Arquivos diários: 21 de julho de 2014
Lula vai comandar campanha eleitoral de Dilma em São Paulo
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu agir por conta própria antes da propaganda política, que começa em 19 de agosto, e vai comandar a campanha da companheira Dilma Rousseff (PT), à eleição, em São Paulo.
O comitê da reeleição teme que o desgaste do PT paulista contamine a campanha. Lula tomou a decisão após aguardar sinal do comitê de Dilma. O ex-presidente já dá prioridade ao maior colégio eleitoral do País para melhorar a imagem do prefeito Fernando Haddad, tirar do limbo o candidato petista ao governo estadual, Alexandre Padilha, e transferir votos para Dilma. A tática teve início, na prática, na última sexta-feira (18), em ato pró-Padilha no centro paulistano.
O ex-presidente também escalou um cinturão de prefeitos do PT na Grande São Paulo e em cidades do interior para proteger os dois candidatos desta eleição na temporada pós-Copa, quando os olhos do eleitor se voltam para o que ele chama de “vida real”. Sob o comando do prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho, coordenador da campanha de Dilma no Estado, o time será o grupo de defesa do PT, recorrendo ao expediente da “pronta resposta” para impedir o bombardeio adversário.
Dilma iniciará a campanha numa plenária da Central Única dos Trabalhadores (CUT), em São Paulo, no dia 31.
ONU pede cessar-fogo imediato em Gaza
Apesar de não ter discutido a resolução proposta pela Jordânia, o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), defendeu um cessar-fogo imediato na Faixa de Gaza. O conselho expressou ‘sérias preocupações sobre a escalada da violência’ e defendeu a proteção dos civis sob a lei humanitária internacional. Em comunicado lido à imprensa, o conselho disse estar inquieto pelo crescente número de fatalidades. Os países defenderam os esforços do Egito e do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que desembarcou na região no domingo, para costurarem um acordo.
O Secretário de Estado dos EUA, John Kerry, irá viajar ao Oriente Médio, hoje, na tentativa de ajudar nas negociações por um cessar-fogo. O Departamento de Estado disse que ele se juntará aos esforços diplomáticos para retomar uma trégua que foi acordada em novembro de 2012.
Em duas semanas de conflito na Faixa de Gaza, ao menos 430 palestinos e 20 israelenses foram mortos.
Isto Posto… Chamar o Dunga?
Muito se falou após a derrota de 7X1 para a Alemanha da necessidade inadiável de mudanças nas estruturas do futebol brasileiro. O país, consternado com a sucumbência humilhante da seleção canarinho frente ao representante maior, hoje, do futebol moderno, versátil e objetivo, conclamava por reformas que pudessem devolver ao país o ‘status’ perdido de celeiro de craques e jogadas invejáveis, que fizeram do Brasil a denominada politicamente de “Pátria de Chuteiras”, fonte de enriquecimento de cartolas e mantra propagandístico utilizado por políticos e governos para exacerbar o patriotismo do povo através de um ufanismo imbecilizante.
No entanto, em que pesem as reivindicações de torcedores e jornalistas, a CBF, gestora maior do futebol arte brasileiro, no primeiro gesto em direção – ou na contramão – das mudanças almejadas por todos anuncia como novo treinador da escrete canarinho o retorno de um velho conhecido, o Dunga, cuja experiência profissional como treinador perpassa pela eliminação da copa de 2010 frente a Holanda e a ausência, desde então, de propostas de trabalho.
Contudo, ingenuidade seria acreditar que outra atitude pudesse ser tomada pelo maior responsável por transformar uma modalidade desportiva tão amada em nosso país num antro de corrupção, traição e mentiras e injustiças como se pode justamente imputar à Confederação Brasileira de Futebol. Pois, a realidade do futebol no Brasil há muito tempo é bem diferente do que se anuncia aos quatros cantos pela imprensa descompromissada a serviço da cartolagem perniciosa.
A face verdadeira do futebol em nosso país se consubstancia, já há tempos elastecidos, numa mentira sem tamanho. E o que o cotidiano nos desvela diz respeito a uma modalidade esportiva desprovida de profissionalismo, e não a profusão de “Neymares”, com mais de cem mil atletas cavando seu pão diário num universo em que pouco menos de cinco por cento consegue auferir com seu trabalho salário maior que o mínimo, enquanto cartolas inescrupulosos se locupletam da noite para o dia.
Isto posto, caro torcedor, não alimente o sonho de que reformas sérias serão feitas no futebol para sanear a sujeira em que os cartolas o transformaram. Continuaremos, sobretudo, assistindo ao espetáculo horrendo da violência e da ganância travestidos de esporte, com estádios vazios, partidas deprimentes num campeonato insípido, porém suficiente para assegurar o lucro de abutres afeitos à fortuna e avessos ao trabalho.
Então, se nada mais se pode fazer, chama o Dunga para conter a choradeira.
Por: Adão Lima de Souza





