ELOGIO DA FILOSOFIA DA LIBERTAÇÃO

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ALBERTO GUERREIRO RAMOS: A DESTINAÇÃO DAS CIÊNCIAS SOCIAIS NA MODERNIDADE PERIFÉRICA

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A sociologia, nesse contexto, erige-se como instrumento de autodeterminação dos povos. Mais »

A CRISE DO MODO DE PRODUÇÃO CAPITALISTA E A QUESTÃO FULCRAL DAS FONTES CRIADORAS DE VALOR

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Digamos de forma clara: a crise do capitalismo é a crise da produção... Mais »

 

Corpo de Bombeiros de Pernambuco abre concurso público para 300 vagas; Petrolina na lista

BombeirosO Corpo de Bombeiros de Pernambuco (CBMPE) publicou nesta sexta-feira, 27, o edital de abertura para o concurso com 300 vagas para o ingresso no Curso de Formação e Habilitação de Praças.  A empresa organizadora do certame será o Instituto de Apoio à Universidade de Pernambuco (Iaupe/Conupe), vinculado à Universidade de Pernambuco. As inscrições vão do dia 30 de janeiro a 26 de março. A taxa é de R$ 129,60.

Para concorrer a função, é preciso, além do ensino médio completo, dispor de Carteira Nacional de Habilitação (CNH), da categoria B, ter, no mínimo, 18 anos completos na data de ingresso na carreira de militar do Estado e, no máximo, 28 anos na data de inscrição no concurso, considerando-se esta idade até o dia anterior à data em que o candidato completará 29 anos.

Quanto à estatura mínima, é necessário 1,60 m para mulheres e 1,65 m para homens. A seleção dividi-se em prova de conhecimentos (objetiva e discursiva), avaliação física, psicotécnica e médica, investigação social e, por fim, o curso de formação. O Exame de Habilidades e Conhecimentos será realizado no Recife, Caruaru, Arcoverde e Petrolina, com  80 questões objetivas e uma discursiva, em forma de redação dissertativa.

A remuneração inicial para soldado do Corpo de Bombeiro no estado, é em torno de R$ R$ 2.319,88. De acordo com o subcomando da corporação, atualmente, o efetivo do CBMPE é de 2.987 praças.

Isto Posto…Os muros de Trump.

Muro de TrumpO presidente dos Estados Unidos Donald Trump, talvez não tenha se dado conta ainda de que a maior importância de seu país foi sempre impor-se como espécie de sustentáculo de relativa paz mundial, mesmo à custa da poderosíssima máquina de guerra que possui, para fazer valer desde a doutrina Monroe o uso diplomático do porrete nas relações internacionais mundo á fora, e, assim, manter sob controle e vigilância a influência daqueles países pertencentes ao denominado eixo do mal, cujos líderes de plantão permanecem havidos em testar a política de distanciamento e isolamento americanos propagado pelo negociador de imóveis.

Assim sendo, não se sabe se por ignorância ou birra de menino riquinho e caprichoso, Mr. Trump deu ontem o primeiro passo para construir o prometido muro de três mil quilômetro na fronteira de seu país com o México, justificando que tal medida é indispensável para assegurar os empregos de operários americanos, ameaçados por práticas comerciais largamente utilizadas pelas suas empresas de gravatas na Índia e Rússia.

Então, tomando de empréstimo as palavras de Barack Obama reafirmo que a ignorância não é de fato uma virtude nem na política nem na vida. Logo, como se tratam de atos de extrema ignorância, os muros do senhor Trump há muito já foram erguidos por ele com trejeitos, falas, injúrias, infâmias, insultos proferidos contra todos que não o aplaudem.

Os maiores e mais instransponíveis que este na fronteira com o México. Muros enormes e aterradores que separam os americanos do México, da América Latina inteira, do Canadá e do mundo. Muros invisíveis de agonia e sofrimento a separar violentamente negros e brancos, héteros e homossexuais, homens e mulheres, nativos e migrantes, enfim, muros de isolamento construídos com a arrogância e menosprezo pelo outro.

Isto posto, caro Trump, quando os americanos se derem conta estarão numa redoma feita pelos muros que a ignorância construiu em vez de salutares pontes.

Por: Adão Lima de Souza

Trump autoriza muro na fronteira com o México

TrumpO presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou, hoje, uma ordem executiva para destinar fundos federais para a construção de um muro na fronteira com o México, informam as agências Reuters e AP e a rede CNN. A construção do muro foi uma das principais promessas de campanha do republicano.

Trump também assinou uma ordem executiva para bloquear fundos federais para as chamadas “cidades-santuário”, que protegem imigrantes sem documentos da deportação.

Os fundos federais serão abolidos para cidades que se recusem a fornecer informações às autoridades federais sobre o status de imigração de pessoas detidas nesssas localidades, entre as quais estão Chicago, Nova York e Los Angeles.

“Uma nação sem fronteiras não é uma nação. A partir de hoje os Estados Unidos tomam de volta o controle de suas fronteiras”, disse depois a uma platéia de funcionários do Departamento de Segurança Interna. “Acabo de assinar duas ordens executivas que vão salvar milhares de vidas, milhões de empregos e bilhões e bilhões de dólares”, afirmou.

Em uma entrevista concedida à ABC News divulgada antes da assinatura da ordem nesta quarta, Trump disse que a construção do muro na fronteira com o México começará “assim que possível”. Questionado sobre se seria uma questão de “meses”, o presidente disse: “eu diria em meses”. Segundo o presidente, o planejamento da construção começa imediatamente.

Na entrevista, Trump também afirmou que a construção será financiada pelos contribuintes americanos, mas que “relativamente em breve” o país começará uma negociação de reembolso com o país vizinho.

“Seremos, de alguma forma, reembolsados pelo México, o que eu sempre disse”, afirmou. “Seremos reembolsados em uma data posterior de qualquer transação que fizermos com o México”, disse Trump.

Confrontado com a afirmação do presidente Enrique Peña Nieto, de que o México não pagará pelo muro, Trump disse: “Ele tem que dizer isso. Mas estou te dizendo que haverá um pagamento. Será de uma forma, talvez uma forma complicada”, disse. “O que estou fazendo é bom para os Estados Unidos. Também vai ser bom para o México. Queremos um México muito estável, muito sólido”, acrescentou.

Visita do presidente mexicano

O documento foi assinado no dia em que o ministro das Relações Exteriores do México, Luis Videgaray, chega a Washington para preparar a visita do presidente do país, Enrique Peña Nieto. O mexicano deve se reunir com Trump no final do mês, sendo um dos primeiros líderes mundiais a se encontrar com o novo presidente americano.

Antes da eleição, Peña Nieto recebeu críticas dos mexicanos por participar de uma reunião com Trump. Os dois se reuniram em agosto de 2016, quando Trump ainda fazia campanha como candidato, e falaram sobre o muro, entre outros assuntos. Na ocasião, o presidente mexicano disse que deixou claro que seu país não pagará pela construção do muro, o que é proposto por Trump.

Trump já havia antecipado em seu Twitter que assinaria a medida nesta quarta-feira. “Grande dia planejado na SEGURANÇA NACIONAL amanhã. Entre muitas outras coisas, vamos construir o muro!, escreveu”.

 

Quais profissões estão ameaçadas pelos robôs?

RobosSe você está sentado em frente a um computador, dirigindo um táxi ou fazendo faxina, pare por um momento e pergunte a si mesmo: um robô poderia fazer este trabalho melhor do que eu? Provavelmente, a resposta é sim.

O debate sobre se as máquinas vão dispensar a força de trabalho humana já não está mais restrito aos filmes de ficção científica.

A consultoria Boston Consulting Group prevê que, em 2025, até um quarto dos empregos seja substituído por softwares ou robôs, enquanto que um estudo da Universidade de Oxford, no Reino Unido, aponta que 35% dos atuais empregos no país correm o risco de serem automatizados nas próximas duas décadas.

Mas há outras profissões que estão sob ameaça? A BBC enumera alguma delas.

Motoristas de táxi
Motoristas de táxi ao redor do mundo vêm travando uma batalha com o aplicativo de carona paga Uber. Mas tanto o Uber quanto fabricantes de veículos e até mesmo o Google já estão buscando criar um serviço que dispense a presença do motorista.

No final deste ano, módulos de táxi automatizados vão começar a operar nas ruas da cidade de Milton Keynes, na Inglaterra, oferecendo corridas pela cidade. O governo britânico está atualizando as placas de trânsito para viabilizar o funcionamento dos carros sem motorista.

No entanto, para Steven McNamara, presidente da Licensed Taxi Drivers Association, o principal sindicato da categoria no Reino Unido, carros sem motorista não ameaçam o emprego de taxistas.

“Veículos autônomos vão precisar de mudanças na legislação para poderem operar nas ruas britânicas, a tecnologia ainda engatinha e não foi completamente testada em ambientes urbanos. Na realidade, há dúvidas sobre se os carros automatizados vão compartilhar o mesmo espaço com veículos tradicionais”.

Operários de fábrica
Na China, humanos estão construindo robôs que eventualmente os substituirão. A primeira fábrica apenas operada por robôs está sendo construída na cidade de Dongguan, famoso polo operário da China.

A planta, controlada pela Sehnzhen Evenwin Precision Technology, busca reduzir a força de trabalho dos atuais 1,8 mil funcionários em 90%, segundo Chen Zingui, presidente do Conselho de Administração da companhia.

Mas as ambições chinesas vão além de uma simples fábrica. Desde setembro do ano passado, um total de 505 fábricas em Dongguan investiu o equivalente a R$ 2,6 bilhões na aquisição de robôs. O objetivo é substituir mais de 30 mil operários, segundo o Escritório de Tecnologia de Informação e Economia de Dongguan.

A Foxconn, por exemplo, que fabrica aparelhos eletrônicos como os iPhones da Apple, também planeja um exército de robôs, embora suas ambições sejam muito mais modestas – com a substituição de 30% da atual força de trabalho nos próximos cinco anos.

Jornalistas
Cada vez mais companhias vêm oferecendo softwares capazes de coletar dados e transformá-los em textos minimamente compreensíveis.

Isso significa que, em um futuro próximo, as reportagens não serão mais escritas por jornalistas. Kristian Hammond, chefe-cientista da Narrative Science, uma plataforma que gera conteúdo narrativo automatizado, estima que, em 15 anos, 90% das notícias serão escritas por máquinas.

Ele diz, contudo, que isso não significa que 90% dos jornalistas vão perder seu trabalho. “Isso significa que os jornalistas vão poder ampliar seu campo de atuação. O mundo das notícias vai se expandir”, assinala. “Os jornalistas não vão precisar escrever reportagens a partir de dados. Tudo será feito por máquinas”, acrescenta.

Médicos
Robôs podem não ser os melhores acompanhantes, mas certamente são capazes de analisar dados para descobrir possíveis tratamentos para doenças.

O Watson, um supercomputador da IBM, está atuando em conjunto com dezenas de hospitais nos Estados Unidos para oferecer recomendações sobre os melhores tratamentos para diversos tipos de câncer. E a partir do software desenvolvido pela companhia, também está ajudando a detectar câncer de pele em estágio inicial.

Por anos, robôs também vêm ajudando médicos a realizarem cirurgias. A velocidade é um fator crucial no sucesso de tais operações e as máquinas são capazes, por exemplo, de costurar vasos sanguíneos muito mais rápido do que os humanos.

A cirurgia automatizada, contudo, não é infalível e um relatório de segurança recente mostrou que essas operações estavam associadas a pelo menos 144 mortes nos Estados Unidos na última década. Atualmente, homem e robô vêm trabalhando lado a lado na medicina, mas talvez o cenário mude no futuro, acreditam especialistas.

“Dificilmente os médicos vão ceder o controle do tratamento dos seus pacientes às máquinas”, afirmou o cientista Jerry Kaplan, em seu livro Humans Need Not Apply. “Mas futuramente, quando houver evidências de que as máquinas são a melhor opção, pacientes vão pedir para serem diagnosticados por robôs, que são definitivamente mais baratos do que seres humanos”.

Barman
O cruzeiro de luxo Anthem of the Seas lançou recentemente uma ideia pioneira: um bar automatizado a partir da Shakr Makr, uma máquina desenvolvida pelo MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts, nos Estados Unidos) há alguns anos.

As bebidas podem ser pedidas por meio de um tablet e usuários não estão limitados ao menu que recebem à mesa – eles podem, inclusive, criar seu próprio coquetel.

O braço robótico mistura o coquetel e o coloca em um copo de plástico (para evitar acidentes) que é acoplado a uma tina (as habilidades da máquina ainda não são muito precisas). Toda a operação é feita com certo glamour, contudo ─ a máquina não só mistura o coquetel quando o sacode antes de terminá-lo.

A reportagem da BBC provou dois coquetéis feitos por um robô e dois outros por um barman. O resultado foi heterogêneo. Na opinião da reportagem, as bebidas preparadas pela máquina, no entanto, não eram saborosas ─ faltou-lhes apuro, como o toque final de limão que o barman.

Os exemplos ilustram ambas as possibilidades e as limitações dos robôs. Mas cada uma das profissões poderia ser, em certa medida, substituída pelas máquinas. Algumas delas, inclusive, já vem sendo cada vez mais automatizadas. Mas o que os seres humanos vão fazer quando suas habilidades não tiverem mais utilidade?

Para Martin Ford ─ autor do livro Rise of the Robots (“Ascensão dos Robôs”, em tradução livre), o mundo enfrentará desemprego em massa e um colapso financeiro a menos que sejam implementadas mudanças radicais, como a garantia de um salário mínimo.

Por ora, o que os humanos vão fazer com o seu tempo livre é mais difícil de ser avaliado ─ alguns pensam em passar mais tempo na praia, outros defendem a manutenção do toque humano no local de trabalho.

“Espero que professores, médicos e juízes permanecerão humanos porque às vezes você precisa de alguém para conversar”, afirmou à BBC Nello Cristiani, professor de Inteligência Artificial da Universidade de Bristol.

Os gráficos foram baseados nas seguintes fontes: ‘The Future of Employment: How susceptible are jobs to automation’, de Michael Osborne e Carl Frey, da Universidade de Oxford. As estimativas representam o número de empregos no Reino Unido e salários médios a partir de dados do Escritório Nacional de Estatísticas (ONS, na sigla em inglês) e da consultoria Deloitte.

AGU defende Moro em ação na ONU apresentada por Lula

Grace MendoncaA Advocacia-Geral da União passou a fazer a defesa do juiz federal Sérgio Moro em uma ação nas Nações Unidas. Esta é a primeira vez que a AGU faz uma defesa do Estado brasileiro na ONU.

Em julho do ano passado, os advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva informaram ter protocolado uma petição no Comitê de Direitos Humanos da organização na qual denunciaram suposta “falta de imparcialidade” e “abuso de poder” por parte de Moro e dos procuradores que atuam na Operação Lava Jato.

Segundo integrantes da AGU, é norma constitucional fazer a defesa de agentes públicos quando uma ação deles é contestada.

Dentro desse mesmo princípio, a AGU em São Paulo também está fazendo a defesa do procurador Deltan Dallagnol em uma ação que corre na Justiça brasileira. Dallagnol é coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato e Lula também entrou com ação contra ele.

A AGU também está defendo o delegado da Lava Jato Felipe Pace. Lula o acionou na Justiça após ser identificado em inquérito da Polícia Federal como o “amigo” na planilha de propinas da Odebrecht.

Veio a décima! Corinthians desencanta no fim, vence Batatais e conquista mais uma Copa São Paulo

CorintiansFoi muito mais difícil que o torcedor do esperava, mas o Corinthians espantou a zebra do Batatais e conquistou seu 10º título na Copa São Paulo de Futebol Júnior.

No Pacaembu, a equipe do interior fez jogo duro, segurou o empate até os instantes finais, mas conseguiu vencer o bloqueio da surpresa da competição para vencer por 2 a 1, com gols de Carlinhos e Marquinhos. Douglas Pote ainda marcou um golaço nos acréscimos, mas o time da capital conseguiu evitar uma reação e comemorou o título.

Sob os olhares do técnico Fabio Carille, da equipe profissional, os jogadores corintianos fizeram a festa com a taça e 100% de aproveitamento na competição. Vice, o Batatais também teve motivos para comemorar, por ter, em sua terceira participação, incomodado tanto o maior campeão do torneio.

Se o torcedor do Corinthians foi ao Pacaembu esperando um jogo tranquilo, o primeiro tempo deixou claro que a história seria diferente. A equipe do Batatais encaixou a marcação e complicou a vida do time da capital, que pouco conseguia criar.

A melhor chance, inclusive, acabou saindo do lado interiorano da decisão. Aos 24 minutos, em contra-ataque pela esquerda, Igor fez o cruzamento e Thalles apareceu livre, na entrada na pequena área, para desviar e ver a bola passar rente à trave.

Depois da parada técnica, o Corinthians melhorou e passou a levar mais perigo. Aos 37, Pedrinho fez boa jogada e passou para Oya, que limpou a marcação e tentou buscar o ângulo esquerdo, mas Gérson foi buscar e faz uma bonita ponte.

Nos minutos finais, mais pressão do time corintiano, que acabou acertando o travessão do gol defendido por Gérson com o cabeceio de Thiago, após cobrança de escanteio, aos 44 minutos.

No segundo tempo o Corinthians voltou um pouco melhor, com Pedrinho encontrando um pouco mais de espaço e criando a primeira chance, com um passe para Carlinhos finalizar em cima do goleiro.

Aos 14, Pedrinho deixou mais um companheiro em condições de abrir o placar, mas desta vez foi Marquinhos que perdeu ao perder o contato com a bola na hora do domínio e permitir que a marcação aparecesse no último instante para impedir o gol.

Com o tempo passando e nada de gols, o time do Corinthians começou a se irritar com a falta de eficiência no ataque, enquanto o Batatais mantinha sua postura e buscava cada vez mais apostar nos contra-ataques.

Aos 32, após cruzamento pela direita, a bola sobrou para Matheus, que tentou a finalização com força. A bola explodiu no defensor e o rebote ficou com Pedrinho, que tentou de primeira, com curva, mas a bola foi para fora.

O sufoco só foi acabar aos 42 minutos. Em linha de passe, a bola ficou para Marquinhos, que cruzou com perfeição para Carlinhos subir sozinho e cabecear com categoria para marcar aquele que seria apenas o primeiro gol do Corinthians na decisão.

Dois minutos depois, Carlinhos retribuiu e deixou Marquinhos na cara do gol para ampliar e começar a festa no Pacaembu.

Aos 44, porém, Douglas Pote quis colocar um tempero a mais na decisão e marcou um golaço para recolocar o clima tenso no Pacaembu. Depois de receber lançamento em profundidade, o atacante se adiantou ao goleiro Filipe e mandou por cobertura para deixar o placar em 2 a 1.

Como o jogo ficou paralisado por conta do tempo técnico, alterações e depois por problemas nas arquibancadas, com sinalizadores, foram nove minutos de acréscimos, mas o resultado já estava definido.

Associações LGBT se reúnem com representantes da prefeitura de Juazeiro

LGBTRepresentantes da Associação Sertão LGBT Vale do São Francisco, da União Nacional LGBT (UNA), da Secretaria de Desenvolvimento Social, Mulher e Diversidade (SEDIS) e da Secretaria de Saúde de Juazeiro se reuniram nesta segunda-feira (23) para discutirem a programação do Dia Nacional da Visibilidade Trans, que acontece no próximo dia 29 de Janeiro.

Para o presidente da Associação Sertão LGBT, Eduardo Rocha, é necessário discutir o tema. “Precisamos falar sobre o assunto, muitas pessoas ainda sofrem diariamente por conta de sua orientação sexual, o preconceito ainda é forte. Queremos parcerias, espaço”, destacou.

A diretora da Diversidade, Luana Rodrigues, ressaltou o trabalho de inclusão que vem sendo feito pelo município nesses últimos anos. “Todos são incluídos, desde os programas sociais, como Minha Casa Minha Vida, Bolsa Família a programas de estágio”, afirmou.

A secretaria da Saúde representada pela gestora de Pessoas, Lorena Pesqueira, será uma das parceiras no evento. “Precisamos entender melhor o processo, criar políticas públicas que envolvam a comunidade LGBT e este evento é uma oportunidade para adquirir mais conhecimento sobre o tema”, afirmou.

O evento que marca o dia Nacional da Visibilidade Trans acontecerá em Juazeiro no próximo domingo (29), no Vaporzinho, a partir das 16h. “Os participantes poderão falar sobre suas vivências, teremos artistas fazendo performances, muita dança e música, mas principalmente iremos falar sobre nossas experiências e como podemos enfrentar e vencer o preconceito”, afirmou Eduardo.

Presídios: conselheiros renunciam por divergência com Moraes

MinistroEm meio a um caos penitenciário no país, com rebeliões e massacres deflagrados pela guerra entre as facções criminosas Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital, sete integrantes do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP), entre eles o presidente do órgão, renunciaram coletivamente nesta quarta-feira por divergências com o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes.

Na carta renúncia, eles acusam o ministro de desprezar o órgão, afrontar sua autonomia, de agir com desconfiança e tentar amordaçar seus integrantes. “Esse papel de subserviência, é preciso dizer, não condiz com a história de quase quatro décadas do CNPCP e, principalmente, da missão institucional que ocupa o mais antigo conselho do Ministério da Justiça. Não podemos, portanto, permanecer”, declararam. “A atual política criminal capitaneada pelo Ministério da Justiça, a seguir como está, sem diálogo e pautada na força pública, tenderá, ainda mais, a produzir tensões no âmago de nosso sistema prisional, com o risco da radicalização dos últimos acontecimentos trágicos a que assistiu, estarrecida, a sociedade brasileira.”

Um dos conselheiros disse a VEJA, sob condição de anonimato, que Moraes “está destruindo o conselho e nomeando amigos dele”. A reportagem entrou em contato com o Ministério da Justiça, mas ainda não obteve resposta.

O texto de renúncia critica o envio das Forças Armadas para atuar nos presídios, o decreto que estabeleceu as novas regras de indulto, o Plano Nacional de Segurança Pública anunciado às pressas pelo governo e a criação da Comissão do Sistema Penitenciário Nacional, com integrantes indicados pelo ministro. Também classifica como “populista” declaração de Moraes em que ele defendeu mais armamentos e menos pesquisas para enfrentamento da crise.

Eles argumentam que o conselho não pode se restringir “à condição de simples avalista das políticas implementadas pelo titular do Ministério”. “A finalidade precípua do Conselho, e daí a real existência de um ente plural, é desferir críticas, postular mudanças, apontar defeitos”, escreveram.

Subordinado ao Ministério da Justiça, o CNPCP é responsável pela formulação de diretrizes para a política prisional do país. Os conselheiros fazem inspeções periódicas em todos os Estados, produzem relatórios com problemas e também monitoram a presença de facções criminosas nas cadeias.

Atualmente o conselho possui treze membros titulares e cinco suplentes. Todos os sete que deixaram os cargos haviam sido nomeados no governo Dilma Rousseff. Eles, porém, afirmam na carta renúncia que sempre atuaram com “absoluta isenção de preferências político-partidárias”.

Moraes criou recentemente mais oito vagas de suplentes, o que gerou insatisfações. Para eles, Moraes agiu com o “ímpeto de transformar o CNPCP em espaço endossatário das políticas, quaisquer que sejam, do ministério”. Com oito novos indicados, o governo Michel Temer empataria com Dilma no número de integrantes dentro do conselho – treze para cada. Moraes também abrigou no órgão promotores do Ministério Público de São Paulo, onde fez carreira. Todos os atuais conselheiros possuem mandatos que se encerram entre 2017 e 2018.

Leia a íntegra da carta de renúncia

Brasília, 25 de janeiro de 2017.

Exmo. Sr. Ministro de Estado da Justiça e Cidadania

Dr. ALEXANDRE DE MORAES

Prezado Senhor,

O Presidente e demais subscritores membros do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária do Ministério da Justiça e Cidadania (CNPCP/MJ) vêm, todos eles em caráter definitivo e irretratável, requerer o seu desligamento das vagas que ocupam e consequente encerramento das atividades que exercem nesse órgão colegiado. As razões, as quais sucintamente se expõem, são as seguintes:

1. Todos os subscritores desta renúncia coletiva receberam, cada um ao seu tempo e modo, o chamado para contribuir com a formulação da política criminal e penitenciária brasileira, conforme, inclusive, determinam os artigos 62 a 64 da Lei de Execução Penal, ao estabelecer as competências e atribuições inerentes e elementares do CNPCP.

2. Este trabalho, em todas as incumbências que lhe são pertinentes, sempre foi realizado com absoluta isenção de preferências político-partidárias, de tal modo que o único comprometimento de cada um dos conselheiros foi com a sua própria compreensão e consciência derivadas das respectivas experiências com as questões penais, buscando, apenas e tão somente, contribuir com o debate brasileiro, principalmente em face das conhecidíssimas mazelas de nosso sistema. Daí a ocorrência, entre todos nós, de divergências e convergências, vistas como salutares processos dialogados de construção de projetos, resoluções e atividades em geral.

3. A premissa essencial dessa forma de agir decorre do diagnóstico necessário a respeito da magnitude e importância da política criminal de uma sociedade. Se vista desta forma, não é aqui definitivamente o espaço adequado para projetar dissentimentos menores, pois nesse campo discutem-se, em última instância, os limites do poder do Estado, a efetivação da cidadania e a própria amplitude do conceito mais caro à nossa Constituição Federal de 1988, qual seja, a dignidade da pessoa humana.

4. O que se tem visto, entretanto, é a formulação de uma política, encabeçada por este Ministério, que ruma em sentido contrário a tudo isso. Navega com a popa da embarcação. Poder-se-ia nestas sintéticas razões de renúncia apontar muitos defeitos, vícios de compreensão e caminhos equivocados, ao menos em nosso sentir, pelo qual o Governo Federal conduz a sua forma de atuação no âmbito da execução penal.

5. Ressalta-se, nos últimos meses, o notório desprezo conferido ao Conselho nos temas mais relevantes ao Brasil na temática pertinente. Dias antes da crise prisional atingir patamar alarmante, a minuta de decreto de indulto aprovada pelo colegiado do CNPCP foi deixada integralmente de lado, optando-se pela formulação de um texto normativo que é, talvez, o mais restritivo em termos de liberdades já editado na história recente e republicana. Símbolo máximo disso é a exclusão do instituto da comutação. Conquistas gradativa e progressivamente obtidas foram abandonadas. A peculiar situação do encarceramento feminino, as dificuldades dos miseráveis presos brasileiros em arcarem com o pagamento das penas de multa, as enfermidades incuráveis do ambiente prisional e que afetam mortalmente centenas de condenados, a perpetuidade em que se transformam as medidas de segurança no Brasil, enfim. Tudo foi relegado ao esquecimento, a desprezar, inclusive, inúmeras pesquisas e trabalhos científicos a respeito da relevância da abordagem dessas peculiaridades no decreto de indulto.

6. A índole assumida por esse Ministério, ao que parece, resume-se ao entendimento, para nós inaceitável, de que precisamos de mais armas e menos pesquisas. Essa paradigmática frase não pode ser aplicada a lugar algum que envolva instâncias e políticas públicas e que se voltem, com ponderação, a resolver os complexos problemas de um País cujo traço secular é a desigualdade e a marginalização de parcela de sua população.

7. Defender mais armas, a propósito, conduz sim à velha política criminal leiga, ineficaz e marcada por ares populistas e simplificadores da dimensão dos profundos problemas estruturais de nosso País.

8. Viu-se, no último mês, e por melhor que possam ser as intenções, o lançamento de um Plano Nacional de Segurança Pública sem qualquer debate com a sociedade ou com as instâncias consultivas do Ministério. Ao mesmo tempo, incentiva-se uma guerra às drogas no Brasil que vai, outra vez, na contramão das orientações contemporâneas das Nações Unidas e de diversas experiências bem-sucedidas em países estrangeiros. Comete-se o equívoco de confundir, como se tratasse de algo único, política penitenciária e segurança pública, fator a redundar na utilização de verbas do Fundo Penitenciário Nacional (FUNPEN) para fins diversos de seu desiderato, conforme permitido pela belicista Medida Provisória nº 755, de 19 de dezembro de 2016. Planeja-se a destinação de recursos e efetivo das Forças Armadas para cuidar de um problema prisional e social que é fruto da incapacidade congênita do País em lidar com suas unidades penitenciárias e com as facções internas que surgem como subproduto do próprio caos penitenciário e que passaram a retroalimentar, sob as barbas do descaso estatal, o ciclo de exclusão, violência e encarceramento. Não se pode tratar jovens pobres e brasileiros como inimigos, por definição, do Estado.

9. Se não bastasse, no momento em que o Brasil vive a sua mais aguda crise penitenciária, cuja solução começa pela capacidade de diálogo das mais diversas esferas e instâncias públicas e privadas, o Ministério da Justiça investiu diretamente contra a autonomia e finalidade do próprio CNPCP. Cuidam-se de medidas que denotam, inclusive, alguma incompreensão do papel exercido pelo Colegiado consultivo, o qual não pode destinar-se à condição de simples avalista das políticas implementadas pelo titular do Ministério. A finalidade precípua do Conselho, e daí a real existência de um ente plural, é desferir críticas, postular mudanças, apontar defeitos.

10. O que se vê, entretanto, é uma clara tentativa de controle da voz a da opinião deste CNPCP. Em primeiro lugar, é criada por portaria uma Comissão do Sistema Penitenciário Nacional, o qual, se tem a virtude de reunir diversas entidades e ampliar por consequência o debate, estabelece, por outro lado, que os membros do CNPCP serão indicados pelo próprio Ministro, e não pelo Colegiado do qual são oriundos. Em outras palavras, ser do CNPCP para compor dita Comissão, nesta índole, é mera formalidade, pois não serão os componentes aqueles a quem, em si mesmos, o CNPCP conferiu legitimidade interna de representá-lo.

11. Em segundo lugar, determinou-se na última semana, por meio de outra portaria, o advento de oito novas vagas de suplência, o que, para além de violar a regra de iniciativa de modificação regimental do órgão, mostra-se como verdadeira afronta à autonomia do Conselho (artigo 24 do Regimento Interno – Portaria nº 1.107, de 5 de junho de 2008). Uma nítida mensagem ou moção de desconfiança aos seus atuais integrantes e, em consequência, o ímpeto de transformar o CNPCP em espaço endossatário das políticas, quaisquer que sejam, do Ministério (Portaria nº 81, de 19 de janeiro de 2017).

12. Esse papel de subserviência, é preciso dizer, não condiz com a história de quase quatro décadas do CNPCP e, principalmente, da missão institucional que ocupa o mais antigo Conselho do Ministério da Justiça. Não podemos, portanto, permanecer.

13. A atual política criminal capitaneada pelo Ministério da Justiça, a seguir como está, sem diálogo e pautada na força pública, tenderá, ainda mais, a produzir tensões no âmago de nosso sistema prisional, com o risco da radicalização dos últimos acontecimentos trágicos a que assistiu, estarrecida, a sociedade brasileira. Esperamos que dias melhores se avizinhem ao Brasil, porém, para tanto, a direção das políticas de governo na área penitenciária demanda mudanças.

Aproveitamos o oportuno para externar nossos votos de sucesso na política criminal a ser implementada. Estaremos sempre torcendo para que o melhor ocorra para e neste País.

ALAMIRO VELLUDO SALVADOR NETTO

Professor Associado do Departamento de Direito Penal, Medicina Forense e Criminologia da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. Ex-Presidente da Comissão de Direito Penal da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional São Paulo. Advogado.

GABRIEL DE CARVALHO SAMPAIO

Advogado. Mestre em Processo Penal da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Ex-Secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça. Foi membro do Conselho Nacional de Direitos Humanos. HUGO LEONARDO Advogado. Vice-Presidente do Instituto de Defesa do Direito de Defesa-IDDD. Produtor Executivo do documentário “Sem Pena”.

LEONARDO COSTA BANDEIRA

Advogado. Mestre em Ciências Penais pela Universidade Federal de Minas Gerais. Professor da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.

LEONARDO ISAAC YAROCHEWSKY

Advogado. Mestre e Doutor em Ciências Penais pela Universidade Federal de Minas Gerais. Membro do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais.

MARCELLUS DE ALBUQUERQUE UGGIETTE

Promotor de Justiça de Execução Penal do Estado de Pernambuco. Especialista em Ciências Jurídicas e Criminais. Professor de Direito Penal e Processual Penal. Mestrando em Educação. Coordenador do GAEP/MP-PE

RENATO CAMPOS PINTO DE VITTO

Defensor Público do Estado de São Paulo. Ex-Diretor-Geral do Departamento Penitenciário Nacional. Ex-Coordenador da Comissão de Justiça e Segurança Pública do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais.

Janot pede agilidade na delação da Odebrecht

Rodrigo JanotO procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou, hoje, um pedido ao Supremo Tribunal Federal para que a Corte dê agilidade ao processo de homologação da delação dos 77 executivos e ex-executivos da Odebrecht no âmbito da Operação Lava Jato.

O documento apresentado por Janot está sob sigilo e ainda não há mais detalhes do pedido do procurador-geral. Pela manhã, a GloboNews adiantou que Janot tinha intenção de pedir urgência para os processos da Lava Jato.

Ontem, Cármen Lúcia recebeu Janot em seu gabinete por cerca de 30 minutos. A reunião, que não estava na agenda pública de ambos, oficialmente foi marcada para o procurador prestar condolências.

Ainda na noite de segunda, a ministra autorizou que os juízes auxiliares do gabinete de Teori prossigam os trabalhos nas delações premiadas de executivos da Odebrecht. Eles poderão retomar a checagem dos acordos, questionando cada colaborador se não houve coação para prestar os depoimentos.

Além da reunião com Janot, a presidente do Supremo passou a segunda-feira conversando com outros ministros do tribunal e com assessores para decidir, até o final do recesso do Judiciário, sobre as próximas etapas da Lava Jato.

Com a morte, os juízes, que tinham delegação do ministro para atuarem no caso, tiveram os trabalhos paralisados. Para esta semana, uma série de depoimentos de delatores já estava marcada. Com a decisão de Cármen Lúcia, a agenda será retomada e ficam mantidos depoimentos que estavam previstos.

A presidente do STF ainda terá que decidir sobre o que fazer em relação à relatoria da Operação Lava Jato. Ou seja, quem será o ministro que vai substituir Teori na função para analisar pedidos de prisão, abertura de inquérito ou buscas envolvendo políticos, por exemplo.

Pelo regimento interno da Corte, há diversas possibilidades sobre o relator, como sorteio entre os ministros que atuam atualmente no Supremo.

O PT também é golpista?

PTEssa é a pergunta que não quer calar.  Afinal, políticos pragmáticos do PT, e não são poucos, acham que os brasileiros são otários.

Mesmo depois do golpe à democracia (e não ao partido, que fique bem claro), o PT aceitou seguir com sua prática de coalizões com o PMDB (e como diz o ditado, “quem dorme com porco amanhece na lama”) e votou junto ao núcleo golpista para a eleição da presidência da Câmara dos Deputados. Nesse caso, não somente aliou-se aos golpistas, para assegurar “governabilidade” ao impostor, como votou favoravelmente a um dos políticos mais conservadores e retrógrados do parlamento, de um partido que abriga políticos dos mais desprezíveis, o DEM.

Lembremos que o partido fez o mesmo tipo de aliança nas eleições municipais de 2016. E ameaça repetir a patifaria deslavada agora, nas eleições à mesa do senado e da câmara.

Quais seriam as vantagens do PT ocupar postos nas mesas diretoras da câmara e senado, compondo com a direita golpista nas duas casas?

– Teria alguns membros presidindo comissões. Na prática, isso é numa nulidade, haja vista uma ampla coalizão parlamentar que vota hermeticamente contra o povo, como já comprovado em inúmeras outras situações, desde 2014.

– Ficaria próximo dos presidentes da Câmara e do Senado, que definem as pautas de votação. Acontece, que quem conhece o processo legislativo sabe da falácia desse argumento. A pauta de votação é prerrogativa do presidente ou o conjunto dos líderes, juntamente com o presidente. Então, o que isso significaria? Talvez, um espaço para a prática do puxa-saquismo (ou talvez outros compromissos e acertos), como ocorreu recentemente com o vice-presidente do PT, no Senado, no episódio da suspensão de Renan Calheiros da presidência, pelo ministro Marco Aurelio.

– Teria uns minguados cargos a mais para, como é de praxe e amplamente denunciado pela direita e com razão, alocar os fisiológicos e os lambe-botas, aqui inclusos alguns que perderam os cargos depois do golpe.

Mas, certamente, o que mais ganharia com essa postura – característica do cretinismo parlamentar – seria o desprezo do cidadão que tem um pingo de vergonha na cara.

Provavelmente, o que deseja a turma que transformou o PT (desde que foi assunto ao poder central) numa irmã siamesa do PSDB é contribuir com aqueles que tentam arrancar a dignidade e a honra de militantes do partido e das esquerdas, desmobilizando a já desidratada luta popular contra o golpe. Isso, sim, é um crime!

Com as desculpas das mais esfarrapadas, esses políticos são tão corruptos quanto aqueles que (eles) denunciam. Afinal, corrupção não é somente a rapinagem financeira (da qual o PT não está livre, como sabemos).  É todo o tipo de conchavo que privilegia os ganhos pessoais ou de grupos em detrimento de interesses públicos e coletivos. A bem da verdade, essa turma deseja manter privilégios, sabotando o eleitor que votou num partido que prometia ética e decência.

Em relação a outros partidos de esquerda não vou gastar minha bílis para tecer comentários…

Afinal, não existe máscara, práxis política, síndrome de Estocolmo ou discurso vitimista capazes de justificar apoios aos partidos que arquitetaram uma violência tão grave à democracia, como um golpe de estado.

E não adianta vir com o mimimi, dizendo que o PT é a bola da vez e por isso só apanha. Se em boa medida o partido está num fosso e se seus grão-mestres insistem nos velhos erros, digo: o PT fez por merecer!

Robson Sávio Reis de Souza, Doutor em Ciências Sociais e professor da PUC Minas