Arquivos diários: 4 de abril de 2017

STF homologa delações de João Santana e esposa

Joaão SantanaO ministro Luiz Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), homologou, há pouco, o acordo de delação premiada do ex-marqueteiro do PT João Santana, da mulher dele, Mônica Moura, e de André Luis Reis Santana, funcionário do casal.

A colaboração foi proposta pela defesa de João Santana e Mônica Moura, e aceita pelo Ministério Público.

A homologação da delação pelo STF dá validade jurídica ao acordo e permite, a partir de agora, que a Procuradoria Geral da República (PGR) peça novas investigações com base nos relatos.

O caso foi remetido ao STF por envolver autoridades com o chamado foro privilegiado, como ministros e parlamentares. O conteúdo do que o casal falou aos investigadores, porém, ainda está em sigilo. O fim do segredo depende de pedido da PGR.

João Santana foi marqueteiro nas campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (2006) e Dilma Rousseff (2010 e 2014). Santana e Moura foram presos em fevereiro do ano passado e soltos em agosto.

 

Liderança de Lula traduz gratidão dos pernambucanos

Silvio e LulaDesde que o ex-presidente Lula deixou a Presidência da República, setores da grande mídia e da opinião pública – que não toleram as políticas de inclusão social promovidas pelos governos do PT – tentam transformá-lo no grande vilão do Brasil. Inventaram um apartamento que não é de Lula, um sítio que não é de Lula e que Lula fez tráfico de influência para beneficiar um dos notórios delatores da Lava Jato. Bateram pesado quando Lula foi nomeado ministro da presidente Dilma.

Esses setores disseram que o ex-presidente queria conseguir o foro privilegiado, mas foram cordiais com a nomeação de Moreira Franco, do PMDB, para ministro de Michel Temer. A verdade é que há cinco processos contra o ex-presidente Lula e já foram ouvidas 102 testemunhas, inclusive as sugeridas pelo Ministério Público Federal, mas nenhuma delas acusou o ex-presidente de qualquer irregularidade. Repito: todas inocentaram o ex-presidente.

Grande parte das pessoas que combatem o ex-presidente Lula assistem às mesmas TVs, leem as mesmas revistas e jornais, escutam as mesmas rádios e trabalham na Avenida Paulista ou nas avenidas semelhantes das capitais brasileiras com seus escritórios luxuosos. Esses adversários do ex-presidente frequentam os mesmos restaurantes e moram no Morumbi, Leblon ou em bairros equivalentes nas maiores cidades brasileiras.

Os adversários do ex-presidente, que moram em Pernambuco, com certeza estão surpresos com o resultado da pesquisa do Instituto Maurício de Nassau publicada por um dos jornais do nosso Estado. Eles não conhecem o povo de Pernambuco. O ex-governador Manoel Borba já disse que “o pernambucano só se curva para agradecer”. E é exatamente por causa do espírito de gratidão e lealdade do povo pernambucano que o ex-presidente Lula tem 65% das intenções de voto para a eleição presidencial de 2018.

Os que aprovam o ex-presidente sabem que foi Lula quem mais trabalhou pelo nosso Estado em 500 anos de história. Essa grande maioria que apoia o ex-presidente Lula revela que reconhece a lealdade e a gratidão como princípios fundamentais do homem e valores essenciais da política que, na maioria das vezes, não são exercidos pela classe política.

A memória é um componente inexorável da personalidade humana. Ao contrário do que demonstra em relação ao ex-presidente Lula, a imensa maioria dos pernambucanos reprova o governo estadual do PSB. Além de rejeitar a péssima gestão do PSB, 74% dos pernambucanos estão dizendo, também, que na vida e na política a lealdade é uma virtude que não tem preço.

Em um dos momentos mais difíceis dos ex-presidentes Lula e Dilma, o PSB e alguns dos seus aliados esqueceram tudo o que os governos Lula e Dilma fizeram por Pernambuco e, de forma agressiva, trabalharam e votaram a favor do impeachment da ex-presidente. Uma das maiores traições partidárias da história da República. O povo tem memória.

No próximo dia 3 de maio, os olhos do Brasil estarão voltados para Curitiba, onde o ex-presidente Lula dará depoimento ao juiz Sérgio Moro. Não conheço nenhum artigo da Constituição que condene um brasileiro ou brasileira por causa do desejo de uma pequena parte da mídia e da opinião pública. Não tenho dúvida que em 2018 o ex-presidente Lula, mais uma vez, será reconduzido à Presidência da República.

Por:  Silvio Costa, Deputado federal pelo PTdoB e vice-líder da oposição na Câmara

FHC sobre cassação de Temer: É mais confusão

Fernando HenriqueO ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) disse, hoje, que uma eventual cassação do presidente Michel Temer (PMDB) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e uma consequente eleição indireta traria uma “confusão” ainda maior para o País. “Já temos tantas dificuldades hoje, o Congresso ainda vai eleger uma pessoa pra ser presidente por um ano? É mais confusão”, disse o ex-presidente em entrevista à rádio CBN.

Para FHC, o processo que corre na Corte Eleitoral, cujo julgamento começa nesta terça-feira, 4, traz riscos para o Brasil, principalmente no setor econômico. “A percepção das pessoas, especialmente dos investidores é: vamos ter outro problema no Brasil? Eles se retraem”, disse o ex-presidente. “O Brasil está há muito tempo de pernas para o ar, está começando a assentar um pouco. Levar muito tempo em um julgamento que põe em risco a situação vigente tem consequências negativas.”

A ação em análise pelo TSE foi proposta em 2014 pelo PSDB contra a chapa eleita, formada pela petista Dilma Rousseff e por Temer, que derrotou o então candidato do partido, Aécio Neves. Os ministros decidirão se houve abuso de poder político e econômico na campanha presidencial daquele ano.

Na entrevista à rádio, o ex-presidente falou ainda sobre reforma política e defendeu a aprovação de cláusula de barreira para os partidos, além da proibição de coligação nas eleições proporcionais. “Quem paga a democracia? Os parlamentares estão pedindo que o contribuinte pague, através do fundo partidário. Os países que tem fundo partidário tem quatro, cinco, seis partidos. Aqui tem 30 e poucos. Não há dinheiro que possa dar conta de 30 e poucos partidos.”

Questionado sobre 2018, FHC negou que o PSDB já tenha um candidato ao Palácio do Planalto. “Não se sabe ainda o resultado da Lava Jato, quem para em pé, quem não para em pé”. O ex-presidente falou, ainda, sobre o nome do prefeito de São Paulo, João Doria ter ganhado força para a disputa. “Em uma certa altura, eu disse a ele que não acreditava que ele convencesse (os eleitores). Convenceu. Agora é o balão que está subindo. Se subir, subiu. O PSDB tem que ter o pé no chão, quem decide no fundo no fundo quem vai ser o candidato não somos nós, é o eleitorado.”