Arquivos diários: 7 de agosto de 2017
Juiz é condenado por apropriação de bens de Eike Batista
O juiz federal aposentado Flavio Roberto de Souza, que julgou processos contra Eike Batista, foi condenado por apropriação de bens do empresário. A decisão, do juiz Marcelo Brêtas, da 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro.
Pela sentença, o magistrado foi condenado a sete anos de prisão por peculato e a um ano por fraude processual. Ele pode recorrer em liberdade.
Brêtas também determinou a perda do cargo de juiz federal e da aposentadoria, além de multa de R$ 25 mil como reparação de danos.
No dia 5 de março de 2015, o Órgão Especial do Tribunal Regional Federal do Rio de Janeiro (TRF2) já havia decidido, por unanimidade, pelo afastamento do juiz das funções do cargo, bem como decidiu abrir investigação para apurar os indícios de irregularidades na atuação do magistrado.
Segundo o processo, Flávio Roberto de Souza foi flagrado dirigindo um dos carros do empresário Eike Batista que estavam apreendidos – um Porsche Cayenne. Também estavam no prédio onde ele vive, na Barra da Tijuca, Zona Oeste, um outro automóvel e um piano.
No dia 3 de março de 2015, uma junta médica formada por três médicos, reunida pelo TRF2, já havia concedido licença para o juiz até o dia 8 de abril daquele ano. O magistrado foi afastado do caso Eike Batista por decisões do Conselho Nacional de Justiça e do próprio TRF-RJ.
O problema de saúde que obrigou ao afastamento do juiz não foi divulgado. Porém, o laudo afirmava que “a concessão da licença médica não é impeditiva para que o juiz responda por seus atos em uma apuração disciplinar”.
No mesmo dia, a 2ª Turma Especializada do Tribunal Regional Federal do Rio de Janeiro decidiu afastar o juiz do processo que tem Eike como réu, por manipulação do mercado e uso indevido de informações privilegiadas. Todas as decisões tomadas pelo magistrado foram anuladas, com exceção do bloqueio dos bens do empresário.
Fonte: Portal G1
Isto Posto…Fernando Haddad: o melhor que restou do PT.
Rumores dão conta que Fernando Haddad, ex-prefeito de São Paulo, tem sido levado em conta pelo próprio Lula como o plano “B” do Partido dos Trabalhadores à campanha presidencial de 2018, principalmente depois do operário-presidente ter sido – em sentença impecável, segundo o presidente do TRF4- condenado por corrupção a nove anos e meio de prisão.
Haddad fez uma gestão elogiável na capital paulista. E não seria desarrazoado atribuir sua derrota em primeiro turno para o midiático João Dória à coragem com que enfrentou a mobilidade urbana, principalmente no ataque direto ao modal rodoviário predominante que representa o carro próprio nesta grande metrópole brasileira.
O ex-prefeito buscou incentivar novas iniciativas com o ciclismo, impor diminuição nas vias principais para reduzir a cifra de acidentes fatais, pouco ou quase nada conseguindo porque não teve o apoio esperado do governo central, durante maior parte de sua gestão comandado pela deposta presidente Dilma Rousseff, cujo governo fora atropelado pela incompetência que lhe era peculiar e a ação da Operação Lava Jato que desnudou os recônditos da corrupção institucionalizada nos treze anos de governo petista e seus inseparáveis aliados do PMDB.
Outro ponto também a se ressaltar no débil sucesso do modelo de gestão implantado pelo Haddad se deve ao fato incontestável de que a eficiência de qualquer modelo de mobilidade urbana nas cidades brasileiras perpassa pela diversidade dos modais de transporte, com investimento maciço no transporte público coletivo, a exemplo de trens de superfície e metrô em quantidade suficiente para a população de uma cidade da envergadura de São Paulo. Pois, sem essas medidas qualquer plano de inibição do transporte individual será entendido tão somente como um ataque a cultura do carro próprio e intervenção nociva à locomoção da chamada classe média que usa o carro rotineiramente para trabalhar.
Isto posto, como o investimento em transporte público coletivo demanda forte alocação de recursos financeiros, somente chefiando o executivo federal um eficaz plano de mobilidade urbana pode ser levado a cabo, e o Fernando Haddad é o gestor capaz de tomar essa iniciativa pelo perfil que possui. Ademais, considerando o fator desagregador no qual o Lula se transformou, dividindo o pais entre os que ainda o ama e aqueles para quem o deleite maior é vê-lo trancafiado num presídio de segurança máxima, o ex-prefeito paulistano é, sem dúvida, o melhor plano do PT, e não apenas o plano “B”.
P.S. na minha modesta opinião é o melhor quadro que temos hoje para presidência.
Por: Adão Lima de Souza
Plano B petista: Paulo Câmara vice de Haddad?
O PT vai aproveitar o giro de Lula pelo Nordeste para realizar atos de filiação em massa ao partido. Em ao menos dois Estados, Pernambuco e Paraíba, o ex-presidente chancelará a ficha de novos militantes. A sigla tenta dar continuidade ao crescimento do número de filiados que ocorreu após a condenação do ex-presidente pelo juiz Sergio Moro. Apenas entre os dias 12 e 31 de julho, a legenda recebeu 4.836 pedidos de ingresso em suas fileiras. Ao todo, no mês, foram 5.141 pedidos.
Considerado o “plano B” a ser acionado pelo PT caso Lula se torne inelegível, o ex-prefeito Fernando Haddad embarca nesta semana para o Recife. Vai ministrar palestras em universidades do Estado —e também conversar com o governador Paulo Câmara (PSB).
Câmara é citado como possível vice do petista numa eventual corrida pelo Planalto, em 2018.
Os petistas decidiram promover debates temáticos durante a passagem da caravana de Lula por alguns Estados. Em Pernambuco, o foco será o que a sigla chama de “desmonte” da atividade econômica, explorando a paralisação de obras vinculadas à Petrobras.
Haverá também um ato público no parque do Recife que foi batizado com o nome da mãe do ex-presidente Lula, Dona Lindu. Já no Ceará, o mote das mobilizações será o programa Mais Médicos.
Por: Painel – Folha de S.Paulo



