Arquivos mensais: julho 2014

ONU pede cessar-fogo imediato em Gaza

gaza-int

Apesar de não ter discutido a resolução proposta pela Jordânia, o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), defendeu um cessar-fogo imediato na Faixa de Gaza. O conselho expressou ‘sérias preocupações sobre a escalada da violência’ e defendeu a proteção dos civis sob a lei humanitária internacional. Em comunicado lido à imprensa, o conselho disse estar inquieto pelo crescente número de fatalidades. Os países defenderam os esforços do Egito e do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que desembarcou na região no domingo, para costurarem um acordo.

O Secretário de Estado dos EUA, John Kerry, irá viajar ao Oriente Médio, hoje, na tentativa de ajudar nas negociações por um cessar-fogo. O Departamento de Estado disse que ele se juntará aos esforços diplomáticos para retomar uma trégua que foi acordada em novembro de 2012.

Em duas semanas de conflito na Faixa de Gaza, ao menos 430 palestinos e 20 israelenses foram mortos.

Isto Posto… Chamar o Dunga?

dunga_efe2

Muito se falou após a derrota de 7X1 para a Alemanha da necessidade inadiável de mudanças nas estruturas do futebol brasileiro. O país, consternado com a sucumbência humilhante da seleção canarinho frente ao representante maior, hoje, do futebol moderno, versátil e objetivo, conclamava por reformas que pudessem devolver ao país o ‘status’ perdido de celeiro de craques e jogadas invejáveis, que fizeram do Brasil a denominada politicamente de “Pátria de Chuteiras”, fonte de enriquecimento de cartolas e mantra propagandístico utilizado por políticos e governos para exacerbar o patriotismo do povo através de um ufanismo imbecilizante.

No entanto, em que pesem as reivindicações de torcedores e jornalistas, a CBF, gestora maior do futebol arte brasileiro, no primeiro gesto em direção – ou na contramão – das mudanças almejadas por todos anuncia como novo treinador da escrete canarinho o retorno de um velho conhecido, o Dunga, cuja experiência profissional como treinador perpassa pela eliminação da copa de 2010 frente a Holanda e a ausência, desde então, de propostas de trabalho.

Contudo, ingenuidade seria acreditar que outra atitude pudesse ser tomada pelo maior responsável por transformar uma modalidade desportiva tão amada em nosso país num antro de corrupção, traição e mentiras e injustiças como se pode justamente imputar à Confederação Brasileira de Futebol. Pois, a realidade do futebol no Brasil há muito tempo é bem diferente do que se anuncia aos quatros cantos pela imprensa descompromissada a serviço da cartolagem perniciosa.

A face verdadeira do futebol em nosso país se consubstancia, já há tempos elastecidos, numa mentira sem tamanho. E o que o cotidiano nos desvela diz respeito a uma modalidade esportiva desprovida de profissionalismo, e não a profusão de “Neymares”, com mais de cem mil atletas cavando seu pão diário num universo em que pouco menos de cinco por cento consegue auferir com seu trabalho salário maior que o mínimo, enquanto cartolas inescrupulosos se locupletam da noite para o dia.

Isto posto, caro torcedor, não alimente o sonho de que reformas sérias serão feitas no futebol para sanear a sujeira em que os cartolas o transformaram. Continuaremos, sobretudo, assistindo ao espetáculo horrendo da violência e da ganância travestidos de esporte, com estádios vazios, partidas deprimentes num campeonato insípido, porém suficiente para assegurar o lucro de abutres afeitos à fortuna e avessos ao trabalho.

Então, se nada mais se pode fazer, chama o Dunga para conter a choradeira.

Por: Adão Lima de Souza

O número de infectados pelo HIV recua no mundo, mas dá um salto no Brasil

AIDS

Enquanto o mundo dá um passo à frente no combate à AIDS, o Brasil salta para trás. Segundo um relatório da Unaids (a agência da ONU para a doença) divulgado nesta quarta-feira, o número de infectados entre 2005 e 2013 aumentou 11% no país, enquanto diminuiu 27,5% no mundo.

Um aumento no número de infectados no Brasil sugere também que mais pessoas tiveram acesso aos testes de confirmação da doença e, tendo ratificado o diagnóstico, iniciaram o tratamento com os antirretrovirais, passando a entrar, consequentemente, nas estatísticas oficiais.

GráficoMas, por outro lado, a doença continua sendo transmitida potencialmente no mundo sem o conhecimento do portador, já que, dos 35 milhões que viviam com o HIV em 2013, 19 milhões não eram conscientes de que tinham a doença e de que poderiam contagiar outras pessoas.

Quinze países representam, em números absolutos, 73% dos 35 milhões de soropositivos do planeta. São eles, em ordem descrente: África do Sul, Nigéria, Índia, Quênia, Moçambique, Uganda, Tanzânia, Zimbábue, Zâmbia, Malaui, China, Etiópia, Rússia, Brasil e EUA.

Mas o fato de um país ter muitos habitantes soropositivos não é necessariamente algo ruim, porque significa que entram na conta dos que recebem tratamento. Por isso, há outra lista, tão ou mais importante: a dos 15 países que representam 76% dos 2,1 milhões de novas contaminações no último ano, também encabeçada pela África do Sul.

Os mesmos 15 países concentram 74% dos 1,5 milhão de mortes por AIDS no ano passado, com a única variação de que em vez dos EUA o último lugar é ocupado pela República Democrática do Congo. Essa mudança é um dos sinais de alerta, indicando a importância de assegurar simultaneamente o acesso aos exames e à medicação.

Avanços no combate

Por outro lado, a abrangência dos tratamentos contra o HIV aumentou 77% desde 2010, segundo o último relatório do UNAIDS. Isso significa que já há 12,9 milhões de pessoas que recebem a medicação, ou seja, 5,6 milhões a mais do que em 2010.

Na África, o continente mais afetado, mais de 80% das pessoas diagnosticadas recebem o tratamento atualmente. Essa cifra, no entanto, pode levar a imprecisões: há muitos africanos, talvez até 50% do total, que são portadores do HIV, mas não sabem disso.

Seja como for, o grande avanço apontado no novo relatório faz com que o diretor do departamento da ONU, Michel Sidibé, já fale do “começo do fim da AIDS”.

O notável aumento significa que a cobertura do tratamento saltou de 10% para 37% de todas as pessoas com o vírus HIV – uma cifra que inclui os supostamente contaminados, mas que não sabem disso, e os pacientes que ainda não precisam obrigatoriamente de medicação, embora pudessem se beneficiar do seu uso.

Déficits

Mas, além dos dados, o importante desse trabalho é que ele aponta os déficits na luta contra a pandemia. O primeiro é que as adolescentes e mulheres jovens – sobretudo as africanas – respondem por 380.000 das novas infecções (18%).

O segundo é que os homens que se identificam como gays ou que fazem sexo com outros homens têm 19 vezes mais probabilidades de estarem convivendo com o HIV do que a população em geral, com o agravante de que, por culpa da homofobia social e jurídica, apenas 10% têm acesso à prevenção.

Além disso, em geral, as mulheres que se dedicam à prostituição têm quase 14 vezes mais probabilidades de estarem infectadas pelo HIV do que o conjunto de mulheres entre 15 e 49 anos do planeta, embora sempre haja exceções. Outra população especialmente vulnerável é a dos consumidores de drogas injetáveis. Dos estimados 12,7 milhões que existem no mundo, 13% têm o HIV. Essas pessoas representam 30% dos novos diagnósticos fora da África.

A ONU também aponta outros grupos vulneráveis, como a população carcerária, os migrantes, os homossexuais e os transexuais. Em vários países, esses grupos são perseguidos. E isso dá asas ao vírus.

Políticas específicas

O relatório do UNAIDS aponta algo que se debate há anos. Com exceção da África Subsaariana, a epidemia de AIDS não foi geral: centrou-se em grupos de pessoas com características especiais: minorias sexuais, consumidores de drogas, migrantes, detentos e minorias raciais, como os negros nos EUA.

Nos anos oitenta e noventa, as políticas de prevenção passavam por alertar que o risco era geral. Assim, conseguiu-se um envolvimento quase universal. Mas, embora ninguém esteja a salvo do HIV, há situações que tornam uma pessoa mais vulnerável. Isto quer dizer que o desejo de uma erradicação ou pelo menos de um controle exige ações específicas e esforços destinados a populações discriminadas, estigmatizadas e inclusive perseguidas juridicamente. Na Espanha, por exemplo, as últimas campanhas se centraram em jovens gays. Na Europa Oriental, são os consumidores de drogas os mais afetados. Uma diversidade que obriga a adaptar as políticas.

Fonte: ONU

“A Justiça e o Estado estão criando o criminoso antes de o crime existir”

“O Brasil está fazendo a gestão da sua pobreza por meio do extermínio e por meio do encarceramento”

PSOL

Jean Wyllys, deputado federal pelo PSOL-RJ em entrevista ao jornal EL PAÍS, denuncia as violações dos direitos fundamentais do cidadão brasileiro cometidas pelo Estado.

Leiam:

 Pergunta. Como avalia essa Copa do Mundo?

Resposta. Tenho um relacionamento ambivalente com essa Copa porque eu acompanhei todas as manifestações, que cobravam transparência nos gastos e a autonomia do país frente às diretrizes da FIFA, que questionavam se era o momento certo [de ser feita] com todos os problemas de investimento que vive o país. Por ter me aproximado muito desse movimento e ter visto como o Estado reagiu a ele, com violência e prisão de manifestantes, sofro dessa ambiguidade. Assim, embora eu tenha ficado feliz porque o evento deu certo, fiquei muito triste com o resultado da seleção e com a maneira como o Estado reagiu. O Estado agiu com muita violência.

P. Se somamos a hospitalidade do brasileiro, o bom funcionamento das coisas durante a Copa, as vaias à presidenta Dilma, a derrota da seleção… que nota dá para a Copa?

R. Eu daria nota 7. É uma boa nota por causa da eficiência da Copa em si, como evento. As vaias à Dilma são vaias de um segmento da população. Não quero dizer que eles não tenham suas razões, embora eu acredite que não seja o lugar, que existe uma liturgia que deve ser respeitada. Ela é chefe da nação, do país anfitrião, ela merecia respeito naquele momento. Se as pessoas têm uma divergência com a presidenta que deem uma resposta nas urnas. Vaiá-la é mostrar uma falta de respeito. O Governo Federal até desrespeita certos direitos, mas eu não acho que a presidenta da República em si tenha desrespeitado o povo brasileiro.

P. O sucesso da Copa vai favorecer o Governo Federal?

R. Não acho. Nem as vaias nem a derrota da seleção vão prejudicá-lo. As pessoas estão superestimando o resultado dessa Copa. Daqui até outubro o resultado do torneio não estará mais no tabuleiro.

P. Como você explica a prisão dos 19 ativistas no Rio na véspera da final e a prisão de outros dois manifestantes que já estão há três semanas na cadeia em São Paulo?

R. Para nós que acreditamos no Estado democrático de direito, nas garantias jurídicas, na presunção de inocência, é difícil de entender. Essas prisões são um absurdo. Na Comissão de Direitos Humanos temos recorrido a uma série de juristas e perguntado se há algum principio de legalidade nelas. E não há. Há arbitrariedade. Tanto o juiz que expediu os mandados de prisão como o promotor, quanto o Governo Federal e o Estadual, que articularam a ação com a Justiça, estão sendo arbitrários. Eles estão fazendo com que o criminoso exista antes do crime. Eles prenderam pessoas diante de suposições de que elas realizariam atos ilícitos. Estão subvertendo a regra do direito penal.

P. Como essas afirmações são coerentes em um Estado democrático?

R. Não são. O Estado democrático foi violado com as prisões. Isso é fato. As pessoas continuam presas. Há um embate de poderes. O poder legislativo por meio da Comissão de Direitos Humanos tem questionado essas autoridades. Eles desrespeitaram o Código Penal, a própria Constituição e o Estado democrático. E isso abre um precedente muito perigoso. O Brasil é signatário de tratados internacionais de direitos humanos e nossa Constituição incorpora esses princípios. As garantias jurídicas foram duramente conquistadas e elas foram claramente violadas no caso do Rio de Janeiro. Nós estamos de mãos atadas, esbarramos com a autonomia dos poderes. Nós não temos poder de polícia, a polícia está nas mãos do poder Executivo e eu sou do poder Legislativo. Não posso mobilizar a polícia. Se o Supremo Tribunal Federal não intervier, se o Conselho Nacional de Justiça não punir esse juiz e esse promotor vamos recorrer até a última instância internacional. Não podemos permitir que se mantenham essas prisões.

P. A presidenta Dilma disse que o controle da polícia não deveria pertencer mais aos Estados e que isso implicaria em uma mudança na Constituição. Isso é uma medida viável?

R: A possibilidade existe. Como existe uma possibilidade de reforma politica, uma reforma agrária, uma reforma tributária… Mas tudo fica no campo das possibilidades. De concreto, eu acho que a Dilma tem feito muito pouco para a desmilitarização da polícia ou para criar um diálogo com os governadores para tentar melhorar as nossas polícias, de criar um programa que barrasse do corpo a herança maldita da ditadura militar, a prática de tortura, o entendimento de que a polícia não está para defender direitos e sim para massacrar o cidadão em um Estado de direito. Isso seria muito mais honesto intelectualmente e plausível para a presidenta dizer.

P. Nessa mesma entrevista, Rousseff disse que a letalidade policial era um dos principais desafios do Brasil.

R. Concordo e fico contente que a presidenta fale de letalidade, eu só gostaria de ver uma ação mais eficaz. Claro que não é uma responsabilidade só do Governo Federal, mas o repasse de recursos aos Estados deveria estar condicionado a determinadas práticas que os governos deveriam garantir. Essa letalidade está aí e eu vejo muito pouco esforço dos Governos estaduais em acabar com ela. Nós acabamos de ver um vídeo da Polícia Militar do Rio durante a manifestação na final da Copa onde um policial espanca e rouba um cinegrafista canadense. Não é uma exceção, as polícias agem dessa maneira. Em muitos Estados eles viraram esquadrões da morte, eles aplicam a pena de morte no vácuo da legalidade. E o perfil nesses casos é sempre o mesmo: negros e pobres. O Brasil está fazendo a gestão da sua pobreza por meio do extermínio e por meio do encarceramento. Nenhum governo tratou disso com seriedade para mudar essa cultura, nenhum deles encarou a questão da droga no Brasil, de pensar uma nova política de drogas porque é claro que esse extermínio e essas prisões estão ligadas a uma política de drogas. Essas mortes são justificadas pela guerra das drogas.

P. Qual está sendo o caminho do Congresso após as manifestações de junho?

R. Desde as jornadas de junho nas assembleias legislativas e no Congresso Nacional vêm tramitando projetos de lei que reduzem os espaços da democracia e a participação popular. Com toda franqueza, depois de um mandato de quatro anos, a grande maioria daqueles deputados federais e daqueles senadores não representa a população brasileira. Eles representam seus interesses, os de corporações comerciais, os das igrejas, e não da população. O sistema político decidiu se fechar mesmo. Dois dias depois da grande manifestação participei de uma reunião e a grande proposta de alguns líderes das bancadas foi que fossem colocadas catracas eletrônicas para impedir a entrada das pessoas no Congresso. Mas vocês estão loucos?, falei. As pessoas reclamam que não participam e vocês vão colocar catracas? É assim como estão reagindo, ao sabor do medo das ruas.

P. Estamos em um momento no qual a Igreja Católica começa amenizar o tom em relação aos homossexuais. No Brasil, porém, a bancada evangélica cresce e com ela as posições mais restritivas a respeito da liberdade sexual. Como se explica esse embate no país?

R. A Igreja Católica vem amenizando o tom talvez como resposta aoavanço do fundamentalismo religioso por parte das igrejas neopentecostais, que no Brasil elevam o tom cada vez mais. Já ouvi pastores e pastores deputados falando abertamente sobre a criminalização da homossexualidade. É assustador pensar que posso morar em um país que vai me punir por ser gay. Já não se trata de negar direitos, se trata de criminalizar. O Estatuto da Família que exclui as famílias monoparentais e homoafetivas e a cura gay estão em processo de aprovação. Nós vamos obstruir essas votações, mas é uma questão de número. Na Comissão de Direitos Humanos agora somos maioria, mas tudo pode mudar na próxima legislatura.

P. Quais são seus planos para as próximas eleições?

R. Minha reeleição é muito complicada. Pertenço a um partido de esquerda que não aceita doações de pessoas jurídicas, não tem recursos e, além disso, sou muito difamado por um segmento da sociedade. Sou o cara que defende as minorias, que defende os gays e transexuais, que apresentou o projeto de regulamentação da maconha. Tenho um prestigio diluído em um país inteiro e eu só posso ser escolhido por quem vota no Rio de Janeiro. Meu desafio é que a pessoa que está no Acre possa transferir seu voto, tanto colaborando com a campanha quanto dizendo a alguém que vote em mim. Mas é muito difícil.

Meu partido está desorganizado. Não há uma estratégia nacional seja por falta de recurso, de expertise, por divergências internas. A campanha vai ser difícil, minha reeleição não está garantida, porém eu gostaria porque ainda não acabei meu trabalho.

Candidato do PCB defende programa anticapitalista

PCB

O candidato do Partido Comunista Brasileiro (PCB) à Presidência da República, Mauro Iasi, nasceu em 10 de fevereiro de 1960, em São Paulo, é solteiro e professor da Escola de Serviço Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Sofia Manzano, que também é professora universitária, completa a chapa de Iasi, concorrendo à Vice-Presidência.

Na declaração de bens, o candidato diz que seus bens somam R$ 204.348,57. A previsão de gastos do PCB com a campanha presidencial está em R$ 100 mil.

A eleição deste ano será a primeira na qual Iasi participa como cabeça de chapa – em 2006, ele foi candidato a vice-governador de São Paulo, também pelo PCB.

Iasi participou da fundação do Partido dos Trabalhadores (PT) na década de 1980 e trabalhou na campanha de Luiz Inácio Lula da Silva para a Presidência da República, em 1989, na primeira eleição direta para o cargo após a ditadura militar. Ele deixou o partido em 2004.

No programa de governo apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foram colocados 21 pontos como propostas iniciais do PCB. O documento, intitulado Programa Anticapitalista, o Poder Popular e a Alternativa Socialista, diz que o Brasil tem hoje uma série de problemas estruturais advindos da opção capitalista, que beneficia uma pequena parte da população – os monopolistas, que controlam os principais meios econômicos e dominam toda a vida pública do país.

A proposta de Mauro Iasi defende mudanças profundas no atual sistema capitalista. “Somente a Revolução Socialista, entendida como um forte e poderoso processo de lutas populares que desemboque na construção de uma sociedade alternativa ao capitalismo e à ordem burguesa, será capaz de realmente resolver os problemas vividos pelos trabalhadores e setores populares”, destaca o programa de governo registrado pelo PCB no TSE.

O partido considera prioridades a construção do poder popular; a socialização dos principais meios de produção essenciais à garantia da vida; a realização de uma reforma agrária socializada; com uma política agrícola sustentável ecologicamente; a reversão imediata das privatizações e a estatização de setores estratégicos; bem como de todo o sistema financeiro; e a garantia de saúde pública e educação pública e de qualidade para todos.

O PCB também prega um sistema de previdência e assistência social gratuito; o não pagamento da dívida pública; a garantia e ampliação de todos os direitos dos trabalhadores; a recomposição imediata dos salários; a redução da jornada de trabalho, sem redução salarial; auditoria imediata das remessas de lucro das corporações transnacionais; o fim da Polícia Militar e a apuração e punição de todos os crimes contra os direitos humanos cometidos durante a ditadura militar (1964-1985).

Candidato do PSTU promete construir Brasil para trabalhadores

ze_maria_pstu_2O trabalhador metalúrgico e siderúrgico Zé Maria, candidato do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) à Presidência da República, nasceu em Santa Albertina, no interior de São Paulo, é solteiro e fará 57 anos no dia 2 de outubro, três dias antes das eleições.

Zé Maria completou o ensino médio e disputará pela quarta vez a Presidência – concorreu ao cargo em 1998, 2002 e 2010. O candidato declarou à Justiça Eleitoral que tem bens no valor de R$ 20 mil e o partido estimou os gastos da campanha em R$ 400 mil.

Ele foi um dos fundadores do PT, partido do qual foi expulso em 1992, e da Central Única dos Trabalhadores (CUT).

A companheira de chapa de Zé Maria é a servidora pública Cláudia Durans.

Programa de governo apresentado pelo PSTU ao Tribunal Superior Eleitoral  (TSE) inclui 16 propostas e tem o objetivo de “construir um Brasil para os trabalhadores”.

“A estratégia não é governar para os trabalhadores, mas levar os próprios trabalhadores ao poder, para que governem por si próprios através de suas organizações”, diz o programa do PSTU. O partido defende que todos os parlamentares recebam salário equivalente ao de um operário qualificado e que seus mandatos possam ser revogados a qualquer momento.

O PSTU propõe a estatização de todo o sistema financeiro e o rompimento da dívida pública como forma de viabilizar recursos para investir em saúde, educação e transporte público. Defende, ainda, a anulação dos leilões do pré-sal e de todos os campos entregues às multinacionais, a volta do monopólio estatal do petróleo e a Petrobras 100% estatal. Também está no programa de governo a anulação de todas as privatizações feitas nos últimos governos e a reestatização dessas empresas sem indenização.

Para enfrentar a inflação, o programa do PSTU  defende aumento geral dos salários e congelamento dos preços dos produtos. O partido propõe uma reforma agrária que garanta terra aos sem-terra e, para isso, defende o combate ao latifúndio agroexportador, além da redução da jornada de trabalho de 44 horas para 36 horas semanais, sem redução nos salários.

Constam ainda do documento registrado no TSE o fim do fator previdenciário e o aumento das aposentadorias, a estatização dos transportes, que ficaria sob o controle dos trabalhadores e receberia investimentos equivalentes a 2% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país). Pelo programa de governo, a educação teria 10% do PIB e a saúde, também 10%. O PSTU defende ainda salário igual para trabalho igual, saneamento básico para todos e combate ao racismo.

Juiz acusado de ameaçar advogados é suspenso

20140716122411_cv_martelo_gdeSURUBIM – Um juiz foi afastado pela Corte Especial do Tribunal de Justiça de Pernambuco após ser acusado de desrespeito e ameaça a advogados, membros do Ministério Público e jurisdicionados. A medida foi decidida por 9 votos a 4, nesta segunda-feira (14/7), em decorrência da abertura de processo administrativo disciplinar contra o juiz Ivan Alves Barros, da 1ª Vara de Surubim. A decisão foi publicada na edição desta terça do Diário da Justiça Eletrônico. A apuração deve durar seis meses.

Segundo a seccional pernambucana da Ordem dos Advogados do Brasil, o magistrado responde a outros três processos. Em memorial enviado ao tribunal, a entidade aponta uma série de “condutas abusivas” supostamente cometidas por Alves Barros. De acordo com o documento, o juiz teria dito: “Se colocassem todos os advogados de Surubim no liquidificador e batesse não teria um só copo de suco de merda”.

ADORAÇÃO POR ARMAS DE FOGO

Ainda de acordo com o documento, o juiz teria usado uma arma para intimidar, “exibindo-a em audiência, colocando-a acima mesa, e, até mesmo, apontando-a para advogados e partes”. A OAB-PE acrescenta que Alves Barros tem uma “adoração” por armas de fogo.

O presidente da OAB-PE, Pedro Henrique Reynaldo Alves, que fez a sustentação oral em nome da entidade, afirmou que, desde 2007, os advogados que atuam na cidade se queixam do juiz. “Com esta decisão, o Tribunal restaura e preserva a dignidade da magistratura em Surubim”, disse

Aguinaldo Fenelon, procurador-geral do Ministério Público de Pernambuco, também comentou o caso. “Só acredita quem vai até lá ver o que acontece. Tivemos dificuldades em nomear promotores para a cidade de Surubim porque ninguém quis ir para lá. Estas exceções devem ser combatidas para que não se tornem regra.”

De acordo com a decisão, o juiz alegou cerceamento de defesa e ausência de justa causa para o início do processo. Suas razões foram rejeitadas por unanimidade pelo colegiado. “Tenho dever com a instituição que presido”, disse o presidente do TJ-PE, desembargador Frederico Neves, ao anunciar o resultado.

Contatada pela reportagem, a assessoria de imprensa do TJ-PE afirmou que Alves Barros não foi encontrado para comentar o caso. Com informações da Assessoria de Imprensa da OAB-PE.

Clube cearense pede prisão do presidente da CBF

tiradentesmarin620

O Tiradentes, time do Ceará, entrou com uma liminar na manhã desta quarta, dia 16 de julho, pedindo a prisão do presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin, pelo não cumprimento de uma liminar para que o clube seja incluído na Série C do Campeonato Brasileiro.

“A CBF se acha acima do bem é do mal. Ao que parece, desconhecem as decisões do Poder Judiciário. A multa já está correndo. O Tribunal de Justiça manteve a liminar do primeiro grau. Agora, que a CBF cumpra”, afirmou o advogado do clube, Marcelo Desidério ao LANCE!Net.

A liminar foi expedida na 6ª Vara Cível de Fortaleza, local em que o procedimento foi feito. A decisão foi dada no dia 9 de junho e prevê uma multa diária de R$ 25 mil, caso a CBF não cumpra o acordo e não coloque o Tiradentes na tabela da Série C.

O Tiradentes terminou na quinta colocação da Série D de 2013 e usa o caso do Treze-PB em 2011, para buscar a vaga. Ela era do Betim, que acabou sendo rebaixado via STJD após acionar a Justiça Comum antes das esferas esportivas se esgotarem. Dessa maneira, o CRAC-GO, que foi o quarto time a ser rebaixado na Série C de 2013, acabou ficando com a vaga dada pelo STJD e CB.

Equipe de Governo do Prefeito Lóssio entrega seus cargos ao prefeito interino

carta-equipe-lossio

Em decisão anunciada numa entrevista coletiva realizada no final da tarde de hoje (16), no auditório de um hotel, na orla da cidade, os secretários do prefeito licenciado Júlio Lóssio entregaram os cargos ao  interino.

Quem falou pela equipe foi o radialista Daniel Campos, que respondia pela pasta de comunicação no Governo Lóssio.

Ele leu uma carta, na qual explicava que o fato de Osório ter feito mudanças na equipe – mesmo que temporariamente – “causou desconforto” aos demais integrantes da equipe. As saídas dos secretários Newton Matsumoto (Ciência e Tecnologia) e Júlio Lóssio Filho (Finanças) foram a gota d’água para a demissão coletiva da equipe, em caráter irrevogável.

Na carta, o secretariado lamentou a “mudança de opinião” de Osório, apesar das reuniões que vinham ocorrendo nos últimos dias no intuito de “garantir a governabilidade” do município. Campos ressaltou, no entanto, que os comissionados do segundo e terceiro escalões da prefeitura continuarão à disposição do prefeito interino.

Fonte: Blog do Carlos Britto.

Aécio quer alterar Mais Médicos e manter Bolsa Família

sabatina_aecio

O candidato do PSDB ao Palácio do Planalto, senador Aécio Neves, afirmou nesta quarta-feira (16) que, se for eleito em outubro, não terá o “menor constrangimento” em manter os programas sociais criados pelo PT no governo federal, como o Bolsa Família e o Mais Médicos. O presidenciável participou de sabatina promovida pelo jornal Folha de S.Paulo, pelo portal UOL, pelo SBT e pela rádio Jovem Pan em São Paulo.

Segundo o senador do PSDB, é normal na política “copiar” os projetos que deram certo e aprimorá-los. Na tentativa de dissipar os boatos que afirmam que há risco de extinção do Bolsa Família caso a oposição vença as eleições deste ano, Aécio reafirmou que o programa de transferência de renda criado no governo Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) será mantido por sua eventual gestão.

“Política e administração pública é você copiar as coisas que dão certos e aprimorá-las. […] Não tenho o menor constrangimento de mantê-los e aprimorá-los [os programas sociais do PT]”, disse o candidato tucano na entrevista.

BOLSA FAMÍLIA

“O Bolsa Família, no nosso governo, vai continuar. O que eu quero é tirá-lo do programa eleitoral. O que eu quero é transformá-lo em programa de Estado”, complementou.

Indagado pelos jornalistas sobre as polêmicas geradas no país com a contratação de profissionais cubanos para o programa Mais Médicos, o presidenciável do PSDB disse que, na hipótese de ser eleito, irá manter a iniciativa federal, inclusive com os médicos da ilha caribenha.

Ele, no entanto, afirmou que criará novas regras para o programa, entre as quais isonomia de salários entre os profissionais estrangeiros e passar a exigir que os médicos de Cuba se submetam ao exame de revalidação do diploma, uma das principais exigências das entidades médicas brasileiras.

Fonte: Portal G1