Arquivos diários: 20 de abril de 2017
Ex-prefeito de Mirandiba se envolve em polêmica
MIRANDIBA – Após ter suas contas rejeitadas pela Câmara de Vereadores, o ex-prefeito de Mirandiba, Bartolomeu Tiburtino, se envolveu em mais uma polêmica. Desta vez, o ex-gestor está sendo acusado de realizar um pagamento demasiado ao seu irmão, o então ex-secretário de Finanças, Osvaldo Tiburtino.
O ex-secretário recebeu a numerosa quantia de R$ 29.346,37 no dia 03/11/2016, referente ao seu salário. Esse valor se atribui ao salário base, férias indenizadas, férias proporcionais, salário proporcional e licença Premium. De acordo com a Constituição, esse valor torna-se abusivo diante do atual quadro financeiro da cidade, visto que, o teto máximo no município não pode ultrapassar o salário do prefeito. Tornando desta forma, esses números ainda mais exorbitantes.
A situação torna-se ainda mais reprovável se comparada ao salário que dezenas de servidores do município recebiam, enquanto que, ao mesmo tempo, o ex-secretário parecia não estar preocupado com isso, já que o seu salário era mais do que suficiente, ou melhor dizendo, inconveniente.
Palocci faz “oferta” a Moro e diz que está disposto a revelar nomes que “certamente” vão interessar a Lava Jato
Ao fim do depoimento, Antonio Palocci disse que “todos os nomes e situações” que optou por não falar até aqui, por sensibilidade da informação, ficam à disposição hoje e em outros momentos de Moro. “Estão a sua disposição o dia que o sr. quiser. Se o sr. estiver com a agenda muito ocupada, a pessoa que o sr. determinar, eu, imediatamente, apresento todos esses fatos com nomes, endereços, operações realizadas e coisas que vão ser, certamente, do interesse da Lava Jato”, disse.
Durante o depoimento, ele foi categórico: “todo mundo sabe que teve caixa 2 em todas as campanhas, não vou mentir”, embora não tenha apontado para nenhuma corrida eleitoral em específico. Ele comentou, contudo, que nunca pediu recurso para empresa enquanto ministro. “Nunca pedi recurso para sondas, nunca, jamais. Aliás, um dado a mais. A Sete Brasil é uma empresa privada, é propriedade de bancos. Não sei como um agente público poderia pedir apoio. Nunca pedi recursos fora do Brasil e nunca pedi ou operei caixa 2, mas ouvi dizer que existia em todas as campanhas, isso é um fato”. comentou.
Palocci foi interrogado em ação penal sobre lavagem de dinheiro e corrupção ativa e passiva relacionados à obtenção, pela empreiteira Odebrecht, de contratos de afretamento de sondas com a Petrobras. Segundo a denúncia, entre 2006 e 2015, Palocci estabeleceu com altos executivos da Odebrecht ‘um amplo e permanente esquema de corrupção’ destinado a assegurar o atendimento aos interesses do grupo empresarial na alta cúpula do governo federal.
Ainda durante o depoimento, o ex-ministro fez elogios à maior operação Lava Jato, que levou para a cadeia ele próprio e outros quadros expressivos do PT. Palocci, preso desde setembro, disse que a Lava Jato “realiza uma investigação de importância”.
STJ decide manter prisão de ex-ministro Antonio Palocci
Os ministros da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiram nesta terça-feira manter a prisão preventiva decretada contra o ex-ministro Antonio Palocci, detido desde setembro em uma das fases da operação Lava Jato.
A Quinta Turma julgou o mérito de um habeas corpus impetrado pela defesa de Palocci. Para o colegiado, a manutenção da prisão dele é necessária para garantir a ordem pública, uma vez que havia sido decretada para combater um esquema de corrupção sistêmico.
O tribunal tampouco considerou haver constrangimento ilegal que justifique a soltura de Palocci, chamado “Italiano” nas planilhas da Odebrecht.
Há duas semanas, o relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, já havia rejeitado pedido feito pela defesa dele para liberá-lo, tendo destacado em sua decisão o habeas corpus julgado nesta terça-feira pelo STJ.
Desde novembro, o ex-ministro da Fazenda do governo de Luiz Inácio Lula da Silva e da Casa Civil da gestão Dilma Rousseff – de quem também coordenou a campanha em 2010 – tornou-se réu por corrupção e lavagem de dinheiro em processo conduzido pelo juiz Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato na primeira instância.
Palocci também foi um dos principais envolvidos na delação de executivos da Odebrecht divulgadas desde a semana passada pelo STF.
O jornal Folha de S. Paulo publicou reportagem nesta terça-feira segundo a qual o ex-ministro estaria tendo conversas para tentar fechar um acordo de colaboração premiada.



