Arquivos diários: 2 de maio de 2014
Aplicativo sobre turismo de Petrolina será lançado na FENAGRI
Os visitantes da 25ª edição da Feira Nacional da Agricultura Irrigada – FENAGRI – contarão com auxílio da tecnologia para ter informações sobre o turismo de Petrolina. Isto porque uma empresa startup de tecnologia desenvolveu um aplicativo para smartphones contendo dados sobre empresas turísticas, passeios e hotéis para quem deseja desfrutar dos atrativos turísticos do Vale do São Francisco.
O dispositivo servirá basicamente como um guia, onde os visitantes poderão se situar e escolher os destinos e passeios que desejam conhecer na região. Detalhes sobre o download e instalação do aplicativo só serão disponibilizados no lançamento da feira. Os desenvolvedores já adiantaram que o app poderá ser baixado gratuitamente.
A inciativa tem o apoio da Secretaria Executiva de Turismo do município. “Estamos convidando as empresas que fazem parte do trade turístico de Petrolina para que façam parte do aplicativo. A participação dos empreendimentos não lhes trará ônus algum e é uma forma de apresentar aos visitantes e empresários os atrativos de nossa cidade”, argumenta o secretário executivo, Iuric Pires.
A FENAGRI é realizada pela Prefeitura Municipal de Petrolina, Sindicato Rural de Petrolina e a Câmara de Fruticultura de Petrolina e acontece com a parceria da EMBRAPA, SEBRAE, IFPE, Sindicato Rural, Associação Comercial e Empresarial de Petrolina e outras entidades. A Feira vai acontecer entre os dias 28 a 31 de maio no Centro de Convenções Senador Nilo Coelho em Petrolina.
Por: Thirza Santos – PMP Assessoria de Imprensa SEDESA
Geração vencedora x Seleção com história
Fala galera! A Copa do Mundo está se aproximando e junto com ela surgem os favoritos ao título. Brasil, Itália e Alemanha sempre aparecem nessa lista, independente da fase em que as seleções ocupam. Fora essas três, qualquer outra seleção, e nisso incluo a Argentina também, só entraria nessa lista com uma geração vencedora.
Na história das Copas, desde 1930, existem as gerações vencedoras. Alguns exemplos recentes estão na França de Zidane e na Espanha de Xavi e Iniesta. Também podemos falar da Argentina de Maradona, da Holanda de Cruijff, da Hungria de Puskas…
Mas afinal, o que são essas gerações?
Simples, são equipes que fazem muito sucesso durante um determinado período de tempo, e conforme esses craques vão se aposentando, a equipe “volta ao normal”.
A França teve uma ótima fase entre 80 e 86, com Platini, Tigana e Giresse. Depois disso sumiu do mapa, ficou fora das Copas de 90 e 94, voltando a jogar apenas em 98, em casa, e foi assim que surgia uma nova geração vencedora sob a batuta de Zidane, Desailly, Henry e Trezeguet.
A Argentina venceu o Mundial de 78, em casa, mas antes disso, em 10 edições da Copa, apenas na primeira, em 1930, conseguiu chegar até a final do torneio. Em 4 ocasiões os argentinos não se classificaram nem para o Mundial, em outras 3 foram eliminados na 1ª fase. De 93 pra cá, depois do título da Copa América, a seleção principal não venceu mais nada, o melhor resultado em Copas aconteceu em 2010, quando terminou na 5ª colocação, eliminada nas quartas de final. Pra quem aposta em Messi e cia pra 2014, melhor repensar essa possibilidade.
Na contrapartida dessas gerações vencedoras aparecem as três seleções com história: Brasil, Alemanha e Itália.
Em 19 edições da Copa, o Brasil participou de todas, vencendo 5 e chegando ao menos na semifinal em 10 oportunidades. A Alemanha venceu 3 e chegou em 12 semifinais, em 17 edições que participou. Já a Itália ganhou 4 de 17, chegando a 7 semifinais.
Diante disso tudo, fica claro que de favoritas mesmo, a Copa do Mundo só conta com três. O resto, se chegar ao título, não passará de uma geração vencedora.
Fui!
Postado por Luiz Paulo Knop http://www.resenhaesportiva.comPrefeitura de Petrolina traça perfil econômico do bairro João de Deus
PETROLINA – A Prefeitura de Petrolina, através da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Agrário (Sedesa), realizou durante o mês de abril uma pesquisa para traçar o perfil socioeconômico de bairros populosos do município. A pesquisa de viabilidade econômica, idealizada e aplicada pela equipe da pasta, foi iniciada pelo bairro João de Deus e teve o objetivo de diagnosticar a realidade do comércio no local, que possui atividade econômica intensa, especialmente por estar distante do centro da cidade.
Em posse dos dados alcançados através da pesquisa, a gestão municipal terá possibilidade de identificar as necessidades específicas de cada bairro, tendo um panorama das atividades econômicas mais preponderantes nos locais e indicando quais os novos empreendimentos podem ser instalados, para suprir as necessidades comerciais e sociais dos moradores.
A formalização das empresas e empresários também foi um aspecto avaliado pelos pesquisadores. “Temos ao nosso lado um parceiro forte que é o Sebrae. Através desta entidade podemos formalizar os comerciantes e torná-los microempresários, fortalecendo a economia de Petrolina e criando ferramentas para impulsionar o crescimento de emprego e renda”, avalia o secretário da Sedesa, Jorge Assunção.
Junto com o Sebrae, a Prefeitura de Petrolina irá prestar consultoria aos comerciantes catalogados. A proposta é que outros bairros sejam pesquisados e que a Prefeitura tenha uma leitura ampla sobre o desempenho socioeconômico de todas as localidades da cidade.
A pesquisa teve apoio da Associação de Bairro do João de Deus e dos comerciantes locais. “Recebemos muito bem a pesquisa e os cursos que vão ser oferecidos pelo Sebrae. Esta é uma forma de participarmos do processo de desenvolvimento do nosso bairro, mostrando nossa realidade e é importante o nosso aperfeiçoamento para melhor atender e servir o cliente”, comenta o comerciante do bairro, Raimundo Marques.
A equipe da Sedesa, responsável pela pesquisa, retornará ao bairro João de Deus para acompanhar a aplicação das oficinas que serão ministrados pelo Sebrae no mês de maio, com foco em empreendedorismo.
Por: Thirza Santos Assessoria de Imprensa – Sedesa/ PMPSOBRAM ADVOGADOS, FALTAM DEFENSORES
A Suprema Corte da Flórida recebeu denúncia da baixa qualidade da representação dos defensores públicos nos julgamentos. Isso provocou providências por parte da Defensoria Pública do Condado de Miami-Dade que ingressou com ação judicial, em 2008, alegando a carga excessiva de trabalho, consistente no total de até 50 demandas por semana.
A ação judicial iniciada só teve seu desfecho final no corrente ano, quando a Corte Superior da Flórida aceitou as argumentações da Defensoria para fixar para cada profissional da área o direito de recusar o patrocínio de mais de três causas por semana, caracterizando daí em diante carga excessiva de trabalho, e, portanto, sem condições de estudo cuidadoso para boa atuação profissional.
Os Estados Unidos possuem um defensor para cada 253 habitantes.
No Brasil, a Constituição federal considera essenciais à administração da justiça: o juiz, o defensor público, o promotor e o advogado. Segundo dados da OAB o Brasil conta com mais de 750 mil advogados inscritos e ativos e igual número de bacharéis não inscritos; porano, ingressam no mercado 100 mil bacharéis, dos quais 30 mil obtém a inscrição e tornam-se advogados.
O corpo humano precisa do coração, porque essencial à vida; o carro necessita do motor, porque indispensável para sua mobilidade. Da mesma forma, o Judiciário reclama, porque essencial, a presença do defensor público; se o sistema não dispõe desse profissional, da mesma forma que o homem e o carro, não há como movimentar-se. Sabe-se, entretanto, que a Justiça não conta com o defensor público, na maioria das comarcas; mas o pior é que não conta também com o promotor e, às vezes, falta até o juiz e o servidor. Não para porque os juízes e servidores se desdobram e conseguem até o auxílio das Prefeituras que disponibilizam seus funcionários.
Como funcionar bem! Afinal, o que a Constituição considerar essencial!
Os governantes não obedecem à lei maior que exige a Defensoria Pública como instituição “essencial à função jurisdicional”, art. 134.
Da mesma forma que complicam o Judiciário com a divisão de justiça federal e justiça estadual, criaram também a Defensoria Pública no âmbito da União e a Defensoria dos Estados; a primeira atua na defesa do cidadão que não tem recursos para custear o processo na Justiça Federal contra violações ao direito praticadas pela própria União e por seus órgãos, a exemplo do INSS e da Caixa Econômica Federal. Nos Estados e municípios, a Defensoria Pública patrocina causas do necessitado no campo penal e cível.
Sabendo-se que o Brasil é o terceiro país no mundo, em quantidade de profissionais da advocacia, fica difícil entender a motivação pela qual faltam defensores públicos nas comarcas. O raciocínio lógico é o de que há visível desinteresse dos governantes na solução da assistência jurídica para o pobre.
Os tribunais superiores do Brasil nunca receberam questionamento semelhante àquele decidido pela Corte da Flórida, porque se houver demanda nesse sentido, o povo ficará totalmente desassistido juridicamente.
A situação de carência da Defensoria Pública não se situa somente no campo estadual; também na área federal o drama é muito grande, pois segundo relatório de março de 2014 em todo o Brasil tem-se apenas 506 defensores, quando são necessários 1.469.
Nos Estados, Santa Catarina, que criou esse importante órgão somente em 2012, a RBS TV noticiou, recentemente, que somente no primeiro trimestre do corrente ano de 2014, um defensor participou de 103 audiências, recebeu 264 mandados de prisão em flagrante e analisou 488 processos; uma defensora informou que é comum fazer dois, três júris pro semana. Das 111 comarcas de Santa Catarina, apenas 21 tem defensores públicos.
O Paraná também criou sua Defensoria Pública em 2012 e, antes dessa data, dispunha de apenas 10 defensores, ou seja, um profissional para 1.043.960 cidadãos; São Paulo com toda a sua pujança dispõe de um defensor para cada grupo de 82.504 habitantes, apesar da necessidade, pois somente entre janeiro e meados de abril/2014, trinta e seis (36) mil pessoas procuraram a Defensoria Pública; dividido esse número por 73 dias úteis no período encontramos 493 atendimentos por dia.
O Estado que conta com melhor assistência aos necessitados é o pobre Amapá com um defensor público para cada 6.078 cidadãos. Todavia, para isso, são contratados advogados, a título precário; o concurso só foi aberto depois de medida judicial. Roraima é outro Estado que atende ao jurisdicionado necessitado, porque dispõe de defensor público em todas as comarcas. Também o Distrito Federal tem defensor público em todas as circunscrições judiciárias, contando com um profissional para cada grupo de 12.262 jurisdicionados, apesar de pagar muito mau, em torno de um terço do salário do promotor público.
Essas são as unidades que melhor presta o serviço de Defensoria Pública para os cidadãos que pagam altos impostos e não recebem a contrapartida do Estado.
Induvidosamente, há um desencontro de entendimentos, pois enquanto a OAB alega excesso de advogados, ao ponto de exigir a manutenção do exame para habilitar à advocacia, o povo não tem assistência jurídica por falta de profissional.
Tramita no Congresso Nacional uma Proposta de Emenda à Constituição n. 4/2014 que fixa o prazo de oito anos para que a União, os Estados e o Distrito Federal contratem defensores públicos para todas as comarcas. Depois de aprovada e sancionada espera-se valorização da Defensoria Pública e aproveitamento do grande número de advogados como defensores dos que não tem como custear as despesas de uma demanda judicial.
Por:Antonio Pessoa Cardoso, desembargador aposentado do TJ/BA Publicado em:http://paralelanews.com.br/colunistas


