Arquivos diários: 23 de junho de 2014

Dilma repete o que prometeu e não cumpriu

Lula

Ao discursar na convenção do PT, neste sábado (21), Dilma Rousseff pronunciou 47 vezes palavras ou expressões com o significado de recomeço ou de ajuste. Considerando-se que o pronunciamento ocupou 17 páginas, o conceito de correção de rumos foi evocado, em média, 2,7 vezes por folha.

Dilma mencionou 17 vezes o vocábulo ‘transformação’, duas das quais no infinitivo,  uma no plural e uma no gerúndio. Citou 12 vezes a palavra “reforma”. Repetiu sete vezes a expressão “novo ciclo”. Referiu-se uma vez a “novo salto”. Falou em “mudança” cinco vezes, duas no plural. Por fim, utilizou cinco vezes o verbo “melhorar”.

Tomado isoladamente, o discurso revelou o esforço notável de uma governante com a popularidade em queda para ajustar o vocabulário ao desejo de mudança manifestado por 74% do eleitorado, segundo o Datafolha. Comparado à peça que Dilma leu no Congresso Nacional no dia de sua posse, em 1º de janeiro de 2011, o texto se torna matéria prima para a oposição —uma espécie de autodenúncia de tudo o que não foi feito.

A três meses da eleição, a presidente repetiu na forma de promessas compromissos que assumira na posse e que não conseguiu executar. Fez isso sem pronunciar nenhuma frase que pudesse ser entendida como uma autocrítica. Ao contrário. Em algumas passagens de sua fala, Dilma culpou terceiros pelos malogros do seu governo.

Isto Posto… A Copa das Etnias.

mario-balotelli

Duas coisas mais chamaram minha atenção nessa que o governo politicamente denominou de a “Copa das Copas”. A primeira, a grande mistura de raças dentro dos gramados que fazem desse mundial no Brasil “A Copa das Etnias”, contribuindo fortemente para o combate ao racismo no futebol, pois é notória a presença marcante de jogadores afrodescendentes em todas as equipes, principalmente europeias, oriundos de diversas nacionalidades, a exemplo da seleção francesa, cujo jogador de maior destaque no momento, Karim Benzema, não disfarça sua origem argelina, suas raízes árabes.

Mesmo a Holanda, uma das primeiras seleções a convocar jogadores negros, porém fortemente marcada, durante muito tempo, por oposições racistas, não escapa ao reconhecimento de que um de seus melhores jogadores, apesar dos holofotes mirados para Robben, Van Persie, Sneijder, é sem dúvida o meio-campista Nigel de Jong, enquanto a “squadra azzurra” depende inteiramente do atacante Mário Balotelli.

Decepcionante, porém, mostra-se o Brasil, com seu histórico escravocrata, cujo preconceito racial permanecendo velado se evidencia nos cabelos alisados de Neymar, tão próximos do padrão de beleza estabelecido como superior, quando deveria exaltar sua negritude e a mestiçagem que fazem desse país objeto de admiração pelo resto do mundo.

Isto posto, para terminar, a segunda coisa chamativa é o intenso calor dos estados brasileiros, derrotando a maioria das seleções europeias ainda no primeiro tempo, pois diminui seus rendimentos. Entretanto, sob este aspecto não recai nenhum tipo de preconceito já que o sol brilha para todos.

Por: Adão Lima de Souza

Possibilidade de perder no Rio preocupa Dilma

DilmaUma das maiores preocupações do PT é a eleição da presidente Dilma no Rio. Há consenso de que não será um passeio, como em 2010, porque o tucano Aécio Neves terá desempenho bem superior ao de José Serra há quatro anos.

”A equipe de campanha de Dilma chegou a pensar em montar comitês suprapartidários no Rio, com apoio de empresários e intelectuais. Como o cenário não é favorável, a ideia foi descartada para acompanharem o Estado mais de perto”.

Somado a isso, a cidade do Rio de Janeiro foi palco das maiores truculências do governo contra a população. Desocupações e expropriações de casas e comércios para as obras da Copa se deram com índices alarmantes de violência policial sob o comando do governo do estado com o apoio de Dilma.