Arquivos diários: 14 de junho de 2017

Em construção, arena da Copa do Mundo-2018 é atingida por incêndio

RússiaA exatamente um ano da Copa do Mundo da Rússia, um incêndio atingiu a construção da Pobeda Arena, estádio para o Mundial em 2018 em Volgograd, cidade localizada no sul do país. Autoridades atribuíram o problema à negligência em relação aos regulamentos de segurança da construtora.

De acordo com informações de Vladimir Puchkov, Ministro das Situações de Emergência da Rússia, a chama foi causada por uma “violação nos regulamentos de segurança” durante soldagem no local. Não houve feridos.

Em entrevista à agência de notícia “Reuters”, uma porta-voz da Stroytransgaz, empresa que constrói a arena, afirmou que o fogo começou por conta de uma faísca criada durante soldagem. Prejuízos ainda não foram calculados.

Cabe frisar que Volgograd não será sede da Copa das Confederações, a ser realizada a partir deste sábado. Já na Copa do Mundo, o estádio atingido nesta manhã estará presente e será uma das 12 sedes, espalhadas por 11 cidades, incluindo Moscou, São Petersburgo, Sochi e Kazan.

‘Meu silêncio não está à venda’, diz Cunha

CUNHAO ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) negou nesta quarta-feira, 14, em depoimento à Polícia Federal, ter recebido propinas da JBS em troca de se manter calado nas investigações da Operação Lava Jato. Cunha prestou depoimento no inquérito que investiga o presidente Michel Temer por corrupção passiva, obstrução da Justiça e organização criminosa.

“Meu silêncio não está à venda”, disse Cunha, segundo o advogado Rodrigo Sanchez Rios, que acompanhou o depoimento.

De acordo com Rios, Cunha negou “categoricamente” todas acusações de pagamento de propina feitas pelo empresário Joesley Batista, dono da JBS.

Em depoimento à Procuradoria Geral da República (PGR), Joesley disse que pagava uma mesada a Cunha e ao operador Lucio Funaro em troca do silência dos dois. Disse ainda que Temer sabia da mesada. Em gravação anexada ao inquérito, Joesley diz ao presidente que “eu tô bem com o Eduardo”, ao que Temer responde “tem que manter isso, viu”.

“O deputado ressaltou que nunca procuraram ele. Nem o presidente Temer nem interlocutores do presidente. Ele negou categoricamente. Respondeu de forma geral”, disse o advogado.

Segundo Rios, a Polícia Federal em Brasília enviou 47 perguntas para serem feitas a Cunha. Aproximadamente a metade delas diz respeito à ação que corre na 10a Vara Federal de Brasília com base na delação de executivos da Odebrecht que dizem ter pago R$ 17 milhões ao ex-presidente da Câmara em troca da liberação de verbas do Fundo de Investimento do FGTS. Cunha não respondeu a estas indagações alegando que prefere tratar delas no âmbito do próprio processo. Segundo o advogado, os questionamentos foram extraídos das perguntas feitas pela própria defesa de Cunha a Temer.

O ex-deputado, preso desde outubro de 2016, deve voltar ainda hoje para o Complexo Médico Penal de Pinhais, na região metropolitana de Curitiba.