Arquivos diários: 13 de abril de 2017

Confira os apelidos no caixa 2

BenedictoO ex-diretor da Odebrecht de infraestrutura, Benedicto Barbosa da Silva Júnior,confirmou, em depoimento gravado na sede da Procuradoria da República no Rio, o pagamento de caixa 2 para campanhas de diversos políticos. Segundo o delator, os executivos subordinados a ele(André Vital, João Pacífico Júnior, Carlos Armando Paschoal, Sérgio Neves, Valter Lana e Luiz Bueno Júnior) elaboravam listas com pedidos de doação ilícita, de acordo com a atuação geográfica de cada um pelo Brasil. Benedicto, então, levava os nomes a uma reunião com os presidentes das empresas do Grupo e acertava o pagamento.

Confira os repasses confirmados por Benedicto Júnior:

Doações via André Vital
“Anão” – ACM Neto (DEM-BA), atual prefeito de Salvador – R$ 2,2 milhões (2012)
“Pelé” – Nelson Pelegrino (PT-BA), atual deputado federal – R$ 1,5 milhões (2012)
“Roberval Taylor” – Mário Kertész, ex-prefeito de Salvador – R$ 400 mil (2012)
“Amigo C” – Paulo Câmara (PSDB-BA), atual vereador de Salvador – R$ 50 mil (2012)
“Buçu” – Henrique Carballal (PV-BA), atual vereador de Salvador – R$ 100 mil (2012)
“Soneca” – Waldir Pires (PT-BA), atual vereador de Salvador – R$ 80 mil (2012)
“Alba” – Tiago Correia (PSDB-BA), atual vereador de Salvador – R$ 50 mil (2012
“Bico” – Geraldo Junior (SD-BA), atual vereador de Salvador – R$ 90 mil (2012)
“Rio” – Marcelo Nilo R$ (PSL-BA), atual deputado estadual – R$ 300 mil (2013)

Doações via Carlos Armando Paschoal
“Boa Vista” – Paulinho da Força (SD-SP), atual deputado federal – R$ 200 mil (2010)
“Curitiba” – Roberto Freire (PPS-SP), atual ministro da Cultura – R$ 200 mil (2010)
“Suíça” – Rodrigo Garcia (DEM-SP), atual secretário de Habitação em SP – R$ 200 mil (2010)
“Brasília” – Fernando Capez (PSDB-SP), atual deputado estadual – R$ 100 mil (2010)
“Carajás” – Arnaldo Jardim (PPS-SP), atual secretário de Agricultura em SP R$ 50 mil (2010)
“Cruzeiro do Sul” – Barros Munhoz (PSDB-SP), atual deputado estadual, R$ 50 mil (2010)
“Guarulhos” – Carloz Zarattini (PSDB-SP), atual deputado federal – R$ 50 mil (2010)
“Itabuna” – Campos Machado (PTB-SP), atual deputado estadual – R$ 50 mil (2010)
“Ponta Porã” – Duarte Nogueira (PSDB-SP), atual prefeito de Ribeirão Preto – R$ 50 mil (2010)
“Itacaré” – Celso Russomanno (PRB-SP), atual deputado federal – R$ 50 mil (2010)
“Itambé” – Edinho Silva (PT-SP), atual prefeito de Araraquara – R$ 50 mil (2010)
“Itumbiara” – Edson Aparecido (PSDB-SP), ex-secretário da Casa Civil em SP – R$ 50 mil (2010)
“Navegante” – José Aníbal (PSDB-SP), ex-senador e ex-presidente do PSDB – R$ 50 mil (2010)
“Santo André” – João Paulo Cunha (PT-SP), ex-deputado federal – R$ 50 mil (2010)
“Palmas” – Vicente Cândido (PT-SP), atual deputado federal – R$ 50 mil (2010)
“Campinas” – Francisco Chagas (PT-SP), ex-deputado federal – R$ 30 mil (2010)
“Macapá” – Ricardo Montoro (PSDB-SP), atual deputado estadual – R$ 30 mil (2010)
“Ribeirão Preto” – Roberto Massafera (PSDB-SP), atual deputado estatual) – R$ 30 mil (2010)
“Natal” – José Genoino (PT-SP), ex-ministro – R$ 30 mil (2010)
“Itatiaia” – José Maria Eymael (PSDC-SP), ex-candidato à presidência – R$ 50 mil (2010)
“João Pessoa” – Vicentinho (PT-SP), atual deputado federal – R$ 30 mil (2010)

Doações via João Pacífico
“Neto” – Eduardo Campos (PSB-PE), ex-governador de Pernambuco – R$ 11 milhões (em 2008, 2010 e 2012)
“Patati” e “Padeiro” – Marconi Perillo (PSDB-GO), atual governador de Goiás – R$ 200 mil (2010) e R$ 2,5 milhões (2014)
“Viagra” – Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), atual deputado federal – R$ 700 mil (2010)
“Batalha” e “Chorão” – Sérgio Guerra (PSDB-PE), ex-senador – R$ 1,06 milhão (2010) e R$ 450 mil (2012)
“Jujuba” – Bruno Araújo (PSDB-PE), atual ministro das Cidades – R$ 300 mil (2010) e R$ 300 mil (2012)
“Lento” – Garibaldi Alves (PSDB-RN), atual senador – R$ 200 mil (2010)
“Novilho” – Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), atual senador – R$ 200 mil (2010)
“Pavão” – Iris Rezende (PMDB-GO), atual prefeito de Goiânia – R$ 300 mil (2010)
“Chaveiro” – José Chaves, ex-deputado federal pelo PTB-PE – R$ 100 mil (2010)
“Bronca” – Paulo Rubem Santiago – ex-deputado federal pelo PDT-PE – R$ 266 mil (2010)
“Biscoito” – Sandro Mabel, ex-deputado federal pelo PMDB-GO – R$ 140 mil (2010)
“Cunhado” – Inaldo Leitão, ex-deputado federal pelo PSDB-PB – R$ 100 mil (2010)
“Carrossel” – Rosalba Ciarlini (PP-RN),atual prefeita de Mossoró, R$ 550 mil (2010)
“Bonitinho” – Robinson Faria (PSD-RN), atual governador do Rio Grande do Norte, R$ 100 mil (2010)
“Bonito” – Fábio Faria (PSD-RN), atual deputado federal, R$ 100 mil (2010)
“Parreira” – José Roberto Arruda (PP-DF), ex-governador, R$ 1,166 mi (2010)
“Comprido” – Agnelo Queiroz (PT-DF), ex-governador, R$ 1 mi (2010)
“Justiça” – Renan Calheiros (PMDB-AL), atual senador, R$ 500 mil (2010)

Doações via Sérgio Neves
“Muro” – Ricardo Ferraço (PSDB-ES), atual senador, R$ 400 mil (2010)
“Filhote” – Luiz Paulo Velloso Lucas (PSDB-ES), ex-prefeito de Vitória – R$ 400 mil (2010) e R$ 100 mil (2012)
“Porsche” – Márcio Lacerda (PSB-MG), ex-prefeito de Belo Horizonte, R$ 1 milhão (2010)

Doações via Valter Lana
“Fantasma” – Ideli Salvatti (PT-SC), ex-ministra e ex-senadora, R$ 300 mil (2010)
“Amante” e “Coxa” – Gleisi Hoffmann (PT-PR), atual senadora, R$ 150 mil (2008), R$ 450 mil (2010) e R$ 3,5 milhões (2014)
“Balzac” – Yeda Crucius (PSDB-RS), atual deputada federal – R$ 600 mil (2010)

Doações via Luiz Bueno Junior
Beto Mansur (PRB-SP), atual deputado federal, R$ 300 mil (2014)
“Benzedor” – João Paulo Papa (PSDB-SP), atual deputado federal, R$ 300 mil (2014)
“Lamborghini” – Luiz Fernando Teixeira (PT-SP), R$ 300 mil (2014)

 

Temer, Lula e FHC em pacto por sobrevivência política

TEMERFOLHA DE SÃO PAULO – Foi em novembro do ano passado, quando a Lava Jato mostrou poder para atingir novos setores políticos e econômicos, que emissários começaram a costurar um acordo entre dois ex-presidentes e o atual chefe da República.

O objetivo era que Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Michel Temer (PMDB) liderassem um pacto para a classe política, fragilizada pelo avanço das investigações.

Apartamentos de autoridades e restaurantes sofisticados serviram para que aliados dos líderes políticos discutissem medidas para limitar a operação e impedir que o grupo formado por PSDB, PT e PMDB seja, nas palavras de articuladores desse acordo, exterminado até 2018.

Nas últimas semanas, a Folha ouviu pessoas relacionadas às três partes e a avaliação foi unânime: a Lava Jato, segundo elas, quer eliminar a classe política e abrir espaço para um novo projeto de poder, capitaneado, por exemplo, por aqueles que comandam a investigação.

O bom trânsito com os dois ex-presidentes e com Temer credenciou o ex-ministro do STF Nelson Jobim e o atual ministro da corte Gilmar Mendes como dois dos principais emissários nessas conversas.

Jobim tem falado com todos. Já almoçou com Temer e FHC e marcou de encontrar com Lula nos próximos dias. Gilmar, por sua vez, hoje é próximo ao presidente, que participa de negociações para articular um acordo para a reforma política, diante do debate sobre a criminalização das doações eleitorais.

Este é o ponto que atinge os principais expoentes da política brasileira, inclusive Temer, Lula e FHC, os três citados nas delações de executivos da Odebrecht por recebimento de dinheiro de forma indevida, por exemplo.

As acusações contra Lula e FHC foram encaminhadas a instâncias inferiores pelo relator da Lava Jato no STF, Edson Fachin, visto que ambos não têm foro privilegiado. Temer, por sua vez, apesar de citado em dois inquéritos, não é investigado por sua “imunidade temporária” como presidente.

A convergência entre os três é: se não houver entendimento para assegurar um processo eleitoral “tranquilo” em 2018, aparecerá um “outsider” ou “aventureiro”.

O acordo de bastidores passaria pela manutenção de Temer até 2018 e a realização de eleições diretas, em outubro do ano que vem, com a participação de Lula.

A tese de quem está à frente das negociações é que não há tempo para uma condenação em segunda instância do petista até 2018, o que o deixaria inelegível. E, caso exista, garantem, haveria recursos em instâncias superiores.

As conversas, por ora, estão divididas entre as articulações de cúpula, que costuram o pacto para a classe política, e as do Congresso, que buscam medidas práticas para eliminar o que consideram abusos da Lava Jato e fazer uma reforma política.

VOTAÇÕES

Entre o que esses grupos avaliam ser possível votar no Congresso para 2018 estão a aprovação da cláusula de barreira para partidos e o fim das coligações proporcionais.

Isso fortaleceria as siglas do establishment e enfraqueceria nanicos e aventureiros.

Projetos como a anistia ao caixa dois, um novo modelo para o financiamento de campanha eleitoral e até o relaxamento de prisões preventivas, que mantêm encarcerados potenciais delatores para a força-tarefa, também entrariam na lista de medidas.

FHC, Temer e Lula se falaram pessoalmente sobre o assunto em fevereiro, quando os dois primeiros visitaram o petista no hospital onde sua mulher estava internada.

A partir dali, emissários se movimentaram com mais frequência, mas, por ora, não há expectativa de que os três se encontrem novamente.

Mas em público, os agentes têm falado. FHC afirmou que é preciso “serenar os ânimos” e “aceitar o outro”. Já havia dito que era preciso fazer “distinções” entre quem recebeu recursos de caixa dois e quem obteve dinheiro para enriquecer. Gilmar Mendes e o ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo (PT) acompanharam o tucano.

No Congresso, o discurso é ainda mais direto. Parlamentares repetem que é preciso “separar o joio do trigo” e “salvar a política”.

LISTA DE FACHIN: O grassamento da roubalheira em 17 páginas de ladrões.

MACACO PUNKE então Plebe Rude, errantes dessa Nau-Brasil desgovernada, nação futurista, trazida pelas caravelas d’além-mar desde Pedrálvares, este que vos fala é PONCIANO RATEL, alçado a patente de Desabestalhador Geral da República em revide ao grassamento das contingências morais nestas paragens tupiniquins.

No proselitismo iconoclasta de hoje, as 17 páginas de ladrões da lista do ministro Edson Fachin e a orgia sem precedentes na roubalheira de dinheiro público pelos políticos e seus asseclas, delatados pela mesma súcia de sacripantas que vivia encravada na pele apodrentada do governo como chatos nas partes pudendas.

O que nos dão conta os noticiamentos hodiernos é que quem tiver acesso alista completa do Janot verá que tem lá pra mais de 17 páginas de ladrões do Partido dos Trabalhadores, PMDB, PSDB e de outros partidos diversos mancomunados num estratagema de corrupção de dinheiro roubado dos cofres públicos durante o tempos em que esses ratoneiros viviam escondidos nos recônditos do Palácio dos Marajás da Governança.

E que, segundo os tabloides mais versados no entretimento e na venda de leituras de fácil degustação, dentro desse mesmo ajuntamento de pessoas de diversos partidos e outros partidos diversos é fácil encontrar uns oito Aécio, uns seis ou sete Lula, Fernando aos montes, Sarney e Collor em demasia e Temer a perder a conta, operando todos conjuntamente para manter um estratagema arquitetado de surrupiação dos faturamentos da Petrobras e de outras estatais, cujas cifras altíssimas serviam para financiar o egoísmo de se perpetuarem no poder “pra sempre”.

Informam ainda os libelos mais benquistos pelos letrados, conforme os inteiramentos acusatórios da grande mídia falada e escrevinhada, que a partir do seleto clube dos bilionários astuciosos e cheios de ojeriza pela lei, uma empreitada de pagamentos de propinas fora realizada ao PT/PSDB/PMDB/PP/PSOL/PCdoB/PR/PDT/PSB e demais partícipes consorciados no crime de compensamento pela primazia de obras públicas entregues por preços super-hiper-mega faturados a empresas corruptas, contratadas pelo governo sem a devida observância das normas de licitação e moralidade pública, numa gastança do dinheiro dos impostos pagos pelo contribuinte passivo nunca dantes vista nesta Pindorama atulhada de organizações criminosas misturadas aos partidos de índole duvidosa.

Também alardeiam os ditos pasquins, que devido a esse traquejo, tão peculiar ao nosso modo institucionalista de cumprir as diligências impreteríveis para o bom andamento da governadoria, consoante os mais alarmistas, pela exageração dos caraminguás surrupiados do erário, poder-se-ia dizer, sem desmedimentos, que essas 17 páginas de ladrões são responsáveis pelo recebimento de rendimentos ilícitos maiores que os do saudoso Mensalão ou da Derrama levada a cabo pela coroa portuguesa no Brasil colônia.

Contudo, enquanto esperamos os doutrinamentos da Justiça capenga desse Brasil sem freiamento, observa-se que o povo capiongo destas terras de promessa futura, mesmo vítima de grandiosa pilhagem institucionalizada, simplesmente acena com uma contraofensiva débil, baseada, tão somente, no processamento judicial dos mais de quatrocentos ladrões que se locupletaram na lascívia desta monumental orgia com o dinheiro do contribuinte, quando poderia condenar a todos por crime de traição e mandar fuzilar um a um em praça pública.

Por aqui me despeço de vosmecês asseverando sempre que enquanto grassar a patifaria, aqui estará Ponciano Ratel, na missão de diligenciador de uma conduta ilibada pública para motejar e abespinhar a sacanagem privada nesta província de Pedrálvares.

E atentai para esta sapiência: “Quando um político não quer, dois outros roubam juntos!”

Saudações a quem tem coragem!

PONCIANO RATEL.