Arquivos diários: 15 de maio de 2014

“Eu quero que o Brasil perca a Copa”

copa

José Campos Lara, nascido há 55 anos no Estado de Minas Gerais e torcedor do Fluminense, aproveita um dos crônicos congestionamentos que retardam o cotidiano do Rio do Janeiro e saca do porta-luvas do seu táxi a carteirinha de médico do seu filho, nefropediatra.

“Eu quero que o Brasil perca a Copa…”, exclama. “Este país não investe em hospitais nem em educação, vocês precisavam ouvir as dificuldades que o meu filho encontra para poder fazer o seu trabalho. Sinto muito, mas espero que o Brasil seja eliminado na primeira fase, os políticos precisam de um castigo.”

Há quatro anos, semanas antes da Copa do Mundo da África do Sul, as ruas do Rio já estavam enfeitadas com bandeiras e cartazes de apoio à seleção canarinha. Hoje, os sinais visuais de entusiasmo brilham por sua escassez.

No mítico Maracanã, sede da final, a maior referência à Copa são alguns postes pintados de verde e amarelo. Nos bairros de Copacabana e Ipanema não se nota nada especial.

Na favela do Vidigal, as crianças brincam de correr com camisas de seus ídolos e de clubes de vários países, mas não se veem cartazes de apoio à seleção.

A tradição de decorar o país antes de uma Copa, que teve seu apogeu nas décadas de 1980 e 1990, parece estar murchando.

GREVE PM/PE: Exército assume policiamento ostensivo em Pernambuco

PM

Agentes da Força Nacional de Segurança Pública e militares do Exército Brasileiro assumiram, nesta quinta-feira (15), o policiamento ostensivo em Pernambuco. Tropas já começaram a patrulhar ruas do Centro e subúrbio do Recife e cidades da Região Metropolitana, como Olinda.

Os agentes se concentraram no início da tarde de hoje no Centro de Ensino Metropolitano II do Corpo de Bombeiros, em Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana, e de lá seguiram para o patrulhamento das ruas. Uma terceira tropa está prevista para chegar ao Recife no fim da tarde.

Por questões de segurança, o governo do estado informou que não divulgará o efetivo de agentes e militares envolvidos na operação.

Ainda segundo o Executivo Estadual, as tropas do Exército em Pernambuco ficarão sob o comando do general José Carlos De Nardi, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas.

Projeto “Philarmonica pela Cidade” faz apresentação itinerante

PrintPETROLINA – No próximo dia 18 o bairro do Gercino Coelho receberá a O Projeto “Philarmonica pela Cidade”, na paróquia do bairro. Depois será a vez da população da Vila Eduardo, no próximo dia 25. O Philarmonica pela Cidade foi pensado para ir onde o público está, democratizando o acesso a música de concerto em todas as suas faces, fomentando a formação de plateia in loco.

Para estes encontros por Petrolina, um repertório eclético num verdadeiro passeio musical: do clássico a MPB, da música regional ao melhor de nossos compositores.

Os concertos sempre acontecem as 18 horas e toda a realização do evento tem o apoio da logística a partir das paróquias dos seus bairros. “Será uma honra receber você e sua família para nos prestigiar. Todos estão convidados a ouvir, relembrar e vivenciar este momento único de reencontro com nossa própria essência sonora a partir da sonoridade desta Centenária, amiga e sua Philarmonica 21 de Setembro”, reforça o convite o secretário executivo de Cultura, Ozenir Luciano.

ASCOM – PMP 

E APOIS! – ABOLIÇÃO DA ESCRAVATURA: Novas Favelas, Mesmas Senzalas.

IMG_20120803_223647OS “ELES” QUEREM NOS FAZER CRER que cento e vinte seis anos depois da Abolição da Escravatura não tenha havido tempo suficiente para reparar a maior das atrocidades humanas cometida contra nossos semelhantes. É o caso do Brasil, onde políticas seletivas pontuais, como cotas sociais ou raciais, impõem-se como se fossem medidas efetivas para compensar mais de três séculos de genocídio, pilhagem e barbárie que sustentou até agora a ganância de uma elite parasitária, perversa e depravada.

Diferentemente, porém, tem tentado fazer a Austrália, onde reconhecida a injustiça perpetrada contra os Aborígenes, levados por séculos de escravidão a quase completa dizimação, o governo aprovou leis antidiscriminativas com punições severas e facilidades e privilégios que, gradativamente, integra e aumenta a atuação dessa etnia na política, nas artes e nas áreas de trabalho. Ao passo que no Brasil, hipocritamente superada a questão étnica e racial, optou-se por nivelamento rasteiro em que brancos, índios e negros são cada vez mais “pretos de tão pobres e pobres de tão pretos”.

Diante disso, ouvir de uma pessoa leiga: “Se depois de séculos a abolição do escravismo não criou, ainda, as condições reais de equiparação e justiça social entre as etnias, então, hoje, assim como na entrada em vigor da Lei Áurea, o problema crucial não é de conceder a liberdade, pois esta não perdura sem condições efetivas, e, sim, uma política de redução de gastos para o patrão ou o governo”. Os Sociólogos e outras pessoas letradas a serviço dos “Eles” dirão que, devido à herança maldita dos portugueses, o Brasil, passados quinhentos anos, é, ainda, refém do assistencialismo e do clientelismo.

E quanto ao cidadão que diariamente é alvejado nos morros pela polícia, porque a política de segurança é sempre tratá-lo como suspeito, cujo ato de resistência imperdoável é a cor da pele e os sulcos escavados na face deformada pela miséria, entenderá, algum dia, que medidas reparadoras de verdade são somente aquelas capazes de proporcionar a emancipação do indivíduo ou de uma classe, pois, privilégios são distintos de prerrogativas? E que quando se diz que todos são iguais perante a lei, quer-se, todavia, ao mesmo tempo, afirmar que a Lei não é igual perante todos, porque alguns são mais iguais que os outros?

Por essas e outras, “Os Eles”, regalam-se na impunidade e dormem tranquilos. Pois, pelas frágeis políticas públicas de promoção e igualdade social, acreditam suprir as carências de uma sub-raça, formada de índios, negros e brancos sujos, já condenados pelo nascimento, e forjados pelo trabalho duro para o fracasso, por serem totalmente insignificantes perante o Estado, que sempre demonstrou, cabalmente, nutrir um profundo desprezo pelo povo.

Então, como dizia George Bernard Shaw: “A escravatura humana atingiu seu ponto culminante na nossa época sob a forma do trabalho livremente assalariado”. Por isso, ouçamos o que diz um bom samaritano: “onde há escravos, há açoite; onde há açoite, há ódio; onde há ódio, é fácil haver vingança e crimes”. E, como sabemos, hoje, “A favela é a nova senzala”.   EU É QUE NÃO ACREDITO MAIS NOS “ELES”! E VOCÊ?

Adão Lima de Souza