Arquivos mensais: agosto 2014

ELEIÇÕES: Os princípios, os fins, os meios

Política

Princípios? Deixa pra lá. Beto Albuquerque, ligado ao agronegócio, é vice de Marina, que prefere a floresta como ela é. E ambos estão no Partido Socialista de Paulo Bornhausen, da mais tradicional oligarquia catarinense, para quem até há pouco a palavra “socialista” era usada apenas como xingamento.

Dilma, que considera Fidel Castro um personagem quase tão importante quanto Lula, que foi presa e torturada pela ditadura, está aliada a José Sarney, que foi presidente do partido de apoio à ditadura e que só tem em comum com Fidel Castro a predileção por um tipo de roupa – a farda, até há algum tempo, para um; o fardão, até hoje, para outro.

Aécio, o pragmático, que herdou do avô Tancredo a aversão às ideologias, tem como vice um ex-guerrilheiro comunista, ligado a seu adversário Serra – de quem agora gosta, mas preferiria bem-passado e com maçã na boca.

Há três bons motivos pelos quais os candidatos esquecem seus princípios: primeiro, porque nunca foram assim tão radicais; segundo, porque os fins a que se propõem (defesa do bem e combate ao mal, apoio à saúde e rejeição à doença, e outras platitudes) são tão importantes para o país que os princípios, tadinhos, têm de ser flexibilizados.

O terceiro motivo é o mais importante: para fazer campanha à vontade, gastando o que for preciso, é necessário obter os meios. Pela abundância de meios, políticos fazem boi voar e passarinho devorar o gato. Para eles, fora do poder não há salvação (embora sempre deem um jeito de salvar-se).

Para nós, cidadãos, estando eles dentro ou fora do poder, salvação não haverá.

Fonte: Escrito por Magno Martins no seu blog.

Ex-detenta ganha processo por parto com algemas

DETENTA

“Na reportagem Maternidade Condenada” a Agência de Reportagem e Jornalismo, A Pública, exibe a matéria em que a Justiça condena o Estado de São Paulo a pagar indenização a uma ex-detenta obrigada a dar à luz algemada pelos pés e pelas mãos em setembro de 2011.

Ainda cabe recurso, mas a decisão deve ter desdobramentos já que muitas mulheres sofreram a mesma violação de direitos como destaca o juiz na sentença:

 “(…) apurou-se que até a edição do decreto n. 57.783/2012 era usual o uso de algemas nas custodiadas durante o trabalho de parto” e que são “inegáveis, por outro lado, as sensações negativas de humilhação, aflição e desconforto, entre outras, a que foi submetida a autora diante da cruel, desumana e degradante manutenção de algemas durante seu trabalho de parto. São danos morais indenizáveis e guardam nexo com a ação estatal, de modo que avulta o dever de ressarcimento almejado”

O caso é reflexo do cotidiano desrespeito aos Direitos Fundamentais cometido pelo Estado brasileiro em todos os entes federativos.

Diogo Costa

Hora do luto, não de luta

dinesA proposição foi do senador Cristovam Buarque (PDT-DF) na noite do  fatídico 13 de agosto ao fim do depoimento ao jornalista Alexandre Garcia (Globo News): “Momento de perplexidade. Talvez seja o momento do luto, mais do que o momento de luta”. Entrevistado e entrevistador igualmente tocados no anfiteatro midiático, onde tragédias são geralmente compactadas e raramente desenroladas em toda a sua extensão.

O senador pernambucano, engenheiro e economista, não se deixou limitar pela rígida segmentação contemporânea onde ciências exatas e humanidades colocam-se obrigatoriamente como antípodas. Seu empenho na causa da educação é prova disso, seu abatimento pela morte de candidato Eduardo Campos, o jovem estadista conterrâneo, é indício de que a sensibilidade não é patrimônio exclusivo de artistas e poetas.

Hora de luto não significa que a hora é das carpideiras e rituais fúnebres. Luto não é apenas o vestido negro, o crepe preto na manga, na lapela ou os espelhos encobertos, luto é abrir-se ao sentimento de perda, entregar-se à consternação, acabrunhar-se. Com ou sem lágrimas.

Alguém nos impôs maliciosamente o estigma de festeiros e o aceitamos prazerosamente. Com uma dose maior de temperança ficaríamos menos vulneráveis às euforias. Escapulimos obsessivamente da dor como se fosse nociva, letal, contagiosa, sem perceber que através dela conseguimos discernir o outro, a alteridade, a solidariedade, o alívio e a esperança.

A compulsiva fuga à dor, não se dá unicamente neste nosso rincão exuberante, mas em todos os quadrantes de um mundo empurrado para altas velocidades, obcecado por ponteiros de relógios, velocímetros e, principalmente, medidores de escala, volume, quantidades. Insones ou sonâmbulos, drogados ou excitados, aderimos ao espetáculo. Sem questionamentos.

Na terça-feira lamentava-se a morte do ator norte-americano Robin Williams, o poeta-quixote, ícone de mestres e alunos; na quarta, fustigados por repentina e gélida rajada de vento, flagramos sem cliques nem câmeras, a olho nu, a Parca em plena faina de ceifar vidas. Uma delas do jovem príncipe que prometia mudar o país.

Os fados são inconstantes, fugazes, abominam rígidos scripts, preferem improvisar. Hora do luto: o frêmito que no ano passado percorreu as ruas e armou uma fascinante disputa tripartite perdeu um dos protagonistas. Gerará outro (certamente outra), mas a perda não pode ser desperdiçada ou desaproveitada.

O sentimento trágico da existência não enfraquece o ânimo, ao contrário, aumenta a resistência, reforça a resiliência. Imperioso importar-se, perceber a fragilidade dos desígnios, a precariedade das vontades, o ar ressequido, o mar encrespado, o efêmero da felicidade e as dores de mundo para as quais ainda não se inventaram analgésicos.

Do luto interior, do encontro com a dor do outro, o momento seguinte virá forçosamente depurado, engrandecido. Depois do luto verdadeiro, a luta virá nobilitada.

Alberto Dines, colunista do EL País.

“A morte trágica de Campos fortalece a gana de mudança do eleitor”, diz socióloga.

POLÌTICAA morte de Campos pode ter um alcance maior do que se supõe para o eleitor brasileiro, acredita a socióloga Fátima Pacheco Jordão. “A morte trágica de Campos reduz a distância entre a sociedade e a classe política”, avalia ela, que é diretora da D’Fatto pesquisa em Jornalismo. A última mensagem do presidenciável, numa entrevista ao Jornal Nacional, da rede Globo, um dia antes, “Não desistam do Brasil”, poderia ter um efeito importante para a juventude brasileira que anda tão refratária à política. “A ideia de renovação está escrita na sociedade. É uma mensagem que Eduardo Campos encampou”, afirma. A sua morte, explica, fortalece a gana de mudança do eleitor.

Pergunta. O que dá para concluir de uma tragédia tão inesperada que tirou a vida de um candidato na corrida eleitoral para a presidência?

Resposta. Esse trágico acontecimento pode vir a deixar um legado positivo. Eduardo Campos era alguém que nunca se meteu em escândalos nacionais, casado, tinha cinco filhos, toda uma configuração de um bom sujeito. Para um eleitorado que andava tão indiferente, ficou muito gravada a última fala dele em sua entrevista para o Jornal Nacional. “Não desistam do Brasil”, algo que pode ter um efeito importante para mobilizar os jovens.

P. Mas a ponto de mexer com as intenções de votos já anunciadas?

R. A campanha andava fria, com um patamar de brancos e nulos num padrão razoável. E no qual 65% dos eleitores não tinham candidato quando os pesquisadores pediam para que citassem espontaneamente em quem iam votar, ou seja, sem ajuda de uma lista de nomes para escolher. Outras perguntas feitas ao eleitor também são relevantes. Quando se questiona se a sua intenção é certa, provável ou nunca votaria naquele candidato, você percebe que cada eleitor tem praticamente dois candidatos em mente. Ou seja, neste estágio, o eleitor tem mais de uma opção de voto. A classe política ainda não captou que a sociedade busca um novo modo de fazer política.

P. Está claro o que o brasileiro está pedindo?

R. A sociedade tem demandado isso há muito tempo. São muitos os indicadores de mudança, de rejeição à política e aos políticos. Ao menos 60% das pessoas repudiam os partidos. Portanto, essa ideia de renovação está escrita na sociedade. É uma mensagem da sociedade que Eduardo Campos encampou. Isso não impede que num momento de transição, Aécio Neves ou a própria Dilma, reforcem essa linha. Não é só renovação de governo, é de cultura política. Associar a dinâmica de fazer política, com governança. Confiou-se sempre na liderança pessoal na política brasileira. Isso está ganhando uma nova configuração, a partir do ano passado, com as pessoas exigindo mais da política, nas manifestações de junho. Tenho a impressão que isso não morre com o Eduardo. A Dilma já havia colocado há muito tempo, e o próprio PSDB na década de 90 veio com essa formulação. O conseguir ou não conseguir, tem a ver com a disposição do eleitorado que hoje está mais claramente enxergando essa perspectiva.

P. Marina é a candidata natural da coligação em torno do PSB agora?

R. Sim, é a candidata natural, e o PSB não tem outra saída. Não há nenhuma figura representativa que possa captar esses votos de Campos. Há várias lideranças dentro do partido que rejeitaram por muito tempo a candidatura do Campos e a aliança com Marina. Mas o sinal mais importante veio do irmão dele. A rigor, neste momento, sem nenhuma articulação política, planejamento, etc, a família é a única que pode se manifestar. Antonio representa a família, não partidária, e isso é muito forte. Campos tinha uma mãe combativa (Ana Arraes), com um cargo importante no Tribunal de Contas da União, tem uma família bem constituída, ele tem uma base familiar muito importante. Então, tenho a impressão que essa manifestação do irmão é uma sinalização muito forte, até para a Marina aceitar.

P. Ela estaria confortável?

R. Ela sabe dos limites dela dentro do próprio partido. Mas por essa indicação [a carta de Antonio Campos ao PSB], certamente o irmão conversou com a Marina. Nesse período ela se aproximou muito da família, especialmente da mulher dele [a viúva Renata]. Quando ela se manifestou depois da morte de Campos, a fala dela de pêsames, foi exclusivamente para a família. Eu interpreto não só que eleitoralmente é lógico, mas também que se ganhou um novo indicador que facilita para os dois lados. Facilita para o partido, e para a escolha da Marina.

P. Nem Dilma nem Aécio conseguem representar a vontade de mudança esperada pelo eleitorado?

R. Não representam. Dilma já tentou ser mais “gerente”, fazer faxina [da corrupção]. Dilma tentou captar, não conseguiu, mas introduziu essa questão. Ela tem forte rejeição, mas tem uma noção muito consistente. Cerca de 40% de intenção de votos, nos últimos meses, com todas as crises. Mantém esse patamar. Mas tanto Aécio, quanto Campos, captavam sim esse anseio. Não era tanto por mérito próprio, eram alternativas. Aécio, porém, não conseguiu introduzir na sua postura essas respostas.

P. Mas e esse vazio agora?

R. Neste momento houve um casamento. Há a conjunção de um desejo da sociedade e a comoção [com a morte de Campos] e conteúdo de elogios direcionados a ele, mostra que existe sim essa saída. Depende também cobrar esta direção. Quando a população reclama que a saúde não funciona. Ela ainda não está associando uma saída política em que os políticos possam dar, essa de gestão. É uma demanda que se avance para a governança.

P. Esta campanha já era curta com a Copa e agora entramos em inércia com a morte de Campos, não?

R. Será? Nunca foi tão quente como nas últimas 48 horas. Quando a Marina falar, seja como candidata ou não, ela enfatizará essa nova ideal da candidatura de Campos. E que provavelmente será a dela. Mas será inescapável que Dilma e Aécio também passem essa mensagem. Certamente os primeiros programas, tanto de Dilma como de Aécio, terão esse conteúdo. Agora, os políticos perceberam o que nós, pesquisadores, percebemos há muito tempo. Uma demanda que vai além das propostas dos partidos até o momento.

P. A Marina tem essa resposta à sociedade?

R. Sem dúvida. Vários tiveram, [o ex-governador de São Paulo] Mario Covas teve, [o ex-deputado do PMDB] Ulisses Guimarães teve, e Marina tem. O próprio Fernando Henrique Cardoso teve. Buscar uma mudança no modo de fazer política. De certa maneira Lula e Dilma reforçaram a maneira antiga de fazer política. Um aspecto do populismo, um mito, o Governo Bolsa Família. É uma tradição brasileira esse registro populista, que vem até a Dilma. No entanto, a sociedade está além disso. Nunca pensamos a sociedade na frente [da classe política], mas ela está. Assim como em meio ambiente, em comportamentos sexuais, direitos reprodutivos. Isso não emerge do nada. Não está na pauta de nenhum partido e são questões que estão pululando na sociedade. Direitos das mulheres, por exemplo, você não vê isso em nenhum partido. Há uma indiferença.

P. São dois mundos?

R. É um colapso, entre o que tem este sistema arcaico, e a sociedade, que tem uma rede de informações enorme. Este episódio trágico pode levar a um fechamento desse gap entre a sociedade e a classe política. Ele fortalece a gana de mudança. A população vai entender que havia e há expressões políticas que querem essa demanda e quais partidos não tinham introduzido. Toda a comunicação de Aécio e de Dilma, certamente, está sendo repensada.

P. A eleição está muito sujeita a mudanças até outubro?

R. Dado esse descompasso da classe política, haverá outros trancos no processo. Isso fica escancarado. Campos pode ter falado uma linguagem, com a sua morte, que a população entenda como ação de mudança. Isso vai mudar os candidatos atuais. Não é que a esquerda será a direita, mas haverá mais peso da voz da sociedade na sua programação política. Ate o momento os candidatos tiveram de ficar em plano interno de defesa de candidatura diante de inimigos internos, fogo amigo, racha entre o movimento “volta Lula” e Dilma dentro PT, os que queriam (José) Serra e Aécio, no PSDB. Agora estão tendo que unir trincheiras diferentes. Eu diria mais. Em termos de Brasil não é nem justificável o que separa Campos de Dilma, ou Lula de Fernando Henrique, quando se pensa o Brasil. Tenho a impressão que essa tragédia pode ajudar a focar melhor isso.

P. A Marina, se assumir a candidatura, pode vencer?

R. Muito difícil prever. Nenhum dos três presidenciáveis que estão na frente tem uma consistência total. Eles têm de fato um bloco de eleitores que permite sua eleição. Mas não tem a situação política. Dilma tem tudo isso, mas não consegue mostrar que a continuidade é o ideal. Terá de se basear em outros argumentos. E o Aécio, que poderia ter essas características, de mostrar novos caminhos, não consegue falar com a sociedade.

Fonte: EL País.

EDUARDO CAMPOS: A morte precoce da possível terceira via

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O ex-governador Eduardo Campos fará falta ao processo eleitoral brasileiro, mormente a corrida presidencial em outubro, não somente por sua habilidade política forjada na companhia do saudoso Miguel Arraes, mas principalmente porque ele simbolizava, acenando já agora para a inevitável chegada de uma nova geração de brasileiros assumindo funções de poder, como uma possível terceira via capaz de desalojar do poder os velhos mandatários da política nacional.

Desse modo, poderia representar, embora o seu discurso de uma Política Nova contra o Pacto Mofado carecesse ainda de maior vigor e atitudes condizentes, o anseio de uma geração de brasileiros cujo destino se desprende de velhos caciques políticos contrários ou favoráveis ao regime ditatorial militar para sinalizar um lento, porém perceptível, alinhamento com os ditames da constituição de 1988, em que a consciência da cidadania pareça se afigurar como uma incipiente luz a tremeluzir no fim do túnel do desmando e desprezo pelos valores republicanos.

Ao analisarmos os discursos de candidatos como Dilma, fortemente inspirado no seu preceptor e patrono político Lula, bem como Aécio Neves, apesar da idade próxima a Eduardo, constataremos que a vertente principal de seus projetos de governo se respaldam numa conduta fundamentalmente influenciada por atores cuja relevância está intimamente ligada às ideologias acolhidas ou abominadas pelos personagens do período de exceção, ora se posicionando como vítima, ora reivindicando a herança de seus predecessores.

No caso específico de Eduardo Campos, não se abstendo, é claro, de trazer à tona as circunstâncias que o aproximava dos citados candidatos, haja vista sua participação nos governos e a inegável influência de Miguel Arraes, ele poderia vir a ser a primeira manifestação de que a geração que aí está precisa, o mais breve possível, ser defenestrada para ceder espaço a uma consciência onde a cidadania seja a bússola que dirigirá as ações do Estado.

Agora, resta-nos o pesar pela tragédia e as condolências aos familiares e amigos.

Por: Adão Lima de Souza

Fernando foca em campanha na Região Metropolitana

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O candidato ao Senado pela Frente Popular, Fernando Bezerra Coelho (PSB), está intensificando a campanha na Região Metropolitana do Recife. Ontem ele cumpriu três compromissos na região e hoje há mais três agendados: encontro com a juventude, no Recife (15h30); Projeto É Nós, em Abreu e Lima (18h30) e Agenda 40, em Igarassu (19h).

A agenda de ontem começou com uma caminhada na Cidade Tabajara, em Olinda, ao lado do candidato ao governo do Estado, Paulo Câmara (PSB). Na sequência Fernando foi à Bomba do Hemetério, onde participou de um evento promovido pelo vereador Marco Aurélio. Os candidatos a federal, Fernando Filho, e a estadual, Miguel Coelho, também participaram da mobilização.

Fernando ressaltou a geração de emprego e a industrialização. “O emprego gera o salário, que proporciona o nosso sustento e dos nossos filhos. Em 2007, a taxa de desemprego na Região Metropolitana do Recife era de 16%. Hoje é de 7%. Caiu pela metade. Criamos em Pernambuco mais de meio milhão de empregos com carteira assinada, um recorde no Estado e no Nordeste”, afirmou Fernando.

O candidato encerrou a noite prestigiando o lançamento da candidatura de Lucas Ramos (PSB) a deputado estadual, na AABB da Jaqueira.

Guilherme prepara recepção para Aécio em Petrolina

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O candidato a deputado federal Guilherme Coelho (PSDB) organiza para o próximo domingo (17) a recepção de Aécio Neves (PSDB), que visitará Petrolina, no Sertão de Pernambuco, pela primeira vez nesta campanha presidencial. O encontro acontecerá no auditório do Sest/Senat, às 9h, e será aberto aos que quiserem participar.

Com o objetivo de convidar diferentes representantes da região para o evento, Guilherme Coelho traçou uma agenda cheia no último final de semana. Percorreu feiras-livres em Petrolina, celebrou a Festa dos Vaqueiros da comunidade de Pau Ferro, e participou também da Roda de São Gonçalo, em Garcinha.

“Queremos mostrar nossa gente, nossa cultura forte, a prosperidade de um colono que possui um lote irrigado. Aécio verá de perto nosso potencial e os benefícios da irrigação para o homem do Semiárido”, antecipou Guilherme.

Nesta passagem pelo Nordeste, Aécio deve visitar pelo menos cinco estados diferentes. No roteiro do candidato também já está confirmada uma ação na vizinha cidade de Juazeiro, na Bahia.

FINACIAL TIMES compara economia do Brasil à ‘dança da cordinha’

MOEDA

A edição on line do jornal britânico Financial Times comparou as projeções da pesquisa Focus do Banco Central com a “dança da cordinha”, argumentando que, a cada rodada, a previsão para o crescimento do Brasil cai mais um pouco. A publicação aponta, porém, que os eleitores do País não parecem estar incomodados com esse cenário.

Segundo o FT, a estagnação da economia brasileira não vem se traduzindo em perda de popularidade para o governo da presidente Dilma Rousseff. “Os investidores parecem acreditar que notícias ruins para Dilma são notícia boas para a economia, com a base de que a vitória da oposição traria mudanças favoráveis ao mercado e ao crescimento. Esse pensamento não parece ter chegado até a opinião do eleitorado”, afirma a publicação.

O FT cita como exemplo a mais recente pesquisa Ibope, divulgada na semana passada, que mostra Dilma com 38% das intenções de voto, ante 23% de Aécio Neves (PSDB) e 9% de Eduardo Campos (PSB).

Na pesquisa Focus desta semana, o mercado cortou a previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro este ano pela 11ª vez seguida, na série mais longa de cortes do pós-crise. Pela pesquisa, a mediana das estimativas passou de 0,86% para 0,81%. Para 2015, a estimativa de expansão também recuou, e de forma mais drástica, passando de 1,50% para 1,20%.

Enem tem 12% dos corretores de redação reprovados

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BRASÍLIA – Cerca de 12% dos corretores de redação foram “reprovados” na última edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), conforme dados obtidos pelo Estado via Lei de Acesso à Informação. Ao todo, 845 pessoas de um universo de 7.121 avaliadores foram excluídas durante o processo de correção dos textos do Enem 2013 por não apresentarem uma nota de desempenho superior a 7 – numa escala de 0 a 10.

O Enem 2013 “reprovou” muito mais corretores do que a edição 2012, quando apenas 52 de 5.558 corretores (0,9%) foram dispensados. No Enem 2011, foram afastados 277 de 3.188 corretores (8,69%). As redações do Enem são corrigidas por profissionais da área de Letras com formação em Língua Portuguesa que passam por um processo de capacitação.

Conforme o Estado revelou em outubro, os corretores são mantidos sob monitoramento constante de coordenadores e supervisores. É verificado, por exemplo, se os avaliadores aplicam notas altas demais, muito baixas, se há lentidão na correção ou rapidez – aspectos considerados na nota de desempenho.

De cada lote de 50 redações enviadas pelo sistema ao corretor, há duas “pegadinhas”: a “redação ouro”, já corrigida pela equipe de especialistas; e a “redação múltipla”, que passa pelo conjunto de corretores. O objetivo é verificar se há desvios.

“Nós tínhamos um monitoramento do corretor mais leniente, agora eu tenho um monitoramento um pouco mais duro”, disse o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), José Francisco Soares.

Durante o processo de correção, o avaliador é excluído automaticamente se a nota de desempenho for inferior a 5. Caso fique entre 5 e 7, ele tem até duas chances de recuperação. Na terceira vez que a nota de desempenho for inferior a 7, o corretor é eliminado, as redações por ele corrigidas retornam ao sistema e são examinadas novamente.

“À medida que o sistema começou a funcionar, nós tivemos um número maior de corretores que foram excluídos. Não é que a gente queira excluir. Mas a gente está dizendo: na medida em que criei critérios objetivos, eu tenho pessoas que estão sendo consideradas não habilitadas. Nosso sistema está funcionando”, avaliou Soares.

Atuação. Cada corretor recebeu R$ 3,61 por redação examinada no Enem 2013, ante R$ 2,35 em 2012 e R$ 2,25 em 2011, segundo o Serviço de Informação ao Cidadão do Inep. Os corretores excluídos foram pagos pelo serviço e podem voltar a se capacitar para atuar nas próximas edições do Enem.

“Se eles se capacitarem de novo, eles podem (voltar a corrigir as redações). Não cabe o banimento. Ele não fez nada ilegal”, observou Soares. “É um trabalho tenso. Imagina uma pessoa que está submetida a algum constrangimento, ela pode simplesmente naquele período não ter tido a tranquilidade, pode ter uma boa justificativa, como ‘tenho uma doença na família’.” Todas as redações do Enem são corrigidas por dois corretores independentes, que não têm conhecimento da nota atribuída pelo outro.

No Enem 2012, a redação foi levada a um terceiro corretor quando a discrepância entre os dois corretores superou 200 pontos. No Enem 2013, a nova correção ocorreu se a discrepância era de 100 pontos, o que aumentou o número de textos com três avaliadores.

“A sociedade ainda acha que se eu pegar a redação que eu tive e der para a minha tia que fez mestrado em Linguística na universidade X a nota da minha tia é a nota que deveria ser. Então a gente se pergunta, ‘olha, calma lá!’. Essa sua professora, se ela viesse para o nosso processo (de capacitação), lesse o manual (de correção) e passasse (pelo monitoramento), ela seria classificada?”, questionou Soares.

O treinamento dos corretores do Enem 2013 se estendeu por um período de 136 horas, compreendendo módulos a distância e presenciais. Em 2012, a capacitação levou 100 horas e, em edições anteriores, apenas oito.

A correção das redações do Enem virou alvo de questionamentos após a polêmica na edição de 2012 envolvendo texto com receita de macarrão instantâneo (que tirou nota 560, de 1.000 pontos possíveis) e com o hino do Palmeiras (500).

A repercussão do episódio levou o Ministério da Educação (MEC) a alterar os critérios usados na correção, prevendo que na edição seguinte seriam anuladas dissertações que apresentem “parte do texto deliberadamente desconectada com o tema que foi proposto”.

Banca de supervisores. O Inep, órgão do MEC que cuida do Enem, montou uma força-tarefa com o objetivo de capacitar pessoas para supervisionarem o processo de correção das redações do exame neste ano. Ao todo, 969 pessoas, entre supervisores, auxiliares e avaliadores que atuaram em banca, participaram do processo de certificação – 677 foram aprovadas.

“Eu vou citar a Bíblia: ‘Pelos teus frutos te conhecerei’. Eu só posso saber se você corrige bem se você me mostrou corrigindo redações e produziu resultados adequados”, disse o presidente do Inep, José Francisco Soares.

Os candidatos foram submetidos a um curso de capacitação, responderam a cem questões de uma prova em que foram analisadas vinte redações diferentes – e eles mesmos tiveram de escrever um texto, como se fossem alunos do Enem. “Nós iniciamos um processo: só vai corrigir redação no Enem quem tiver sido certificado. Dá segurança a gente ter alguém que é excelente na correção para dar orientações e acompanhar o processo.”

Klose anuncia sua aposentadoria da seleção alemã: “nunca se tratou de recordes”

KLOSEO atacante Miroslav Klose anunciou nesta segunda-feira por meio do site da Federação de Futebol Alemã (DFB) sua aposentadoria da seleção da Alemanha, após se tornar o maior artilheiro da história das Copas do Mundo, com 16 gols.

O centroavante do Lazio, de 36 anos, superou a marca de Ronaldo ao marcar o segundo gol da Alemanha contra o Brasil na semifinal do Mundial, na história derrota da seleção por 7 a 1.

Com isso, Klose põe fim a uma bem-sucedida carreira jogando pela seleção alemã: ‘com o título no Brasil cumpri meu sonho de infância. Estou orgulhoso e feliz de ter podido participar deste grande êxito para o futebol alemão’, disse o atacante.

‘Desfrutei de um tempo único e maravilhoso na seleção nacional com muitos momentos inesquecíveis. Usei as últimas semanas para recordá-los e desfrutá-los. Para mim não pode haver um momento mais belo para fechar o capítulo da seleção’, afirmou Klose.

O atacante, que estreou pela seleção da Alemanha em 24 de março de 2001, marcando um gol contra a Albânia, disputou 137 partidas e fez 71 gols, o último deles contra o Brasil, o que o torna também o maior artilheiro da história da seleção de seu país.

‘Eu sou atacante e a tarefa de um atacante é marcar gols. Para mim nunca se tratou de recordes, mas de dar os melhor de mim para a equipe. Como atacante dependo dos meus companheiros. Por isso quero agradecer aos meus colegas de seleção’, disse Klose.

Fonte: Agencia EFE, S.A.