Arquivos mensais: junho 2014
Isto Posto… O legado da Copa: Os elefantes brancos
Muito se tem falado dos gastos excessivos na construção de estádios para a Copa no Brasil. Alegando uns que o dinheiro seria mais bem empregado em saúde, educação e segurança. Enquanto o governo, aturdido com as manifestações diárias nos grandes centros do país, tenta rebater as críticas afirmando, em caríssimos comerciais, que o legado existe e é de todo povo brasileiro, já que os investimentos, segundo a propaganda oficial, não se limitaram às arenas, mas, também a realização de obras de mobilidade urbana indispensáveis ao desenvolvimento das cidades sedes.
No entanto, por mais bem elaboradas que sejam as peças publicitárias relativas ao mundial, somado ao renitente e reticente discurso uníssono de nossas autoridades, o povo não conseguiu, ainda, vislumbrar com a mesma euforia do governo e da FIFA a importância desse excepcional legado à modernização desse país habituado ao lodaçal imundo em que se transformou a gestão política de nossas cidades e a desfaçatez com que se lança mão de desculpas esfarrapadas, como se tudo fosse justificável ante a pretensa estupidez de nosso povo.
E é talvez aí, nesse afã equivocado dos políticos de que qualquer mentira calha bem como justificativa, que o cidadão brasileiro encontrou dificuldade enorme de digerir a estratosférica soma de dinheiro gasto com a construção de estádios que sediarão algumas poucas partidas, como as arenas de Manaus, Cuiabá, Natal, Fortaleza, Recife, e depois do mundial ninguém sabe dizer o que será feito delas, já que estão situadas em Estados de nenhuma referência no futebol.
Diante disso, fica a pergunta: Quem assumirá a manutenção desses estádios depois da Copa? Os municípios, cujas finanças são comprometidas pela corrupção e a partilha injusta dos impostos arrecadados pelo Governo Federal? Ou, quem sabe, os Estados que por razões semelhantes as dos municípios, patinam ano a ano nos resultados econômicos pífios? Quiçá o Governo Federal, sempre tão prestativo com os Estados e municípios?
Isto posto, só restará o abandono desses elefantes brancos, se não se puder contar com a generosidade do contribuinte.
Por: Adão Lima de Souza
A Política dos Partidos pelo Poder: Distraídos venceremos, já dizia o Leminski.
Não é só o PT que perdeu a nobreza das boas intenções, os partidos no Brasil só se unem para obter poder, lutam pelo poder e usam o poder que têm para adquirir mais poder. E durante esse processo, fazem de tudo para manter esse poder, ressalte-se, fazem de tudo! Inclusive cometer alguns vícios éticos imperdoáveis que muito condenavam antes.
Se o poder é que corrompe o homem e não o inverso como disse Ulysses Guimarães, não sei, mas ele estava certo quando falou que os partidos políticos existem para alcançar o poder, e nada mais. Por isso o Senador Cristóvão Buarque estava coberto de razão quando sugeriu a extinção dos partidos, coberto de razão, se vivêssemos num país onde o interesse fosse realmente o bem-comum, mas vivemos numa supremacia dos interesses privados, aristocráticos, oligárquicos, em que alguns decidem por todos. Diante disso, claro, promoveram um linchamento ideológico contra o Buarque. Mas isso foi só a comprovação das palavras de Aung San Suu Kyi: “Não é o poder que corrompe, mas sim o medo. O medo de perder o poder…”.
Então, o PT tem medo de perder o poder, por isso faz de tudo para mantê-lo, enquanto os outros partidos fazem de tudo para obtê-lo, para alcançar o poder. E esse esquema político pelo poder só me lembra das sábias palavras de H.L. Mencken, que descreve tão bem o empenho e a ineficiência útil dos partidos, disse ele:
“Na democracia, um partido sempre dedica suas principais energias tentando provar que o outro partido não está preparado para governar. Em geral, ambos são bem-sucedidos e têm razão.”
Daí, nós, brasileiros sensatos, indagamos: se o PT não presta e as opções restantes também não, que faremos para exercer a cidadania de maneira responsável?
Se tudo é farinha do mesmo saco, mandiocas das mesmas terras, de que adianta ter uma urna eletrônica brilhante se não temos boas opções?
Melhor seria uma intervenção divina, pois precisamos é de um milagre.
De um leitor, sobre o trânsito em Petrolina
Não é novidade que a quantidade de veículos automotivos tem crescido muito na cidade de Petrolina, reflexo de um transporte público ineficiente, da falta de espaço adequado para ciclistas e de uma sociedade que tem a posse de um veículo automotivo, especialmente o carro, como manutenção de um status social.
Convivemos com um grande fluxo de veículos nas ruas de Petrolina, especialmente no centro (horário comercial) e na orla (principalmente à noite).
Quero chamar a atenção dos donos de carros para um comportamento que tem causado vários transtornos para o trânsito da nossa cidade, gerando acidentes e desavenças. Trata-se do comportamento de alguns que, sem se preocupar com a segurança dos outros, acabam por estacionar os carros nas esquinas. Que é uma área onde é proibido estacionar, todos sabem, mas quero que tenham a consciência de que não se trata apenas da infração administrativa (multa), deve-se atentar que tal comportamento pode ensejar graves acidentes.
Na orla, ao lado da escola Maria Auxiliadora, na esquina da Padaria Holanda (Bairro José e Maria), entre outros lugares, é frequente ver carros estacionados na beira das esquinas, obstruindo a visão daqueles vão pegar a via.
As fotos foram tiradas no meio da rua, essa é a visão do motorista. Totalmente obstruída a visibilidade devido ao carro branco estacionado perto da esquina, na faixa amarela, o que obriga ao condutor avançar de modo a ficar praticamente no meio da avenida para, somente assim, ver quem vem, aumentando muito a chance de acidentes.
Josemario de S. Nunes (Um cidadão qualquer)





