Arquivos mensais: abril 2014
População pernambucana sofrerá aumento de mais de 17% na energia elétrica
A população Pernambucana vai pagar mais caro pelo consumo de energia. A péssima notícia foi aprovada hoje (28) pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O reajuste é de 17,51% para os consumidores residenciais atendidos pela Companhia Energética de Pernambuco (Celpe). O aumento vale a partir de amanhã (29) para 3,3 milhões de unidades consumidoras de 185 municípios de Pernambuco.
Neste ponto segue-se a mesma lógica dos diretores da Facape: Faz-se um reajuste abusivo, usando um argumento mentiroso de que “precisa melhorar a qualidade dos serviços e da modernização”. Reajam!
FACAPE E FACESF: QUEM COBRA MAIS CARO?
A direção da Facape anunciou um reajuste nas mensalidades que as levarão para algo próximo de R$ 532,00. Para justificar mais um aumento recorreram ao velho artifício de comparar os preços pagos aqui com os pagos em instituições particulares de ensino.
E, como é corriqueiro, talvez devido a proximidade, a Faculdade de Ciências Exatas e Humanas do Sertão do São Francisco, situada no município de Belém, sempre é evocada, como exemplo, não se sabe se por equívoco ou desinformação, como o melhor parâmetro para sustentar a tese refutável de que os alunos da Facape pagam uma mensalidade muito menor que a Facesf, ou seja, irrisória, quando comparadas as duas.
Entretanto, em que pese os valores cobrados em universidades privadas pelos serviços educacionais serem robustos, cabe algumas ponderações, a fim de elucidar os fatos.
Vejamos os números da Facesf:
O valor atual da mensalidade na Facesf é, exatamente, de R$ 783,12 por 06(seis) disciplinas de 72 hora/aula, excetuando-se o desconto médio de 6% para pagamento efetuado na data de vencimento.
A nossa Facape cobra R$ 493,00 por 06(seis) disciplinas de 60hora/aula, também, excetuado o desconto de 9% na situação descrita.
Vale destacar, no entanto, numa empresa privada, a contratação de um empregado sujeita a empresa ao pagamento equivalente a 67,53% referente aos encargos trabalhistas e previdenciários sobre o salário, além de outros adicionais e benefícios garantidos pela CLT e Convenção Coletiva de Trabalho.
O percentual acima mencionado, considerado para empresas não optantes pelo Simples, é composto de: férias e 1/3 (11,11%), décimo terceiro salário (8,33%), INSS por sua alíquota máxima (28,8%), INSS sobre férias e décimo terceiro (5,6%), FGTS (8,5%), FGTS sobre férias e décimo terceiro salário (0,94%) e FGTS calculado sobre a rescisão (4,25%).
Assim, se considerarmos um empregado cujo salário mensal é de R$ 1,5 mil, haverá um custo por parte da empresa de, no mínimo, R$ 1.013, além do próprio salário. Isso sem mencionar o pagamento de horas extras, adicional noturno, adicional de insalubridade, periculosidade, etc; bem como os encargos previdenciários e FGTS sobre tais verbas.
Por sua vez, retirando-se as contribuições obrigatórias como as previdenciárias, a Facape está isenta de todas as outras incidências de impostos sobre a folha de pagamento. O que nos leva a afirmar que uma mensalidade de R$ 391,56, ou seja, metade da cobrada pela Facesf seria não somente justa como garantiria a manutenção dos serviços e uma pequena margem de investimento, se administrada a arrecadação com a eficiência exigida para os negócios públicos.
Quanto à estrutura temos na Facesf, temos:
Além de uma moderna biblioteca informatizada (foto), torna-se oportuno trazer para o debate a qualificação dos docentes, segundo a hierarquia de suas titulações, vejamos:
01. Dr. Geraldo de Oliveira Santos Neves 02. Msc. Alexandre Magno Paiva03. Msc. Arnaldo Barbosa Escorel Júnior 04. Msc. George Eric Gatis Júnior 05. Msc. Geyza Kelly Alves da Silva
06. Msc. Ivandro Pinto de Menezes
07. Msc. Jerusa Arruda
08. Msc. José Claudemiro Vilaça de Lima
09. Msc. José Pandolfi Neto
10. Msc. José Ricardo Ferreira da Costa 11. Msc. Paulo Romério Lima Vieira
12. Msc. Pedro de Menezes Carvalho
13. Msc. Rebeca Lins Simões de Oliveira 14. Msc. Tibério de Paula P. Monteiro 15. Esp. Camila Bahia Lustosa
16. Esp. Clayton José Oliveira Soares
17. Esp. Danilo Rodrigues Pereira
18. Esp. Daniela Pereira Novacosque
19. Esp. Eduardo Gomes
20. Esp. Elizieth Maria da Silva Sá
21. Esp. Fernando Portela Rodrigues 22. Esp. Manoel Messias
23. Esp. Marco Antonio de Jesus Bacelar
24. Esp. Marcos Silva (Tuxa)
25.Esp. Marcos Vasconcelos
26.Esp. Maria Ana de Carvalho
27.Esp. Monica Rodrigues 28. Esp. Ricardo Kalil Lage 29. Esp. Thiago Nunes Abath Cananea 30. Esp. William Ariel Arcanjo Lins
31. Esp. William de Carvalho F. Lima Jr.
Diante disso, devemos nos perguntar quem paga mais caro? O aluno da Facesf ou o aluno da Facape, onde uma parte significante dos professores é de substitutos, ganhando R$ 632,00 por turma? Onde a biblioteca ainda hoje se utiliza de fichas de papelão e o acervo bibliográfico é do ano de 2004?
Reflita caro aluno! Sopese bens os custos e benefício de cada uma e defenda seus direitos!
DIGA NÃO AO NOVO REAJUSTE!
Por: Adão Lima de SouzaNobel de Economia alerta sobre a crise iminente do mercado imobiliário no Brasil.
O Brasil está à beira de uma possível bolha imobiliária, segundo o Nobel de Economia Robert Shiller, com os altos preços dos imóveis nas maiores cidades brasileiras.
O norte-americano, que antecipou o colapso no setor nos Estados Unidos que derivou na crise mundial de 2008, diz que, tomando como base os valores dos imóveis anunciados nas duas principais cidades do país, São Paulo e Rio de Janeiro, a manutenção de uma taxa de crescimento bem superior à inflação que reforça a observação de que os preços dos imóveis “aumentaram de forma dramática”, e isso pode resultar num colapso do setor imobiliário brasileiro.
Em entrevista ao EL PAÍS, Shiller faz questão de destacar em algumas de suas respostas que não é um especialista em Brasil, e que isso o impede de fazer projeções sobre o país “com confiança”. Entretanto, ressalta que o índice FipeZap apontou valorização de 13,5% nos preços de venda na cidade de São Paulo nos últimos 12 meses até fevereiro.
No município do Rio de Janeiro, a alta foi de 15,2% no mesmo período. O indicador, no entanto, se baseia apenas nos preços anunciados dos imóveis, desconsiderando eventuais descontos ou acréscimos posteriores visando ao efetivo desfecho do negócio.
“A taxa de aumento foi muito constante. O índice de inflação ficou um pouco abaixo de 6%. Trata-se de uma alta real de preços na casa de 7%”, diz, referindo-se exclusivamente ao caso da capital paulista. “Suspeito que isso seja excessivo, sobretudo porque entendo que o mercado hipotecário está se desenvolvendo no Brasil e erros podem facilmente ocorrer.”
O balanço atualizado do FipeZap até março, divulgado apenas neste mês de abril, após o recebimento das respostas de Shiller pelo EL PAÍS, mostram uma levíssima desaceleração na expansão registrada no período dos últimos 12 meses. No caso paulistano, de 0,2 pontos percentuais, para 13,3%; e no carioca, de 0,3 pontos percentuais, para 14,9%.
Mas desde janeiro de 2008, quando o índice começou a ser medido, a cidade de São Paulo registra a fortíssima valorização de cerca de 200%, e o Rio de Janeiro, de estratosféricos 250%.
“Acho que o Brasil se tornou vulnerável a uma crise por causa de seu crescimento econômico recente e o status de BRICS (grupo formado, além do Brasil, por Rússia, Índia, China e África do Sul)”, diz Shiller. O país, que chegou a avançar 7,5% em 2010, acumulou expansões de 2,7%, 1% e 2,3% nos anos imediatamente posteriores.
Shiller, que é professor de Economia na Universidade Yale, ganhou o Prêmio Nobel de Ciências Econômicas de 2013 junto com outros dois pesquisadores norte-americanos, Eugene Fama e Lars Peter Hansen, por suas “análises empíricas de preços de ativos”. Os estudos do economista também derivaram no índice Case-Shiller de preços de imóveis, principal referência sobre a trajetória do mercado residencial norte-americano.
Ele é autor ainda do livro Exuberância Irracional (Makron Books), em que abordava inicialmente os riscos da supervalorização do mercado de ações no início da década passada, em meio ao boom tecnológico, e co-autor de O Espírito Animal – Como a psicologia humana impulsiona a economia e a sua importância para o capitalismo global (Elsevier-Campus).
Por: Adão Lima de Souza Fonte: El País.
LULA: Afirmações sobre os acontecimentos no Brasil.
Na Radio e Televisão de Portugal (RTP): “O mensalão teve praticamente 80% de decisão política e 20% de decisão jurídica. O que eu acho é que não houve mensalão”.
Sobre os condenados, Lula afirmou: “Não se trata de gente da minha confiança”.
E, ainda: “Tem companheiro do PT preso. E eu também não vou ficar discutindo a decisão da Suprema Corte. O que eu acho é que essa história vai ser recontada”.
Sobre a decisão do STF: Foi “um massacre que visava destruir o PT”. “E não conseguiram.”
Em 2010, Lula havia dito: É preciso estudar a “participação e o poder de condenação da mídia para desmontar a farsa do mensalão”.
Sobre a queda de popularidade de Dilma e o “volta-Lula”: “O Lula não é candidato. Eu não vou ser candidato. A Dilma é uma mulher de extrema competência. Ela vai vencer as eleições”.
Sobre o fato de sua popularidade não ter despencado com a de Dilma: “O povo é mais esperto do que algumas pessoas imaginam”.
Sobre a possibilidade de ocorrerem protestos durante a Copa do Mundo e as críticas feitas em relação aos custos dos estádios, dos aeroportos e de outras obras para os jogos do Mundial: “Não se faz Copa do Mundo pensando só em dinheiro”.
Um conselho de Lula: “Os políticos têm de assumir, decidir e dizer para onde o país tem que ir”.
Quem tem ouvidos que ouça.
Por: Adão Lima de SouzaCrônica de uma morte no cotidiano da pacificação genocida
RIO DE JANEIRO – A sequência começa em um dia qualquer na praia de Copacabana. O bailarino Douglas Rafael da Silva Pereira, 26 anos, conhecido como DG, joga futebol tranquilamente com um grupo de amigos. Quando acaba a partida, começa o caminho a favela de Pavão-Pavãozinho, encravada em uma colina do bairro mais turístico do Rio de Janeiro.
O jovem, mulato e forte, caminha pelos becos íngremes do subúrbio cumprimentando os vizinhos. Nota-se sua popularidade na comunidade. Recebe fruta de um vendedor ambulante e ajuda uma senhora a carregar suas sacolas de compra. Um pastor evangélico lhe dá sua benção sob um sol atroz.
E lá vai Douglas, bamboleando feliz pelas ruas, brincando e batendo nas mãos de conhecidos quando, de repente, escutam-se os tiros e em um beco deserto aparecem três policiais militares fora de si. O acurralam, o socam e chutam. Douglas, com voz entrecortada e olhos de pânico, pede misericórdia e tenta esclarecer sem êxito que é “um trabalhador”.
Então é quando o agarram pelos cabelos e, sem lhe dar a mínima oportunidade de se defender, lhe descarregam um tiro na cabeça. Pelas costas. Douglas estira-se agora no solo, sem vida, enquanto os agentes entram em estado de histeria frente a evidência de que este “auto de resistência” (licença da polícia para matar em defesa própria” será muito difícil de justificar.
Isto tudo poderia não passar de um roteiro de cinema, como o curta-metragem que DG protagonizou um ano antes de morrer na mesma favela. Porém, tirando alguns detalhes, como o lugar exato da execução, o número de policiais ou a velocidade do ocorrido, o restante mostra as agruras de um povo pobre e indefeso sendo exterminado pela truculência do Estado.
Uma violência policial fora do controle, batizada de Política de Pacificação de Favelas, que o mundo resiste em admitir que se trate, de fato, de uma faxina étnica, de genocídio orquestrado pelo Estado, cujo propósito é varrer a “imundície vergonhosa” antes que os estrangeiros cheguem para a grande esbórnia que será a Copa.
Por: Adão Lima de SouzaO Brasil não é um país em guerra, mas é difícil fazer os estrangeiros entenderem isso. Para a Alemanha é um país de alto risco.
O ministério de Assuntos Exteriores alemão divulgou um novo relatório sobre um tema muito sensível: a segurança que o país oferece aos milhares de turistas que chegarão à nação para aproveitar a grande festa da Copa e torcer pelos seus times.
O relatório do ministério, em sua seção “serviços ao cidadão”, que é consultada por todas as grandes agências de turismo do país e pelos turistas que compram pacotes de férias, oferece uma imagem desoladora do Brasil: uma nação onde as leis não são respeitadas e o turista corre o risco de ser vítima de ladrões, sequestradores ou simplesmente de se envolver em confrontos entre a polícia e grupos criminosos, como aconteceu recentemente no Rio de Janeiro.
“Arrastões e delitos violentos não estão descartados, lamentavelmente, em nenhuma parte do Brasil. Grandes cidades como Belém, Recife, Salvador, Fortaleza, Rio de Janeiro e São Paulo oferecem altas taxas de criminalidade”, assinala o relatório, com data de 24 de abril, e que está sendo atualizado a cada 24 horas. “A princípio, o cidadão deve se portar de forma precavida em regiões ou em bairros de cidades que são consideradas seguras”, acrescenta o relatório.
Isso não é tudo. Segundo os especialistas do Ministério, que medem os níveis de violência e delinquência que existem nos países que os alemães costumam visitar como turistas, o Brasil se transformou em uma perigosa armadilha para viajantes desprevenidos que desconhecem a realidade do país. O Ministério recomenda que os turistas alemães não usem roupas chamativas e joias quando saírem a passear pelas ruas, que evitem levar grandes quantidades de dinheiro e escondam artigos eletrônicos, como telefones celulares e computadores portáteis. “Em caso de ataque, não resistir, porque os ladrões geralmente atuam armados e não se amedrontam com ações violentas”, assinala o relatório do Ministério.
Brasil, um país de alto risco para os turistas que desejam visitá-lo durante o campeonato mundial de futebol? A fria descrição sobre o centro do Rio de Janeiro depois do horário de fechamento dos comércios não deixa dúvidas. “As ruas vazias do centro devem ser evitadas durante os fins de semana”, adverte o ministério, que reconhece alguns progressos realizados pela polícia nas famosas e temidas favelas da cidade.
Os especialistas do ministério de Assuntos Exteriores alemão colocam especial atenção à criminalidade que rodeia o mundo da prostituição, onde os roubos e assaltos são corriqueiros. O turista deve estar atento ao que consome em bares e outros locais visitados por prostitutas. “Se recomenda vigiar a bebida em bares e outros locais e que também não se acompanhe uma prostituta a um hotel escolhido por ela”, diz o ministério, que também adverte os turistas alemães sobre o perigo que existe nas praias como Copacabana, onde os roubos acontecem diariamente, à noite com maior frequência.
Por: Adão Lima de SouzaOs EUA exigem reação mais rigorosa da Europa contra a Rússia.
A grave crise internacional, que se vive desde a anexação russa da península da Crimeia, foi agravada nas últimas horas pela detenção de oito observadores militares europeus por milícias federalistas e separatistas pró-Rússia de Slaviansk, que Obama chamou de “capangas”. Os observadores detidos atuam sob proteção da Organização de Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), mas não são membros da mesma. As forças pró-Rússia dizem que são espiões.
Barack Obama acusou o Kremlin de não ter movido “um só dedo” para conseguir que os separatistas pró-Rússia na Ucrânia cumpram o acordo fechado em Genebra para diminuir uma tensão que situou as relações entre a Rússia e o Ocidente em seus níveis mais baixos desde o final da Guerra Fria. Ontem, o presidente norte-americano disse que era absolutamente necessário que os Estados Unidos e a União Europeia apresentassem uma mensagem de unidade para Moscou de que seus jogos de guerra devem acabar.
Com Washington e Bruxelas a ponto de impor novas sanções à Rússia –talvez nesta segunda-feira- o presidente dos Estados Unidos declarou da Malásia –durante a terceira etapa de seu giro asiático- que se estará “em uma posição mais firme para dissuadir Putin quando ele vir que o mundo está unido, que os Estados Unidos e a Europa estão unidos, e que este não é somente um conflito russo e norte-americano”.
Para Obama, Moscou não só ficou apática diante do acordo fechado no último dia 17 em Genebra, como que, em algumas ocasiões, se manifestou contra. “Há provas contundentes de que ficaram incentivando as atividades no leste e no sul da Ucrânia”, disse o presidente. O mandatário aproveitou uma nova ocasião para lembrar seu homólogo russo que está “ilhado” e que a chave do problema está em “respeitar a integridade territorial” da Ucrânia, ameaçada pelas milícias pró-Rússia.
Até o momento, Washington se encontra em uma linha mais dura de ataque que a Europa, que está em um espaço mais ambíguo e tímido, entre outras razões porque suas relações comerciais e laços econômicos com a Rússia são muito maiores do que os dos Estados Unidos e porque compra cerca de um quarto de seu gás natural em Moscou.
Kiev foi mais agressivo em seu discurso no final da semana passada e assegurava que Moscou estava dando todos os passos que desembocariam em uma “terceira guerra mundial”. Kiev, respaldado pelo Ocidente, acusa o Kremlin de planejar a invasão do leste da Ucrânia e de preparar o terreno para o treinamento e o apoio de separatistas armados que ocuparam os arredores de uma dúzia de edifícios públicos na região.
Para tranquilizar os aliados da OTAN com fronteiras com a Rússia, Washington enviou 150 paraquedistas à Lituânia no sábado passado. Cerca de 600 soldados norte-americanos chegaram à Polônia e a vários Estados bálticos que pertenceram à extinta União Soviética.
“A agressão russa renovou nossa determinação de reforçar a aliança da OTAN”, disse o secretário de Defesa norte-americano, Chuck Hagel, há algumas semanas, quando o acordo de Genebra estava sendo formalizado. Washington manifestou ceticismo sobre o mesmo, algo que se confirmou logo depois. “Estas medidas não são direcionadas para provocar ou ameaçar a Rússia, mas para demonstrar que a OTAN continua dedicada a suas tarefas de defesa coletiva”, acrescentou Hagel.
Por: Adão Lima de Souza Fonte: El País.Isto Posto… Advogado, que causa tu defendes?
Sem dúvida nenhuma, o que mais contribui para que um jovem se decida pelo Curso de Direito não é tão somente o fascínio pelo status ou o glamour de profissões dignas e necessárias como a de Juiz, Promotor, Defensor ou Advogado, mas sim, ainda que inconscientemente, o ideal de justiça, ou seja, o desejo de ver triunfar a justiça sobre a opressão e a tirania, a satisfação pela coragem em manejar a espada contra a mentira e a traição e, assim, poder oferecer a balança como boa medida de equidade para que reine o bom senso.
Outro fator evidente, construtor de nossas aspirações, é a forte influência da cultura popular sobre nossas escolhas. Principalmente, para o jovem de hoje, habituado à internet como meio indispensável à troca de ideias; e ao cinema como instrumento realizador daqueles sonhos heroicos, em que a verdade e a justiça triunfam sobre as pretensões fundadas na tirania, no preconceito, na esperteza, no desrespeito ao outro e suas fragilidades e na certeza da impunidade pelos seus crimes, conspurcando o ideal humano de justiça.
E inspiração não nos falta na cinematografia moderna, cujos heróis, recrudescendo a nossa sede de justiça, fazem renovar a crença imprescindível nos valores humanos. Como no filme “Questão de Honra”, em que o ator Tom Cruise, interpretando um jovem e inexperiente advogado, é designado para defender da acusação de homicídio dois fuzileiros da base naval Americana de Guantánamo, em Cuba.
Numa atuação memorável, o jovem ator Tom Cruise, corajosamente, enfrenta a arrogância das altas patentes militares para provar que os acusados agiram em cumprimento de uma ordem superior e que seria injusto serem os únicos condenados pelo crime cometido. Neste filme, o grande ápice é o diálogo entre Tom Cruise e o excelente ator Jack Nicholson, no papel do impetuoso e prepotente Coronel Nathan R. Jessep, que quando acuado pelas perguntas do talentoso jovem advogado, ameaçado de Corte Marcial por acusar sem provas um Oficial, sentencia o coronel do alto de sua arrogância: “você não suportaria a verdade!”.
Outro magnífico exemplo cinematográfico é, também, o filme “Tempo de Matar”, onde um advogado branco (Matthew McConaughey), numa pequena cidade do Mississipi, estado que se notabilizou pelo racismo enraizado, terra da Ku Klux Klan, organização que queimava pessoas pelo simples fato de serem negras, aceita defender um negro (Samuel L. Jackson), acusado de ter matado os três homens brancos que estupraram sua filha de onze anos de idade e foram inocentados por um júri racista.
Neste filme, o advogado branco, mesmo temeroso de que tivesse sua carreira prejudicada pela defesa de um negro numa cidade racista, consegue inocentar o pai por ter este agido em legítima defesa, ao propor que o júri, apesar de racista, pudesse se colocar, por um minuto, na pela daquele pai ao encontrar sua filha pequena jogada numa estrada deserta, violentada, sangrando ao lado de sua mochila escolar.
Tanto num como no outro filme, o que está em jogo, além das fontes de inspiração que induz o jovem para a carreira de Direito, é, inafastasvelmente, a escolha que fazem esses advogados pela defesa da justiça, transformando este anseio pelo justo na sua “Causa”, enquanto profissional e, sobretudo, cidadão, ser humano.
Isto posto… Para não ficarmos apenas somente na ficção, trago à tona a grande figura do advogado dos pobres, Cosme de Farias, que com apenas o curso primário, tornou-se advogado provisionado (rábula) e passou a vida defendendo milhares de clientes que, sem condições financeiras, de outra forma não teriam condições de uma defesa. Retratado por Jorge Amado, em Tenda dos Milagres, na personagem “Damião de Souza“, para reafirmar que a ficção também imita a vida. E é, diante disso, que pergunto aos jovens estudantes de Direito, principalmente os que dividem comigo a rotina da Facape, temos também uma causa? Caros colegas, que causa vós defendeis? Por que não começais a defender vossos direitos?
Por: Adão Lima de Souza
O Brasil e a China foram responsáveis por metade das cesáreas feitas no mundo, segundo a OMS.
A Artemis, uma das principais entidades em defesa da mulher em situação de violência, conseguiu agendar uma audiência na Comissão dos Direitos Humanos da Câmara para tentar sensibilizar os deputados sobre a necessidade de políticas públicas de saúde que privilegiem o parto normal em vez da cesariana.
No próximo dia 7, apresentará alguns dados alarmantes sobre a questão, entre eles o fato de que o país sofre uma “epidemia de cesarianas”, com taxas que estão entre as mais altas do mundo. No país, os dados mais recentes (de 2011) mostram que dos 2,9 milhões de partos feitos no ano, 53% eram cesáreas.
Em 1985, a OMS (Organização Mundial de Saúde) já afirmava que não existiam razões para que algum país tivesse uma taxa superior a 15% de cirurgias do tipo, já que ela deveria ser feita apenas em casos emergenciais. As cirurgias são contraindicadas em casos não urgentes porque aumentam o risco de parto prematuro, de infecção para a mulher e por prejudicar o aleitamento materno. Um estudo da OMS, em 2010, mostrou ainda que a China e o Brasil foram responsáveis por metade das cesáreas feitas no mundo.
Pelos estudos realizados, verificou-se que há uma forte indução ao parto cesariano em detrimento do parto normal, mais benéfico à mulher. Os relatos de pacientes comprovam as pesquisas:
Ana Duarte Nascimento, 31, planejou o parto de Gabriel, 1 ano e nove meses, antes mesmo de saber que estava grávida. “Eu sempre quis um parto normal, sempre tive medo de passar por uma cirurgia”, conta ela. Mas quando procurou uma obstetra do plano de saúde, entrou numa batalha não prevista. Com a data provável de nascimento do bebê em julho, durante as férias escolares, começou já na 35a semana a ser pressionada pela médica para agendar uma cesariana. “Ela dizia: ‘vou sair de férias’. Como quem diz: ‘vai mesmo arriscar fazer o parto com um plantonista?”, conta ela, que resistiu.
Cinco semanas depois, ouviu da obstetra que não poderia ter um parto normal porque não tinha dilatação para isso. “Mas eu nem havia entrado em trabalho de parto!”, diz Nascimento, que na época não sabia que o argumento não fazia sentido e o aceitou. Acabou na sala cirúrgica. Privada do direito de parir.
Dados do município de São Paulo, mais atualizados e desmembrados por tipo de rede (pública ou privada) e por maternidades, a taxa de cesariana sobe para 55% dos 165.364 nascimentos ocorridos em 2013.
A rede privada é responsável por alavancar esse número de cirurgias: de cada cem partos feitos nos hospitais particulares, em média 86 deles são cesarianas. Há maternidades em que essa proporção passa dos 90%, caso da Santa Joana, na zona sul da capital. O hospital foi a maternidade privada que mais fez partos em São Paulo em 2013 -92% deles por cirurgia.
Os hospitais afirmam que a escolha pelo parto é exclusivamente da paciente e do médico e que disponibiliza todas as condições para as pacientes que fazem a opção por partos normais e naturais, inclusive sendo a primeira do país a criar unidades especiais para parto.
Entretanto, o argumento da escolha da paciente pelo parto cesariano, ainda é compartilhado por muitos especialistas, sob a alegação de desinformação da paciente: “A maioria das mulheres que procuram a rede privada fazem cesáreas por falta de educação da paciente. Ela vive em um ambiente cultural onde a maioria das pessoas fez cesárea, então ela entende que aquilo é o melhor”, afirma Rossana Pulccinelli, cooperadora técnica da saúde da mulher da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo e coordenadora científica de obstetrícia da Associação de Obstetrícia e Ginecologia de SP (Sogesp).
Porém, para Alberto Kiochi Aguemi, assessor da Saúde da Mulher da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, a escolha pela cesárea acontece, geralmente, pela comodidade de poder escolher um horário ou pelo medo de realizar um parto normal. Mas há outro fator: o da preferência do médico, do hospital e do convênio privados pela cesárea, algo que resvala no lado financeiro. “As operadoras de saúde pagam ao médico em média 250 reais por um parto normal [que pode durar horas] e 300 reais por uma cesárea [muito mais rápida]. A maternidade tem uma sala de parto. Uma cesárea dura em média uma hora. Ela pode marcar dez cesáreas em 12 horas, tempo que pode durar um único parto normal”, conta ele.
A conclusão: é muito mais rentável realizar cesarianas do que partos naturais. E, por isso, a mulher acaba convencida de que o melhor é fazer a cirurgia, mesmo quando ela não é necessária. Na rede pública, como o parto é feito com o médico plantonista do hospital e o dinheiro não pesa, o número de cirurgias acaba sendo menor. “Nenhum médico quer ficar preso a uma paciente em trabalho de parto na própria folga”, diz uma gestante, que pediu para não ser identificada por ter medo de represálias.
Mais consciência
Nos últimos anos, entretanto, as campanhas feitas por entidades que lutam contra as cesáreas desnecessárias têm ajudado a aumentar a consciência das mulheres de que muitos dos argumentos dados pelos médicos para “empurrar” uma cirurgia podem não fazer sentido.
Com isso, muitas mulheres estão, inclusive, procurando a Justiça para processar os médicos que, segundo elas, “roubaram delas o direito de parir”. A advogada, Priscila Cavalcanti, consultora jurídica da Artemis, já ingressou com pelo menos dez ações desde julho do ano passado.
O número inclui também outros casos de violência obstétrica, como gritos e ofensas da equipe médica, episiotomia (corte no períneo) sem o consentimento da mulher, a proibição de acompanhante na hora do parto, entre outras. Ela reconhece, no entanto, que são causas que dificilmente têm êxito, já que, muitas vezes, a mulher que sofre a pressão ou a violência está sozinha com o médico e não tem provas. O importante, nesses casos, é a exposição do problema.
Outro ponto defendido pela instituição é o credenciamento dos municípios em um programa do governo federal para a criação de unidades de parto normal nas cidades, para que a referência da mulher para o parto deixe de ser apenas o hospital.
O município de São Paulo aprovou no final do ano passado uma lei de autoria da vereadora Juliana Cardoso (PT) que obriga a criação desses centros e, agora, a prefeitura está se credenciando para receber a verba federal. Serão seis centros, mas não há previsão de abertura ainda.
Fonte: El País
Aves da Região: O Caboclinho
A espécie: caboclinho é uma ave passeriforme da família Thraupidae. Conhecido também como caboclinho-verdadeiro, caboclinho-de-cabeça-marrom, fradinho (Pernambuco), caboclinho-paulista, caboclinho-coroado, bico-de-ferro (Rio de Janeiro), ferrinha, caboclinho-lindo (Amapá e Minas Gerais), cabocolino (Pará e Ceará), coleirinho-do-brejo e caboclinho-frade.
Seu nome significa: do (grego) sporos = semente, sementes; e phila, philos = amigo, aquele que gosta de; e do (francês) bouvreuil = palavra francesa para identificar aves canoras similares em forma ao curió. ⇒ Papa-capim ou (Ave) que gosta de sementes (similar a um curió).
Características
Mede cerca de 10cm de comprimento. O macho é de coloração geral canela, com um boné, asas e cauda pretos e a fêmea é marrom-olivácea nas partes superiores e branco-amarelada nas inferiores. As fêmeas dos caboclinhos em geral são muito semelhantes entre si, dificultando a identificação de cada espécie e possibilitando a mestiçagem. Os jovens apresentam a mesma coloração das fêmeas.
Leia mais em: http://www.wikiaves.com/








