Arquivos diários: 2 de setembro de 2026
A REPÚBLICA SOB SUSPEITA: o banqueiro que comprou os três Poderes.
E apois Plebe Rude, padecentes dessa Nau-Brasil desgovernada, nação desfuturista, trazida pelas caravelas d’além-mar, este que vos fala é PONCIANO RATEL, alçado a patente de Desabestalhador para revide ao grassamento das contingências morais nestas paragens tupiniquins.
No proselitismo iconoclasta de hoje, assuntaremos como um astuto banqueiro subjugou os três poderes da república, subornando os fazedores da Lei, os aplicadores da Lei, os executores da Lei e à própria Lei, ao comprar uma súcia de sacripantas, com tamanha destemperança do vil metal, que faz ruborescer a plutocracia encravada na pele apodrentada do governo, como chatos nas partes pudendas, que orquestraram os mais recentes estratagemas de corrupção no país.
O que nos dão conta os noticiamentos hodiernos é que o banqueiro Daniel Vorcaro, criou um esquema fraudulento de atração de bilhões de reais de investidores, convencendo-os a realizarem operações financeiras sem garantias reais, por meio da emissão de títulos com promessa generosa de retorno, porém, sem nenhum lastro liquidez, além da inflação artificial do valor real de seu insolvente Banco Master, pois, a aparente riqueza advinha de empréstimos simulados e operações financeiras inexistentes.
Informam ainda os libelos mais benquistos pelos letrados, conforme os inteiramentos acusatórios da grande mídia falada e escrevinhada, tabloides mais versados no entretimento e na venda de leituras de fácil degustação, que na verdade, o famigerado Banco Master se arrimava na prática de uma tuia de crimes, como lavagem de dinheiro, por meio de transações simuladas para movimentar recursos de investidores e fundos de pensão públicos; vazamento de informações advindas de agentes públicos que faziam consultas indevidas a sistemas sigilosos e repassava informações sobre operações policiais, ameaças e vigilância de jornalistas, autoridades e adversários comerciais, por meio de estrutura de monitoramento e intimidação; e ataques cibernéticos com os hackers invadindo os sistemas da PF, do Ministério Público Federal e de organismos internacionais.
Também alardeiam os ditos pasquins, enquanto vemos aparvalhados os doutrinamentos da Justiça capenga desse Brasil sem rédeas, atropelada sempre pelo traquejo peculiar do nosso modo institucionalista de cumprir as diligências impreteríveis para o bom andamento desta insciente república, que para garantir a roubalheira do dinheiro, o magnata das finanças, Daniel Vorcaro, corrompeu um ajuntamento de criminosos de diversos partidos e outros partidos diversos, sem preocupação com espectro ideológico(Ciro Nogueira (PP-PI), Jaques Wagner (PT-BA), Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Davi Alcolumbre (UB-AP), Cláudio Castro (PL-RJ), Ibaneis Rocha (MDB-DF), Antonio Rueda (União Brasil), distribuindo o dinheiro do povo, numa cifra real que até agora ninguém sabe onde linda.
E, por fim, numa manobra nunca dantes vista nesta Pindorama, desde os carregamentos de ouro das Minas Gerais no tempo da Derrama, fala-se à boca miúda que a destemperança de caraminguás surrupiados do erário era tanta que o produto de crimes perpetrados pelo magote de ratoneiro escondido nos recônditos do Palácio dos Marajás da Governança, alcançou parte significativa do Supremo Tribunal Federal, pois, a lista abarca Dias Toffoli, por conta de empresa familiar (a Maridt, gerida por seus irmãos) que realizou negócios e recebeu investimentos ligados a fundos associados ao dono do Banco Master, obrigando o ministro a deixar a relatoria do inquérito na corte; Kassio Nunes Marques, cujo filho Kevin Marques, apareceu recebeu cerca de R$ 281,6 mil por serviços de consultoria prestada a investigados no escândalo; além de parentes de outros ministros, como Luiz Fux, Edson Fachin, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes, identificados como advogados em processos dos envolvidos no escândalo, tramitando na Corte Suprema, embora sem o mesmo grau de envolvimento financeiro direto ou citação nas conversas do banqueiro, até agora.
E completando a lista dos vendilhões da ‘Res publica’, temos o “Salvador da Democracia”, Alexandre de Moraes, citado frequentemente em mensagens de Daniel Vorcaro e cujo escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci de Moraes e filhos, firmou contrato de prestação de serviços jurídicos com o Banco Master no valor de R$ 129 milhões, além de outras benesses reveladas nas mais recentes mensagens. E o Procurador-Geral, Paulo Gonet, alvo de exaustivas mensagens do banqueiro.
Apesar de tudo, resta-nos a esperança de que advenha, um dia, diligenciadores de uma possível conduta ilibada pública, capaz de motejar e abespinhar a sacanagem privada, pondo fim ao grassamento da patifarianesta terra de Pedrálvares.
Por ora me despeço de vosmecês, torcendo pelo Desabestalhamento Geral. Mas, antes, atentai para esta sapiência: “Se alguém é enganado uma vez, a culpa é alheia. Se enganado duas vezes; só pode culpar a si mesmo”.
PS.: “O ministro André Mendonça esclarece que recebeu o empresário Daniel Vorcaro uma única vez, em março de 2025, por iniciativa do próprio empresário, e que se limitou a ouvi-lo.”
Saudações a quem tem coragem!
PONCIANO RATEL.




