
As relações entre pessoas do mesmo sexo podem ser um tabu no México, assim como no Brasil, mas pelo menos os mexicanos estão acostumados a conviver com pessoas que não se declaram nem homem nem mulher, e sim pertencentes a um terceiro gênero. São as “muxes”.
Ser muxe não é ser mulher, apesar das duas palavras compartilharem a mesma origem semântica, e tampouco é ser simplesmente homem e gay.
Considera-se um terceiro caminho, porque mais do que uma opção, é uma questão de natureza: para a cultura ancestral dos astecas, algumas almas – os chamados índios “dois-espíritos” ou “duas-mentes” – não são nem masculinas, nem femininas, e mesmo assim, com características combinadas, encontram lugar neste mundo.
Análise do Instituto Teotônio Vilela (ITV): Os verdadeiros cupins da Petrobras
Depois de semanas de silêncio, Dilma Rousseff resolveu ontem falar sobre a Petrobras. Sob a orientação de seu tutor, apontou seu dedo acusatório para a direção errada: os culpados pelo desmonte da empresa estão lá dentro, instalados pelo Partido dos Trabalhadores.
A presidente falseou informações e, seguindo uma tônica da gestão petista, torturou números. Esta cantilena não cola mais.
Dilma seguiu as ordens do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que se recusa a desencarnar do cargo que ocupou por oito anos. Instruída pelo marketing, a petista ressuscitou velhos estratagemas do seu partido, como a divisão da sociedade entre “nós”, os bonzinhos, e “eles”, os malvadões. Esta história já deu.
Em Pernambuco, Dilma fez as mesmas acusações levianas de sempre, dizendo que aos críticos da Petrobras interessa ver a empresa privatizada, embora seu governo tenha tido que socorrer-se de idênticas soluções em diversas áreas da infraestrutura para evitar naufragar de vez – e a oposição jamais tenha cogitado vender qualquer naco da petrolífera. Este papo já cansou.
Os dados da realidade são sempre contrários ao que afirmam os petistas: Paulo Roberto Costa preso, na primeira vez na história em que um ex-diretor da Petrobras vai para a cadeia; Nestor Cerveró demitido por um erro que cometeu oito anos atrás, também quando ocupava uma diretoria na empresa; André Vargas fora da Câmara dos Deputados por envolvimento com o mesmo doleiro que está no vértice da roubalheira na estatal…
São fatos.
Serão estes a quem Dilma acusa de “ferir a imagem da empresa”?
Batidas policiais na sede da Petrobras, documentos e mais documentos apreendidos comprovando que a estatal foi usada para desviar dinheiro público, 28 pessoas indiciadas pela Polícia Federal sob suspeita de participar de crimes como evasão de divisas, desvio de recursos públicos, fraude em licitações, corrupção ativa e passiva, formação de quadrilha e financiamento ao tráfico de drogas, num esquema que pode ter surrupiado R$ 10 bilhões da Petrobras.
São fatos.
Será isso o que Dilma chama de “todo tipo de malfeito, ação criminosa, tráfico de influência, corrupção ou ilícito”?
Foram todos cometidos por gente que o PT botou dentro da Petrobras. Boa parte deles foram perpetrados durante o período em que a hoje presidente da República comandava o conselho de administração da estatal.
Será que é a ela própria que Dilma acusa?
O que dizer dos pareceres falhos e incompletos que embasaram negócios bilionários e equivocados da Petrobras, conforme a própria Dilma admitiu no mês passado? Das transações descabidas que levaram a companhia a desembolsar quase 30 vezes mais por ativos obsoletos?
Foram fabricados pela linha de produção da oposição ou são da lavra própria dos cupins que o PT instalou dentro da estatal?
Melhor seria reconhecer que foram iniciativas promovidas pela própria diretoria da Petrobras durante a gestão petista e que a representação do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União classificou como “danos aos cofres públicos, ato antieconômico e gestão temerária” e, portanto, passíveis de punições que podem alcançar até mesmo Dilma.
Seguindo sua prática de torturar os números até que eles confessem, a presidente disse em cima do palanque que hoje a Petrobras vale muito mais do que valia quando o PT chegou ao governo. Mas omitiu que a estatal chegou a valer mais que o dobro do que vale agora e que, da décima maior empresa do mundo, tornou-se atualmente a 121ª.
Se isso não for uma debacle, o que mais é?
Dilma também não mencionou que a dívida da empresa multiplicou-se por quase quatro vezes durante sua gestão, ou seja, em apenas três anos, transformando a nossa Petrobras na companhia não financeira mais endividada em todo o mundo.
No discurso, Dilma louvou os altos investimentos da Petrobras nos últimos anos, mas não contou para a distinta plateia que eles não têm se revertido em mais produção. Nos últimos dois anos, a empresa extraiu menos petróleo que nos anteriores – queda consecutiva inédita nos seus 60 anos de história.
Se tivesse cumprido suas metas, o nível atual de produção deveria ter sido atingido em 2006, oito anos atrás – aliás, desde 2003 elas não são atingidas.
Não há, como afirmou ontem a presidente da República, “ações individuais e pontuais” destruindo a Petrobras. Há, isto sim, uma estratégia equivocada, definida a partir do Palácio do Planalto desde a época de Lula que está conduzindo os negócios da maior estatal brasileira para o buraco.







