A Copa e os 2 Brasis: Brasildinávia e Brasilquistão
Num passe de mágica, que o jeitinho brasileiro conhece bem, conseguiram ludibriar os jornalistas estrangeiros, durante a Copa do Mundo, escondendo deles o Brasilquistão (o Brasil que não deu certo: violento, desigual, desumano, concentrador de riquezas, pobre, sujo, sangrento, corrupto, serviços públicos de quinta categoria etc.).
Mostraram para eles o Brasildinávia (o Brasil que está com a ponta da proa virada para a Escandinávia). Mais da metade dos 438 jornalistas pesquisados (pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, contratada pelo Ministério do Turismo) tiveram suas expectativas superadas e quase 100% (98,6%) acharam o mundial “muito bom” ou “bom”; 96,5% recomendariam uma viagem ao Brasil. As avaliações positivas deles foram as seguintes: aeroportos: 88% de aprovação; táxi: 87,7%; segurança pública: 81,8%; rodovias: 81,6%; limpeza pública: 80,4%; sinalização de trânsito e turística: 75,9%; disponibilidade de voos no Brasil: 75,1%; rodoviárias interestaduais: 69,5%; mobilidade urbana: 67,9%; telefonia e acesso à internet: 52,1%; imagem do Brasil após a Copa: melhorou (59,4%) (Carta Capital 23/7/14: 26).
O que eles não viram? Não viram o Brasilquistão, com 276 mortes epidêmicas e diárias (154 assassinatos e 122 óbitos no trânsito) e mais de 101 mil anuais. Viram a tragédia do nosso futebol (10 a 1, em dois jogos), mas não sentiram o drama na economia (que não cresce e ainda padece de forte inflação), na saúde (pessoas morrendo nas portas dos hospitais), nos transportes públicos fora da Copa (e fora dos feriados), na segurança pública (o Brasil é o 12º país mais violento do planeta e 16 das 50 cidades mais homicidas estão aqui), na indústria (que está ultrapassada), nas comunicações (que funcionam precariamente), na educação (3/4 da população é analfabeta funcional), na inovação, no uso inteligente das tecnologias, na burocracia, na política corrupta, nos partidos decrépitos, na Justiça que tarda, na polícia que mata (e que também morre, no genocídio estatal), na criminalidade organizada que expande etc.
Durante o mês da Copa as televisões e rádios monopolizaram suas atenções no futebol. Ficamos com a impressão de que os furtos, roubos, latrocínios, tiros, assassinatos e corrupções tinham tirado férias. Todo esse inferno diário foi eclipsado para se mostrar o paraíso (cheio de Adãos e Evas nús e sensuais, escondendo-se obviamente as serpentes e seus ovos).
Como é fantástica a sensação do Brasildináviae como é massacrante e torturante o nosso diaadia de Brasilquistão, com tiroteios diários nas favelas “pacificadas”, com mortes nas portas dos hospitais, com ignorância dentro das escolas, com políticos filmados embolsando o dinheiro da corrupção financiada por empresas e bancos… Que calmaria ver nas televisões apenas tiros de meta (não de canhões do Exército), tirombaços aos gols (não contra os jovens negros), ataques eficientes das seleções (não os ataques nas ruas contra nossa integridade).
O paraíso se instalou no lugar do inferno, mas este está voltando ao seu “normal” (errático, sorumbático e morfético). Foi elogiada a segurança nos estádios e das equipes, sem se dizer que estamos em pleno regime de exceção (a ponto de se mobilizar em todo momento o Exército, que só atua em situações excepcionais). Eliane Castanhêde (Folha 22/7/14: A2) foi informada de que mais de 12 mil argentinos foram vítimas de roubo/furto (segundo o G1), os furtos nos trens, metrôs e ônibus aumentaram 379% em São Paulo e por aí vai. Os números completos sairão nos próximos dias.
Esse Brasilquistão (que é o que nos pega no cotidiano) não tem nada a ver com o Brasildinávia que os jornalistas estrangeiros viram. Eles acharam bonitas até mesmo as nossas indecentes rodoviárias! (“sabe de nada, inocente”).
Luiz Flávio Gomes: Jurista e professor. Fundador da Rede de Ensino LFG. Diretor-presidente do Instituto Avante Brasil. Foi Promotor de Justiça (1980 a 1983), Juiz de Direito (1983 a 1998) e Advogado (1999 a 2001).
BRASIL… Três vezes menos culto.
A cultura brasileira, neste mês de julho, apequenou-se pela perda de três dos seus maiores expoentes nesse interminável deserto de novidades. Aqui registramos a homenagem do blog Cidadania Ativa pela contribuição desses intelectuais para o enriquecimento da cultura de nosso povo.
João Ubaldo Osório Pimentel Ribeiro (1941-2014)
Escritor, jornalista, roteirista e professor, formado em direito e membro da Academia Brasileira de Letras. Foi ganhador do Prêmio Camões de 2008, maior premiação para autores de língua portuguesa.
Ubaldo Ribeiro teve algumas obras adaptadas para a televisão e para o cinema, além de ter sido distinguido em outros países, como a Alemanha. É autor de romances como Sargento Getúlio, O Sorriso do Lagarto, A Casa dos Budas Ditosos, que causou polêmica e ficou proibido em alguns estabelecimentos e Viva o Povo Brasileiro.
Principais Obras
Romances
- Setembro não tem sentido – 1968
- Sargento Getúlio – 1971
- Vila Real – 1979
- Viva o povo brasileiro – 1984
- O sorriso do lagarto – 1989
- O feitiço da Ilha do Pavão – 1997
- A Casa dos Budas Ditosos – 1999
- Miséria e grandeza do amor de Benedita – 2000
- Diário do Farol – 2002
- O Albatroz Azul – 2009
Escreveu ainda contos, crônicas e histórias infantis.
Psicanalista, educador, teólogo e escritor, é autor de livros e artigos abordando temas religiosos, educacionais e existenciais, além de uma série de livros infantis.
Principais Obras
Teologia
Da Esperança
Creio na Ressurreição do corpo
Variações sobre a vida e a morte
Poesia, Profecia e Magia
Pai Nosso
O Poeta, o Guerreiro e o Profeta
Filosofia da religião
O Enigma da Religião
O que é Religião?
Protestantismo e Repressão
Dogmatismo e Tolerância
O Suspiro dos Oprimidos
Perguntaram-me se acredito em Deus
Filosofia da ciência e da educação
Conversas com quem gosta de ensinar
Histórias de quem gosta de ensinar
A alegria de ensinar
Por uma educação romântica
Entre a ciência e a sapiência
Filosofia da Ciência
Fomos maus alunos
A Pedagogia dos caracóis
A Escola com que Sempre Sonhei sem Imaginar que Pudesse Existir
O Livro sem Fim
Ariano Vilar Suassuna (1927 – 2014)
Dramaturgo, romancista, ensaísta e poeta. Idealizador do Movimento Armorial e autor de obras como Auto da Compadecida e O Romance d’A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta, foi um preeminente defensor da cultura do Nordeste do Brasil.
Principais Obras
Teatro
- Uma mulher vestida de Sol, (1947);
- Cantam as harpas de Sião ou O desertor de Princesa, (1948);
- Os homens de barro, (1949);
- Auto de João da Cruz, (1950);
- Torturas de um coração, (1951);
- O arco desolado, (1952);
- O castigo da soberba, (1953);
- O Rico Avarento, (1954);
- Auto da Compadecida, (1955);
- O casamento suspeitoso, (1957);
- O santo e a porca, (1957);
- O homem da vaca e o poder da fortuna, (1958);
- A pena e a lei, (1959);
- Farsa da boa preguiça, (1960);
- A Caseira e a Catarina, (1962);
- As conchambranças de Quaderna, (1987);
- Fernando e Isaura, (1956)”inédito até 1994″.
Romance
- A História de amor de Fernando e Isaura, (1956);
- O Romance d’A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta, (1971);
- História d’O Rei Degolado nas caatingas do sertão /Ao sol da Onça Caetana, (1976)
Palestras
- Defesa contra a teoria da evolução.
Poesia
- O pasto incendiado, (1945-1970);
- Ode, (1955);
- Sonetos com mote alheio, (1980);
- Sonetos de Albano Cervonegro, (1985);
- Poemas (antologia), (1999).
Por: Adão Lima de Souza
Dilma 38%, Aécio 22% e Eduardo 8%.
O vice-presidente Michel Temer afirmou na noite desta terça-feira (22), após se reunir com a presidente Dilma Rousseff e presidentes de partidos que integram a coligação da petista pela reeleição, que a pesquisa Ibope divulgada nesta noite confirmou o ‘otimismo’ da campanha. O candidato do PSDB, Aécio Neves, divulgou nota na qual afirma que a pesquisa ‘aponta para a realização de segundo turno’.
Segundo a pesquisa, a presidente tem 38% das intenções de voto, o candidato do PSDB, Aécio Neves, 22%, e o do PSB, Eduardo Campos, 8%. Somados, os rivais de Dilma têm 37%, o que, segundo avaliação do Ibope, não permite dizer se haverá segundo turno.
Para Aécio Neves, a pesquisa demonstrou que o ‘sentimento de mudança é crescente’. “É mais uma pesquisa que aponta para a realização de segundo turno. E a minha percepção é que o sentimento de mudança no Brasil é crescente, ampliado a cada dia pelos preocupantes resultados na economia e pela incapacidade do governo de dar respostas às questões fundamentais que afetam a vida do brasileiro, como educação, saúde e segurança pública”, afirmou o candidato tucano.
OS NÚMEROS
Confira abaixo os números do Ibope, segundo a pesquisa estimulada, em que os nomes de todos os candidatos são apresentados ao eleitor (os candidatos que aparecem com 0% são os que tiveram menos de 1% das menções cada um):
– Dilma Rousseff (PT): 38%
– Aécio Neves (PSDB): 22%
– Eduardo Campos (PSB): 8%
– Pastor Everaldo (PSC): 3%
– Luciana Genro (PSOL): 1%
– Zé Maria (PSTU): 1%
– Eduardo Jorge (PV): 1%
– Eymael (PSDC): 0%
– Levy Fidelix (PRTB): 0%
– Mauro Iasi (PCB): 0%
– Rui Costa Pimenta (PCO): 0%
– Branco/nulo: 16%
– Não sabe/não respondeu: 9%
O Ibope fez a pesquisa entre as últimas sexta (18) e segunda (21). O instituto ouviu 2.002 eleitores em 143 municípios. A margem de erro é de dois pontos, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. Isso quer dizer que o instituto tem 95% de certeza de que os resultados obtidos estão dentro da margem de erro. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o número BR-00235/2014.
Pesquisa espontânea
Na parte da pesquisa em que os entrevistadores do Ibope simplesmente perguntaram ao eleitor em quem votará (sem apresentar a ele a relação dos candidatos), 26% mencionaram Dilma. Veja abaixo:
– Dilma Rousseff: 26%
– Aécio Neves: 12%
– Eduardo Campos: 4%
– Outros: 2%
– Brancos/nulos: 17%
– Não sabe/não respondeu: 39%
Segundo turno
O Ibope fez simulações de segundo turno entre Dilma e Aécio e entre Dilma e Campos. Os resultados são os seguintes:
– Dilma Rousseff: 41%
– Aécio Neves: 33%
– Branco/nulo: 18%
– Não sabe/não respondeu: 8%
– Dilma Rousseff: 41%
– Eduardo Campos: 29%
– Branco/nulo: 20%
– Não sabe/não respondeu: 10%
Rejeição
A pesquisa aferiu a taxa de rejeição de cada um dos candidatos, isto é, aquele em quem o eleitor diz que não votará de jeito nenhum. Dilma tem a maior rejeição e Eduardo Jorge, a menor:
– Dilma Rousseff: 36%
– Aécio Neves: 16%
– Pastor Everaldo: 11%
– Zé Maria: 9%
– Eduardo Campos: 8%
– Eymael: 8%
– Levy Fidelix: 8%
– Luciana Genro: 6%
– Mauro Iasi: 6%
– Rui Costa Pimenta: 6%
– Eduardo Jorge: 5%
– Poderia votar em todos: 13%
– Não sabe/não respondeu: 17%
Expectativa de vitória
De acordo com o Ibope, 54% dos entrevistados (independentemente da intenção de voto) acham que o futuro presidente da República será Dilma Rousseff; 16% opinaram que será Aécio Neves; 5% acreditam que será Eduardo Campos.
Desejo de mudança
Aumentou do desejo de mudança do eleitorado em relação à pesquisa anterior. No levantamento anterior, de maio, 65% diziam que gostariam de mudar tudo ou quase tudo no governo. Agora, os mudancistas são 70%. Eles se dividem em dois grupos: 29% gostariam que o próximo presidente mudasse totalmente o governo do País (eram 30% em maio), e outros 41% querem que o próximo governante mantenha alguns programas mas mude muita coisa – ante 35% na pesquisa anterior.
Segundo 18% dos eleitores, o próximo presidente deveria fazer poucas mudanças e manter muitas coisas – ante 21%. Para 10%, a próxima gestão deveria dar total continuidade ao atual governo. Os que queriam total continuidade eram 9% em maio.
Situação econômica
A maior parte dos eleitores classifica a atual situação econômica do Brasil como regular. É a opinião de 48%, segundo o Ibope. Partes equivalentes avaliam que a economia está boa ou ótima (24%), ou julgam que, ao contrário, a situação econômica está ruim ou péssima (25%).
O Ibope também perguntou aos eleitores sobre suas expectativas para a economia do País em 2015. A maior parte (41%) acredita que a situação estará no próximo ano igual a como está hoje. Outros 34% acreditam que estará melhor, e 18%, que ficará pior do que em 2014.
Avaliação do governo Dilma:
Bom/Ótimo – 31%
Regular – 36%
Ruim/Péssimo – 33%
Forma de governar de Dilma
Aprovam – 44%
Desaprovam – 50%
Pesquisa encomendada por: TV Globo e pelo jornal ‘O Estado de S. Paulo’.
Lula vai comandar campanha eleitoral de Dilma em São Paulo
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu agir por conta própria antes da propaganda política, que começa em 19 de agosto, e vai comandar a campanha da companheira Dilma Rousseff (PT), à eleição, em São Paulo.
O comitê da reeleição teme que o desgaste do PT paulista contamine a campanha. Lula tomou a decisão após aguardar sinal do comitê de Dilma. O ex-presidente já dá prioridade ao maior colégio eleitoral do País para melhorar a imagem do prefeito Fernando Haddad, tirar do limbo o candidato petista ao governo estadual, Alexandre Padilha, e transferir votos para Dilma. A tática teve início, na prática, na última sexta-feira (18), em ato pró-Padilha no centro paulistano.
O ex-presidente também escalou um cinturão de prefeitos do PT na Grande São Paulo e em cidades do interior para proteger os dois candidatos desta eleição na temporada pós-Copa, quando os olhos do eleitor se voltam para o que ele chama de “vida real”. Sob o comando do prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho, coordenador da campanha de Dilma no Estado, o time será o grupo de defesa do PT, recorrendo ao expediente da “pronta resposta” para impedir o bombardeio adversário.
Dilma iniciará a campanha numa plenária da Central Única dos Trabalhadores (CUT), em São Paulo, no dia 31.
ONU pede cessar-fogo imediato em Gaza
Apesar de não ter discutido a resolução proposta pela Jordânia, o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), defendeu um cessar-fogo imediato na Faixa de Gaza. O conselho expressou ‘sérias preocupações sobre a escalada da violência’ e defendeu a proteção dos civis sob a lei humanitária internacional. Em comunicado lido à imprensa, o conselho disse estar inquieto pelo crescente número de fatalidades. Os países defenderam os esforços do Egito e do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que desembarcou na região no domingo, para costurarem um acordo.
O Secretário de Estado dos EUA, John Kerry, irá viajar ao Oriente Médio, hoje, na tentativa de ajudar nas negociações por um cessar-fogo. O Departamento de Estado disse que ele se juntará aos esforços diplomáticos para retomar uma trégua que foi acordada em novembro de 2012.
Em duas semanas de conflito na Faixa de Gaza, ao menos 430 palestinos e 20 israelenses foram mortos.
Isto Posto… Chamar o Dunga?
Muito se falou após a derrota de 7X1 para a Alemanha da necessidade inadiável de mudanças nas estruturas do futebol brasileiro. O país, consternado com a sucumbência humilhante da seleção canarinho frente ao representante maior, hoje, do futebol moderno, versátil e objetivo, conclamava por reformas que pudessem devolver ao país o ‘status’ perdido de celeiro de craques e jogadas invejáveis, que fizeram do Brasil a denominada politicamente de “Pátria de Chuteiras”, fonte de enriquecimento de cartolas e mantra propagandístico utilizado por políticos e governos para exacerbar o patriotismo do povo através de um ufanismo imbecilizante.
No entanto, em que pesem as reivindicações de torcedores e jornalistas, a CBF, gestora maior do futebol arte brasileiro, no primeiro gesto em direção – ou na contramão – das mudanças almejadas por todos anuncia como novo treinador da escrete canarinho o retorno de um velho conhecido, o Dunga, cuja experiência profissional como treinador perpassa pela eliminação da copa de 2010 frente a Holanda e a ausência, desde então, de propostas de trabalho.
Contudo, ingenuidade seria acreditar que outra atitude pudesse ser tomada pelo maior responsável por transformar uma modalidade desportiva tão amada em nosso país num antro de corrupção, traição e mentiras e injustiças como se pode justamente imputar à Confederação Brasileira de Futebol. Pois, a realidade do futebol no Brasil há muito tempo é bem diferente do que se anuncia aos quatros cantos pela imprensa descompromissada a serviço da cartolagem perniciosa.
A face verdadeira do futebol em nosso país se consubstancia, já há tempos elastecidos, numa mentira sem tamanho. E o que o cotidiano nos desvela diz respeito a uma modalidade esportiva desprovida de profissionalismo, e não a profusão de “Neymares”, com mais de cem mil atletas cavando seu pão diário num universo em que pouco menos de cinco por cento consegue auferir com seu trabalho salário maior que o mínimo, enquanto cartolas inescrupulosos se locupletam da noite para o dia.
Isto posto, caro torcedor, não alimente o sonho de que reformas sérias serão feitas no futebol para sanear a sujeira em que os cartolas o transformaram. Continuaremos, sobretudo, assistindo ao espetáculo horrendo da violência e da ganância travestidos de esporte, com estádios vazios, partidas deprimentes num campeonato insípido, porém suficiente para assegurar o lucro de abutres afeitos à fortuna e avessos ao trabalho.
Então, se nada mais se pode fazer, chama o Dunga para conter a choradeira.
Por: Adão Lima de Souza
O número de infectados pelo HIV recua no mundo, mas dá um salto no Brasil
Enquanto o mundo dá um passo à frente no combate à AIDS, o Brasil salta para trás. Segundo um relatório da Unaids (a agência da ONU para a doença) divulgado nesta quarta-feira, o número de infectados entre 2005 e 2013 aumentou 11% no país, enquanto diminuiu 27,5% no mundo.
Um aumento no número de infectados no Brasil sugere também que mais pessoas tiveram acesso aos testes de confirmação da doença e, tendo ratificado o diagnóstico, iniciaram o tratamento com os antirretrovirais, passando a entrar, consequentemente, nas estatísticas oficiais.
Mas, por outro lado, a doença continua sendo transmitida potencialmente no mundo sem o conhecimento do portador, já que, dos 35 milhões que viviam com o HIV em 2013, 19 milhões não eram conscientes de que tinham a doença e de que poderiam contagiar outras pessoas.
Quinze países representam, em números absolutos, 73% dos 35 milhões de soropositivos do planeta. São eles, em ordem descrente: África do Sul, Nigéria, Índia, Quênia, Moçambique, Uganda, Tanzânia, Zimbábue, Zâmbia, Malaui, China, Etiópia, Rússia, Brasil e EUA.
Mas o fato de um país ter muitos habitantes soropositivos não é necessariamente algo ruim, porque significa que entram na conta dos que recebem tratamento. Por isso, há outra lista, tão ou mais importante: a dos 15 países que representam 76% dos 2,1 milhões de novas contaminações no último ano, também encabeçada pela África do Sul.
Os mesmos 15 países concentram 74% dos 1,5 milhão de mortes por AIDS no ano passado, com a única variação de que em vez dos EUA o último lugar é ocupado pela República Democrática do Congo. Essa mudança é um dos sinais de alerta, indicando a importância de assegurar simultaneamente o acesso aos exames e à medicação.
Avanços no combate
Por outro lado, a abrangência dos tratamentos contra o HIV aumentou 77% desde 2010, segundo o último relatório do UNAIDS. Isso significa que já há 12,9 milhões de pessoas que recebem a medicação, ou seja, 5,6 milhões a mais do que em 2010.
Na África, o continente mais afetado, mais de 80% das pessoas diagnosticadas recebem o tratamento atualmente. Essa cifra, no entanto, pode levar a imprecisões: há muitos africanos, talvez até 50% do total, que são portadores do HIV, mas não sabem disso.
Seja como for, o grande avanço apontado no novo relatório faz com que o diretor do departamento da ONU, Michel Sidibé, já fale do “começo do fim da AIDS”.
O notável aumento significa que a cobertura do tratamento saltou de 10% para 37% de todas as pessoas com o vírus HIV – uma cifra que inclui os supostamente contaminados, mas que não sabem disso, e os pacientes que ainda não precisam obrigatoriamente de medicação, embora pudessem se beneficiar do seu uso.
Déficits
Mas, além dos dados, o importante desse trabalho é que ele aponta os déficits na luta contra a pandemia. O primeiro é que as adolescentes e mulheres jovens – sobretudo as africanas – respondem por 380.000 das novas infecções (18%).
O segundo é que os homens que se identificam como gays ou que fazem sexo com outros homens têm 19 vezes mais probabilidades de estarem convivendo com o HIV do que a população em geral, com o agravante de que, por culpa da homofobia social e jurídica, apenas 10% têm acesso à prevenção.
Além disso, em geral, as mulheres que se dedicam à prostituição têm quase 14 vezes mais probabilidades de estarem infectadas pelo HIV do que o conjunto de mulheres entre 15 e 49 anos do planeta, embora sempre haja exceções. Outra população especialmente vulnerável é a dos consumidores de drogas injetáveis. Dos estimados 12,7 milhões que existem no mundo, 13% têm o HIV. Essas pessoas representam 30% dos novos diagnósticos fora da África.
A ONU também aponta outros grupos vulneráveis, como a população carcerária, os migrantes, os homossexuais e os transexuais. Em vários países, esses grupos são perseguidos. E isso dá asas ao vírus.
Políticas específicas
O relatório do UNAIDS aponta algo que se debate há anos. Com exceção da África Subsaariana, a epidemia de AIDS não foi geral: centrou-se em grupos de pessoas com características especiais: minorias sexuais, consumidores de drogas, migrantes, detentos e minorias raciais, como os negros nos EUA.
Nos anos oitenta e noventa, as políticas de prevenção passavam por alertar que o risco era geral. Assim, conseguiu-se um envolvimento quase universal. Mas, embora ninguém esteja a salvo do HIV, há situações que tornam uma pessoa mais vulnerável. Isto quer dizer que o desejo de uma erradicação ou pelo menos de um controle exige ações específicas e esforços destinados a populações discriminadas, estigmatizadas e inclusive perseguidas juridicamente. Na Espanha, por exemplo, as últimas campanhas se centraram em jovens gays. Na Europa Oriental, são os consumidores de drogas os mais afetados. Uma diversidade que obriga a adaptar as políticas.
Fonte: ONU
“A Justiça e o Estado estão criando o criminoso antes de o crime existir”
“O Brasil está fazendo a gestão da sua pobreza por meio do extermínio e por meio do encarceramento”
Jean Wyllys, deputado federal pelo PSOL-RJ em entrevista ao jornal EL PAÍS, denuncia as violações dos direitos fundamentais do cidadão brasileiro cometidas pelo Estado.
Leiam:
Pergunta. Como avalia essa Copa do Mundo?
Resposta. Tenho um relacionamento ambivalente com essa Copa porque eu acompanhei todas as manifestações, que cobravam transparência nos gastos e a autonomia do país frente às diretrizes da FIFA, que questionavam se era o momento certo [de ser feita] com todos os problemas de investimento que vive o país. Por ter me aproximado muito desse movimento e ter visto como o Estado reagiu a ele, com violência e prisão de manifestantes, sofro dessa ambiguidade. Assim, embora eu tenha ficado feliz porque o evento deu certo, fiquei muito triste com o resultado da seleção e com a maneira como o Estado reagiu. O Estado agiu com muita violência.
P. Se somamos a hospitalidade do brasileiro, o bom funcionamento das coisas durante a Copa, as vaias à presidenta Dilma, a derrota da seleção… que nota dá para a Copa?
R. Eu daria nota 7. É uma boa nota por causa da eficiência da Copa em si, como evento. As vaias à Dilma são vaias de um segmento da população. Não quero dizer que eles não tenham suas razões, embora eu acredite que não seja o lugar, que existe uma liturgia que deve ser respeitada. Ela é chefe da nação, do país anfitrião, ela merecia respeito naquele momento. Se as pessoas têm uma divergência com a presidenta que deem uma resposta nas urnas. Vaiá-la é mostrar uma falta de respeito. O Governo Federal até desrespeita certos direitos, mas eu não acho que a presidenta da República em si tenha desrespeitado o povo brasileiro.
P. O sucesso da Copa vai favorecer o Governo Federal?
R. Não acho. Nem as vaias nem a derrota da seleção vão prejudicá-lo. As pessoas estão superestimando o resultado dessa Copa. Daqui até outubro o resultado do torneio não estará mais no tabuleiro.
P. Como você explica a prisão dos 19 ativistas no Rio na véspera da final e a prisão de outros dois manifestantes que já estão há três semanas na cadeia em São Paulo?
R. Para nós que acreditamos no Estado democrático de direito, nas garantias jurídicas, na presunção de inocência, é difícil de entender. Essas prisões são um absurdo. Na Comissão de Direitos Humanos temos recorrido a uma série de juristas e perguntado se há algum principio de legalidade nelas. E não há. Há arbitrariedade. Tanto o juiz que expediu os mandados de prisão como o promotor, quanto o Governo Federal e o Estadual, que articularam a ação com a Justiça, estão sendo arbitrários. Eles estão fazendo com que o criminoso exista antes do crime. Eles prenderam pessoas diante de suposições de que elas realizariam atos ilícitos. Estão subvertendo a regra do direito penal.
P. Como essas afirmações são coerentes em um Estado democrático?
R. Não são. O Estado democrático foi violado com as prisões. Isso é fato. As pessoas continuam presas. Há um embate de poderes. O poder legislativo por meio da Comissão de Direitos Humanos tem questionado essas autoridades. Eles desrespeitaram o Código Penal, a própria Constituição e o Estado democrático. E isso abre um precedente muito perigoso. O Brasil é signatário de tratados internacionais de direitos humanos e nossa Constituição incorpora esses princípios. As garantias jurídicas foram duramente conquistadas e elas foram claramente violadas no caso do Rio de Janeiro. Nós estamos de mãos atadas, esbarramos com a autonomia dos poderes. Nós não temos poder de polícia, a polícia está nas mãos do poder Executivo e eu sou do poder Legislativo. Não posso mobilizar a polícia. Se o Supremo Tribunal Federal não intervier, se o Conselho Nacional de Justiça não punir esse juiz e esse promotor vamos recorrer até a última instância internacional. Não podemos permitir que se mantenham essas prisões.
P. A presidenta Dilma disse que o controle da polícia não deveria pertencer mais aos Estados e que isso implicaria em uma mudança na Constituição. Isso é uma medida viável?
R: A possibilidade existe. Como existe uma possibilidade de reforma politica, uma reforma agrária, uma reforma tributária… Mas tudo fica no campo das possibilidades. De concreto, eu acho que a Dilma tem feito muito pouco para a desmilitarização da polícia ou para criar um diálogo com os governadores para tentar melhorar as nossas polícias, de criar um programa que barrasse do corpo a herança maldita da ditadura militar, a prática de tortura, o entendimento de que a polícia não está para defender direitos e sim para massacrar o cidadão em um Estado de direito. Isso seria muito mais honesto intelectualmente e plausível para a presidenta dizer.
P. Nessa mesma entrevista, Rousseff disse que a letalidade policial era um dos principais desafios do Brasil.
R. Concordo e fico contente que a presidenta fale de letalidade, eu só gostaria de ver uma ação mais eficaz. Claro que não é uma responsabilidade só do Governo Federal, mas o repasse de recursos aos Estados deveria estar condicionado a determinadas práticas que os governos deveriam garantir. Essa letalidade está aí e eu vejo muito pouco esforço dos Governos estaduais em acabar com ela. Nós acabamos de ver um vídeo da Polícia Militar do Rio durante a manifestação na final da Copa onde um policial espanca e rouba um cinegrafista canadense. Não é uma exceção, as polícias agem dessa maneira. Em muitos Estados eles viraram esquadrões da morte, eles aplicam a pena de morte no vácuo da legalidade. E o perfil nesses casos é sempre o mesmo: negros e pobres. O Brasil está fazendo a gestão da sua pobreza por meio do extermínio e por meio do encarceramento. Nenhum governo tratou disso com seriedade para mudar essa cultura, nenhum deles encarou a questão da droga no Brasil, de pensar uma nova política de drogas porque é claro que esse extermínio e essas prisões estão ligadas a uma política de drogas. Essas mortes são justificadas pela guerra das drogas.
P. Qual está sendo o caminho do Congresso após as manifestações de junho?
R. Desde as jornadas de junho nas assembleias legislativas e no Congresso Nacional vêm tramitando projetos de lei que reduzem os espaços da democracia e a participação popular. Com toda franqueza, depois de um mandato de quatro anos, a grande maioria daqueles deputados federais e daqueles senadores não representa a população brasileira. Eles representam seus interesses, os de corporações comerciais, os das igrejas, e não da população. O sistema político decidiu se fechar mesmo. Dois dias depois da grande manifestação participei de uma reunião e a grande proposta de alguns líderes das bancadas foi que fossem colocadas catracas eletrônicas para impedir a entrada das pessoas no Congresso. Mas vocês estão loucos?, falei. As pessoas reclamam que não participam e vocês vão colocar catracas? É assim como estão reagindo, ao sabor do medo das ruas.
P. Estamos em um momento no qual a Igreja Católica começa amenizar o tom em relação aos homossexuais. No Brasil, porém, a bancada evangélica cresce e com ela as posições mais restritivas a respeito da liberdade sexual. Como se explica esse embate no país?
R. A Igreja Católica vem amenizando o tom talvez como resposta aoavanço do fundamentalismo religioso por parte das igrejas neopentecostais, que no Brasil elevam o tom cada vez mais. Já ouvi pastores e pastores deputados falando abertamente sobre a criminalização da homossexualidade. É assustador pensar que posso morar em um país que vai me punir por ser gay. Já não se trata de negar direitos, se trata de criminalizar. O Estatuto da Família que exclui as famílias monoparentais e homoafetivas e a cura gay estão em processo de aprovação. Nós vamos obstruir essas votações, mas é uma questão de número. Na Comissão de Direitos Humanos agora somos maioria, mas tudo pode mudar na próxima legislatura.
P. Quais são seus planos para as próximas eleições?
R. Minha reeleição é muito complicada. Pertenço a um partido de esquerda que não aceita doações de pessoas jurídicas, não tem recursos e, além disso, sou muito difamado por um segmento da sociedade. Sou o cara que defende as minorias, que defende os gays e transexuais, que apresentou o projeto de regulamentação da maconha. Tenho um prestigio diluído em um país inteiro e eu só posso ser escolhido por quem vota no Rio de Janeiro. Meu desafio é que a pessoa que está no Acre possa transferir seu voto, tanto colaborando com a campanha quanto dizendo a alguém que vote em mim. Mas é muito difícil.
Meu partido está desorganizado. Não há uma estratégia nacional seja por falta de recurso, de expertise, por divergências internas. A campanha vai ser difícil, minha reeleição não está garantida, porém eu gostaria porque ainda não acabei meu trabalho.
Candidato do PCB defende programa anticapitalista
O candidato do Partido Comunista Brasileiro (PCB) à Presidência da República, Mauro Iasi, nasceu em 10 de fevereiro de 1960, em São Paulo, é solteiro e professor da Escola de Serviço Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Sofia Manzano, que também é professora universitária, completa a chapa de Iasi, concorrendo à Vice-Presidência.
Na declaração de bens, o candidato diz que seus bens somam R$ 204.348,57. A previsão de gastos do PCB com a campanha presidencial está em R$ 100 mil.
A eleição deste ano será a primeira na qual Iasi participa como cabeça de chapa – em 2006, ele foi candidato a vice-governador de São Paulo, também pelo PCB.
Iasi participou da fundação do Partido dos Trabalhadores (PT) na década de 1980 e trabalhou na campanha de Luiz Inácio Lula da Silva para a Presidência da República, em 1989, na primeira eleição direta para o cargo após a ditadura militar. Ele deixou o partido em 2004.
No programa de governo apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foram colocados 21 pontos como propostas iniciais do PCB. O documento, intitulado Programa Anticapitalista, o Poder Popular e a Alternativa Socialista, diz que o Brasil tem hoje uma série de problemas estruturais advindos da opção capitalista, que beneficia uma pequena parte da população – os monopolistas, que controlam os principais meios econômicos e dominam toda a vida pública do país.
A proposta de Mauro Iasi defende mudanças profundas no atual sistema capitalista. “Somente a Revolução Socialista, entendida como um forte e poderoso processo de lutas populares que desemboque na construção de uma sociedade alternativa ao capitalismo e à ordem burguesa, será capaz de realmente resolver os problemas vividos pelos trabalhadores e setores populares”, destaca o programa de governo registrado pelo PCB no TSE.
O partido considera prioridades a construção do poder popular; a socialização dos principais meios de produção essenciais à garantia da vida; a realização de uma reforma agrária socializada; com uma política agrícola sustentável ecologicamente; a reversão imediata das privatizações e a estatização de setores estratégicos; bem como de todo o sistema financeiro; e a garantia de saúde pública e educação pública e de qualidade para todos.
O PCB também prega um sistema de previdência e assistência social gratuito; o não pagamento da dívida pública; a garantia e ampliação de todos os direitos dos trabalhadores; a recomposição imediata dos salários; a redução da jornada de trabalho, sem redução salarial; auditoria imediata das remessas de lucro das corporações transnacionais; o fim da Polícia Militar e a apuração e punição de todos os crimes contra os direitos humanos cometidos durante a ditadura militar (1964-1985).
Candidato do PSTU promete construir Brasil para trabalhadores
O trabalhador metalúrgico e siderúrgico Zé Maria, candidato do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) à Presidência da República, nasceu em Santa Albertina, no interior de São Paulo, é solteiro e fará 57 anos no dia 2 de outubro, três dias antes das eleições.
Zé Maria completou o ensino médio e disputará pela quarta vez a Presidência – concorreu ao cargo em 1998, 2002 e 2010. O candidato declarou à Justiça Eleitoral que tem bens no valor de R$ 20 mil e o partido estimou os gastos da campanha em R$ 400 mil.
Ele foi um dos fundadores do PT, partido do qual foi expulso em 1992, e da Central Única dos Trabalhadores (CUT).
A companheira de chapa de Zé Maria é a servidora pública Cláudia Durans.
Programa de governo apresentado pelo PSTU ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) inclui 16 propostas e tem o objetivo de “construir um Brasil para os trabalhadores”.
“A estratégia não é governar para os trabalhadores, mas levar os próprios trabalhadores ao poder, para que governem por si próprios através de suas organizações”, diz o programa do PSTU. O partido defende que todos os parlamentares recebam salário equivalente ao de um operário qualificado e que seus mandatos possam ser revogados a qualquer momento.
O PSTU propõe a estatização de todo o sistema financeiro e o rompimento da dívida pública como forma de viabilizar recursos para investir em saúde, educação e transporte público. Defende, ainda, a anulação dos leilões do pré-sal e de todos os campos entregues às multinacionais, a volta do monopólio estatal do petróleo e a Petrobras 100% estatal. Também está no programa de governo a anulação de todas as privatizações feitas nos últimos governos e a reestatização dessas empresas sem indenização.
Para enfrentar a inflação, o programa do PSTU defende aumento geral dos salários e congelamento dos preços dos produtos. O partido propõe uma reforma agrária que garanta terra aos sem-terra e, para isso, defende o combate ao latifúndio agroexportador, além da redução da jornada de trabalho de 44 horas para 36 horas semanais, sem redução nos salários.
Constam ainda do documento registrado no TSE o fim do fator previdenciário e o aumento das aposentadorias, a estatização dos transportes, que ficaria sob o controle dos trabalhadores e receberia investimentos equivalentes a 2% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país). Pelo programa de governo, a educação teria 10% do PIB e a saúde, também 10%. O PSTU defende ainda salário igual para trabalho igual, saneamento básico para todos e combate ao racismo.












