Arquivos diários: 5 de maio de 2014
Juiz de Petrolina é vítima de tentativa de homicídio
Neste domingo, 04/05, o Juiz de Direito da cidade de Petrolina, Edilson Rodrigues Moura foi vítima de uma tentativa de homicídio em sua cidade nata, Bocaina, município da região de Picos. Ele foi alvejado, quando estava chegando a sua residência por volta de 5 horas da manhã.
O Juiz do Tribunal do Júri em Petrolina-PE foi levado para o Hospital Regional na vizinha cidade de Picos e depois transferido para a capital Teresina. Um esquema de segurança com policiais civis e militares foi acionado para garantir a segurança no traslado do juiz ferido à bala para o Hospital São Marcos, na capital do Estado, onde passará por cirurgia para a retirada do projétil.
O juiz Edilson Rodrigues Moura estava afastado das funções por determinação do Tribunal de Justiça do Pernambuco-PE, por suspeita de irregularidades no exercício de sua função. O caso está sendo acompanhado pelo delegado Eduardo que se deslocou para o local onde aconteceu o fato.
O projetil acertou a nuca e encontra-se alojado na cabeça do juiz, mas o mesmo está consciente e não corre risco de morte. O próprio juiz contou aos policiais sobre a ocorrência.
Conforme levantamento inicial ninguém sabe quem efetuou a ação criminosa que quase vitimou fatalmente o juiz. Algumas versões estão sendo levantadas sobre o episódio, mas a polícia civil ainda não se pronunciou sobre a ocorrência, o delegado Eduardo Aquino está na cidade de Bocaina, fazendo os levantamentos iniciais. Ninguém foi visto na cena da tentativa de homicídio.
A escalada da Violência na Cidade Maravilhosa
RIO DE JANEIRO – Segundo o Instituto de Segurança Pública (ISP), os homicídios dolosos aumentaram 22%, passando de 1.197 entre janeiro e março de 2013 a 1.459 no mesmo período deste ano. A polícia também matou mais. Os denominados autos de resistência (quando os agentes matam em defesa própria) dispararam em 59%, pulando de 96 mortes em 2013 para 153 em 2014. Os roubos a pedestres também aumentaram em 45% no primeiro trimestre (13.822 em 2013 e 20.152 em 2014).
Diante da publicação dessas alarmantes estatísticas sobre o crime, a quase 40 dias do início do Mundial, Governo do Rio, em uma decisão que se contradiz com o mantra pronunciado até agora de que os esforços para garantir a segurança representam um patrimônio duradouro para a cidade, e não apenas mais uma medida ocasional para controlar a violência durante o mês da Copa, determinou o envio às ruas de toda a sua equipe policial a partir desta segunda-feira.
Um contingente adicional de dois mil policiais já estava previsto para o início do evento, mas o secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, decidiu adiantar a medida com o propósito de mandar uma mensagem de confiança ao mundo todo.
Durante as últimas semanas, várias favelas foram palco do conflito armado entre policiais militares e traficantes que, em alguns casos, culminaram com vítimas fatais.
Os vizinhos destas periferias, fartos de serem tratados como cidadãos de segunda classe e descrentes do denominado processo pacificador, parecem ter herdado o espírito contestador das mobilizações do ano passado e hoje protagonizam os principais protestos registrados na cidade, manifestando-se contra a violência policial que costuma cobrar vidas de forma injustificada.
Os agentes não terão dias de folga e receberão horas extras para evitar o descontentamento da tropa ou a possibilidade de que surjam movimentos grevistas durante os próximos dois meses.
Por: Adão Lima de Souza Fonte: El País.O Panamá vota pela mudança e elege Juan Carlos Varela como presidente
O Panamá votou pela mudança, derrotou o continuismo de uma força política comandada pelo presidente Ricardo Martinelli e, depois de uma agitada disputa eleitoral que arrematou com as eleições gerais deste domingo, optou pela alternância no poder e converteu em presidente eleito o opositor Juan Carlos Varela, postulado por uma aliança dos partidos Popular e Panamenhista.
Como parte de uma tradição da vida eleitoral panamenha, o presidente do Tribunal Eleitoral, o juiz Erasmo Pinilla, ligou para Varela para informá-lo que, de acordo com os resultados das votações e em uma tendência irreversível, “você é o Presidente eleito” deste país para o período 2014-2018.
“Muito obrigado juiz presidente. Que Deus abençoe o Panamá e sobretudo a este formoso povo”, respondeu Varela. “Hoje ganhou o Panamá e hoje ganhou a nossa democracia”, acrescentou.
“Assim é, senhor Presidente”, respondeu Pinilla.
Varela derrotou o oficialista José Domingo Arias, do governante partido Cambio Democrático (CD)—que em 2009 ganhou com Martinelli—, e ao opositor Juan Carlos Navarro, do Partido Revolucionário Democrático (PRD), e deverá assumir o cargo no dia primeiro de julho para um mandato de cinco anos.
Com sua ascensão à Presidência, Varela terminará com um governo que, como o de Martinelli, foi reiteradamente acusado de ser autoritário, ao conseguir progressivamente o domínio dos poderes Legislativo e Judiciário, além do Executivo e de outras estratégicas áreas estatais, como a Procuradoria e Controladoria.
Fonte: El País.
Isto Posto… Os Políticos não são o pior de nós.
O mais comum no Brasil é ver o honorabilíssimo eleitor se lastimar da escolha errada que fez na última eleição. No entanto, além de tardia, a constatação do equívoco é inútil, pois pelos quatro anos do mandato, nada senão lamúrias o cidadão supostamente enganado poderá fazer para reverter as consequências danosas de sua malograda inclinação por este ou aquele candidato vendido pelos marqueteiros como produto de consumo.
Ademais, junte-se a isso um analfabetismo político crônico do eleitor brasileiro, somado à corrupção endêmica que vai do povo ao governo, e temos, então, um país chafurdado no lodaçal imundo da imoralidade administrativa, aonde princípios republicanos como a impessoalidade, a eficiência e probidade são relevados ao ostracismo por pessoas inescrupulosas, cujos propósitos são, desde outrora, saquear os cofres públicos a fim de enriquecer ilicitamente em detrimento da continuidade e suficiência da prestação de serviços essenciais de saúde, educação, segurança, lazer.
Todavia, forçoso é admitir que parcela considerável, senão a completitude das causas das mazelas na malversação do dinheiro do contribuinte, deve ser creditada ao eleitor, que movido por interesses pessoais, opta sempre por dar um voto de confiança justamente a quem se vale de expedientes escusos para captação ilícita do sufrágio.
Porque, inegavelmente, o cidadão brasileiro jamais cogita da efetividade de projetos eleitoreiros vendidos como soluções mágicas pelos candidatos a vereadores, por exemplo, para os problemas enfrentados cotidianamente nas cidades pequenas, médias ou grandes desse país continental.
Ao contrário disso, os vencedores das eleições nestas cidades, sejam vereadores, prefeitos, governadores, deputados, senadores e presidente, são beneficiados pela inclinação cultural de eleitores ávidos em apostar seu voto no concorrente que melhor sinaliza com a concessão de ganhos financeiros para o votante e sua família ou pessoa de seu círculo de relações, pouco ou nada se importando com o interesse coletivo.
Isto posto…Quando um político suspeito de roubo, fraude, desvio de verbas públicas ou outro ato qualquer de corrupção, diz estar ali representando a vontade do povo, devemos nos perguntar se realmente a nossa conduta seria diferente da dele, uma vez que é sedimentado no eleitor a certeza de que qualquer um – e isso nos inclui – lá estando, se não roubar é um tolo.
Então, caro eleitor, por que os políticos seriam o que de mais iníquo há em nossa sociedade, se são fieis a nossa vontade?
Por: Adão Lima de Souza
O Português bem “dizido”: Aonde ou onde?
No corre-corre de nossas vidas, nem sempre estamos atentos ao real sentido e uso adequado das palavras. Com a utilização dos advérbios “onde” e “aonde” não é diferente: existem sempre a confusão e a dúvida, e no fim acabam sendo usados de maneira inadequada.
Para que essas dúvidas comecem a ser sanadas, inicio nossa conversa, explicando a função gramatical do advérbio, que é uma classe de palavras, que como o nome indica, acompanha e modifica um verbo (advérbio).
Agora veja abaixo uma breve explicação sobre os significados das palavras onde e aonde:
Onde: Indica lugar em que algo ou alguém está, deve ser utilizado somente para substituir vocábulo que expressa a ideia de lugar.
Não sei onde fica a cidade de Araguari.
Nesta sala de reunião aconteceu a melhor negociação de todos os tempos, onde se garantiu o fechamento do nosso melhor contrato.
Para evitarmos a repetição do uso desses advérbios, podemos usar os seguintes pronomes relativos: ‘’em que’’, ‘’na qual’’, ou ‘’no qual’’.
Veja mais alguns exemplos com os substitutos para “onde”:
Vivemos numa cidade na qual constantes transformações tecnológicas vêm ocorrendo.
Neste estado, no qual o cultivo de uva é tradição, as chuvas prejudicaram muito a colheita deste ano.
Aonde: Indica também lugar em que algo ou alguém está, porém quando o verbo que se relacionar com “onde” exigir a preposição “a”, deve-se agregar esta preposição, formando assim, o vocábulo “aonde”. Expressa a ideia de destino, movimento, conforme exemplos a seguir:
Aonde você irá depois das visitas?
Eles chegaram aonde ninguém nunca mais chegou nesta empresa.
Para deixar mais clara e objetiva a diferença entre o uso de “onde” e “aonde”, apresento mais exemplos:
“Aonde você vai?” Neste caso há o sentido de destino, expresso pelo verbo ir.
“Onde você mora?” Nesta frase o significado expressa a ideia de local fixo, moradia, justificando o uso do advérbio onde.
E então surge mais uma dúvida: Como identificar o contexto certo para fazer uso delas?
No ambiente corporativo, a fluidez do diálogo é, definitivamente, bem exercida se a sua intencionalidade fica explícita pelo emprego correto das palavras, promovendo assim a coesão e coerência na mensagem transmitida. Por isso enfatizo, onde quer que você esteja, ou aonde quer que você vá, não deixe de conhecer bem os padrões da língua portuguesa para conquistar seus objetivos e sonhos!
Por Reinaldo Passadori, do Instituto Passadori – Educação Corporativa.






