Arquivos mensais: julho 2014
Candidato ao Governo de Pernambuco pelo PSOL envia Carta Aberta à população
A cobertura da imprensa de hoje (ontem) foi tomada por uma proposta do candidato Armando Monteiro para que sua própria campanha ao Governo do Estado e a de Paulo Câmara não continuassem a desrespeitar o direito de livre circulação das pessoas pelas cidades. Tal proposta se fundamenta na dificuldade imposta ao deslocamento das pessoas pelo desproporcional volume das duas milionárias campanhas, que vêm ocupando com suas peças de publicidade as calçadas, paradas de ônibus e pontes, principalmente no Recife.
Lamento muito o fato de alguém que se predispõe a ser Governador do Estado demonstrar total descaso com o espaço público. Aproveito para sugerir que Armando Monteiro cumpra em sua campanha o que propôs, e estenda o cuidado que demonstrou ter com os exageros da campanha do PSB à sua própria.
Em especial, com o volume dos carros de som, que tem excedido – em muito – o razoável. Na terça-feira à tarde, por exemplo, sua coligação realizou uma atividade na Praça Maciel Pinheiro, e o trabalho no nosso comitê, que fica nas proximidades, ficou comprometido porque as pessoas sequer conseguiam se escutar.
Como usuário diário do transporte público, espero que o respeito com quem se utiliza das já precárias paradas de ônibus na Região Metropolitana seja minimamente estabelecido.
No mais, repudio a atitude de Paulo Câmara, que disse que não era necessário acordo, por fazer tudo dentro do que determina a lei, o que é desmentido pelo alto número de reclamações e multas da Justiça Eleitoral. E os relatos incontáveis, com fotos, nas redes sociais demonstram que a lei tem sido insuficiente pra garantir o respeito ao cidadão. Nisso fico com Drummond: “as leis não bastam, os lírios não nascem das leis!”
Recife, 15 de Julho de 2014.
Zé Gomes/Candidato do Governo do Estado de Pernambuco – “Mobilização por Poder Popular!”
Joseph Bandeira tem pedido de registro de candidatura impugnado pelo Ministério Público Eleitoral
O ex-prefeito de Juazeiro, Joseph Bandeira (PSB), teve seu nome incluído em uma lista proposta pela Procuradoria Regional Eleitoral da Bahia (PRE/BA) contendo 30 ações de impugnação de registros de candidatura no estado.
Foram alvos de ações de impugnação na Bahia os candidatos às eleições 2014 que se enquadravam na Lei da Ficha Limpa (nº 135/2010), tendo sido analisados 982 pedidos de registro de candidatura para cargos eletivos majoritários (senador, governador e vice) e proporcionais (deputados federal e estadual).
A rejeição de contas dos candidatos pelos Tribunais (da União, do Estado e dos Municípios) foi o motivo mais recorrente nos pedidos de impugnação da PRE/BA.
No âmbito federal, as exceções ficam apenas por conta dos candidatos à deputado federal Adalberto Lélis Filho e Joseph Bandeira. Lélis tornou-se inelegível por ter sido condenado pelo TRE pela prática de crime eleitoral, cuja sentença já transitou em julgado. Já Bandeira foi condenado por crime contra a administração pública, além dos Tribunais de Contas da União e do Estado.
Na Bahia, a estratégia da Procuradoria é de ampliar, ao máximo, a aplicação da Lei da Ficha Limpa. “Só impugnamos os candidatos que se enquadrem, em tese, nessa lei”, afirmou o procurador Regional Eleitoral, José Alfredo de Paula Silva.
Após as ações de impugnação, cabe à Justiça Eleitoral julgar os pedidos e decidir pelo deferimento ou não dos registros. Os candidatos com registros impugnados têm sete dias para contestar a impugnação.
Eleitor pode denunciar candidatos: Punição vai de multa a cassação
Os candidatos a qualquer cargo nas eleições de outubro estão proibidos, desde sábado (5), de comparecer à inauguração de obras públicas. A regra consta da Lei das Eleições (Lei 9.504/87), que normatiza o processo eleitoral. A restrição coincide com o prazo final para que os políticos registrem na Justiça Eleitoral suas candidaturas.
A lei também impede que agentes públicos façam nomeações, contratações ou demissões de servidores públicos até a posse dos eleitos, no dia 1º de Janeiro de 2015. No caso dos concursos públicos, os aprovados poderão ser nomeados se o certame tiver sido homologado até 5 de julho.
Integrantes do governo também estão proibidos de autorizar publicidade institucional de programas e obras das administrações federais e estaduais. Pronunciamentos em cadeia de rádio e TV só poderão ser feitos em caso de assunto urgente ou calamidade pública, situação que deverá ser avaliada pela Justiça Eleitoral.
O eleitor pode denunciar abusos por meio do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) ou do Ministério Publico Eleitoral (MPE). A punição varia de pagamento de multa até cassação do mandato, se o candidato for eleito.
“A vigilância incansável da sociedade é a única garantia de honestidade na administração do dinheiro público, prestai a devida guarda!”. (Adão Lima de Souza).
Isto Posto… Campanha Política: Tempo de velhas amizades ou cumplicidade renovada?
Enfim, fora dado o pontapé inicial para as campanhas políticas às eleições de outubro. Agora, o que se verá será táticas batidas de se evidenciar velhas amizades com tapinhas nas costas do eleitor, abraços sinceramente duvidosos e promessas requentadas de que dias melhores virão se mais uma vez o “inocente eleitor” confiar nos nomes postos a sua escolha para dirigirem o Estado, a nação ou os representarem nas denominadas “casas do povo”, os parlamentos estaduais e federal.
E, assim, com estratégias nocivas, porém eficientemente repetidas de capitação ilícita do sufrágio universal pelo poder inestimável dos milhões gastos nas campanhas pelos presidenciáveis e seus apaniguados, mais uma vez o eleitor, supostamente vulnerável, no entanto, de relevância superestimada em temporadas de oferta e demanda de apoio político, ou seja, no auge do pleno exercício da democracia pelo ato de votar, será mais uma vez chamado a firmar com a nossa deletéria classe de políticos do “Pacto Mofado, carcomido, nefasto”, uma aliança espúria que o coloca como cúmplice em tenebrosos esquemas de corrupção.
Entretanto, como enraizado está no cidadão brasileiro que política, assim como a religião e o futebol, não se discute nada impedirá que velhas raposas angariem o maior número de votos possível para seus “postes políticos”, ventríloquos e mamulengos dispostos a concretizar os mais malévolos desideratos, uma vez que nesta eleição, muitos mais que nas outras, perpassarão os inconsistentes discursos por temas indiscutíveis como religião e futebol.
Isto posto, caro eleitor, antes de aceitar o tapinha nas costas ou o abraço reconciliador de quem a quatro anos “trabalha por você”, pense, por um segundo, que aquilo que não é passível de discussão torna-se verdade incontestável, não podendo ser refutado com o argumento válido de que segurança, escolas e hospitais são mais importantes que estádios de futebol.
Por: Adão Lima de Souza
A melhor profissão do Brasil: Em 4 anos, Aécio fica 303% mais rico e Dilma, 64%
BRASÍLIA – Os principais candidatos à Presidência da República neste ano, Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB), registraram aumento patrimonial de, respectivamente, 64% e 303%, desde 2010. Eduardo Campos (PSB), que aparece em terceiro lugar nas pesquisas de intenção de voto, aumentou seu patrimônio em 5% nos últimos quatro anos.
Aécio ficou R$ 1.873.938,23 mais rico desde 2010, quando disputou uma vaga de senador por Minas Gerais. Naquele ano, ele informou à Justiça Eleitoral possuir um patrimônio que corrigido pela inflação atual equivaleria a R$ 617.938,42. Neste ano, o valor ficou em R$ 2.491.876,65.
O bem mais valioso do tucano, segundo a declaração de bens, são 88 mil cotas da Rádio Arco Íris Ltda, que valem R$ 700 mil. O mais barato são ações dos Diários Associados que valem R$ 0,09. Em nota, o PSDB explicou que o patrimônio de Aécio cresceu por causa da herança deixada por seu pai, Aécio Ferreira da Cunha, falecido em outubro de 2010.
Já Dilma ficou R$ 684.348,17 mais rica desde 2010. Quando se candidatou pela primeira vez, ela declarou um patrimônio de R$ 1.066.347,47. Agora, o valor aumentou para R$ 1.750.695,64. A posse mais cara da petista é um terreno em Porto Alegre avaliado em R$ 337.983,00. O item mais barato da lista é uma conta no Banrisul com saldo de R$ 1.212,23.
Eduardo Campos declarou à Justiça Eleitoral, em 2014, um patrimônio de R$ 546.799,50. Em 2010, quando disputou o cargo de governador de Pernambuco, ele afirmou que seus bens valiam R$ 520.626,04.
Pela sexta vez nas Copas, dois sul-americanos são semifinalistas
Apesar de partidas apertadas, difíceis, e das críticas sobre suas atuações, Brasil e Argentina conseguiram chegar às semifinais da Copa do Mundo. Pela primeira vez desde 1970, duas seleções sul-americanas estarão entre as quatro primeiras de um Mundial.
Será a sexta vez que isso vai acontecer. Apenas em 1930 e 50 times sul-americanos fizeram a decisão. Em 30, uruguaios venceram os argentinos e em 50, bateram o Brasil. Na atual edição, Brasil e Argentina poderão decidir o troféu caso passem respectivamente por Alemanha e Holanda.
Em 1930, Uruguai e Argentina foram semifinalistas ao lado de Estados Unidos e Iugoslávia; em 1962, no Chile, o time da casa disputou um lugar na final contra o Brasil; em 1970, a Seleção triunfou diante do Uruguai nas semifinais.
Em 1950, Brasil e Uruguai participaram do quadrangular final e em 1978, os finalistas saíram de grupos e tinham Brasil e Argentina.
Neymar está fora da Copa do Brasil da FIFA
Neymar está fora da Copa do Mundo. O jogador fraturou a vértebra depois de tomar uma pancada nas costas de Zuñiga. O camisa 10 deixou o campo de maca e depois foi levado para o Hospital São Carlos, em Fortaleza, onde foi confirmada a lesão.
Antes de ser cofirmada a fratura, o técnico Felipão já não estava esperançoso com a volta do atacante. “Pelo que vi, é difícil ele jogar. E aí eu pergunto: nem cartão amarelo? O Thiago vai passando diante do goleiro e recebe”, disse o treinador na entrevista coletiva após o jogo.
“Todo mundo sabia que seria caçado. Mas ninguém acha que isso é verdade. Só os jogadores da Alemanha e dos outros times são caçados”, afirmou Felipão, em tom irônico.
O lance da lesão aconteceu já aos 41 minutos do segundo tempo. Após bola afastada da defesa brasileira, Neymar foi para dominar e acabou tomando uma joelhada nas costas de Zuñiga. Ele foi imediatamente substituído por Henrique e deixou o campo com a mão no rosto. O camisa 10 deixou o estádio chorando muito.
“Ele foi primeiro para a clínica do estádio. Foi encaminhado para uma clínica com o Doutor Runco. Ele foi fazer uma série de exames. Ficou chorando de dor. Não será fácil uma recuperação. Pelo que o doutor nos passou, e a dor que ele sente, e sendo coluna, vamos ver e esperar”, explicou o treinador.
Neymar é a segunda baixa de Felipão. O comandante brasileiro já não poderá contar com o seu capitão, já que Thiago Silva tomou cartão amarelo, o segundo dele na Copa, e está suspenso para o jogo diante da Alemanha.
DESATIVAR COMARCAS É ATO CONTRA CIDADANIA
Os jurisdicionados, os servidores, os advogados, as autoridades, as associações de classe, enfim toda a gente do interior não pode nem deve aceitar a desativação de mais comarcas na Bahia.
Sabe-se de processo que corre no Tribunal, nesse sentido; todavia há quase um ano proposta da Corregedoria das Comarcas do Interior, aguarda pauta para decisão do Pleno sobre a reativação da comarca de Ibitiara, absurdamente lacrada, em 2011. A Comissão de Reforma Judiciária, Administrativa e Regimento Interno, órgão técnico, do Tribunal, manifestou pela reabertura.
A atitude de desativação de mais comarcas equipara-se ao fechamento de hospitais, de escolas, de municípios. É bem diferente do fechamento de empresas, de estádios.
O povo tem de indignar-se contra mais esse contrassenso, que só ocorre na Bahia. E isso acontece porque fecharam 43 e, praticamente, não houve protesto do povo, daí a nova tentativa.
A ação, além de profundamente antipática e injusta, mostra imperdoável retrocesso e descompromisso com a cidadania, com a democracia e com o respeito à própria Lei de Organização Judiciária que estabelece o caminho para equilibrar o número de comarcas com o de municípios.
Além de tudo isso, inverte-se a assertiva de que “errar é humano”, por “errar e continuar errando”.
A desativação de 43 comarcas, em 2011, não trouxe economia para os cofres públicos, como já se mostrou com a unidade de Ibitiara, onde o Tribunal prossegue gastando como se a comarca estivesse ativada, pois paga 13 servidores, que continuam na comarca, mantém o fórum, fugindo à regra um bom fórum, e prejudica a comarca mãe, Seabra, porque para lá foram enviados grande número de processos sem benefício algum na estrutura desta.
Em tempos nos quais se busca aperfeiçoar os serviços públicos, fundamentalmente, o Judiciário, não se concebe a viabilidade de tamanha afronta, pois o trabalho deve ser no sentido de ativar as comarcas desativadas, de criar novas comarcas e nunca de fechar as portas dos fóruns para o povo.
Ativar significa progredir, com a criação de comarcas, desativar é arrepender-se do progresso alcançado, e voltar ao atraso.
O erro com a desativação de 50 comarcas, diminuída para 43 um mês depois, pelo próprio Tribunal de Justiça da Bahia, mostra a agilidade no processo de desativação.
Interessante é que a Justiça é tão lenta, mas, nesses processos de desativação, corre bastante!
A média razoável de habitantes por juiz, segundo dados da ONU, situa-se em 12 mil para cada; as comarcas desativadas ou tem mais gente do que esse total ou contribuíram para que as comarcas mães ultrapassassem em muito esse quantitativo.
A excrescência agiganta-se na medida em que se sabe que ainda há processos de comarcas desativadas sem movimentação alguma.
Não se aprimora os serviços judiciários com o fechamento de comarcas, como não se aumentam os lucros de empresas com a desativação de filiais. Há, entretanto, grande diferença entre sociedade privada e o Judiciário, pois se a primeira busca lucro, persegue maior volume de dinheiro, o Judiciário procura oferecer boa prestação de serviço.
As autoridades têm de entender que o sistema judicial não prioriza o equilíbrio de contas, mas fortalece o entendimento de facilitar o acesso do povo à Justiça.
Fecham-se empresas, fecham-se estádios de futebol, não se fecha comarca, não se fecha município, como não se fecha hospital, nem escola.
Como prestar bons serviços, desativando comarcas, ainda mais quando se considera as distâncias, as dificuldades de mobilidade e a falta de estrutura nas unidades mães. A opção do Judiciário é diferente das empresas privadas, no sentido de colocar como preferência a economia; no Judiciário a precedência é a boa prestação de serviço.
As lideranças das comarcas, os advogados, os servidores e o povo em geral das comarcas que se quer desativar, não podem nem devem esperar, pois já aconteceu uma surpresa, quando se desativou 43 comarcas em 2011. Agora fala-se em mais 25 comarcas.
Em 2011 foram bloqueadas quase 20% do total de comarcas, agora quer-se cerrar as portas de mais 10% e, nesse caminho, certamente, vão manter ativas apenas algumas unidades, pois falta infraestrutura também nas comarcas de grande porte. Quer-se economia, quer-se equilibrar contas, mas esse não é o foco do Judiciário.
Quando se pensa em instalar mais municípios, como explicar a interdição das unidades judiciais já existentes? A lei que rege o Judiciário da Bahia é bastante clara: “a cada município corresponde uma Comarca”.
Não se explica a situação atual: os municípios tem o Prefeito, os Vereadores, mas não tem o Juiz. Isso não se justifica, pois o Judiciário presta-se exatamente para cuidar de eventuais arbitrariedades cometidas pelos outros poderes contra o cidadão.
A incompreensão torna-se mais acirrada quando se sabe que foram agregados dois, três ou quatro municípios, instalados os Poderes Executivo e Legislativo em cada um deles, mas o Judiciário aproveita aos dois, três ou quatro; ainda assim, de repente, suspende-se exatamente o Poder que ocupava espaço de um município para fornecer os serviços judiciários aos dois, três ou quatro; permanece o Executivo e o Legislativo em cada um e o Judiciário, que satisfazia aos dois, três ou quatro é defenestrado.
Não se mede a prestação do serviço judiciário pela arrecadação de custas judiciais, pois o Estado tem a obrigação de oferecer ao cidadão “o pão do povo”, que é a justiça, na expressão do grande pensador alemão Bertold Brecht.
A desativação de mais comarcas implicará no raciocínio de que o Tribunal de Justiça da Bahia está sem rumo, porquanto em 2011, um mês depois da desativação de 50 comarcas, voltou atrás para ativar 07 das 50 e agora retorna a carga para desativar mais 23.
Isso não pode nem deve acontecer e o povo tem de se insurgir contra essa ignomínia e indignidade que pode ser praticada contra o cidadão.
Invoco a singularidade de conhecer todas as comarcas da Bahia para gritar: não desativem comarcas!
Por: Antonio Pessoa Cardoso, desembargador aposentado do TJBA.
A culpa é de quem? – TCU exclui Dilma da lista de responsáveis por Pasadena
O nome da presidente Dilma Rousseff (PT) foi retirado da lista de responsáveis pelas supostas irregularidades na compra da Refinaria de Pasadena, no Texas, em parecer recente da área técnica do Tribunal de Contas da União (TCU). A retirada, porém, não é conclusiva, uma vez que o ministro relator, José Jorge, poderá se basear nos pareceres anteriores para elaborar seu voto sobre o caso.
Além da presidente, saíram dos pedidos de responsabilização os nomes de 14 pessoas, entre elas o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do BNDES, Luciano Coutinho.
Dilma era ministra da Casa Civil e presidente do conselho. Mantega é o atual presidente, e Coutinho, conselheiro.
Talvez a culpa seja do Governo Americano por exigir o cumprimento das leis do país.









