Arquivos mensais: abril 2014
Podemos continuar comendo tanta carne?
A carne se tornou indispensável na nossa comida. Parece que não podemos viver sem ela. Se até há poucos anos o seu consumo era um privilégio, uma comida de dias de festa, hoje se tornou um ato cotidiano. Quiçá, inclusive, demasiado cotidiano. Precisamos comer tanta carne? Que impacto tem isso no meio ambiente? Que consequências para o bem-estar animal? Para os direitos dos trabalhadores? E para a nossa saúde? O consumo de carne está associado ao progresso e à modernidade.
De fato, no Estado espanhol entre 1965 e 1991, sua ingestão foi multiplicada por quatro, especialmente a de carne de porco, segundo dados do Ministério da Agricultura. Nos últimos anos, no entanto, o consumo nos países industrializados estagnou ou até diminuiu, devido, entre outras questões, aos escândalos alimentares (vacas loucas, gripe das aves, frangos com dioxinas, carne de cavalo em vez de carne de vaca, etc.) e a uma maior preocupação com o que comemos.
De qualquer modo, há que recordar que também aqui, e ainda mais num contexto de crise, muitos setores não podem optar por alimentos frescos nem de qualidade ou escolher entre dietas com ou sem carne.
A tendência nos países emergentes, como Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, os chamados BRICS, pelo contrário, é para aumento. Eles concentram 40% da população mundial e entre 2003 e 2012 seu consumo de carne aumentou 6,3%, e espera-se que entre 2013 e 2022 cresça 2,5%. O caso mais espetacular é o da China, que passou em poucos anos, de 1963 a 2009, de consumir 90 quilocalorias de carne por pessoa por dia para 694, como indica o Atlas da Carne. Os motivos? O aumento da população nesses países, a sua urbanização e a imitação de um estilo de vida ocidental por parte de uma ampla classe média. De fato, definir-se como “não vegetariano” na Índia, um país vegetariano por antonomásia, converteu-se, em alguns setores, num status social.
Mas o incremento da ingestão de carne no mundo não é gratuito e, pelo contrário, sai muito caro, tanto em termos do meio ambiente como sociais. Para produzir um quilo de carne de vitela, por exemplo, são necessários 15.500 litros de água, enquanto que para produzir um quilo de trigo são necessários 1.300 litros, e para um quilo de cenouras 131 litros, segundo o Atlas da Carne. Então, se para satisfazer a atual procura de carne, ovos e derivados lácteos em todo mundo são necessários por ano mais de 60 bilhões de animais de criação, engordá-los sai caríssimo. De fato, a criação industrial de animais gera fome, já que 1/3 das terras de cultivo e 40% da produção de cereais no mundo são destinados a alimentá-los, em vez de dar de comer diretamente às pessoas. E nem todos podem pagar por um pedaço de carne da agroindústria. Segundo dados do Grupo ETC, 3,5 bilhões de pessoas, metade dos habitantes do planeta, poderiam se nutrir com o que esses animais consomem.
Além disso, vacas, porcos e galinhas, no atual modelo de produção industrial e intensivo, são alguns dos principais geradores de mudança climática. Quem diria! Calcula-se que a pecuária e seus subprodutos gerem 51% das emissões globais de gases de efeito de estufa. De fato, uma vaca e seu bezerro, num estabelecimento de criação pecuária, emitem mais que um carro com treze mil quilômetros, segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO). Ao comer carne, somos corresponsáveis.
O mau trato é o lado mais cruel da pecuária industrial, onde os animais deixam de ser seres vivos para se tornar coisas e mercadorias. O documentário Samsara, sem cenas de violência explícita, mostra a brutalidade oculta, extrema, dos estabelecimentos de produção de carne e leite, onde os animais mal vivem e os trabalhadores os esquartejam, golpeiam, estripam como se fossem objetos. Um modelo produtivo que tem sua origem nos matadouros de Chicago, no início do século 20, onde a produção em linha permitia, em apenas 15 minutos, matar e cortar uma vaca. Um método tão “eficiente” que Henry Ford o adotaria para a produção de automóveis. Para o capital, não há diferença entre um carro e um ser com vida. E para nós? A distância entre o campo e o prato se tornou tão grande nos últimos anos que, como consumidores, muitas vezes já não estamos conscientes de que por trás de uma salsicha, de uma lasanha ou de um esparguete à carbonara havia vida.
As condições laborais de quem trabalha nesses estabelecimentos deixa muito a desejar. De fato, entre os animais que são sacrificados e os empregados que lá trabalham há mais pontos em comum do que estes últimos possam imaginar. Upton Sinclair, em sua brilhante obra A Selva, na qual retrata a precária vida dos trabalhadores dos matadouros de Chicago nos primeiros anos do século passado, deixa claro: “Ali sacrificavam-se homens tal como se sacrificava gado: cortavam seus corpos e suas almas em pedaços e convertiam-nos em dólares e cêntimos.” Hoje, muitos matadouros contratam imigrantes em condições precárias, mexicanas nos Estados Unidos, como retrata o excelente filme de Richard Linklater “Fast Food Nation”, ou do Leste Europeu, nos países do centro da União Europeia. Cem anos depois, a obra de Sinclair continua a ter plena atualidade.
A indústria pecuária tem, além do mais, um efeito nefasto sobre a nossa saúde. O fornecimento sistemático de remédios aos animais, de maneira preventiva para que possam sobreviver em péssimas condições nos estábulos até ao matadouro, e para obter uma engorda mais rápida, e com menos custo para a empresa, leva a que se desenvolvam bactérias resistentes a esses fármacos. Algumas bactérias que facilmente podem passar às pessoas através da cadeia alimentar, entre outras formas.
Na atualidade, segundo a Organização Mundial da Saúde, são dados mais antibióticos a animais sãos que a pessoas doentes. Na China, por exemplo, calcula-se que são dados aos animais mais de 100 mil toneladas de antibióticos por ano, a maioria sem qualquer tipo de controle, e nos Estados Unidos, 80% dos antibióticos vão para o gado, como indica o Atlas da Carne. E isso não é tudo. A própria FAO reconhece que nos últimos 15 anos, 75 % das doenças humanas epidérmicas têm sua origem nos animais, como a gripe das aves ou a gripe porcina, consequência de um modelo insalubre de produção pecuária.
Quem ganha com esse modelo? Obviamente que nós não, ainda que nos queiram fazer crer o contrário. Algumas multinacionais controlam o mercado: Smithfield Foods, JBS, Cargill, Tyson Foods, BRF, Vion. E obtêm importantes lucros com um sistema que contamina o meio ambiente, provoca mudanças climáticas, explora os trabalhadores, maltrata os animais e nos faz adoecer.
Uma pergunta se impõe: Podemos continuar comendo tanta carne?
(Artigo publicado inicialmente em catalão em Etselquemenges.cat, em 18 de fevereiro de 2014.Tradução do espanhol para português de Carlos Santos para Esquerda.net)
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Vagas: 11 vagas tarde
Requisitos: idade mínima 18 anos; ensino fundamental completo, ou cursando
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Por: Anderson Ramos
Veja as vagas de emprego da Agência do Trabalho para esta segunda-feira (07)
| 1 | Assistente de administração 2507942 | ENS. MEDIO COMPLETO | 6 meses CTPS |
| 1 | Auxiliar de escrituração fiscal 2456791 | SUPERIOR INCOMPLETO | 6 meses CTPS |
| 1 | Auxiliar de limpeza 2501539 | FUNDAMENTAL COMPLETO | 6 meses CTPS |
| 1 | Chefe de serviço de transporte rodoviário 2515963 | ENS. MEDIO COMPLETO | 6 meses CTPS |
| 1 | Encarregado de departamento de pessoal 2439999 | SUPERIOR INCOMPLETO | 6 meses CTPS |
| 02 | Garçom 2511921 | ENS. MEDIO COMPLETO | 6 meses não CTPS |
| 1 | Mecânico de automóveis e caminhões 2493787 | FUNDAMENTAL COMPLETO | 6 meses não CTPS |
| 2 | Mecânico de manutenção de máquinas agrícolas (tratores) 2510234 | FUNDAMENTAL COMPLETO | 6 meses não CTPS |
| 1 | Mecânico de manutenção hidráulica 2491197 | 6 meses não CTPS | |
| 1 | Mecânico de motores agrícolas 2477185 | 6 meses não CTPS | |
| 1 | Montador de móveis de madeira 2518582 | ENS. MEDIO COMPLETO | 6 meses CTPS |
| 2 | Nutricionista 2515424 | SUPERIOR COMPLETO | 6 meses não CTPS |
| 3 | Oficial de serviços gerais na manutenção de edificações 2513755 | FUNDAMENTAL COMPLETO | 3 meses não CTPS |
| 1 | Operador de pá carregadeira 2508450 | ENS. MEDIO COMPLETO | 6 meses CTPS |
| 1 | Operador de Sist.de climatização | ENS. MEDIO COMPLETO | 6 meses não CTPS |
| 1 | Operador de trator de esteira 2504444 | ***************** | 6 meses não CTPS |
| 1 | Padeiro 2413188 | FUNDAMENTAL COMPLETO | 6 meses não CTPS |
| 1 | Professor de espanhol 2521308 | SUPERIOR COMPLETO | 6 meses não CTPS |
| 1 | Professor de inglês 2521228 | SUPERIOR COMPLETO | 6 meses não CTPS |
| 1 | Torneiro mecânico 2488165 | FUNDAMENTAL INCOMPL | 6 meses CTPS |
| 1 | Vidraceiro 2494569 | ENS. MEDIO INCOMPL | 6 meses CTPS |
FLAMENGO X VASCO.
CAMPEONATO CARIOCA – Flamengo e Vasco voltam a se encontrar, depois de dez anos, em uma final de Campeonato Carioca neste domingo, às 16h (de Brasília), no Maracanã.
A última vez que o Cruzmaltino venceu o arquirrival em uma decisão foi em 1988, quando duas vitórias – 2 a 1 e 1 a 0 – foram suficientes para garantir o título estadual por antecipação. A previsão era de quatro confrontos, mas o clube de São Januário evitou os últimos dois por já ter iniciado o quadrangular final com um ponto conquistado.
Desde então, foram sete decisões, todas com final feliz para o Flamengo. Em 1999 e, mais recentemente, em 2011, o Rubro-Negro superou o rival na decisão da Taça Rio e sequer precisou de uma final geral para sagrar-se campeão. Em 99, 2000, 2001 e 2004, o sucesso veio em finais de Carioca. Ainda houve 2006, quando o único “Clássico dos Milhões” válido pela decisão de uma competição fora do Rio de Janeiro terminou em mais um sucesso do Fla, que conquistou o bicampeonato da Copa do Brasil.
A partida de volta está marcada para o domingo seguinte (13 de abril), também às 16h e, é claro, também no Maracanã. O Fla pode levantar a taça com apenas dois empates, por ter terminado a primeira fase na primeira colocação. Se o placar acumulado ao fim dos dois confrontos estiver empatado, com uma vitória para cada equipe, o campeão será decidido na disputa de pênaltis.
Situação ou Oposição, para quem financia campanhas, pouco importa quem vai vencer!
Empresas que mantém contratos com a Petrobras desembolsaram cerca de R$ 1,4 bilhão em contribuições às campanhas de postulantes a presidente, governador, prefeito, deputado e senador. Sendo que, de cada R$ 10 doados pelas empresas aos candidatos, em 2010 e 2012, R$ 3 foram de fornecedores da Petrobras.
Levantamento conjunto do Estadão Dados e da Transparência Brasil revela que 4.792 candidatos e comitês partidários receberam recursos de empresas contratadas pela Petrobrás nos últimos quatro anos. Nas eleições parlamentares e para governos de 2010, 1.778 candidatos/comitês receberam desses fornecedores.
Na disputa municipal de 2012, foram 3.014 os beneficiários. Os valores doados pelos fornecedores da Petrobrás constituem uma estimativa conservadora: o levantamento levou em consideração só os contratos assinados a partir de 2010.
Dos 513 deputados federais eleitos em 2010, nada menos do que 330 contabilizaram doações de empresas privadas que mantêm contratos com a Petrobrás. Juntos, receberam pelo menos R$ 78 milhões para ajudar a bancar suas candidaturas. O valor pode ser ainda maior, porque não inclui as doações dessas empresas a comitês partidários, que podem beneficiar mais de um candidato.
A regra dos doadores é ter um pé em cada canoa partidária. Tornam-se, assim, centopeias político-ideológicas. O dinheiro foi doado indiscriminadamente tanto a partidos que apoiam o governo federal quanto a legendas que lhe fazem oposição. Nada menos que 24 siglas receberam recursos em 2010, e 26 em 2012.
Nas eleições realizadas há quatro anos, candidatos e comitês do PT, que disputava o terceiro mandato presidencial consecutivo, receberam 25% do valor total doado pelos fornecedores da Petrobrás. Já o PSDB, principal partido da oposição e havia oito anos distante do Planalto, ficou com uma fatia levemente inferior: 24%.
Levando-se em conta as disputas pelos cargos de presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual, candidatos do PT receberam em 2010, em conjunto, R$ 224 milhões de empresas ligadas por contratos à Petrobrás. As doações para tucanos somaram R$ 210 milhões.
O PMDB, que tem influência em diretorias da Petrobrás e é segundo maior partido da base governista, recebeu menos recursos do que o oposicionista PSDB em 2010: R$ 165 milhões, o equivalente a 19% do total.
Nas eleições de 2012, PT e PMDB ficaram com uma parcela maior dos recursos: 31% e 16%, respectivamente. Já o PSDB levou apenas 13%.
A lista dos fornecedores que fazem doações para campanhas tem 2.265 empresas. A maioria, porém, faz contribuições relativamente pequenas – apenas 117 empresas desembolsaram mais de R$ 100 mil. A concentração de poder no topo é alta: 81% dos recursos doados (mais de R$ 1,1 bilhão) saíram dos 50 maiores fornecedores.
Na lista dos maiores doadores estão as grandes empreiteiras do País, que têm outras fontes de recursos públicos e interesses em diversas áreas do governo, não apenas no setor do petróleo. Isso explica o fato de, em alguns casos, as doações eleitorais serem superiores aos valores dos contratos firmados com a Petrobrás.
Isso Mostra o potencial de alcance político e econômico da estatal e ajuda a entender os temores de parte da classe política com a instalação de uma CPI da Petrobrás.
Por: Adão Lima de Souza
Moscas com “neurônios jedi”
“O acoplamento efáptico já está na literatura científica há um bom tempo, mas existem poucos casos nos quais estas interações afetam o comportamento de um organismo”, aponta John Carlson, biólogo da Universidade de Yale (Connecticut, Estados Unidos), primeiro autor do estudo. A presença dessas interações em órgãos de sentido foi prevista em 2004, mas conseguir demonstrar que elas realmente aconteciam exigia um experimento difícil, engenhoso e completo.
Nas antenas da Drosophila melanogaster, os neurônios olfativos estão agrupados em pelos preenchidos por fluidos, chamados sensilas. Cada um contém dois a quatro neurônios, que estão todos sintonizados em diferentes cheiros e agrupados de formas específicas. “Um neurônio para o morango é sempre pareado com um neurônio para a pera, por exemplo”, explica Carlson. “Todos esses neurônios já foram bem caracterizados, então sabemos como são organizados.”
O estudo focalizou uma sensila chamada ab3, que contém dois neurônios: o ab3A, sensível ao metil-hexanoato das frutas, e o ab3B, que detecta o 2-heptano do cheiro da banana. Quando os pesquisadores expuseram as moscas a um fluxo constante de metil-hexanoato, o neurônio A disparou continuamente. Se as moscas eram expostas a uma breve explosão de 2-heptanona, o neurônio B entrava em ação, e o A de repente desligava. O contrário também aconteceu: uma breve explosão de atividade em A silenciou a atividade constante de B.
As mesmas interações foram vistas em quatro outros tipos de sensilas na mosca da fruta, bem como no mosquito da malária Anopheles gambiae. Apesar dessas interações claras, os neurônios em uma sensila não compartilhavam nenhuma sinapse. O comportamento se repetiu mesmo que fosse usado um químico bloqueador de sinapse, mesmo quando os padrões de disparo não se coordenavam, e mesmo se as antenas fossem decepadas, separando-as do contato com qualquer neurônio central.
A conclusão é de que, em vez de sinapses, os neurônios provavelmente se comuniquem através do fluido que os cerca. Quando um deles dispara, cria um campo elétrico que muda o fluxo dos íons até o outro e desliga a sua atividade elétrica.
O experimento ainda mostrou que essa atividade é forte o suficiente para alterar o comportamento da mosca. Para tanto, os cientistas usaram uma sensila com dois neurônios: um que leva à atração de uma mosca por vinagre de maçã, e outro que a faz evitar dióxido de carbono. Em seguida, a equipe bloqueou o neurônio da atração por vinagre, mantendo o da repulsão por dióxido de carbono. As moscas foram colocadas em um labirinto com duas vias que cheiravam a dióxido de carbono, mas somente uma que também cheirava a vinagre. As moscas escolheram o lado aromatizado com vinagre. Porém, não escolheram o cheiro de vinagre na ausência do cheiro de dióxido de carbono.
Isso sugere que o neurônio da atração ao vinagre, mesmo bloqueado no cérebro, podia ainda inibir o neurônio de dióxido de carbono vizinho. Quando ambos os produtos químicos estavam no ar, as moscas não se sentiam mais repelidas pelo dióxido de carbono.
Segundo os cientistas, esse tipo de interação neuronal é importante para a mosca, que pode estar com o olfato inundado com um cheiro forte, mas ainda assim precisar perceber um odor de comida, por mais fraco que seja.
Outra coisa que o experimento mostrou é que o cérebro não é o único responsável pelo sentido do olfato: os neurônios que fazem sua detecção também têm papel importante. Isso, possivelmente, também acontece com os seres humanos – mas tal implicação ainda não foi investigada.
Fonte: Digital do Criador, Michelson Borges
O Brasil é um dos países que mais cobra impostos e o que pior serviço público presta à população, segundo pesquisa internacional.
No ranking formado pelos 30 países com maior carga tributária do mundo, o Brasil, segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação, quando se trata de fazer retornar á sociedade o dinheiro arrecadado em serviços públicos, ocupa a última colocação.
A conclusão é de um estudo que, pela quinta vez, compara os 30 países de maior carga tributária em relação ao PIB, a fim de verificar se o que é arrecadado está voltando em serviços de qualidade para a população.
No Brasil em tudo está embutido o imposto. Mesmo dentro de casa a gente não deixa de pagar imposto quando acende a luz ou fala ao telefone ou, ainda, quando abre a torneira. E em todas essas contas, a carga de tributos é altíssima. E os serviços públicos de Saúde, Educação, segurança, lazer são de péssima qualidade.
A pesquisa demonstra que a atual arrecadação no país é recorde, porém, mal aplicada. E, por isso, o Brasil, nas cinco edições entre os países de maior carga tributária do mundo, estar sempre na última colocação em relação ao retorno à população. Devendo permanecer nesta posição, por muito tempo, se a política continuar sendo a do desperdício e do desvio de recursos pagos pelo contribuinte.
Estados Unidos, Austrália e Coreia do Sul são os países que melhor aplicam os tributos arrecadados. O Brasil está em último lugar, atrás de vizinhos como Argentina e Uruguai, com sempre e em todo o resto.
Por: Adão Lima de Souza.
Google planeja se tornar operadora de Internet móvel
Em breve, o Google pode lançar sua própria rede sem fio de telecomunicações.Executivos da companhia têm discutido como oferecer o serviço nas áreas que já recebem o Google Fiber, a internet ultrarrápida disponível somente nos Estados Unidos.
A empresa tem interesse em se tornar uma MVNO, operadora virtual que aluga a estrutura de outras e oferece pacotes próprios. Caso consiga realizar isso, o Google poderá concentrar todas as atividades de comunicações dos usuários porque já detém a fibra, o navegador (Chrome) e o e-mail (Gmail), além de atuar na mobilidade com o Android.
De acordo com fontes anônimas, a empresa conversou recentemente com operadoras americanas para tentar viabilizar o projeto. Hoje, a rede de fibra óptica do Google funciona no Kansas e em Provo, Utah. Os planos de expansão incluem Austin, Atlanta, Oregon, Portland, San Jose e outras seis áreas metropolitanas norte-americanas.
Se a rede for lançada, poderá atrapalhar o duopólio Verizon e AT&T nos EUA e complicar ainda mais o relacionamento do Google com as empresas de telefonia, já que a gigante das buscas deixaria de ter uma postura passiva no mercado de smartphones e passaria a ser concorrente.
A estrutura sem fio do Google deve utilizar pontos de acesso Wi-Fi construídos em sua própria rede de fibra e contar com o apoio das operadoras apenas quando o serviço não estiver disponível ou for insuficiente, o que já é feito pela AT&T a fim de diminuir o congestionamento.
Fonte: iMasters
Marcelo Rubens Paiva: “A morte de inocentes, como Amarildo, é resquício da ditadura”
“As pessoas pensam: puxa, aqueles caras que combateram a ditadura são esses aí? Dilma, José Dirceu, Genoino? Não são só eles. Quem combateu mesmo fomos nós, foram professores, estudantes, intelectuais, foi Caetano Veloso, Chico Buarque, Glauber Rocha, a imprensa, meu pai…”
O deputado Rubens Beyrod Paiva, pai do escritor, foi um dos primeiros desaparecidos políticos da ditadura brasileira, Paiva foi torturado e assassinado em 1971 por militares, o golpe de Estado, que completou 50 anos esta semana.
Na Comissão Nacional da Verdade, o coronel Paulo Malhães, ex-agente do Centro de Informações do Exército, em depoimento contou os detalhes nefastos da anatomia dos crimes, de como os cadáveres dos militantes mortos, como o do ex-deputado Rubens Paiva, eram mutilados e eliminados para não deixar vestígios. E a logística implicada para despejar no mar os restos mortais do deputado assassinado. O militar, hoje reformado, teria agido diretamente no desaparecimento do corpo de Rubens Paiva.
O cinquentenário do regime ditatorial, o escritor Marcelo Rubens Paiva, em entrevista ao Jornal Espanhol EL PAÍS, revivendo o anos de chumbo, disse que nunca foi a favor de luta armada e nem comunista e que o Brasil precisa contara a verdade e punir os responsáveis pelos crimes de lesa-humanidade que ainda estiverem.
Para o Marcelo, cidadão brasileiro, é necessário reconhecer que vícios da ditadura se mantêm, como o desaparecimento de pessoas inocentes, em plena democracia. “Meu pai não era guerrilheiro, nem era comunista. Era um típico integrante da família de classe média brasileira”, explica. “Amarildo, o pedreiro desaparecido no Rio, também não era traficante. A morte dele no ano passado é a evidente herança da ditadura no Brasil”.
O Estado matava os cidadãos brasileiros, cujo único ‘crime’ era defender a liberdade.
Por: Adão Lima de Souza









