Arquivos diários: 12 de junho de 2014

A CAÇA ÀS BRUXAS: PM CONTRA MANIFESTANTES

MANIFESTANTE

O PAULO – Manifestantes que tentavam bloquear nesta quinta-feira a Radial Leste, via de acesso à Arena Corinthians, palco da abertura da Copa do Mundo, foram contidos por homens da Polícia Militar, que usou bombas de efeito moral para dispersar o protesto.

Cerca de 200 manifestantes organizavam o protesto, segundo a polícia, perto da estação de metrô Carrão. Aproximadamente 300 PMs formaram um cordão de isolamento para conter a manifestação contra a Copa. O major Santiago, no comando da PM, não forneceu dados de efetivo ou de estratégia.

Depois da primeira ação de repressão por volta das 10h, os manifestante se dispersaram e passaram a tentar invadir a avenida Radial Leste por vias alternativas, mas a PM alertou que não permitirá o acesso dos manifestantes à via, na zona leste da capital paulista.

Um dos manifestantes, Valdemário Silveira, foi atingido por estilhaço de bomba de efeito moral.O estudante Luiz Gustavo, que também participava do protesto, disse que o objetivo é atrapalhar a passagem do ônibus da seleção brasileira de futebol. Ele criticou a ação “desproporcional” da PM.

A segurança nas cidades-sede da Copa foi reforçada para conter ameaças de protestos, como os ocorridos no ano passado durante a Copa das Confederações. Dezenas de atos contra a Copa foram marcados, por meio de redes sociais, para o dia de abertura do torneio. No Rio, um protesto formado por poucos aeroviários, que convocaram uma paralisação de 24 horas, bloqueou a avenida que dá acesso ao aeroporto internacional do Galeão, provocando grande congestionamento na região.

O Brasil vai receber a Croácia para o primeiro jogo da Copa do Mundo às 17h desta quinta-feira na Arena Corinthians, zona leste de São Paulo, após a cerimônia de abertura oficial marcada para começar as 15h15 e que contará com a presença da presidente Dilma Rousseff e mais de uma dezena de chefes de Estado.

FIFA diz que não pediu isenção de mais de R$ 1 bilhão para a copa

COPAA Fifa publicou em sua página na internet uma carta aberta em que rebate críticas relacionadas à organização e exigências da entidade para a Copa do Mundo. No texto com título “Setting the record straight” – expressão similar a “colocando os pingos nos ‘is” –, a organização diz que o governo federal não foi obrigado a conceder uma “isenção fiscal geral para patrocinadores e organizadores” como foi feito no país. 

O Ministério do Esporte evitou polemizar, disse que “não é bem assim”, mas ficou em cima do muro. De acordo com o documento, que não foi refutado frontalmente pelo Ministério do Esporte, a isenção fiscal concedida a patrocinadores e parceiros da Fifa na realização do torneio, assim como às construtoras dos 12 estádios do Mundial, teria sido uma liberalidade do governo brasileiro. “Ao contrário, a Fifa apenas requere  uma facilitação dos procedimentos de alfândega para alguns materiais que precisam ser importados para a organização da Copa do Mundo e que não estão à venda no país-sede, importação de placas de publicidade eletrônicas, bolas de futebol, e que serão ou levados embora do país após a Copa ou doados a instituições ligadas ao esporte no Brasil”, diz a Fifa. 

Segundo números divulgados pelo Tribunal de Contas da União (TCU), no total, apenas de impostos federais, os cofres públicos deixaram de arrecadar cerca de R$ 1,1 bilhão entre 2010 e 2014 com a Copa. 

Em 2007, antes do Brasil ser escolhido como sede, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um documento com 11 garantias governamentais para a realização da competição no Brasil. As garantias números três e quatro tratam das isenções fiscais e colocam que “nenhum imposto, taxas ou outras contribuições serão impostas à Fifa, aos subsidiários da Fifa, às delegações da Fifa, às equipes, aos oficiais de jogos, às confederações da Fifa, às associações de membros, às associações de membros participativos, à emissora anfitriã e aos membros não-residentes, à equipe e aos funcionários de todas estas partes”. Venda de ingressos, direitos mundiais de transmissão de TV e até pacotes de materiais para construção dos estádios também foram incluídos. Em entrevista ao UOL, o Ministério do Esporte evita polemizar e bater de frente com a entidade, mas deixa nas entrelinhas que não foi ideia do governo federal redigir as garantias.

 

 

A CAÇA ÀS BRUXAS: DEZ ATIVISTAS SÃO PRESOS PELA POLÍCIA DO RIO

 SININHO

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu a ativista Elisa Quadros, a “Sininho”, e outras nove pessoas por “participação direta e indireta em prática de atos violentos durante protestos”. Segundo informações do jornal O Estado de São Paulo, eles foram levados para a Delegacia de Repressão a Crimes contra a Informática (DRCI). Computadores e unidades de armazenamento também foram apreendidos. Ainda segundo a polícia, a ação é um desdobramento de um inquérito da DRCI que, em 4 de setembro do ano passado, prendeu e indiciou três homens por formação de quadrilha e incitação à violência”.

Sininho ficou conhecida após a participação em protestos ocorridas em junho do ano passado e por visitar o manifestante Fábio Raposo na delegacia, que estava preso por suspeita de lançar um artefato explosivo que causou a morte do cinegrafista da TV Bandeirantes Santiago Andrade, durante um ato realizado em fevereiro deste ano. De acordo com o Estadão, uma advogada ativista também está entre os detidos.

Governo aumentará mistura de álcool à gasolina

GASOLINAO governo quer aumentar a mistura de álcool na gasolina, para ajudar o setor sucroalcooleiro. O Palácio do Planalto está estudando a mudança da lei que permitiria aumentar a mistura de 25% para 27,5%. Antes, porém, quer que seja feita uma pesquisa pelo Inmetro e pelo Centro de Pesquisa da Petrobras, para ter certeza que a adição de etanol à gasolina não será prejudicial ao motor dos carros. O estudo é para respaldar a proposta de mudança legal, hoje limitada a 25%, e evitar que a presidente Dilma Rousseff seja acusada de adotar medida tecnicamente equivocada. 

O Planalto quer ainda usar o dinheiro do Inovar Auto, a política industrial de estímulo voltada para as montadoras, para que sejam realizadas outras pesquisas que levem ao aumento da eficiência energética dos carros flex. Essa medida também ajudaria a revitalizar a cadeia de produção de etanol, que está em crise desde 2008, pleiteando socorro do governo. Neste caso, o governo quer encontrar um meio para o carro a álcool se tornar mais econômico.


As duas medidas acabarão representando mais uma ajuda à Petrobras, que está enfrentando problemas de caixa. A permissão para o aumento da mistura do álcool à gasolina, poderá ser mais um alívio nas contas da estatal, já que ela poderá reduzir a importação de combustíveis. O governo também quer aproveitar para revitalizar toda a cadeia do etanol.