Isto Posto… Advogado, que causa tu defendes?
Sem dúvida nenhuma, o que mais contribui para que um jovem se decida pelo Curso de Direito não é tão somente o fascínio pelo status ou o glamour de profissões dignas e necessárias como a de Juiz, Promotor, Defensor ou Advogado, mas sim, ainda que inconscientemente, o ideal de justiça, ou seja, o desejo de ver triunfar a justiça sobre a opressão e a tirania, a satisfação pela coragem em manejar a espada contra a mentira e a traição e, assim, poder oferecer a balança como boa medida de equidade para que reine o bom senso.
Outro fator evidente, construtor de nossas aspirações, é a forte influência da cultura popular sobre nossas escolhas. Principalmente, para o jovem de hoje, habituado à internet como meio indispensável à troca de ideias; e ao cinema como instrumento realizador daqueles sonhos heroicos, em que a verdade e a justiça triunfam sobre as pretensões fundadas na tirania, no preconceito, na esperteza, no desrespeito ao outro e suas fragilidades e na certeza da impunidade pelos seus crimes, conspurcando o ideal humano de justiça.
E inspiração não nos falta na cinematografia moderna, cujos heróis, recrudescendo a nossa sede de justiça, fazem renovar a crença imprescindível nos valores humanos. Como no filme “Questão de Honra”, em que o ator Tom Cruise, interpretando um jovem e inexperiente advogado, é designado para defender da acusação de homicídio dois fuzileiros da base naval Americana de Guantánamo, em Cuba.
Numa atuação memorável, o jovem ator Tom Cruise, corajosamente, enfrenta a arrogância das altas patentes militares para provar que os acusados agiram em cumprimento de uma ordem superior e que seria injusto serem os únicos condenados pelo crime cometido. Neste filme, o grande ápice é o diálogo entre Tom Cruise e o excelente ator Jack Nicholson, no papel do impetuoso e prepotente Coronel Nathan R. Jessep, que quando acuado pelas perguntas do talentoso jovem advogado, ameaçado de Corte Marcial por acusar sem provas um Oficial, sentencia o coronel do alto de sua arrogância: “você não suportaria a verdade!”.
Outro magnífico exemplo cinematográfico é, também, o filme “Tempo de Matar”, onde um advogado branco (Matthew McConaughey), numa pequena cidade do Mississipi, estado que se notabilizou pelo racismo enraizado, terra da Ku Klux Klan, organização que queimava pessoas pelo simples fato de serem negras, aceita defender um negro (Samuel L. Jackson), acusado de ter matado os três homens brancos que estupraram sua filha de onze anos de idade e foram inocentados por um júri racista.
Neste filme, o advogado branco, mesmo temeroso de que tivesse sua carreira prejudicada pela defesa de um negro numa cidade racista, consegue inocentar o pai por ter este agido em legítima defesa, ao propor que o júri, apesar de racista, pudesse se colocar, por um minuto, na pela daquele pai ao encontrar sua filha pequena jogada numa estrada deserta, violentada, sangrando ao lado de sua mochila escolar.
Tanto num como no outro filme, o que está em jogo, além das fontes de inspiração que induz o jovem para a carreira de Direito, é, inafastasvelmente, a escolha que fazem esses advogados pela defesa da justiça, transformando este anseio pelo justo na sua “Causa”, enquanto profissional e, sobretudo, cidadão, ser humano.
Isto posto… Para não ficarmos apenas somente na ficção, trago à tona a grande figura do advogado dos pobres, Cosme de Farias, que com apenas o curso primário, tornou-se advogado provisionado (rábula) e passou a vida defendendo milhares de clientes que, sem condições financeiras, de outra forma não teriam condições de uma defesa. Retratado por Jorge Amado, em Tenda dos Milagres, na personagem “Damião de Souza“, para reafirmar que a ficção também imita a vida. E é, diante disso, que pergunto aos jovens estudantes de Direito, principalmente os que dividem comigo a rotina da Facape, temos também uma causa? Caros colegas, que causa vós defendeis? Por que não começais a defender vossos direitos?
Por: Adão Lima de Souza
O Brasil e a China foram responsáveis por metade das cesáreas feitas no mundo, segundo a OMS.
A Artemis, uma das principais entidades em defesa da mulher em situação de violência, conseguiu agendar uma audiência na Comissão dos Direitos Humanos da Câmara para tentar sensibilizar os deputados sobre a necessidade de políticas públicas de saúde que privilegiem o parto normal em vez da cesariana.
No próximo dia 7, apresentará alguns dados alarmantes sobre a questão, entre eles o fato de que o país sofre uma “epidemia de cesarianas”, com taxas que estão entre as mais altas do mundo. No país, os dados mais recentes (de 2011) mostram que dos 2,9 milhões de partos feitos no ano, 53% eram cesáreas.
Em 1985, a OMS (Organização Mundial de Saúde) já afirmava que não existiam razões para que algum país tivesse uma taxa superior a 15% de cirurgias do tipo, já que ela deveria ser feita apenas em casos emergenciais. As cirurgias são contraindicadas em casos não urgentes porque aumentam o risco de parto prematuro, de infecção para a mulher e por prejudicar o aleitamento materno. Um estudo da OMS, em 2010, mostrou ainda que a China e o Brasil foram responsáveis por metade das cesáreas feitas no mundo.
Pelos estudos realizados, verificou-se que há uma forte indução ao parto cesariano em detrimento do parto normal, mais benéfico à mulher. Os relatos de pacientes comprovam as pesquisas:
Ana Duarte Nascimento, 31, planejou o parto de Gabriel, 1 ano e nove meses, antes mesmo de saber que estava grávida. “Eu sempre quis um parto normal, sempre tive medo de passar por uma cirurgia”, conta ela. Mas quando procurou uma obstetra do plano de saúde, entrou numa batalha não prevista. Com a data provável de nascimento do bebê em julho, durante as férias escolares, começou já na 35a semana a ser pressionada pela médica para agendar uma cesariana. “Ela dizia: ‘vou sair de férias’. Como quem diz: ‘vai mesmo arriscar fazer o parto com um plantonista?”, conta ela, que resistiu.
Cinco semanas depois, ouviu da obstetra que não poderia ter um parto normal porque não tinha dilatação para isso. “Mas eu nem havia entrado em trabalho de parto!”, diz Nascimento, que na época não sabia que o argumento não fazia sentido e o aceitou. Acabou na sala cirúrgica. Privada do direito de parir.
Dados do município de São Paulo, mais atualizados e desmembrados por tipo de rede (pública ou privada) e por maternidades, a taxa de cesariana sobe para 55% dos 165.364 nascimentos ocorridos em 2013.
A rede privada é responsável por alavancar esse número de cirurgias: de cada cem partos feitos nos hospitais particulares, em média 86 deles são cesarianas. Há maternidades em que essa proporção passa dos 90%, caso da Santa Joana, na zona sul da capital. O hospital foi a maternidade privada que mais fez partos em São Paulo em 2013 -92% deles por cirurgia.
Os hospitais afirmam que a escolha pelo parto é exclusivamente da paciente e do médico e que disponibiliza todas as condições para as pacientes que fazem a opção por partos normais e naturais, inclusive sendo a primeira do país a criar unidades especiais para parto.
Entretanto, o argumento da escolha da paciente pelo parto cesariano, ainda é compartilhado por muitos especialistas, sob a alegação de desinformação da paciente: “A maioria das mulheres que procuram a rede privada fazem cesáreas por falta de educação da paciente. Ela vive em um ambiente cultural onde a maioria das pessoas fez cesárea, então ela entende que aquilo é o melhor”, afirma Rossana Pulccinelli, cooperadora técnica da saúde da mulher da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo e coordenadora científica de obstetrícia da Associação de Obstetrícia e Ginecologia de SP (Sogesp).
Porém, para Alberto Kiochi Aguemi, assessor da Saúde da Mulher da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, a escolha pela cesárea acontece, geralmente, pela comodidade de poder escolher um horário ou pelo medo de realizar um parto normal. Mas há outro fator: o da preferência do médico, do hospital e do convênio privados pela cesárea, algo que resvala no lado financeiro. “As operadoras de saúde pagam ao médico em média 250 reais por um parto normal [que pode durar horas] e 300 reais por uma cesárea [muito mais rápida]. A maternidade tem uma sala de parto. Uma cesárea dura em média uma hora. Ela pode marcar dez cesáreas em 12 horas, tempo que pode durar um único parto normal”, conta ele.
A conclusão: é muito mais rentável realizar cesarianas do que partos naturais. E, por isso, a mulher acaba convencida de que o melhor é fazer a cirurgia, mesmo quando ela não é necessária. Na rede pública, como o parto é feito com o médico plantonista do hospital e o dinheiro não pesa, o número de cirurgias acaba sendo menor. “Nenhum médico quer ficar preso a uma paciente em trabalho de parto na própria folga”, diz uma gestante, que pediu para não ser identificada por ter medo de represálias.
Mais consciência
Nos últimos anos, entretanto, as campanhas feitas por entidades que lutam contra as cesáreas desnecessárias têm ajudado a aumentar a consciência das mulheres de que muitos dos argumentos dados pelos médicos para “empurrar” uma cirurgia podem não fazer sentido.
Com isso, muitas mulheres estão, inclusive, procurando a Justiça para processar os médicos que, segundo elas, “roubaram delas o direito de parir”. A advogada, Priscila Cavalcanti, consultora jurídica da Artemis, já ingressou com pelo menos dez ações desde julho do ano passado.
O número inclui também outros casos de violência obstétrica, como gritos e ofensas da equipe médica, episiotomia (corte no períneo) sem o consentimento da mulher, a proibição de acompanhante na hora do parto, entre outras. Ela reconhece, no entanto, que são causas que dificilmente têm êxito, já que, muitas vezes, a mulher que sofre a pressão ou a violência está sozinha com o médico e não tem provas. O importante, nesses casos, é a exposição do problema.
Outro ponto defendido pela instituição é o credenciamento dos municípios em um programa do governo federal para a criação de unidades de parto normal nas cidades, para que a referência da mulher para o parto deixe de ser apenas o hospital.
O município de São Paulo aprovou no final do ano passado uma lei de autoria da vereadora Juliana Cardoso (PT) que obriga a criação desses centros e, agora, a prefeitura está se credenciando para receber a verba federal. Serão seis centros, mas não há previsão de abertura ainda.
Fonte: El País
Aves da Região: O Caboclinho
A espécie: caboclinho é uma ave passeriforme da família Thraupidae. Conhecido também como caboclinho-verdadeiro, caboclinho-de-cabeça-marrom, fradinho (Pernambuco), caboclinho-paulista, caboclinho-coroado, bico-de-ferro (Rio de Janeiro), ferrinha, caboclinho-lindo (Amapá e Minas Gerais), cabocolino (Pará e Ceará), coleirinho-do-brejo e caboclinho-frade.
Seu nome significa: do (grego) sporos = semente, sementes; e phila, philos = amigo, aquele que gosta de; e do (francês) bouvreuil = palavra francesa para identificar aves canoras similares em forma ao curió. ⇒ Papa-capim ou (Ave) que gosta de sementes (similar a um curió).
Características
Mede cerca de 10cm de comprimento. O macho é de coloração geral canela, com um boné, asas e cauda pretos e a fêmea é marrom-olivácea nas partes superiores e branco-amarelada nas inferiores. As fêmeas dos caboclinhos em geral são muito semelhantes entre si, dificultando a identificação de cada espécie e possibilitando a mestiçagem. Os jovens apresentam a mesma coloração das fêmeas.
Leia mais em: http://www.wikiaves.com/
Em homenagem ao boxeador americano que cometeu o crime de ser negro num país racista.
Carter ficou 19 anos preso sob acusação de ter matado três pessoas brancas em um bar de Petersen, no Estado de New Jersey, em 1966, em um tempo de intensa segregação racial nos Estados Unidos. Foi declarado culpado ao lado do amigo Artis em 1967 e depois em um novo julgamento em 1976.
“Vai Que É Sua, Lula”
Disparo contra a pré-candidatura do PT, em São Paulo, faz ressurgir das cinzas uma ideia proposta por João Santana, em 2012: a de que o ex-presidente Lula seja o candidato petista ao Palácio dos Bandeirantes; como o PT hoje não tem nomes para uma eventual substituição de Alexandre Padilha, uma vez que Marta Suplicy e Aloizio Mercadante não se desincompatibilizaram, restaria a opção Lula; numa nota intitulada “Taffarel”, o colunista Jorge Bastos Moreno o exortou a aceitar o desafio: “Vai que é sua, Lula”
Em novembro de 2012, o marqueteiro João Santana, responsável pelas campanhas políticas do PT, concedeu uma entrevista polêmica. Disse que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seria o melhor nome para governar São Paulo. “Vou fazer uma provocação. É uma pena o nosso candidato imbatível, Lula, não aceitar nem pensar nesta ideia de concorrer a governador de São Paulo”, disse ele. “Você já imaginou uma chapa com Lula para governador tendo Gabriel Chalita, do PMDB, como candidato a vice? E mais do que isso. Já imaginou o que seria, para o Brasil, Dilma reeleita presidenta, Lula governador de São Paulo e Fernando Haddad prefeito da capital? Daria uma aceleração incrível no modelo de desenvolvimento econômico e avanço social que o Brasil vem vivendo”, afirmou.
Neste sábado, a ideia voltou a circular depois que o pré-candidato do PT em São Paulo, Alexandre Padilha, foi alvejado por um disparo da Polícia Federal, pois um trecho do relatório da Operação Lava Jato traz uma frase do deputado André Vargas (sem partido-PR), em que ele afirma que o ex-ministro indicou um executivo para o laboratório Labogen – o que Padilha, ontem, negou enfaticamente em entrevista coletiva.
No entanto, o impacto do disparo na candidatura Padilha só será conhecido nas próximas semanas. E várias dúvidas foram levantadas sobre a viabilidade de um candidato que já não pode mais ser substituído por outros nomes de peso de dentro do PT, uma vez que Marta Suplicy e Aloizio Mercadante, ministros do governo Dilma, não se desincompatibilizaram para disputar as eleições deste ano.
Mas, embora tenha toda essa especulação, tudo indica que o “bom velhinho”, que agora comparado com um dos melhores goleira do Brasil, seja mesmo, é candidato a presidente.
E, esse sim, é um grande problema para o PT, pois, se compararmos o da candidatura de Padilha com o da candidatura à presidência, fica evidente que o problema do governo de São Paulo é “fichinha”, todavia, que é notável o “Racha” do PT: continua com Dilma, ou colocar Lula.
Por isso, cabe um “Vai que é sua, Lula”?
Por: ” O Cidadão”
7 dicas para mudar a cultura da sua empresa
Munidos de novas ferramentas e novas maneiras de enxergar e administrar o negócio, os extremers agora enfrentam um novo desafio: fazer com que sua visão permeie toda a empresa. “Temos muito mais tecnologia no nosso negócio e vamos usá-la para aumentar a produtividade. É uma oportunidade para rever nossos processos e passar a fazer as coisas de maneira mais eficiente. É claro que isso vai exigir mudanças na nossa cultura e sabemos que alguns funcionários são mais resistentes, mas estamos comprometidos com essa transformação”, diz Ana Flávia Tavares, sócia da Altura Andaimes.
Confira algumas dicas de Garth Schmalenberg, especialista em gestão de pessoas e liderança e fundador da HBI Leadership, para ter sucesso nessa transição:
Liderança – Toda organização tem uma forma de fazer as coisas. A maneira como as pessoas agem, em geral, reflete a postura da liderança. Se a mudança não vier de cima, o resto tende a continuar do mesmo jeito, mesmo que as pessoas sejam treinadas para fazer diferente.
Autoconhecimento – Não basta almejar determinadas qualidades para a organização. Antes, é preciso entender qual é a situação atual e aonde se quer chegar. Fazendo uma analogia com uma pessoa que quer emagrecer, o primeiro passo é reconhecer que ela está fora de forma e determinar quanto peso ela precisa perder para chegar ao seu objetivo.
Desejo de mudança – A convicção de que há necessidade de fazer mudanças também deve estar presente. Uma mudança tática pode ser feita por meio da implantação de um novo sistema ou método. Uma mudança de cultura requer que valores da organização sejam substituídos. Isso é muito mais complicado, por isso é necessário haver uma disposição sincera para transformar as coisas.
Cautela – Mesmo que não sejam bons, os valores que estão em vigor no presente norteiam os funcionários. Mudá-los de uma hora para a outra vai impactar a vida das pessoas. Por isso, o líder deve estar preparado para criar o alicerce adequado para esse processo e evitar que o negócio perca o seu rumo.
Método – Mesmo que o empreendedor tenha claro quais são os novos valores que quer implantar, não basta dizê-los ou escrevê-los para que tudo mude. É preciso exercitar os novos princípios e parâmetros no dia a dia. Isso requer paciência e orientação, portanto o líder deve estar consciente do seu papel no processo e ter expectativas realistas em relação ao prazo de transição.
Motivação – A chave para o sucesso no longo prazo é motivar as pessoas a abraçar as novas causas. Um passo importante é fazer com que elas entendam quais são os benefícios dessa transformação. Reconhecer e incentivar os progressos também é fundamental.
Reflexão – A cada passo da transição é altamente recomendável fazer uma análise dos resultados e, se necessário, corrigir o rumo. A reflexão é o caminho para encontrar oportunidades de melhoria no processo.
Por:” O cidadão”
DPVAT- Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre – É seu Direito
O próprio nome do Seguro Dpvat é esclarecedor: Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre. Isso significa que o Dpvat é um seguro que indeniza vítimas de acidentes causados por veículos que têm motor próprio (automotores) e circulam por terra ou por asfalto (vias terrestres).
Observe que, nessa definição, não se enquadram trens, barcos, bicicletas e aeronaves. É por isso que acidentes envolvendo esses veículos não são indenizados pelo Seguro Dpvat.
A mesma definição menciona que o Seguro Dpvat cobre danos pessoais, o que significa que não há cobertura para danos materiais, como roubo, colisão ou incêndio do veículo. Isto é, o Seguro DPVAT cobre acidentes de transito, mas desde que alguém tenha se machucado. Porque o DPVAT não cobre o arranhão do carro e outros prejuízos materiais. Ele é um seguro que indeniza pessoas, estejam elas dentro ou fora do veículo. Qualquer pessoa que está andando pela rua e é atropelada, também tem direito a indenização
Outro dado importante é que o Seguro Dpvat é obrigatório porque foi criado por lei, em 1974. Essa lei (Lei 6.194/74) determina que todos os veículos automotores de via terrestre, sem exceção, paguem o Seguro Dpvat. A obrigatoriedade do pagamento garante às vítimas de acidentes com veículos o recebimento de indenizações, ainda que os responsáveis pelos acidentes não arquem com essa responsabilidade.
Para ver a indenização é indispensável a apresentação do registro do acidente emitido por um órgão policial competente. O registro também é chamado de boletim de ocorrência ou B.O.
O prazo para pedir a indenização é de até 3 anos a partir da data em que o acidente aconteceu. O Seguro DPVAT oferece três coberturas: Morte, Invalidez Permanente e Despesas com Atendimento Médico.
Ao dar entrada na indenização leve todos os documentos necessários e informe corretamente seus dados bancários para garantir o crédito da indenização. Por precaução, leve com você um extrato bancário ou um cartão do banco e confira na hora os números de seu banco, agência e conta. Isso é muito importante porque um erro de um único número impede o banco de creditar a indenização. E com isso você acaba esperando mais para receber o seu dinheiro.
Não tem conta no banco? Não se preocupe, abra uma conta poupança para receber a indenização sem custo algum.
Uma furada é seguir o conselho de pedir a indenização na Justiça, onde ela pode demorar 2, 3, às vezes 7 anos para ser liberada. Enquanto que nos pontos de atendimento autorizados do Seguro DPVAT ela sai em no máximo 30 dias.
Por: ” O cidadão”
SAÚDE DO BRASIL: Diário de uma internação em um hospital de São Paulo.
EL País acompanha por cinco dias a rotina de uma idosa dentro de uma unidade do Governo paulista e constata pacientes colocados no corredor à espera de uma vaga, enquanto internados aguardam por médicos que só trabalham meio período.
No fim da odisseia, as desculpas esfarrapadas.
Parte V – OS BUROCRATAS
A burocracia desses processos acaba mantendo pacientes internados além do tempo necessário, apesar da existência da fila para a internação que leva pessoas em estado grave a esperarem no corredor por mais de uma noite
Às 22h10, cinco horas depois de a maca ser colocada no corredor, conseguimos chegar ao quarto – um lugar espaçoso, para duas pessoas, banheiro limpo e uma cama mais confortável.
Pergunto à enfermeira se algum cardiologista ainda verá a paciente, mas àquela hora já não há mais médicos. Descubro que eles só passam no horário da manhã. Saio no corredor para pedir um cobertor, mas não há nenhum disponível. Na manhã seguinte, peço um travesseiro extra. Também não tem.
São 7h40 da sexta-feira quando o médico entra no quarto. Atencioso, faz uma série de perguntas e diz que pedirá três exames: um Holter 24h (aparelho que fica no paciente por 24 horas para medir a frequência cardíaca), um teste ergométrico (para verificar a existência de alguma doença coronariana) e um exame de sangue (para afastar de vez a existência de um infarto).
Em seguida, descobrimos mais sobre o funcionamento do hospital: quem faz os exames é o ambulatório, que funciona em horário comercial (até sábado à tarde). Àquela altura, todos os aparelhos para o Holter 24h que seriam usados no sábado já estariam destinados.
Por isso, na estimativa mais otimista, ele só seria colocado na segunda, o que faria com que o exame terminasse na terça. Com sorte, o médico que faz a leitura dos resultados e dá o laudo o veria naquele mesmo dia e tudo chegaria na mão do médico cardiologista na quarta de manhã.
Queiroz, o diretor do hospital, afirmou que nenhum paciente fica internado apenas para aguardar o resultado desses exames, mas reconhece que o hospital precisa adotar medidas, que já iniciou, para otimizar o trabalho e diminuir o tempo de internação dos pacientes, por isso alguns procedimentos na ala de cardiologia serão revisados.
A burocracia desses processos, de fato, acaba mantendo pacientes internados além do tempo necessário, apesar da existência da fila para a internação que leva pessoas em estado grave a esperarem no corredor por mais de uma noite. A espera por exames entre os internados é algo comum. Um deles esperava havia nove dias para realizar um cateterismo. A máquina que faz o exame estava quebrada.
Depois dos nove dias, ele recebeu alta e teria que voltar em outro dia, quando a máquina estivesse funcionando.
Para tentar melhorar a situação, os próprios pacientes têm a receita: “só consegue agilizar o atendimento quem tem familiar que vai atrás por conta própria”. Provo que o conselho faz sentido: resolvo ir até o tal ambulatório onde os exames são realizados.
Lá descubro que às 12h da sexta-feira (quatro horas depois do pedido médico), ninguém havia recebido a guia necessária para agendar o exame. Volto ao andar da internação, cobro o enfermeiro que me diz que o pedido havia acabado de ser encaminhado.
Volto ao ambulatório e insisto para que ao menos o Holter fosse iniciado naquela sexta-feira. A enfermeira, complacente, promete tentar, mas acha difícil que o exame aconteça antes de segunda. “No máximo consigo para o sábado”, disse. Foi o que aconteceu.
Com o tempo ganho com a antecipação do exame, que revela, afinal, que o caso não é grave, a paciente que acompanho tem alta na terça-feira de manhã. Uma internação de quase cinco dias completos para a realização de três exames. Algo rápido para os padrões do hospital. Questionado, o Iamspe não informou o valor de um dia de internação na cardiologia.
BRASIL: A Copa da Repressão
RIO DE JANEIRO – Faltando 50 dias para o início da Copa do Mundo, as autoridades estaduais e federais se deparam com o fracasso da Política de Segurança, fundada na truculência contra o povo pobre brasileiro, posta em prática para assegurar o sucesso da Copa das Copas.
A imprensa internacional, como ocaso do Jornal El País, veicula diariamente os acontecimentos que a mídia brasileira tenta esconder, a exemplo das imagens dos conflitos de terça-feira (22) no Rio de Janeiro, amplamente divulgadas, lançando dúvidas acerca da capacidade de o Brasil organizar um evento de grandes proporções sem incidentes.
Os conflitos abordados na matéria aconteceram por volta das 18h desta terça-feira, quando uma manifestação tomou conta do entorno da comunidade Pavão-Pavãozinho, na Zona Sul do Rio. O protesto teve carros queimados, ruas foram fechadas e o dançarino Douglas Rafael da Silva Pereira foi encontrado morto.
Na matéria, o jornal diz também que armas de guerra voltaram a se disseminar nos subúrbios cariocas em paralelo ao sentimento de insatisfação nas comunidades com a ineficiência das Unidades de Polícia Pacificadora, que seriam vistas como uma versão romantizada da Polícia Militar – conhecida pelos altos índices de corrupção “até a medula” e truculência, de acordo com a reportagem.
O El País chama atenção ainda para dois fatores que colocariam o Brasil em uma situação bastante delicada. O primeiro seria um forte ressentimento acumulado pelos moradores das favelas por terem sido tradicionalmente tratados pela sociedade e pelos governantes como “cidadãos de segunda categoria”. Por conta disso, os moradores dessas comunidades estariam se sentindo ainda mais estimulados pelos protestos que estouraram no país todo em junho de 2013 e hoje em dia estariam se manifestando com ainda mais fúria.
As favelas estariam mais propensas a atacar as unidades policiais que eles acusam de violação de direitos, incendiar veículos, fechar ruas e avenidas em manifestações.
O segundo fator que o jornal espanhol enfoca são as recentes tensões policiais terem acontecido justamente no bairro de Copacabana. Considerado pelo jornal a parte mais turística do Rio, o bairro foi palco de um aumento da criminalidade, de operações policiais e, desde setembro de 2013.
Somada a isso tudo pesa contra a ação policial o número alarmante de homicídio de populares, passando já dos 500 casos não investigados, e o desaparecimento de outros milhares de moradores da noite para o dia.
Segundo o jornal, as promessas feitas pela presidente Dilma Rousseff para acalmar as manifestações de junho de 2013 nunca chegaram a ser efetivamente colocadas em prática e isso está criando uma situação de insatisfação que pode complicar a vida dos governantes e da própria Fifa nesse momento e afastar os turistas do evento.







