Arquivos diários: 26 de janeiro de 2017

Isto Posto…Os muros de Trump.

Muro de TrumpO presidente dos Estados Unidos Donald Trump, talvez não tenha se dado conta ainda de que a maior importância de seu país foi sempre impor-se como espécie de sustentáculo de relativa paz mundial, mesmo à custa da poderosíssima máquina de guerra que possui, para fazer valer desde a doutrina Monroe o uso diplomático do porrete nas relações internacionais mundo á fora, e, assim, manter sob controle e vigilância a influência daqueles países pertencentes ao denominado eixo do mal, cujos líderes de plantão permanecem havidos em testar a política de distanciamento e isolamento americanos propagado pelo negociador de imóveis.

Assim sendo, não se sabe se por ignorância ou birra de menino riquinho e caprichoso, Mr. Trump deu ontem o primeiro passo para construir o prometido muro de três mil quilômetro na fronteira de seu país com o México, justificando que tal medida é indispensável para assegurar os empregos de operários americanos, ameaçados por práticas comerciais largamente utilizadas pelas suas empresas de gravatas na Índia e Rússia.

Então, tomando de empréstimo as palavras de Barack Obama reafirmo que a ignorância não é de fato uma virtude nem na política nem na vida. Logo, como se tratam de atos de extrema ignorância, os muros do senhor Trump há muito já foram erguidos por ele com trejeitos, falas, injúrias, infâmias, insultos proferidos contra todos que não o aplaudem.

Os maiores e mais instransponíveis que este na fronteira com o México. Muros enormes e aterradores que separam os americanos do México, da América Latina inteira, do Canadá e do mundo. Muros invisíveis de agonia e sofrimento a separar violentamente negros e brancos, héteros e homossexuais, homens e mulheres, nativos e migrantes, enfim, muros de isolamento construídos com a arrogância e menosprezo pelo outro.

Isto posto, caro Trump, quando os americanos se derem conta estarão numa redoma feita pelos muros que a ignorância construiu em vez de salutares pontes.

Por: Adão Lima de Souza

Trump autoriza muro na fronteira com o México

TrumpO presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou, hoje, uma ordem executiva para destinar fundos federais para a construção de um muro na fronteira com o México, informam as agências Reuters e AP e a rede CNN. A construção do muro foi uma das principais promessas de campanha do republicano.

Trump também assinou uma ordem executiva para bloquear fundos federais para as chamadas “cidades-santuário”, que protegem imigrantes sem documentos da deportação.

Os fundos federais serão abolidos para cidades que se recusem a fornecer informações às autoridades federais sobre o status de imigração de pessoas detidas nesssas localidades, entre as quais estão Chicago, Nova York e Los Angeles.

“Uma nação sem fronteiras não é uma nação. A partir de hoje os Estados Unidos tomam de volta o controle de suas fronteiras”, disse depois a uma platéia de funcionários do Departamento de Segurança Interna. “Acabo de assinar duas ordens executivas que vão salvar milhares de vidas, milhões de empregos e bilhões e bilhões de dólares”, afirmou.

Em uma entrevista concedida à ABC News divulgada antes da assinatura da ordem nesta quarta, Trump disse que a construção do muro na fronteira com o México começará “assim que possível”. Questionado sobre se seria uma questão de “meses”, o presidente disse: “eu diria em meses”. Segundo o presidente, o planejamento da construção começa imediatamente.

Na entrevista, Trump também afirmou que a construção será financiada pelos contribuintes americanos, mas que “relativamente em breve” o país começará uma negociação de reembolso com o país vizinho.

“Seremos, de alguma forma, reembolsados pelo México, o que eu sempre disse”, afirmou. “Seremos reembolsados em uma data posterior de qualquer transação que fizermos com o México”, disse Trump.

Confrontado com a afirmação do presidente Enrique Peña Nieto, de que o México não pagará pelo muro, Trump disse: “Ele tem que dizer isso. Mas estou te dizendo que haverá um pagamento. Será de uma forma, talvez uma forma complicada”, disse. “O que estou fazendo é bom para os Estados Unidos. Também vai ser bom para o México. Queremos um México muito estável, muito sólido”, acrescentou.

Visita do presidente mexicano

O documento foi assinado no dia em que o ministro das Relações Exteriores do México, Luis Videgaray, chega a Washington para preparar a visita do presidente do país, Enrique Peña Nieto. O mexicano deve se reunir com Trump no final do mês, sendo um dos primeiros líderes mundiais a se encontrar com o novo presidente americano.

Antes da eleição, Peña Nieto recebeu críticas dos mexicanos por participar de uma reunião com Trump. Os dois se reuniram em agosto de 2016, quando Trump ainda fazia campanha como candidato, e falaram sobre o muro, entre outros assuntos. Na ocasião, o presidente mexicano disse que deixou claro que seu país não pagará pela construção do muro, o que é proposto por Trump.

Trump já havia antecipado em seu Twitter que assinaria a medida nesta quarta-feira. “Grande dia planejado na SEGURANÇA NACIONAL amanhã. Entre muitas outras coisas, vamos construir o muro!, escreveu”.

 

Quais profissões estão ameaçadas pelos robôs?

RobosSe você está sentado em frente a um computador, dirigindo um táxi ou fazendo faxina, pare por um momento e pergunte a si mesmo: um robô poderia fazer este trabalho melhor do que eu? Provavelmente, a resposta é sim.

O debate sobre se as máquinas vão dispensar a força de trabalho humana já não está mais restrito aos filmes de ficção científica.

A consultoria Boston Consulting Group prevê que, em 2025, até um quarto dos empregos seja substituído por softwares ou robôs, enquanto que um estudo da Universidade de Oxford, no Reino Unido, aponta que 35% dos atuais empregos no país correm o risco de serem automatizados nas próximas duas décadas.

Mas há outras profissões que estão sob ameaça? A BBC enumera alguma delas.

Motoristas de táxi
Motoristas de táxi ao redor do mundo vêm travando uma batalha com o aplicativo de carona paga Uber. Mas tanto o Uber quanto fabricantes de veículos e até mesmo o Google já estão buscando criar um serviço que dispense a presença do motorista.

No final deste ano, módulos de táxi automatizados vão começar a operar nas ruas da cidade de Milton Keynes, na Inglaterra, oferecendo corridas pela cidade. O governo britânico está atualizando as placas de trânsito para viabilizar o funcionamento dos carros sem motorista.

No entanto, para Steven McNamara, presidente da Licensed Taxi Drivers Association, o principal sindicato da categoria no Reino Unido, carros sem motorista não ameaçam o emprego de taxistas.

“Veículos autônomos vão precisar de mudanças na legislação para poderem operar nas ruas britânicas, a tecnologia ainda engatinha e não foi completamente testada em ambientes urbanos. Na realidade, há dúvidas sobre se os carros automatizados vão compartilhar o mesmo espaço com veículos tradicionais”.

Operários de fábrica
Na China, humanos estão construindo robôs que eventualmente os substituirão. A primeira fábrica apenas operada por robôs está sendo construída na cidade de Dongguan, famoso polo operário da China.

A planta, controlada pela Sehnzhen Evenwin Precision Technology, busca reduzir a força de trabalho dos atuais 1,8 mil funcionários em 90%, segundo Chen Zingui, presidente do Conselho de Administração da companhia.

Mas as ambições chinesas vão além de uma simples fábrica. Desde setembro do ano passado, um total de 505 fábricas em Dongguan investiu o equivalente a R$ 2,6 bilhões na aquisição de robôs. O objetivo é substituir mais de 30 mil operários, segundo o Escritório de Tecnologia de Informação e Economia de Dongguan.

A Foxconn, por exemplo, que fabrica aparelhos eletrônicos como os iPhones da Apple, também planeja um exército de robôs, embora suas ambições sejam muito mais modestas – com a substituição de 30% da atual força de trabalho nos próximos cinco anos.

Jornalistas
Cada vez mais companhias vêm oferecendo softwares capazes de coletar dados e transformá-los em textos minimamente compreensíveis.

Isso significa que, em um futuro próximo, as reportagens não serão mais escritas por jornalistas. Kristian Hammond, chefe-cientista da Narrative Science, uma plataforma que gera conteúdo narrativo automatizado, estima que, em 15 anos, 90% das notícias serão escritas por máquinas.

Ele diz, contudo, que isso não significa que 90% dos jornalistas vão perder seu trabalho. “Isso significa que os jornalistas vão poder ampliar seu campo de atuação. O mundo das notícias vai se expandir”, assinala. “Os jornalistas não vão precisar escrever reportagens a partir de dados. Tudo será feito por máquinas”, acrescenta.

Médicos
Robôs podem não ser os melhores acompanhantes, mas certamente são capazes de analisar dados para descobrir possíveis tratamentos para doenças.

O Watson, um supercomputador da IBM, está atuando em conjunto com dezenas de hospitais nos Estados Unidos para oferecer recomendações sobre os melhores tratamentos para diversos tipos de câncer. E a partir do software desenvolvido pela companhia, também está ajudando a detectar câncer de pele em estágio inicial.

Por anos, robôs também vêm ajudando médicos a realizarem cirurgias. A velocidade é um fator crucial no sucesso de tais operações e as máquinas são capazes, por exemplo, de costurar vasos sanguíneos muito mais rápido do que os humanos.

A cirurgia automatizada, contudo, não é infalível e um relatório de segurança recente mostrou que essas operações estavam associadas a pelo menos 144 mortes nos Estados Unidos na última década. Atualmente, homem e robô vêm trabalhando lado a lado na medicina, mas talvez o cenário mude no futuro, acreditam especialistas.

“Dificilmente os médicos vão ceder o controle do tratamento dos seus pacientes às máquinas”, afirmou o cientista Jerry Kaplan, em seu livro Humans Need Not Apply. “Mas futuramente, quando houver evidências de que as máquinas são a melhor opção, pacientes vão pedir para serem diagnosticados por robôs, que são definitivamente mais baratos do que seres humanos”.

Barman
O cruzeiro de luxo Anthem of the Seas lançou recentemente uma ideia pioneira: um bar automatizado a partir da Shakr Makr, uma máquina desenvolvida pelo MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts, nos Estados Unidos) há alguns anos.

As bebidas podem ser pedidas por meio de um tablet e usuários não estão limitados ao menu que recebem à mesa – eles podem, inclusive, criar seu próprio coquetel.

O braço robótico mistura o coquetel e o coloca em um copo de plástico (para evitar acidentes) que é acoplado a uma tina (as habilidades da máquina ainda não são muito precisas). Toda a operação é feita com certo glamour, contudo ─ a máquina não só mistura o coquetel quando o sacode antes de terminá-lo.

A reportagem da BBC provou dois coquetéis feitos por um robô e dois outros por um barman. O resultado foi heterogêneo. Na opinião da reportagem, as bebidas preparadas pela máquina, no entanto, não eram saborosas ─ faltou-lhes apuro, como o toque final de limão que o barman.

Os exemplos ilustram ambas as possibilidades e as limitações dos robôs. Mas cada uma das profissões poderia ser, em certa medida, substituída pelas máquinas. Algumas delas, inclusive, já vem sendo cada vez mais automatizadas. Mas o que os seres humanos vão fazer quando suas habilidades não tiverem mais utilidade?

Para Martin Ford ─ autor do livro Rise of the Robots (“Ascensão dos Robôs”, em tradução livre), o mundo enfrentará desemprego em massa e um colapso financeiro a menos que sejam implementadas mudanças radicais, como a garantia de um salário mínimo.

Por ora, o que os humanos vão fazer com o seu tempo livre é mais difícil de ser avaliado ─ alguns pensam em passar mais tempo na praia, outros defendem a manutenção do toque humano no local de trabalho.

“Espero que professores, médicos e juízes permanecerão humanos porque às vezes você precisa de alguém para conversar”, afirmou à BBC Nello Cristiani, professor de Inteligência Artificial da Universidade de Bristol.

Os gráficos foram baseados nas seguintes fontes: ‘The Future of Employment: How susceptible are jobs to automation’, de Michael Osborne e Carl Frey, da Universidade de Oxford. As estimativas representam o número de empregos no Reino Unido e salários médios a partir de dados do Escritório Nacional de Estatísticas (ONS, na sigla em inglês) e da consultoria Deloitte.

AGU defende Moro em ação na ONU apresentada por Lula

Grace MendoncaA Advocacia-Geral da União passou a fazer a defesa do juiz federal Sérgio Moro em uma ação nas Nações Unidas. Esta é a primeira vez que a AGU faz uma defesa do Estado brasileiro na ONU.

Em julho do ano passado, os advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva informaram ter protocolado uma petição no Comitê de Direitos Humanos da organização na qual denunciaram suposta “falta de imparcialidade” e “abuso de poder” por parte de Moro e dos procuradores que atuam na Operação Lava Jato.

Segundo integrantes da AGU, é norma constitucional fazer a defesa de agentes públicos quando uma ação deles é contestada.

Dentro desse mesmo princípio, a AGU em São Paulo também está fazendo a defesa do procurador Deltan Dallagnol em uma ação que corre na Justiça brasileira. Dallagnol é coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato e Lula também entrou com ação contra ele.

A AGU também está defendo o delegado da Lava Jato Felipe Pace. Lula o acionou na Justiça após ser identificado em inquérito da Polícia Federal como o “amigo” na planilha de propinas da Odebrecht.