Arquivos diários: 27 de maio de 2015
FIFA: A bola da vez na copa da corrupção.
Hoje, pela manhã, numa suíça dantes utilizada como lugar seguro para que malfeitores lavassem dinheiro ganho em tenebrosas transações mundo a fora, alguns cartolas da até então intocável Federação internacional de Futebol (FIFA), receberam a indigesta visita de membros do Departamento de Justiça dos Estados Unidos que lhes trouxeram mandados de prisão pelos crimes de extorsão e lavagem de dinheiro, cometidos durante mais de duas décadas.
Na lista, pelo menos um brasileiro preso: o senhor José Maria Marín, que até um dia desse era presidente desta caixa de pandora que se alcunha de CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e que havia sucedido no cargo mais alto do desporto nacional ninguém menos que o famigerado Ricardo Teixeira, que junto com o nobre senhor Joseph Blatter, por algum descuido da Justiça Americana, ficou de fora da ação do FBI, embora seja notório o envolvimento dos dois em todo tipo de falcatruas responsáveis por chafurdar um das modalidades desportivas mais amadas em todo mundo.
Numa investigação iniciada há algum tempo atrás pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, hoje, numa manobra sem precedentes, coordenada pelo FBI e a Agência Tributária, fora revelado o esquema de corrupção que já dura 24 anos e fraudou 150 milhões de dólares, com o envolvimento de nove dirigentes da FIFA, entre eles o ex-presidente da CBF, José Maria Marin, e cinco empresários.
Segundo as autoridades dos EUA, a rede organizou um pagamento sistemático de subornos a dirigentes da FIFA e empresários de marketing esportivo em torno da organização e da comercialização de campeonatos de futebol, “abusando de sua posição de confiança para conseguir milhões de dólares em subornos e através de chantagens”.
Aqui fica nossa torcida para que o senhor Blatter e o senhor Teixeira tome logo seus assentos no banco de réus.
Adão Lima de Souza
E APOIS! – A PÁTRIA EDUCADORA PODE ESPERAR.
OS “ELES” QUEREM NOS FAZER CRER que a melhor maneira de consolidar um projeto educacional para o Brasil é considerar os recursos aplicáveis como gastos passíveis de contingenciamento. É o caso das medidas econômicas adotadas pelo atual governo de plantão, onde, numa canetada perversa e inconsequente, a presidente retirou R$ 9,423 bilhões do investimento programado para educação, com o propósito indisfarçável de estancar a sangria perpetrada por sete anos nas finanças públicas, decorrente da fortuna incalculável desperdiçada com a construção de estádios imprestáveis destinados a abrigarem uma Copa que de antemão todos sabiam ser só prejuízos.
Descaradamente, agora, tenta-se conter a hemorragia causada pela malversação do erário depenando o pobre do contribuinte, que nunca concordaria com a suntuosidade dos santuários de futebol se soubesse que teria surrupiado até o último dos seus parcos caraminguás que percebe com seu trabalho árduo e desesperançoso, enquanto a nossa casta de aristocratas parasitários e devassos se preparam para torrar outra vultosa soma de dinheiro em uma olimpíada que, anunciadamente, será outro retumbante fracasso.
Diante disso, ouvir de uma pessoa leiga: “Se toda essa política econômica é uma tentativa do Governo sinalizar ao mercado que cumprirá a meta de superávit primário de R$ 66,3 bilhões, e, por isso, é preciso sucatear mais ainda áreas cruciais como saúde e educação, então, a primeira lição desta pátria educadora é que a educação não tem a mínima importância”. Os Doutores de título e de dinheiro e outras pessoas letradas a serviço dos “Eles” dirão que, para o reequilíbrio financeiro do país, relocação de recursos e contenção de despesas com a máquina estatal são medidas inadiáveis, ainda que perpasse por adiar projetos imprescindíveis à emancipação do Brasil.
E quanto ao cidadão, alijado cada vez mais dos escassos direitos sociais e trabalhistas que pretensamente lhe outorga a Constituição, subjugado à lei dura do chão da fábrica, entenderá, algum dia, que direitos e garantias fundamentais podem, a depender de quem detenha o poder no momento, não significar nenhuma coisa e nem outra, pois numa república de desafortunados sacrifícios é quase sempre a regra válida? E que quando se diz que ninguém será obrigado a fazer alguma coisa senão em virtude de lei, quer-se, todavia, ao mesmo tempo, afirmar que não faltará lei para obrigar a fazer o que não se quer?
Por essas e outras, é que “Os Eles” lidam com o dinheiro público como se fosse um bilhete premiado de loteria, refestelando-se na opulência e na orgia até o último centavo. E assim, seguem demonstrando, cabalmente, que o cidadão é de uma total insignificância perante o Estado, merecedor do profundo desprezo que nutrem pelo povo.
Então, parodiando certa maneira de pensar: “É na educação do povo que se revelam as virtudes do governo”. Ademais, se a sina desse país tupiniquim é mesmo ser pátria educadora, ouçamos Oscar Wilde quando diz que a educação é uma coisa admirável, porém, nada do que vale a pena saber pode ser ensinado. EU É QUE NÃO ACREDITO MAIS NOS “ELES”!
Adão Lima de Souza




