Arquivos diários: 21 de abril de 2014
PESQUISA: Eduardo, Dilma e Aécio empatam entre eleitores que os conhecem.
De acordo com pesquisa Datafolha, considerando apenas as intenções de votos entre os eleitores que conhecem os três principais candidatos à presidência, Eduardo Campos fica com 28%, a presidente Dilma Roussef (PT) com 26% e Aécio Neves (PSDB) com 24%.
F1: Mercedes faz outra dobradinha com Hamilton e Nico Rosberg.
AUTOMOBILISMO – Depois de não completar o primeiro grande prêmio da temporada por um problema de motor, o piloto britânico, Lewis Hamilton, encadeou três vitórias consecutivas nas corridas seguintes. O piloto da Mercedes está tranquilo, seguro com seu carro.
Ninguém pode com ele, nem sequer seu colega de equipe, Nico Rosberg, que uma corrida depois da outra vai acumulando pequenos problemas. Desta vez correndo sem contar com a telemetria em seu carro, que só o prejudicou até agora, terminou em segundo lugar.
A superioridade da Mercedes se fez patente em cada grande prêmio. Ganharam as quatro corridas do ano e marcaram todas as pole positions. Na China conseguiram a terceira dobradinha consecutiva.
Fernando Alonso subiu, por fim, ao pódio pela primeira vez nesta temporada na terceira posição. O brasileiro Felipe Massa ficou em 15º.
Esta foi a 25ª vitória de Hamilton.
Por: Adão Lima de Souza
Grandes jogadores do folclore popular: Beto Cachaça
Joubert Araújo Martins. Lendo este nome (e se não fosse pela imagem ao lado, claro), poucas pessoas vão saber de quem eu vou falar aqui neste post do Resenha. Se eu falar “Beto”, muitas pessoas poderão ter alguma idéia que remeta a ele. Agora, se eu falar “Beto Cachaça”, tenho certeza que todo mundo se lembrará na hora de quem é o cidadão. Pois é, Beto Cachaça é o personagem de hoje do “Grandes jogadores do folclore popular”.
Nascido em 1975 e sempre atuando como meia, Beto ficou famoso por ter sido um jogador que conseguiu ter boas atuações e conquistar títulos pelos quatro grandes clubes do RJ. Teve um início de carreira arrasador pelo Botafogo, em 1995, que culminou inclusive no título do Campeonato Brasileiro para o alvinegro. Chegou rapidamente à Seleção Brasileira e foi contratado pelo Napoli. De volta ao Brasil, atuou pelo Grêmio e São Paulo, além dos outros 3 grandes cariocas: Flamengo, Fluminense e Vasco.
Mas Beto Cachaça ficou famoso também fora das 4 linhas. Pra começar, ele foi contratado pelo Botafogo pelo “montante” de 50 pares de chuteiras. Isso mesmo, 50 pares de chuteiras. Seu apelido, claro, já contribui pra sua fama: Beto ficou famoso por algumas histórias de que ele chegava na concentração e até atuava em alguns jogos sob efeito alcoólico.
Por isso, ficou nacionalmente conhecido como Beto Cachaça e Beto Balada. Já admitiu também que esteve envolvido com drogas na sua infância, antes de jogar futebol profissionalmente. Culpou as más companhias e ficou tudo certo.
Tem mais: já deu entrevista dizendo que, na época em que ele estava no auge da sua carreira, chegou a derrubar os técnicos Lazaroni e Joel Santana, tamanha era sua moral dentro dos clubes.
No início do ano passado, Beto deu uma entrevista para o programa Esporte Fantástico da Record, onde conta muitas dessas histórias: sucesso, glória, tristeza e passagens engraçadas.
Hoje, Beto já recusou a carreira política, coloca sua família em primeiro lugar e diz que está esperando a empresa (um buffet) de sua esposa vingar para que ele possa deitar no sofá e viver o resto de sua vida de perna pro alto.
Grande Beto Cachaça!
Por: Osmar Sexto.
Leia Outras Resenhas em: http://www.resenhaesportiva.com/
Processo de Extradição de Pizzolato
ROMA – A Justiça da Itália vai iniciar o processo para julgar a extradição de Henrique Pizzolato, ex-diretor do Banco do Brasil condenado na AP 470, o processo do mensalão. O Tribunal de Bolonha indicou que a primeira audiência extraordinária sobre o caso deve ocorrer no próximo mês.
Policiais envolvidos no caso afirmaram que a defesa de Pizzolato considera recorrer à Corte Europeia de Direitos Humanos se a Itália aprovar a extradição do brasileiro. O ex-diretor do BB foi o único réu condenado que fugiu.
O que ninguém entendeu até agora é porque o Brasil insiste em trazer pra cá mais um corrupto?
Tiroteio quebra a trégua de Páscoa na Ucrânia.
A trégua entre as autoridades de Kiev e os separatistas pró-Rússia em razão da Páscoa ortodoxa foi pelos ares na madrugada de domingo quando houve um tiroteio, em que duas pessoas morreram, perto de Slaviansk, uma das cidades do leste da Ucrânia tomadas pelos rebeldes. O confronto, ocorrido em um posto de controle, põe sob suspeita o frágil acordo internacional em que a Rússia aceitava o desarmamento das milícias.
Ativistas pró-Rússia disseram à agência Reuters que um trem de quatro veículos se aproximou de um posto de controle das milícias às 2h, horário local, (20h de sábado em Brasília) e abriram fogo. “Temos três mortos e quatro feridos”, assegurou um deles. Segundo sua versão, devolveram os disparos e mataram dois atiradores, aos que identificou como membros do Setor de Direita, um grupo ligado ao Governo de Kiev. Esta versão coincide com a divulgada pelos meios de comunicação russos, enquanto o Ministério do Interior ucraniano confirmou só um morto e três feridos.
A Rússia mostrou sua indignação pelo tiroteio através de um comunicado: “A parte russa está indignada pela provocação dos combatentes, o que demonstra a falta de vontade das autoridades de Kiev de controlar e desarmar os nacionalistas e extremistas”. A nota oficial lembra que, segundo os jornais russos, no tiroteio “morreram cidadãos que não eram culpados de nada” e, portanto, “se rompeu a trégua de Páscoa” declarada pelas milícias pró-Rússia e as autoridades ucranianas.
A culpa não é do contínuo.
Por que razão Maria das Graças Foster é designada como presidente da Petrobras enquanto sua amiga e chefe Dilma Rousseff tem o título de presidenta da República? Algo a ver com o show de assertividade, competência e clareza na última terça no Senado protagonizado pela executiva-chefe da maior empresa do país, a quarta empresária mais poderosa do mundo?
Essa, evidentemente, não é a questão central da crise que está sacudindo a estatal de petróleo. Como também não é central, ou relevante, a questão da CPI específica ou genérica para investigar malfeitorias dos negócios públicos. Se a Petrobras, a Policia Federal, Ministério Público e CGU continuarem a agir com autonomia, rapidez, firmeza e eficácia o jogo de sofismas sobre o âmbito da apuração parlamentar pode seguir no ritmo e formato habituais.
Falta fôlego à nossa sociedade para manter acesa uma pauta múltipla. Mas falta ao atual esquema de governança uma autoridade para exercer a autoridade. Alguém (ou agência ou força-tarefa) capaz de colocar os escândalos semi-abertos num pacote único, cobrando resultados diários, amarrando as providências sem esperar as manchetes do dia seguinte.
A imprensa parece nervosa e desnorteada, talvez este seja o seu papel numa sociedade cada vez mais propensa ao nervosismo e ao desnorteamento. Mas não se pode confrontar a fala de Maria das Graças Foster com a de um subordinado demitido com uma rica compensação para manter-se calado.
Cabe ao governo governar. Com murros na mesa, broncas homéricas ou oferecendo satisfações contínuas, o importante é que o cidadão perceba que alguém está tomando conta da loja. Neste momento, imperam os constrangimentos. Ao contrário de Junho passado, desta vez não há lugar para perplexidades.
Nem se pode confiar mais no acaso. Paulo Roberto Costa, ex-Diretor de Abastecimento da Petrobrás, caiu na rede de investigações da PF por casualidade. Os agentes da Operação Lava Jato foram à sua casa para investigar algo relativo aos carros, o porteiro avisou: assustado, o executivo convocou filhas e genros para limparem seus computadores – seus telefones estavam grampeados, confessou antes de ser acusado.
Os ponteiros estão correndo, estamos diante de prazos irrecorríveis, fatais: em Junho quando começar a Copa, o Caso Petrobrás precisa estar encaminhado ao Judiciário. Será um vexame vê-lo ainda nas capas dos jornais. Motins como o de Salvador na última quarta não podem repetir-se, muito menos as greves dos policiais militares que insuflam a desordem.
A reeleição da presidente Dilma depende menos do controle da inflação do que da sua capacidade de exercer plenamente a chefia do Estado. Não se trata mais de testar sua aptidão para gerenciar crises, mas da competência para mandar e fazer acontecer. Duela a quien duela, como diria Collor de Melo no seu impecável portunhol.
Inquestionável: Pasadena foi um mau negócio. Alguém deve ser claramente penalizado pelo fiasco – mas não o office-boy que grampeou o resumo da operação levada ao Conselho de Administração da estatal.
Escrito por Alberto Dines e publicado em El País.
http://brasil.elpais.com/brasil/2014/04/20/opinion/1397954363_189415.html
EUA: abismo econômico entre negros e brancos.
Em 1970, a taxa de pobreza nos Estados Unidos entre os cidadãos negros era de 33,6%. Em 2012, de 35%. Entre os brancos também ocorreu um leve aumento ao longo desses 42 anos, de 10% para 13%, mas o que mais chama a atenção é que a desigualdade entre ambos se manteve intacta. Enquanto isso, os latinos experimentaram um acréscimo ainda mais grave, de 24,3% para 33%.
Esse padrão racial respinga no desemprego: desde 1972, quando teve início as estatísticas de diferenciação, a taxa entre os negros foi sempre 60% mais alta que a dos brancos. Em março, a taxa total foi de 6,7; a dos brancos, de 5,8%; e a dos negros, de 12,4%.
Martin, um homem negro de aproximadamente 60 anos, diz desconhecer os detalhes por trás desses números que levaram a ONU a denunciar em março que “na prática” a discriminação se dá de forma constante em todas as esferas da sociedade norte-americana, mas assegura ver de forma contínua a sua realidade.
“Sem dúvida, a discriminação piorou”, afirma, em uma mistura de exaltação e impotência. Sem trabalho, se equilibra para sobreviver com ajudas do Governo e leva toda sua vida vivendo em um apartamento na esquina das ruas 7 e U, a nordeste do centro de Washington DC.
Um bairro que tem experimentado há alguns anos uma drástica transformação: os humildes estabelecimentos, edifícios e moradores afro-americanos estão sendo gradualmente substituídos por estabelecimentos e imóveis modernos habitados por jovens brancos de classe média. “A mudança é bonita, mas o racismo persiste e está dispersando as pessoas pelos escandalosos valores dos aluguéis. Isso antes era a Broadway negra dos EUA”, queixa-se, com o olhar perdido.
“Se estou bebendo uma cerveja na rua um policial me para, mas se isso é feito por um jovem branco dos que vivem por aqui não falam nada”, denuncia. Evita contar a sua história pessoal, mas deixa escapar que esteve preso por drogas e que depois, apesar de ser formado em uma profissão técnica, o lastro da cadeia o impediu de encontrar trabalhos mais qualificados: “Fora da prisão, o Governo não ajuda, lança você de novo às ruas. E daí, o que se faz? É muito fácil voltar a se fazer o que se fazia antes, crimes e voltar ao cárcere”.
É um círculo perverso que tem sua origem no meio socioeconômico e na educação, que a polícia e a justiça podem agravar, e que, em última análise, diminui o desenvolvimento dessa pessoa. E que o tempo não cura: a mobilidade social se mantém estancada 50 anos após a aprovação da Lei dos Direitos Civis.
Antes da eclosão da crise em 2007, a renda média de uma família branca era de 135.000 dólares (cerca de 300.000 reais), em um número muito inflado pelos mais ricos; enquanto isso, a de uma família afro-americana era de 12.000 (aproximadamente 27.000 reais), segundo um estudo de Darrick Hamilton, professor de economia da The New School em Nova York. Isso significava que, para cada dólar de riqueza de uma família branca, uma negra acumulava nove centavos.
Mas depois da crise essa diferença se multiplicou: cinco centavos para cada dólar. E saiu à luz um distanciamento ainda maior: 85% das famílias negras e latinas desfrutam de uma renda total inferior à média de todos os brancos.
Em paralelo, influíram os outros fatores que, de modo geral, ajudaram a aumentar a desigualdade no país, como o colapso dos sindicatos, o auge da concorrência global, a divergência salarial ou os elevados ganhos de capital, que beneficiaram os mais ricos.
Desde que chegou à presidência dos EUA em 2009, Barack Obama evitou colocar o foco diretamente na discriminação racial. Salvo em algumas iniciativas, fez questão de que o verdadeiro debate deve se centrar na criação de postos de trabalho e irritou alguns setores afro-americanos ao falar de “responsabilidade pessoal” e de não abraçar o vitimismo. Nos últimos meses, a luta contra a desigualdade tornou-se o epicentro dos discursos de Obama, que anunciou em fevereiro um acréscimo do salário mínimo federal de 7,25 dólares por hora (pouco mais de 16 reais), para 10,10.
A marcha a Washington de agosto de 1963, que culminou com o famoso discurso de Martin Luther King, reclamava mais trabalho e melhores salários. Na época, pedia-se que o salário mínimo passasse de 1,15 dólar por hora para 2. Segundo a evolução da inflação, esse 1,15 dólar representaria hoje cerca de 8,80. No ano seguinte, a vergonhosa segregação racial terminou oficialmente, mas meio século depois ainda resta muito caminho a percorrer.
Fonte: El País.
Isto Posto … Tiradentes: herói necessário ou conveniente.
Durante a Educação Fundamental,
o senhor Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes (1746/1792), um ativista político do Brasil Colônia (1530-1815), é-nos mostrado como um grande herói nacional, pois desafiou a força da Coroa Portuguesa para instituir no Brasil uma república aos moldes francês ou Estadunidense. Para tal se valeu, juntos com outros intelectuais, da insurreição contra a ganância de Dom João V em cobrar impostos cada vez maiores, a fim de custear o luxo dos nobres portugueses.
O estopim da revolta fora a instituição da Derrama, medida administrativa que permitia a cobrança forçada de impostos com prisão do devedor, de modo que fosse garantido o chamado Quinto, imposto pago semestralmente em arrobas de prata ou ouro destinadas a Real Fazenda.
O movimento se iniciaria na noite da insurreição: os líderes inconfidentes sairiam às ruas de Vila Maria dando vivas à República, com o que ganhariam a imediata adesão da população. Porém, antes que a conspiração se transformasse em revolução, em 15 de março de 1789 foi delatada aos portugueses por Joaquim Silvério dos Reis e outros sacripantas a serviço de Portugal.
Daí, a revolta foi sufocada e Tiradentes esquartejado e exibido aos pedaços pelas ruas para servir de exemplo. O Alferes foi sumariamente condenado pelo o crime de lesa-majestade, tão abominável como uma blasfêmia contra Deus, segundo consta dos anais da História:
“Lesa-majestade quer dizer traição cometida contra a pessoa do Rei, ou seu Real Estado, que é tão grave e abominável crime, e que os antigos Sabedores o comparavam à lepra; porque assim como esta enfermidade enche todo o corpo, sem nunca mais se poder curar, e empece ainda aos descendentes de quem a tem e aos com quem ele conversa. Pelo que é apartado da comunicação da gente: assim o erro de traição condena o que a comete, e empece e infama os que de sua linha descendem, posto que não tenham culpa.”
Entretanto, o mais notável nessa história trágica é como Tiradentes, ao longo dos anos, a depender de quem estivesse governando o Brasil, se militar ou civil, passou de bandido a herói segundo as conveniências do momento político.
Hoje, talvez devido à falta de instrução ou coragem dos brasileiros em coroar seus heróis verdadeiros como os Índios, Zumbi dos Palmares, Francisco Julião, Josué de Castro, as Vítimas do Regime Militar, dentre tantos outros que arriscaram sua segurança, sua vida em prol de construir um Brasil melhor, a exemplo dos sindicalistas tratados como bandidos por partidos de direita ou de esquerda – cite-se o soldado baiano preso pelo governo do PT – ou assassinados como Chico Mendes, Tiradentes seja, ainda o melhor exemplo de heroísmo que este país tem: Herói forjado na mentira e manipulável conforme os interesses de políticas mesquinhas e genocidas.
Isto Posto… Nunca é inoportuno lembrar que heróis de verdade são aqueles que perseguem um ideal de justiça como os camponeses trucidados, diariamente, por grileiros nos rincões do Brasil ou bravos soldados baianos que resistem à tirania de gerentes do Capital.
Por: Adão Lima de Souza
Morre Rubin “Hurricane” Carter, boxeador eternizado por Bob Dylan
Morreu neste domingo, aos 76 anos de idade, Rubin “Hurricane” Carter, ex-boxeador norte-americano cuja injusta condenação à prisão, sob acusação de assassinato, se converteu em um símbolo internacional de injustiça racial.
Ele estava internado com câncer de próstata, em Toronto, no Canadá, país que adotou como lar após ter deixado New Jersey, sua terra natal. John Artis, um velho amigo do ex-pugilista, disse que o mesmo morreu enquanto dormia.
Carter ficou 19 anos preso sob acusação de ter matado três pessoas brancas em um bar de Petersen, no Estado de New Jersey, em 1966, em um tempo de intensa segregação racial nos Estados Unidos. Foi declarado culpado ao lado do amigo Artis em 1967 e depois em um novo julgamento em 1976.
Carter foi liberado da prisão em 1985, quando todas as acusações contra ele foram retiradas pela Justiça depois de anos de apelações e ativismo público. O seu caso gerou repercussão mundial e acabou motivando Bob Dylan a compor a música “Hurricane”, lançada em 1975, na qual o lendário músico fala sobre a época em que o ex-boxeador passou na cadeia “por algo que nunca fez”. O ator foi retratado na capa de um dos discos do artista, cujo nome é justamente “Hurricane”.
A história de Rubin Carter também virou tema de livros e filmes, sendo o mais conhecido deles protagonizado por Denzel Washington, em 1999, quando foi lançado “The Hurricane” nos cinemas de todo mundo. O ator foi indicado ao Oscar por sua interpretação na película, na qual fez o papel do boxeador prisioneiro.
As condenações por homicídio encerraram de forma abrupta a carreira de Carter, que era famoso pela ferocidade dos seus golpes e acumulou um cartel de 27 vitórias, sendo 17 delas por nocaute, além de 12 derrotas e um empate. Em uma luta histórica, ele chegou derrotar Emile Griffith, detentor de dois cinturões de campeão mundial, ao nocauteá-lo no primeiro assalto, em 1963.
Ele também lutou pelo título mundial peso médio em 1964, mas perdeu o combate por decisão unânime para Joey Giardello.
Em junho de 1966, três pessoas de cor branca foram baleadas por dois homens negros no “Lafayette Bar and Grill”, em Paterson, e Carter e Artis foram declarados culpados por um júri branco em grande parte por causa do testemunho dado por dois ladrões, que anos mais tarde, em 1974, depois retificaram seus depoimentos e se retrataram. Porém, dois anos depois, Hurricane foi preso novamente após novo julgamento, após uma testemunha acusá-lo novamente de assassinato.
BOB DYLAN
Autor da antológica música inspirada em Carter, Bob Dylan conheceu a difícil situação do pugilista ao ler a biografia do mesmo. Ele se reuniu com o então boxeador e juntos eles escreveram “Hurricane”, na qual o músico enfatizou, entre outras coisas, que o período na prisão impediu o lutador de se tornar campeão do mundo.
Neste domingo, quando foi informado sobre a morte de Carter, Denzel Washington lamentou a mesma e destacou em um comunicado: “Deus abençoe a Rubin Carter e sua luta incansável para garantir a justiça para todos”.
Depois de ser libertado da prisão, em 1985, e ir viver no Canadá, o ex-boxeador norte-americano fundou uma associação que luta até hoje pelos direitos de presos que foram condenados injustamente.
Fonte: JC online.
As favelas do Rio reagem à violência policial depois de mais de 500 mortos por mês e milhares de desaparecidos
RIO DE JANEIRO – A insegurança piorou de forma alarmante no último ano. A ONG Rio de Paz resumiu as estatísticas publicadas durante os últimos oito anos (2007-2014) pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) do Rio do Janeiro.
E os números são alarmantes: no Estado de Rio, foram registados neste período, 35.879 homicídios dolosos, 285 lesões corporais seguidas de morte, 1.169 roubos seguidos de morte, 5.677 mortes derivadas de intervenções policiais, 155 policiais militares e civis mortos em ato de serviço.
Total: 43.165 falecidos. Ou seja, mais de 500 mortes por mês provocadas por uma violência desmedida. Esses números não levam em conta os mais de 38.000 desaparecidos nem as mais de 31.000 tentativas de homicídio.
No Complexo da Maré, recém-ocupado pelo Exército brasileiro, também foram registrados nos últimos dias duas mortes de civis suspeitos de trabalharem para o narcotráfico. O fato gerou uma onda de indignação entre os moradores do complexo, que não entendem como uma ocupação militar com fins pacificadores pode começar causando vítimas mortais desde o primeiro momento.
Claudia Silva Ferreira, a mulher de 38 anos que no último dia 16 de março morreu vítima de balas perdidas numa favela da zona norte do Rio e que, para maior escárnio, foi arrastada ao longo de 250 metros por um veículo da Polícia Militar que a levava para ser atendida em um hospital, se tornou outro dos ícones dos últimos tempos contra a violência policial. A morte de Claudia também desatou a ira dos moradores e uma enxurrada de críticas à polícia nas redes sociais.
Em outra operação da polícia, pouco depois de deixar a igreja de Nossa Senhora de Nazaré, Anderson Santos Silva, de 21 anos, se viu encurralado em um fogo cruzado entre narcotraficantes e policiais que pretendiam reprimir um baile funk que acontecia naquela noite na favela. Ao tentar proteger a seus familiares do tiroteio, Anderson recebeu um disparo e morreu horas depois. Sua irmã também ficou ferida.
O jovem Emanoel Gomes circulava de moto pelo mesmo subúrbio quando foi atropelado por um blindado do Batalhão de Choque da Polícia Militar.
Diante disso, os moradores das favelas, cansados de pagarem a conta das intervenções policiais indiscriminadas contra as quadrilhas de traficantes e das tristemente populares balas perdidas, decidiram romper o silêncio e encarar um Estado que historicamente os trata como cidadãos de segunda.
Uma imagem que vem sendo habitual nos últimos meses é a de grupos de moradores de diferentes favelas cariocas interrompendo o tráfego de ruas e avenidas, incendiando ônibus e veículos públicos, montando barricadas ou recebendo a polícia a pedradas.
As fotos são muito claras: nelas se observam mulheres e homens de idade avançada, mães e jovens sem armas de fogo que, estimulados pelas permanentes manifestações que se estendem pelo Brasil, lançam agora um grito de cansaço desesperado, contido durante décadas.
Enquanto isso, as operações policiais, apoiadas pelo Governo Federal, continuam ocorrendo nas favelas do Rio aumentando o registro de mortos e feridos, sem ninguém ser responsável por esses assassinatos. Tudo que importa é a Copa.
Fonte: El País.






