Arquivos diários: 6 de maio de 2014
Procurador da Fazenda Municipal toma posse em Petrolina
O prefeito Julio Lossio empossou nesta segunda-feira (05) o bacharel em direito Camargo Lima, no cargo de Procurador da Fazenda Municipal. Camargo tem 28 anos, está trabalhando na administração municipal desde 2009, trabalhou no Prodecon, é natural de Petrolina, e advogado atuante. Segundo Camargo Lima é função do procurador fazer a defesa e execução fiscal dos interesses do município. Também são atribuições da Procuradoria da Fazenda Municipal:
1. Representar a Fazenda Municipal nas ações e nos processos de qualquer natureza, inclusive mandados de segurança, relativos à matéria tributária ou financeira;
2.Promover a cobrança judicial e extrajudicial da dívida ativa e dos demais créditos do Município;
3.Sugerir ao Procurador Geral do Município a adoção de providências tendentes à melhoria de cobrança da dívida ativa do Município e à recuperação de crédito;
4.Opinar, quando solicitada, em matéria tributária e financeira de interesse da Fazenda Municipal;
5.Representar a Fazenda Municipal nos processos de inventário, arrolamento e partilha de bens e nos de falência e concordata;
6.Elaborar, em matéria de sua competência, informações a serem prestadas pelas autoridades do Poder Executivo em mandados de segurança ou mandados de injunção.
Ascom PMP
Dilma libera 2,8 bilhões para Saneamento Básico
A presidente Dilma Rousseff defendeu nesta terça-feira (6) ações de seu governo e do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na economia. Afirmou, ainda, que nos últimos 12 anos a renda cresceu para os mais pobres, aqueles que, segundo ela, “tinham menos”.
Dilma deu a declaração durante cerimônia no Palácio do Planalto de lançamento da terceira etapa do PAC 2, voltada para obras de saneamento básico em cidades com até 50 mil habitantes.
“Não são os números que importam, mas sim uma situação peculiar do pais. Nos últimos 12 anos, tivemos uma imensa aceleração da renda no país, tanto nos termos do ganho da renda como na diminuição da desigualdade. Todos ganharam, mas ganhou mais quem tinha menos “, afirmou a presidente.
Para Dilma, o crescimento da renda da população foi mais acelerado que o do setor de serviços, o que, segundo ela, gera uma necessidade de maior investimentos no setor.
Por: Adão Lima de Souza
Bruxaria no Guarujá, e agora? – Mulher é espancada até a morte.
Hás de me seguir Robespierre! – profetizou Danton em suas últimas palavras antes que guilhotina fizesse seu peculiar justiçamento. A “Era do Terror”, liderada por Robespierre, estava em alta com os tenebrosos sumários julgamentos contra os considerados “inimigos da revolução”.
A profecia cumpriu o papel e o líder Robespierre, grande carrasco, morreu vítima da justiça da guilhotina que tanto lhe foi útil. A profecia dantonesca, no entanto, apenas dormiu, esperando dias propícios para ressurgir.
Eis que no Brasil, séculos depois, uma âncora de televisão justifica a ação de vingadores que puniam “bandidos” com as próprias mãos – “O que que resta ao cidadão de bem? (…) Se defender, é claro!”.
Suas palavras saiam dos televisores e ecoavam nas salas de pequenos Robespierres brasileiros, e, como um dragão recém despertado, tomaram as palavras da líder cidadã de bem, para serem eles mesmos agentes de suas próprias noções de justiça, com fogo e destruição.
Foram inocentes, culpados e doentes mentais mandados para os postes, contemporâneos personagens da guilhotina. Ladras e Ladrões então, nem se fale. A justiça é rápida e seu julgamento unânime: bater até morrer.
Quem diria, no entanto, que combateríamos bruxaria nessa história. Pois no Guarujá, Fabiana Maria de Jesus foi morta suspeita de magia negra, envolvendo crianças. O espetáculo horrível de seu julgamento/linchamento culminou em engano, vez que as acusações contra a “ré” se tratavam apenas de boato no Facebook.
Danton, em seu túmulo, sarcasticamente ri. “Hás de seguir suas vítimas, justiceiros!”. Robespierre, no túmulo ao lado, vangloria-se. Seu aniversário é hoje, 06 de maio. Quer melhor presente que os destemidos vingadores?
Publicada no facebook dos Advogados Ativistas.
Qui iure vindcet? – Direitos Humanos é o novo nome do Niilismo Político.
Quando Jeanne Deroin, em 1849, se candidatou à eleição de cuja participação estava excluída por ser mulher, buscava com tal ato político demonstrar a contradição de um sufrágio universal que exclui o sexo feminino.
Quando Rosa Park , em 1955, sentou em um banco da frente do ônibus, lugar proibido aos negros por força das leis, mostrou os limites de uma constituição cuja premissa era a evidência (evidência, veja bem) de que os homens nascem iguais em direitos.
Ambas revelaram que a declaração universal dos direitos do homem trazia em sua gênese um processo de exclusão que lhe servia de complemento.
Os afamados direitos humanos são axiomas que convivem com inúmeras exclusões. Não obstante, são elevados à condição de motor da luta política. Afirma Lefort que ‘’apartir do momento que os direitos são postos como referência última, o direito estabelecido está destinado ao questionamento. Ele é sempre mais questionável à medida que vontades coletivas ou, se se prefere, que agentes sociais portadores de novas reivindicações mobilizam um força em oposição à que tende a conter os efeitos dos direitos reconhecidos. Ora, ali onde o direito está em questão, a sociedade, entenda-se a ordem estabelecida, está em questão.”
Será que sob o pálio dos direitos humanos se pode empreender uma verdadeira política?
Seguindo Ranciére, a política existe quando a ordem natural da dominação é interrompida pela instituição de uma parcela dos sem-parcela. Destarte, os direitos do homem não servem hoje como mecanismo ideológico para que não exista a verdadeira política? Não promove uma espécie de resignação ao capital-parlamentarismo cuja única universalidade que conhece é a do dinheiro?
Como alerta Alain Badiou, o que subjaz na promoção dos direitos do homem é a concepção vitimária do homem, isto é, concepção de que é a condição de animal sofredor que define o homem. De um lado, existe o que sofre. De outro, o que identifica o sofrimento e luta para cessá-lo.
Desta concepção, a única ”política” que emerge é a da piedade e do envio de alimentos e remédios aos esfarrapados. Quanto à proposta de alteração radical das condições socio-econômicas que permitem a existência de ‘sofredores’, o silêncio é total. Este humanismo é semelhante à ética de Maritain, conforme a qual os pobres deveriam demonstrar sua superioridade aceitando com o orgulho sua miséria. Enquanto houver vítimas, entroniza-se a lógica do sacerdote que fere e encontra o remédio para melhor sedimentar seu poder.
O que escapou a Lefort foi o caráter niilista dos direitos humanos. Na Genealogia da Moral, Nietzsche revela que o homem prefere querer o nada a nada querer. Niilismo nada mais é do querer o nada. Os direitos do homem, por acalentar a concepção vitimária do homem, implicam no niilismo, isto é, no querer o nada que aparece, na nossa sociedade, organizado como a aceitação da necessidade do capitalismo e no empobrecimento do valor ativo dos princípios.
A mídia aprecia captar um nordestino, um negro ou índio chorando e lamuriando, mas quando estes se organizam politicamente são tratados como baderneiros. Que Zumbi tenha o direito de lamuriar-se é certo, mas querer a liberdade é demais. Eis a lógica dominante. Que todos tenham o direito de lamentar e nada mais. Que esperem como o Pedro Pedreiro de Chico Buarque as coisas se ajustarem por si só.
Citemos Aristóteles: “A natureza, dizemos, nada faz em vão. O homem só, entre todos os animais, tem o dom da palavra; a voz é o sinal da dor e do prazer, e é por isso que ela foi também concedida aos outros animais.”
Daí que hoje não podemos falar que há política, pois só se concede ao homem o direito de emitir a sua dor, reduzindo-o à mera animalidade. Como afirma Ranciére, o titular puro e simples do direito não é nada mais que a vítima sem frase, a última figura daqueles que é excluído do logos, provido apenas da voz que exprime a queixa monótona, a queixa de um sofrimento nu.
Na verdade, os direitos dos homens existem para acabar com uma política real de emancipação. É preciso resgatar, então, o valor ativo dos princípios políticos e uma imagem mais ativa do ”homem”. Enfim, uma verdadeira política de emancipação.
Luís Eduardo Gomes do Nascimento Advogado e Professor da FACAPE E UNEB.Festival Jam no João
JUAZEIRO – Com apoio financeiro do Governo da Bahia, Secult e Fundação Cultural do Estado da Bahia, o projeto Jam no João chega para marcar a cena cultural de Juazeiro, com apresentações semanais gratuitas de música instrumental.
Com estreia marcada para o dia 8 de maio, no foyer do Centro de Cultura João Gilberto, em Juazeiro, a 1ª temporada do projeto Jam no João chega à região com o interesse de oferecer música instrumental de qualidade, com o toque característico das jam sessions que acontecem pelo país afora: a improvisação. Além da banda base do Jam no João, formada por músicos locais, as atividades são abertas para participação de outros artistas que desejam compartilhar seu trabalho, sempre no esquema “é só chegar”. O Jam no João será realizado todas as quintas-feiras, nos próximos seis meses, das 19h às 20h30, com entrada gratuita.
Com a produção musical de Cristiano Lima e executiva de Celso de Carvalho, o Jam no João tem o apoio financeiro do Governo da Bahia, Secult e Fundação Cultural do Estado da Bahia, através do Edital Setorial de Música 2013. As noites musicais serão lideradas por uma Banda Base formada por oito músicos. São eles Celso de Carvalho (flauta), Celso José (bateria), Edésio César (guitarra), Elianderson Coelho (baixo), Levi Carvalho (violão), Robertson Ferraz (sax), Soneca (teclados), Wagner Miranda (percussão).
Pela primeira vez na região de Juazeiro, Petrolina e vale do São Francisco, surge um projeto que oferece uma programação continuada, voltada para música instrumental. “Nossa região conta com grandes músicos que já trabalham com muita gente de fora e sentem a necessidade de montar uma cena local”, explica o produtor musical. OJam no João oferece aos músicos a oportunidade de exercitar e expressar seu talento, trocar informações musicais e, principalmente, praticar a improvisação, atividade apontada por muitos especialistas como a regra número um do jazz. O Jam no João prevê também ensaios abertos mensais, para que músicos menos experientes também possam adquirir mais experiência.
SERVIÇO:
Jam no João
Data: Todas as quintas-feiras, a partir de 8 de maio.
Local: Centro de Cultura João Gilberto (Rua José Petitinga, s/nº, Santo Antônio,
Juazeiro – Bahia. Tel.: 74 3611-4322)
Horário: 19h às 20h30.
Entrada: gratuita



