Arquivos diários: 21 de maio de 2014
A copa já era! – Parte VI
O presente texto tem o propósito de apresentar onze argumentos, do goleiro ao ponta-esquerda, para demonstrar que a Copa já era! Ou seja, que já não terá nenhum valor para a sociedade brasileira e, em especial para a classe trabalhadora, restando-nos ser diligentes para que os danos gerados não se arrastem para o período posterior à Copa.
9. O atentado histórico à classe trabalhadora
A maior parte dos problemas vivenciados pelos trabalhadores nas obras da Copa está ligada à sua submissão ao processo de terceirização e de precarização das condições de trabalho, que acabaram sendo acatados, sem resistência institucional contundente, durante o período de preparação para a Copa, interrompendo o curso histórico que era, até então, de intensa luta pela melhoria das condições de trabalho no setor da construção civil, que é o recordista, vale destacar, em acidentes do trabalho. Essa luta, implementada pelo Ministério Público do Trabalho, tendo como ponto essencial o combate à terceirização, entendida como fator principal da precariedade que gera acidentes, já havia sido, inclusive, encampada pelo Governo Federal, em 2012, ao se integrar, em 27 de abril, ao Plano Nacional de Segurança e Saúde no Trabalho.
O fato é que o evento Copa, diante da necessidade de se acelerarem as obras, acabou por jogar por terra quase toda, senão toda, a racionalidade que já havia sido produzida a respeito do assunto pertinente ao combate à terceirização no setor da construção civil, chegando-se mesmo ao cúmulo do próprio Superintendente Regional do Trabalho e emprego de São Paulo, vinculado ao Ministério do Trabalho e Emprego, Luiz Antônio Medeiros, um ex-sindicalista, declarar, sobre as condições de trabalho no Itaquerão, que: “Se esse estádio não fosse da Copa, os auditores teriam feito um auto de infração por trabalho precário e paralisado a obra. Estamos fazendo de conta que não vemos algumas irregularidades” (entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, em 03/04/14).
O período da preparação para a Copa, portanto, pode ser apontado como um atentado histórico à classe trabalhadora, que jamais será compensado pelo aludido “aumento de empregos”, até porque, como dito, tais empregos, no geral, se deram por formas precárias. Nas obras o que se viu e se vê – embora não seja visto pelo Ministério do Trabalho e Emprego – são processos de terceirização e quarteirização, sem uma oposição institucional, que, por consequência, produz o legado de grave retrocesso sobre o tema, que tende a se estender, perigosamente, para o período posterior à Copa.
Não se pode esquecer que quase todos os acidentes fatais acima mencionados, não por coincidência, atingiram trabalhadores terceirizados, e o Estado de exceção, acoplado ao silêncio institucional sobre as formas de exploração do trabalho (exceção feita a algumas iniciativas individualizadas de membros do Ministério Público do Trabalho) e acatado para garantir a Copa, acabaram servindo como uma luva a certas frações do setor econômico, que serão as únicas, repita-se, que verdadeiramente, se beneficiarão do evento, para desferir novo ataque aos trabalhadores, representado pela tentativa de fuga de responsabilidade da empresa responsável pela obra, transferindo-a à empresa contratada (terceirizada), que possui, como se sabe, quase sempre, irrisório suporte financeiro para arcar com os riscos econômicos envolvidos.
Sobre a morte de José Afonso de Oliveira Rodrigues, a construtora Andrade Gutierrez, responsável pela construção da arena em Manaus, defendeu-se, publicamente, dizendo que Martins trabalhava para a Martifer, empresa contratada para fazer as estruturas metálicas da fachada e da cobertura.
Quando da morte de Marcleudo de Melo Ferreira, também na obra da arena de Manaus, a Andrade Gutierrez repetiu a estratégia, expressando-se em nota:
É com pesar que a Construtora Andrade Gutierrez informa que por volta das 4h da manhã de hoje, 14/12/2013, o operário Marcleudo de Melo Ferreira, 22 anos, natural de Limoeiro do Norte – CE, funcionário de empresa subcontratada que presta serviços na montagem da cobertura da Arena da Amazônia, sofreu uma queda de uma altura de cerca de 35 metros, sendo socorrido e levado ao Pronto Socorro 28 de Agosto ainda com vida, onde não resistiu aos ferimentos e veio a falecer nesta manhã.
Reiteramos o compromisso assumido com a segurança de todos os funcionários e que uma investigação interna está sendo feita para apurar as causas do acidente. As medidas legais estão sendo tomadas em conjunto com os órgãos competentes. Lamentamos profundamente o acidente ocorrido e estamos prestando total assistência à família do operário. Em respeito à memória do mesmo, os trabalhos deste sábado foram interrompidos. – grifou-se
Igual postura foi adotada pela Odebrecht Infraestrutura, responsável pela obra do Itaquerão, no que tange às mortes de Fábio Luiz Pereira e Ronaldo Oliveira dos Santos. Eis a nota publicada:
A Odebrecht Infraestrutura e o Sport Club Corinthians Paulista lamentam informar que no início da tarde de hoje um acidente na obra da Arena Corinthians provocou o falecimento de dois trabalhadores – Fábio Luiz Pereira, 42, motorista/operador de Munck da empresa BHM, e Ronaldo Oliveira dos Santos, 44 anos, montador da empresa Conecta. Pouco antes das 13 horas, o guindaste, que içava o último módulo da estrutura da cobertura metálica do estádio, tombou provocando a queda da peça sobre parte da área de circulação do prédio leste – atingindo parcialmente a fachada em LED. A estrutura da arquibancada não foi comprometida. Era a 38ª vez que esse tipo de procedimento realizava-se na obra e uma peça de igual proporção foi instalada há pouco mais de uma semana no setor Sul do estádio. Equipes do corpo de bombeiros estão no local. No momento, todos os esforços estão concentrados para oferecer assistência total às famílias das vítimas.
E para demonstrar que a terceirização, com a utilização da estratégia de se eximir de responsabilidade, não é privilegio da iniciativa privada, quando houve a morte de José Antônio do Nascimento na obra do Centro de Convenções do Amazonas, desenvolvida pelo Centro de Gestão Metropolitana do Município de Manaus ao lado da Arena da Amazônia, a entidade em questão expediu a seguinte nota:
O funcionário da Conserge, empresa que presta serviço para a Unidade de Gestão Metropolitana, José Antônio da Silva Nascimento, de 49 anos, morreu de infarto por volta das 9h da manhã deste sábado (14 de dezembro), quando trabalhava nos serviços de limpeza e terraplanagem para o asfaltamento do Centro de Convenções da Amazônia, localizado na Avenida Pedro Teixeira.
José Antônio se sentiu mal quando subiu em uma caçamba. Uma ambulância do Samu foi acionada imediatamente para realizar o atendimento, mas o trabalhador não resistiu. A Conserge está dando toda a assistência necessária à família da vítima.
Segundo a família de José Antônio, este trabalhava sob pressão devido ao atraso na obra. “Ele trabalhava de domingo a domingo”, afirmou sua cunhada, Priscila Soares.
Por ocasião da morte de Antônio José Pitta Martins, técnico especializado em operações de guindastes de grande porte, que veio de Portugal para trabalhar na obra da Arena da Amazônia, tendo sido atingido na cabeça por uma peça de ferro que se soltou de um guindaste, novamente a fala se repete. Em nota oficial, a empresa responsável técnica pela obra, Andrade Gutierrez, destaca que o trabalhador não era seu empregado, ao mesmo tempo em que deixa claro que “o acidente não interferiu no seguimento das obras”
Eis o teor da nota:
NOTA DE ESCLARECIMENTO
A Construtora Andrade Gutierrez informa que, por volta das 8h da manhã de hoje, 07/02/2014, um técnico de guindaste de grande porte, funcionário da empresa Martifer, sofreu um acidente nas dependências do sambódromo enquanto desmontava a máquina utilizada nas obras da Arena da Amazônia. O guindaste, que auxiliava os trabalhos da Arena, já estava com as operações encerradas desde 11/01/2014 e desmobilizado em uma área externa. O operador foi socorrido pela equipe de Segurança do Trabalho e levado pelo SAMU até o hospital 28 de Agosto, onde teve seu quadro de saúde estabilizado e foi transferido para o hospital João Lúcio. O acidente não interferiu no seguimento das obras da Arena da Amazônia. – grifou-se
A empresa Martifer Construções Metalomecânica S/A, por sua vez, emitiu nota de pesar, noticiando que iria “apurar as causas do acidente”.
A última morte foi a de Fabio Hamilton da Cruz, que se deu em acidente ocorrido no Itaquerão, após uma queda de oito metros de altura. Fabio, conforme foi várias vezes frisado pelos envolvidos, com difusão na imprensa, era empregado da WDS, uma subcontratada da Fast Engenharia, que fora contratada pela AmBev, que aceitou bancar os 38 milhões de reais para colocação de arquibancadas provisórias, exigidas pela FIFA para que o estádio tivesse a capacidade de público necessária para receber a abertura da Copa do Mundo.
*Jorge Luiz Souto Maior – professor livre-docente da Faculdade de Direito da USP e membro da AJD – Associação Juízes para a Democracia
Policiais civis de São Paulo aderem à paralisação nacional
Somente ocorrências de natureza grave estão sendo registradas hoje (21) nas delegacias de São Paulo, segundo os sindicatos dos investigadores e dos escrivães do estado. A paralisação faz parte de uma mobilização nacional com participação de policiais de pelo menos nove estados que prevê a suspensão das atividades por 24 horas. Eles reivindicam o nivelamento do salário dos policiais em todo o país e melhores condições de segurança e infraestrutura.
As entidades não informaram quantas unidades paralisaram as atividades, mas, de acordo com Heber Souza, secretário-geral do Sindicato dos Escrivães de Polícia do Estado de São Paulo, a adesão foi maior nas unidades do interior. “Em cidades como Lins, Bauru, Assis, a categoria está bastante mobilizada. Na capital, [a adesão] não foi tão grande, mas sabemos de muitas delegacias que só estão recebendo ocorrências de natureza grave”, apontou.
A mobilização dos policiais paulistas tem reivindicações específicas para o estado. “Além da pauta nacional, estamos pedindo a modernização da polícia, investimentos em tecnologia e prioridade na área de investigação”, explicou Heber Souza. No estado, são 32 mil policiais civis. Não há previsão de manifestação pública dos policiais em São Paulo.
Fonte: Agência Brasil
Entidades no Rio questionam juiz e promovem ato em apoio a religiões africanas
A Comissão de Combate à Intolerância Religiosa e a Associação Nacional de Mídia Afro farão hoje (21) às 17h um ato em solidariedade às religiões de matriz africana, na Associação Brasileira de Imprensa (ABI), centro da capital fluminense. O ato questionará as declarações do juiz federal titular da 17ª Vara Federal no Rio de Janeiro Eugênio Rosa de Araujo. O magistrado chegou a declarar na semana passada que as práticas da umbanda e do candomblé não eram religiosas, mas se retratou ontem (20).
Ele reviu a sentença em que indeferiu liminar do Ministério Público Federal (MPF) que pedia a retirada de vídeos do Google, postados pela Igreja Universal contra cultos afro-brasileiros. O juiz reconheceu que manifestações afro-brasileiras são religiosas, mas manteve a decisão de não retirar os vídeos da internet, fundamentando-se na liberdade de expressão e de reunião. Ele afirmou que, embora sejam de “mau gosto”, os vídeos refletem o exercício regular da liberdade.
“O forte apoio dado pela mídia e pela sociedade civil demonstra, por si só, e de forma inquestionável, a crença no culto de tais religiões, daí porque faço a devida adequação argumentativa para registrar a percepção deste Juízo de se tratarem os cultos afro-brasileiros de religiões, eis que suas liturgias, deidade e texto base são elementos que podem se cristalizar, de forma nem sempre homogênea”, declarou o magistrado.
O MPF recorreu ao Tribunal Regional Federal (TRF) da 2ª Região contra a decisão de primeiro grau, mas o tribunal ainda não se pronunciou. O mérito da ação ainda vai ser julgado pela própria 17ª VFRJ, que ordenou a citação do Google Brasil Internet para se defender.
Para o presidente da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, Ivanir dos Santos, o juiz não mudou de opinião, apenas de argumento para evitar responder por preconceito no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). “Ele não formou uma nova convicção, senão teria pedido a retirada dos vídeos, que são ofensivos”, disse. “Então queremos ser tratados com dignidade, pois uma coisa é liberdade de expressão, outra coisa é perseguição”, concluiu.
Fonte: Agencia Brasil
Parque do Piauí: um gigante para a ciência, invisível para o Brasil
A pesquisadora franco-brasileira, Niéde Guidon, de 81 anos, participava de uma exposição sobre pinturas rupestres no Museu do Ipiranga (em São Paulo) no início da década de 1970, quando um homem se aproximou e disse:
– Lá na minha cidade tem um monte desses desenhos
Guidon, na época professora da École des Hautes Études en Sciences Sociales, de Paris, montou então uma missão de pesquisadores rumo a São Raimundo Nonato, um município do no Polígono das Secas no Piauí, um dos Estados mais pobres do Brasil.
Chegando lá, foi levada por moradores locais a um abrigo de pedra (similar a uma caverna, mas menos profundo) em cujas paredes estavam gravadas em vermelho imagens de animais e cenas de dança, sexo e caça. Ela decidiu, então, se dedicar à pesquisa no local e nunca mais foi embora.
Os achados, 113 artefatos de pedras lascadas ou polidas, são elementos que fortalecem os indícios contrários à teoria de Clóvis e dão força para a briga que Guidon iniciou ainda na década de 1970, com as primeiras escavações na Serra da Capivara. Para ela, o local foi povoado na verdade há mais de 100.000 anos, uma data considerada “absurda” pelos discípulos de Clóvis.
A análise deles mostrou que os mais antigos haviam sido usados há pelo menos 22.000 anos.
A teoria de Clóvis First foi proposta por arqueólogos norte-americanos na década de 1930, após a descoberta de pontas de lança feitas com ossos de mamute na cidade de Clóvis, Novo México (EUA). Assim, os pesquisadores norte-americanos afirmam que o homem chegou há 11.500 anos pela Ásia, a pé, durante o Pleistoceno (a Era do Gelo). Só depois de se espalharem pela América do Norte povoaram a do Sul.
A teoria da pesquisadora é de que o homem teria chegado diretamente à América do Sul, vindo da África, na época de uma grande seca no continente africano.
A querela científica, no entanto, perdurou devido ao que alguns pesquisadores chamam de “imperialismo acadêmico” norte-americano. Só que evidências achadas justamente em solo norte-americano passaram a demonstrar nos últimos anos que a teoria de Clovis não se sustentava mais.
Em 2008, em Oregon, pesquisadores descobriram por meio de análises de DNA em ossadas humanas que a ocupação já havia acontecido há 14.000 anos. No Texas, em 2011, descobriram 15.528 artefatos no chamado complexo Buttermilk Creek, datados de um período entre 13.200 a 15.500 anos.
E um pesquisador norte-americano chamadoTom Dillehay, na década anterior, já havia conseguido reconhecimento acadêmico para suas descobertas no sítio arqueológico Monte Verde, no Chile, onde objetos encontrados remontavam a 12.500 anos.
Hoje, em uma visita ao parque, são claras as consequências da falta de verba. Em algumas pedras há, muito perto das pinturas rupestres, montes de fezes de mocó, um roedor que lembra um esquilo. Também há casas de vespas sobre alguns desenhos. “Estamos com apenas dois técnicos para realizar esse trabalho de manutenção”, afirma a arqueóloga Tânia Maria de Castro Santana, da equipe de Guidon.
O parque, declarado patrimônio mundial da humanidade pela Unesco, em 1991, também sofre com a falta de turistas, talvez um dos motivos que levam os patrocínios a minguarem. No dia em que a reportagem esteve no local, não encontrou ninguém nos principais sítios arqueológicos. Em 2013, apenas 19.998 pessoas visitaram o local, segundo dados do ICMBio.
Apesar da estrutura impecável, igual a dos sítios arqueológicos mais importantes do exterior, não há incentivo para o turismo na região. Em São Raimundo Nonato, maior cidade do entorno do parque, não há hotéis de alta qualidade, e, para chegar, é necessária uma viagem de cerca de 5 horas por estrada desde Petrolina (Pernambuco), onde fica o aeroporto mais próximo. Um aeroporto que está sendo construído em São Raimundo Nonato há 10 anos prometia melhorar o fluxo de turistas na região, mas ele ainda não foi entregue. Está prometido para esse semestre.
“É o que a professora [Niède Guidon] sempre diz: se um lugar como esse fosse na França, estaria repleto de turistas. Mas como é aqui, no interior do Piauí, está assim, abandonado”, desabafa a pesquisadora Tânia, nascida e criada na Serra da Capivara.
Fonte: EL País.
PTB x PSB: partidos trocam farpas e aquecem disputa em PE
Faltando pouco mais de 30 dias para o início da campanha eleitoral, o tempo esquentou entre as coligações do PSB e PTB que disputam o comando do Palácio dos Campos das Princesas. Nesta terça-feira (20), durante entrevista ao Blog da Folha, o presidente regional do PSB, Sileno Guedes, que estará no próximo sábado (24) em Serra Talhada, acompanhado do pré-candidato Paulo Câmara, centrou fogo no senador Armando Monteiro Neto, pré-candidato pelo PTB.
“Não conheço nenhuma experiência exitosa dele (Armando) no setor privado. Não tem time, ao contrário de Paulo Câmara. Esse tem time, tem um grupo formado, tem um conjunto de partidos”, disse Guedes, acrescentando: “O senador tem que passar mais quatro anos no Senado para se redimir com a sociedade pernambucana, sobretudo os trabalhadores, que confiou nele numa perspectiva mais progressista. Basta ver os votos que ele fez no Senado contra os trabalhadores”, disparou Sileno, no entanto, sem detalhar quais seriam essas posições que constrangeriam o discurso de Armando Neto.
Guedes também afirmou que Monteiro não tem experiência no serviço público. “A gente desconhece qual é a experiência no serviço público. Onde foi que ele passou? Passou por entidade de classe e entidade de classe dos patrões”, alfinetou.
CONTRA-ATAQUE
O contra-ataque da coligação trabalhista veio na tarde desta terça-feira (20) em nota enviada à imprensa. De acordo com o secretário-geral do PTB, José Humberto Cavalcanti, Sileno Guedes é “um tarefeiro de baixa patente” e está preocupado com o crescimento da pré-candidatura de Armando Monteiro.
“Sileno vive a dificuldade de conseguir explicar uma fragilidade que o povo de Pernambuco já percebeu. A de tentar impor, junto com o seu grupo, aí, sim, como verdadeiros patrões políticos, um nome sem qualquer representatividade na sociedade, além daquela que deriva das circunstâncias de subordinação e parentesco, como o de Paulo Câmara”, diz um dos trechos da nota.
A nota termina afirmando que em 2010, o PSB reconheceu a trajetória vitoriosa do senador Armando Monteiro.
Paulo Coelho detona organização da Copa e se arrepende de apoio a campanha
Mesmo presente na delegação oficial que trouxe a Copa do Mundo para o Brasil, o escritor Paulo Coelho afirmou estar decepcionado com a organização do Mundial no país e atacou o ex-jogador Ronaldo, que também participa da organização da competição.
“A seleção ganhando ou não, eu tenho certeza que haverá uma explosão social. Haverá pessoas nos estádios e ainda mais pessoas que estarão nas ruas, quando o mundo terá os olhos no Brasil. O contexto é muito tenso. A violência voltou. A Copa do Mundo pode ser uma bênção e um momento de comunhão para nós como foi para a França ou a Alemanha. Mas é um desastre. O país quer mostrar uma face que não é a verdade. Há uma divisão entre o governo e o povo” afirmou em entrevista ao Le Journal du Dimanche.
Perguntado sobre assistir os jogos da copa nos estádios, Paulo Coelho foi incisivo e atacou o ex-atleta “Fora de questão (participar do evento)! Eu assistirei aos jogos na TV, mas eu não vou (ao estádio). Eu tenho dois ingressos para jogos, e eu estava na delegação oficial com Lula, Dunga e Romário, quando a Fifa escolheu o Brasil. Estou muito decepcionado com tudo o que aconteceu desde então. Nós poderíamos usar o dinheiro para construir algo diferente de estádios em um país que precisa de tudo: hospitais, escolas, transportes. Ronaldo é um imbecil por dizer que não é o papel da Copa do Mundo para construir esta infraestrutura. Ele deveria fechar a boca” reiterou.
Mesmo assim, o escritor admitiu ser um torcedor da seleção apesar dos problemas e acredita no titulo da seleção canarinho. “Brasil, eu espero (favorito)! Eu gosto muito do Marcelo e o Neymar. Eu sou um espectador apaixonado, eu posso desligar a TV com raiva se as coisas não saem do jeito que eu quiser. Em 1994, eu preferi ir à praia do que ver a disputa de pênaltis da final Brasil e Itália. Meu coração não poderia suportar aquilo”, completou.
Se Bula! – RESISTÊNCIA MUSCULAR
Nos últimos anos, tem sido notada a frequente busca pela manutenção de um perfil corporal que as pessoas possuem e querem permanecer com este por longos períodos da vida. Não é tão fácil assim, mas, também não é tão complexo, pois com a pratica de atividades físicas regulares associada a outros hábitos diários, tais objetivos são facilmente assegurados.
Entende-se a resistência muscular como capacidade do músculo de exercer tensão durante período de tempo, que pode ser constante ou variável, tentando manter o movimento por tempo prolongado ou fazendo muitas repetições. Nem sempre é atribuída ao programa de exercício físico a importância que a RML tem para a qualidade de vida, quase sempre o enfoque é estético.
Os programas em academias têm “séries” contínuas de resistência muscular localizada, quase sempre adotado aos das mulheres, que em grande parte tem esse foco, muitas vezes, por não desejarem um corpo masculinizado, tendo em vista que muitas pessoas acreditam que o simples fato de malhar irá moldar seu corpo num formato desse nível.
Os exercícios dessa natureza, normalmente, tem uma função específica ao tônus muscular, mesmo assim, algumas pessoas os utilizam com enfoque direto de modificação estética, tentando desenvolver os músculos abdominais, glúteos, coxas e panturrilhas (batata da perna). É comum vermos os grandes profissionais dos esportes possuírem séries de grandes repetições de exercícios abdominais chegando ao estremo em competições internacionais, que as pessoas vão ao limite do corpo passando horas e horas no mesmo exercício. Essa não é a maneira ideal para aquelas pessoas que tem na atividade física o objetivo de melhoria da qualidade de vida, portanto séries variadas desses exercícios de resistência.
Os programas de treinamento avançado usam os exercícios de resistência muscular como referência inicial para toda a elaboração quantitativa de performance, dessa maneira, os índices observados são abordados de forma a verificar o intervalo de treino entre séries diferenciadas, como nos exercícios destinados ao mesmo grupo muscular. A resistência muscular, procurada nos exercícios em academias, também pode ser realizada em casa, logicamente, com cuidado e criatividade, utilizando utensílios comuns que possibilitem realizar essas atividades e atingir os objetivos físicos desejados.
Compreender que as atividades físicas são importantes corresponde a entender que, uma mudança comportamental é exigida como principal fator, de alcance ou não, dos objetivos estéticos ou de qualidade de vida que se persiga, e em todos os hábitos exigem resistência, quanto mais ela for instigada, melhor será o resultado. Dessarte, acreditar que seu desempenho será bom sem se engajar de verdade num programa de treino é um engano imensurável.
O que deve motivar a adesão a um programa dessa natureza deve ser sempre a manutenção da saúde, nesse caminho o perfil corporal também acompanhará, mas nem sempre, a questão deve ser diretamente ao aspecto físico, pois viver de maneira autônoma e independente compreende ser capaz de fazer qualquer atividade quando tiver vontade mantendo-se forte e em movimento.
O bem-estar físico e a qualidade de vida dos indivíduos dependem dos seus próprios comportamentos, portanto, a atividade física é a maneira de aumentar a longevidade e de maneira eficiente, juntamente com o sono adequado e a alimentação, garantindo um envelhecimento digno, pois, sobreviver não é a prioridade, a questão é estar em equilíbrio com seu corpo e mente durante percurso da vida.
Começar a atividade é necessário. E hoje é segunda feira…
Cícero Atila Martins Santos Professor Especialista em Educação Física.



