Arquivos diários: 15 de agosto de 2017
Reforma: doações em dinheiro vivo, brecha à lavagem
Técnicos do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que estão analisando o relatório de Vicente Cândido (PT-SP) sobre as propostas para a reforma política manifestaram profunda preocupação com trecho doações em dinheiro vivo no valor de até R$ 10 mil. Hoje, o limite para esse tipo de operação é de R$ 1.064.
A área da corte que fiscaliza prestações de contas nas eleições acredita que, se aprovado, o dispositivo abrirá uma avenida para o crime de lavagem de dinheiro.Procurado, Cândido afirmou que o trecho foi incluído no relatório sem sua autorização e que vai mudar a redação para que seja mantida a regra atual.
O deputado também pretende tornar sigiloso, exceto para a Justiça Eleitoral, o nome daqueles que fizerem doações a candidatos. Na primeira versão de sua proposta, ele havia estabelecido o sigilo a pessoas físicas que contribuíssem com até três salários mínimos.
O relatório de Cândido ainda determina a possibilidade de haver arrecadação de recursos já durante as pré-campanhas. Os candidatos a candidatos, porém, não ficam obrigados a abrir uma conta bancária específica para receber os valores.
O texto diz que as doações serão efetuadas na conta do partido, que deverá destiná-los ao pré-candidato. Caso a pré-campanha não vingue, os postulantes terão de devolver os recursos aos doadores.
Fonte: Painel – Folha de S.Paulo
PF e Receita cumprem 153 mandados em cinco estados
A Polícia Federal e a Receita Federal, em ação conjunta, deflagraram nesta terça-feira, 15, a Operação Hammer-on, contra um esquema transnacional de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. A PF apontou queas empresas controladas pela organização criminosa investigada movimentaram mais de R$ 5,7 bilhões de origem ilícita no período de 2012 a 2016.
Em nota, a PF informou que cerca de 300 Policiais Federais e 45 servidores da Receita Federal estão cumprindo 153 ordens judiciais expedidas pela 13ª Vara Federal de Curitiba, sendo 2 mandados de prisão preventiva, 17 mandados de prisão temporária, 53 mandados de condução coercitiva e 82 mandados de busca e apreensão em várias cidades do Paraná, São Paulo, Espírito Santo, Minas Gerais e Santa Catarina.
As investigações, iniciadas em 2015, tiveram como foco um grupo criminoso composto de cinco núcleos interdependentes que utilizavam contas bancárias de várias empresas, em geral fantasmas, para receber vultosos valores de pessoas físicas e jurídicas interessadas em adquirir mercadorias, drogas e cigarros provenientes do exterior, especialmente do Paraguai.
O dinheiro “sujo” era creditado nas contas das empresas controladas pela organização criminosa e, em seguida, enviado para o exterior de duas maneiras:
(1) usando-se o sistema internacional de compensação paralelo, sem registro nos órgãos oficiais, mais conhecido como operações dólar-cabo;
(2) por intermédio de ordens de pagamento internacionais emitidas por algumas instituições financeiras brasileiras, duas destas já liquidadas pelo Banco Central. Essas ordens de pagamento eram realizadas com base em contratos de câmbio manifestamente fraudulentos, celebrados com empresas “fantasmas” que nem sequer possuíam habilitação para operar no comércio exterior.
A operação, batizada de Hammer-on, é um desdobramento das operações Sustenido e Bemol, deflagradas pela Polícia Federal e pela Receita Federal de Foz do Iguaçu/PR, respectivamente, em 2014 e 2015.
Na teoria musical, o “sustenido” e o “bemol” são notas intermediárias entre outras duas notas musicais. Analogicamente, as organizações criminosas desarticuladas em decorrência das operações Sustenido e Bemol, estabelecidas em Foz do Iguaçu/PR, intermediavam as negociações entre criminosos brasileiros e paraguaios, sendo responsáveis por garantir o pagamento de fornecedores paraguaios de drogas, cigarros e mercadorias, bem como simplesmente ocultar dinheiro de origem criminosa.
Na operação Hammer-on, os demandantes dos serviços prestados pelos intermediários também foram investigados. Segundo a PF, os brasileiros que contrataram a organização criminosa para pagar os fornecedores paraguaios, bem como para ocultar dinheiro de origem criminosa, também foram alvos de investigação.
O Hammer-on é uma técnica usada em instrumentos de corda para ligar duas notas musicais com uma mesma mão. Fazendo-se novamente referência à teoria musical, na operação Hammer-on, numa só toada, “com uma só mão”, ligaram-se duas “notas musicais” (intermediários e demandantes).
Os investigados responderão pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, gestão temerária, operação irregular de instituição financeira e uso de documento falso.
Cidades: Paraná – Foz do Iguaçu, Curitiba, Almirante Tamandaré, Piraquara, São José do Pinhais, Assis Chateaubriand e Renascença; Santa Catarina – Itapema, Balneário Camboriú e São Miguel do Oeste; Espírito Santo – Vitória, Serra e Vila Velha; São Paulo – Guarulhos e Franca; Minas Gerais – Uberlândia.
Fonte: NBO
Isto Posto… POLÍCIA X BANDIDO: a Insegurança Pública!
EDITORIAL – O caos em que se transformou a segurança pública no Brasil é sobejamente bem representado pela estatística trágica do Rio de Janeiro. Lá o número de policiais mortos chega à casa das centenas, sendo, pelos dados oficiais, um cidadão da PM assassinado a cada dois dias. Dentre estes, 54 foram alvejados em comunidades (antigas favelas) “pacificadas”.
Em outros estados, a tragédia é a mesma, a exemplo, nesta ordem, de São Paulo e Pernambuco com 22 e 10 policiais mortos. Porém, detendo-nos somente às cifras negras do Rio de Janeiro, temos ainda o expressivo número de 305 policiais feridos, além da incontrolada escalada de crimes contra vida perpetrados contra a população indefesa, tais como homicídios dolosos, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte e homicídios decorrentes de intervenção policial.
Assim, traduzindo em dados estatísticos oficiais, temos então, somente de janeiro a maio de 2017, 2.942 pessoas vítimas desses crimes no estado do Rio de Janeiro, com aumento de 414 mortes, ou seja, 16,4% a mais que 2016. Com larga predominância do crime de homicídio doloso, cuja cifra é de 2.329 vítimas.
Como se pode ver, as tais políticas públicas de segurança do Governo do Estado – ou as em comunhão com o Governo Federal – fracassaram uma a uma devido, em parte, a filosofia dirigente fundada na tese de que Segurança Pública é problema de polícia, cujas premissas são a) Letalidade – bandido bom é bandido morto, b) Domínio Territorial – a presença ostensiva da polícia impõe temor, c) Irrelevância do Cidadão – os moradores das favelas devem ser o terceiro excluído, uma vez que, segundo a mentalidade militar-policialesca, permitir o protagonismo dos comunitários favoreceria à delinquência e não ao resgate e fortalecimento da cidadania.
Deste modo, temos uma guerra declarada da Polícia Militar contra os bandidos, com recorrentes perdas de um lado e de outro, e acentuada baixa na população indefesa, ao invés de uma guerra de todo o Estado contra a criminalidade.
Nesta pantomima, as tragédias são conduzidas pelo mesmo roteiro cômico, anteriormente fracassado, consubstanciado em incursões armadas, violenta e violadora de direitos, de altíssima letalidade contra pessoas, com disparos a esmo de ambas as partes, encenação das Forças Armadas e o saldo conhecido de dezenas de vítimas de balas perdidas. Pois, no fogo contra fogo, não importa quem morre, porque bandido bom é bandido morto!
Adentrando-se as favelas, consagra-se o domínio territorial com uso da PM e do exército, implanta-se UPPs sob a égide de discursos reticentes sobre segurança e dias melhores, para dez anos depois reconhecer-se o retumbante fracasso, sem, contudo, desculparem-se pelas violações denunciadas pela Imprensa Livre, já que somente o terror imposto aos moradores se concretizou com as ocupações mal conduzidas.
Por fim, o desprezo manifesto que as autoridades nutrem pelo povo, cabalmente demonstrado pela irrelevância com que o cidadão é tratado pelo Estado nos projetos de políticas públicas, cujas balizas idealizadas sempre ignoram o potencial decisivo do protagonismo popular em qualquer plano de reestruturação social, como imprescindível se faz, hoje, para resgatar e fortalecer a cidadania dos moradores das favelas, através de um audacioso projeto urbanístico e educacional que atente decisivamente contra o abismo da desigualdade social.
Isto posto, caro leitor cidadão, Segurança Pública não é problema de polícia, é dever do Estado, direito e responsabilidade de todos. Por isso, deve ser objeto de eficaz política pública que envolva a pessoa humana, investimento social e repressão inteligente. A morte impera sobre sentimentalidades, ressentimentos e pedidos oficiais de desculpas, não importando se o morto era policial ou bandido!
Por: Adão Lima de Souza.
AMMPLA altera trânsito no Centro de Petrolina para procissão da Padroeira Rainha dos Anjos
PETROLINA – Devido à procissão em homenagem à Padroeira de Petrolina, Nossa Senhora Rainha dos Anjos, a Autarquia Municipal de Mobilidade de Petrolina (AMMPLA) irá ordenar o tráfego de veículos e a circulação de pedestres no Centro da cidade nesta terça-feira (15).
Segundo informou a assessoria do órgão municipal, haverá uma interdição progressiva do tráfego a partir das 15h30, em algumas vias: Avenida Guararapes e as interações que se ligam a ela; Avenida Cardoso de Sá; Avenida Joaquim Nabuco (interdição temporária); Avenida da Integração (entre a padaria Além do Trigo até o Monumento da Integração); Travessa Praça Dom Malan (em frente à Caixa Econômica); Rua Dr.Pacífico da Luz (nas imediações da Igreja Matriz); e Rua Aristarco Lopes.
Para garantir tranquilidade a quem for à procissão, a AMMPLA vai disponibilizar equipes de agentes de trânsito para acompanhar o cortejo. Além disso, os agentes estarão disciplinando e monitorando o trânsito nos cruzamentos interditados, como também nas ruas no entorno da área central do evento. Durante todo o percurso, três motos do Grupamento Tático Motorizado (GTM) da Guarda Civil Municipal (GCM) vão ajudar também nesse trabalho de ordenamento.
Fonte: Blog do Carlos Britto
Univasf prorroga até hoje prazo para inscrições de projetos para 72 bolsas de estágio
Foi prorrogado até esta terça-feira (15) o prazo para docentes da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) submeterem projetos ao processo seletivo para Bolsas de Estágio, num convênio com a Prefeitura de Petrolina. A parceria, estabelecida entre a Pró-Reitoria de Extensão (Proex) e a Secretaria Municipal de Educação, determina a concessão de 72 bolsas de estágio para estudantes matriculados em cursos de graduação da Universidade, que deverão atuar em atividades ligadas a projetos ou programas de extensão. O objetivo da iniciativa é aprofundar ações políticas voltadas à institucionalização da extensão na Univasf e colaborar com a gestão municipal na implementação de soluções para as demandas locais.
A primeira etapa da seleção é a submissão dos projetos pelos docentes, cujo prazo foi estendido até amanhã (15). Podem ser submetidas propostas de projetos nas áreas de Enfermagem, Psicologia, Medicina, Artes Visuais, Educação Física, Psicologia, Ciências Sociais e Administração, voltadas para o Programa de Primeira Infância da Prefeitura Municipal de Petrolina, todos com nuḿero de bolsas de estágio já definidas. Os projetos Ações Educativas em Saúde Ambiental e Humana, Programa Escola Verde (PEV) e Centro de Referência para Recuperação de Áreas Degradadas da Caatinga – Bioma Caatinga (CRAD) também contam com vagas para bolsistas determinadas no edital.
As inscrições devem ser feitas pelos professores interessados em orientar os programas de estágio, através do sistema de Processos Seletivos da Univasf, no link “Edital N° 1/2017 – Parceria Univasf/PMP – Estágio”. Na inscrição, o professor precisa enviar o formulário de inscrição, o projeto e os planos de trabalho dos estagiários, conforme os Anexos 1, 2 e 3 do edital, respectivamente. Outras instruções para a formulação do projeto também constam no edital.
Após a aprovação dos projetos, ocorrerá a seleção dos estagiários, que será feita pelos professores coordenadores de cada projeto. O quantitativo de vagas por projeto está disponível no edital do processo seletivo. A vigência da bolsa será de 12 meses, a partir do dia 1º de setembro, podendo ser prorrogada por igual período.
Valor
O valor pago aos estudantes será de R$ 325,00, com o acréscimo de R$ 75,00 de auxílio transporte. Já a carga varia de 12 a 20 horas semanais, a depender das exigências de cada projeto. Mais informações acerca do processo seletivo e das bolsas de estágio podem ser consultadas por meio do edital, do e-mail proex.direx@univasf.edu.br, dos telefones (87) 2101-6774/6773, ou presencialmente, na Diretoria de Extensão (Direx) da Proex, que funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 18h, no 1o andar da Reitoria, no Campus Sede da Univasf.



