ELOGIO DA FILOSOFIA DA LIBERTAÇÃO

ELOGIO DA FILOSOFIA DA LIBERTAÇÃO

A injunção de ouvir as vozes históricas dos pobres engaja a necessidade de transformação da economia desde outras bases, desde a superação analética da lei absoluta da extração de mais-trabalho, que informa o capitalismo. Mais »

ALBERTO GUERREIRO RAMOS: A DESTINAÇÃO DAS CIÊNCIAS SOCIAIS NA MODERNIDADE PERIFÉRICA

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A sociologia, nesse contexto, erige-se como instrumento de autodeterminação dos povos. Mais »

A CRISE DO MODO DE PRODUÇÃO CAPITALISTA E A QUESTÃO FULCRAL DAS FONTES CRIADORAS DE VALOR

A CRISE DO MODO DE PRODUÇÃO CAPITALISTA E A QUESTÃO FULCRAL DAS FONTES CRIADORAS DE VALOR

Digamos de forma clara: a crise do capitalismo é a crise da produção... Mais »

 

Pesquisa aponta que divisão celular lenta pode explicar microcefalia

BEBÊEstudiosos norte-americanos identificaram, em análise do desenvolvimento de células neurais, falhas de mecanismo que podem explicar a microcefalia. De acordo com estudo divulgado pela revista Neuron, a descoberta foi feita por pesquisadores da Universidade Duke, nos Estados Unidos. Para eles, a malformação do feto está relacionada a uma lentidão no processo de divisão de células que darão origem aos neurônios. Com a mitose mais demorada, disseram especialistas, é formada uma quantidade menor de neurônios.

Apesar dos resultados, o estudo não menciona o vírus Zika. Foram identificadas apenas falhas na evolução celular, que podem ter diferentes causas. Ainda assim, pode ser considerado um passo para compreender a doença que já registra mais de 3.174 casos suspeitos no recente surto brasileiro.

 “Este estudo mostra que o tempo que leva para uma célula se dividir importa muito para o desenvolvimento do cérebro”, afirmou Debra Silver, uma das autoras e professora de genética molecular e microbiologia.

“É uma combinação que ajuda a explicar a microcefalia. De um lado, há uma produção de células progenitoras que não é suficiente, e, com isso, não se forma a quantidade necessária de neurônios. De outro lado, alguns neurônios de fato conseguem se formar, mas boa parte deles morre”.

Após ser citado por Cerveró, Wagner diz confiar nas investigações da Lava Jato

WagnerO ex-governador e ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, informou por meio de sua assessoria que está “à disposição do Ministério Público e das autoridades competentes” para esclarecer dúvidas após as declarações de Nestor Cerveró, que declarou ter doado “um grande aporte de recursos” para a campanha de Wagner ao governo do Estado em 2006.

“Nessa época, o presidente Gabrielli decidiu realocar a parte operacional da parte financeira para Salvador, sem haver nenhuma justificativa, pois havia espaço para referida área no Rio de Janeiro”, afirmou Cerveró.

Ainda de acordo com a nota, Wagner diz “confiar no resultado das investigações e acredita que o Brasil será um outro país após a apuração das denúncias”.

Defesa Civil de Petrolina orienta população como agir em período de chuva

Defesa CivilPETROLINA – De acordo com dados do Instituto de Pesquisa e Meteorologia da Universidade do Vale do São Francisco (Univasf), o período de chuvas continuará pelos próximos dias na Região do Vale. Diante disso, a Defesa Civil do Município orienta as pessoas como agir nesse período chuvoso.

As instruções da Defesa Civil são para que, durante as chuvas, caso o nível de água esteja subindo, vá com sua família para um lugar seguro; Não deixe crianças brincando na enxurrada ou nas águas dos córregos, pois elas podem ser levadas pela correnteza ou ser contaminadas, contraindo graves doenças, como hepatite e leptospirose. Uma ação também muito importante é não deixar água acumulada, evitando assim a proliferação do mosquito da dengue.

E após as chuvas é importante não usar equipamentos elétricos que tenham sido molhados ou em locais inundados, pois há risco de choque elétrico e curto-circuito; Cuidado com a água que for beber. Veja se não foi contaminado pela inundação, o que traz sérios riscos à saúde; Cuidado também com os alimentos: os atingidos pela água estão contaminados; Em caso de febre, vômitos, diarreias, dores de cabeça ou no corpo ou de qualquer outro sintoma de doenças, procure imediatamente a unidade de saúde mais próxima.

A Prefeitura disponibiliza o telefone da Defesa Civil, (87) 3862 9164, para as famílias que precisarem de auxílio durante esse período.

Ascom: Secretaria da Cidade/PMP

MICK JAGGER DIZ QUE NÃO ESCUTA DISCOS EM VINIL

JaaggerProdutor-executivo de “Vinyl” (Vinil), série da HBO que retrata a indústria fonográfica de Nova York nos anos 70, Mick Jagger disse que não escuta música em discos de vinil. “Eu não ouço, mas meus filhos amam”, disse, rindo, o líder dos Rolling Stones durante o lançamento da série em um evento para a imprensa especializada em TV em Los Angeles, na última quinta-feira, dia 7.

O cantor participou da apresentação de “Vinyl” via videoconferência.

Jagger é produtor e criador da atração ao lado de Martin Scorcese e Terrence Winter (“Sopranos”, “Boardwalk Empire”). “Eu tive essa ideia há alguns anos e contei para o Marty (apelido de Scorcese). Tentamos desenvolvê-la primeiro como um filme, mas aí virou uma série de TV”, contou o roqueiro.

Scorcese dirige o episódio de estreia, com duas horas de duração.

O drama, que tem como protagonista Bobby Cannavale no papel de Richie Finestra, dono da fictícia gravadora em falência American Century, estreia em 14 de fevereiro nos EUA e no Brasil. O empresário cocainômano precisa descobrir nova bandas, em uma época em que o punk, a disco music e o hip hop, entre outros gêneros, começam a surgir, para não ver seu negócio falir.

A série mostra músicos como Robert Plant, do Led Zeppelin, se envolvendo em negociações com as gravadoras para não serem passados para trás.

Jagger contou que, nos anos 70, ele também participava dos acordos dos Stones com as gravadoras. “Como nós fomos realmente sacaneados nos anos 60, tivemos que nos envolver nos negócios. Então a gente sabia quem era bom e mau, quem pagava…”, disse.

Questionado se “Vinyl” poderia dar uma espécie de impulso ao rock junto às gerações mais novas, Jagger não quis palpitar. “É uma série de TV, um drama, não sei o que acontecerá com a música”.

O líder dos Stones também comentou a participação de seu filho James Jagger na superprodução. James, que também é músico, interpreta o vocalista de uma banda punk. “Ajudei ele falando sobre algumas atitudes que ele poderia ter e o encorajei a se sentir seguro atuando. Mas tudo é criação dele”.

Fonte: Lígia Mesquita/ Folha de São Paulo

O CAPITALISMO PETISTA

MACACO PUNKE então Plebe Rude, transeuntes dessa Nau-Brazil desgovernada, nação futurista, trazida pelas caravelas d’além-mar, este que vos fala é PONCIANO RATEL, alçado a patente de Desabestalhador Geral da República em revide ao grassamento das contingências morais nestas paragens Bruzundangas.

No proselitismo iconoclasta de hoje, o grassamento do capitalismo Petista pelo chamado Tesouro Direto. Política econômica posta em andamento pelos socialistas da caterva vermelha, cujo fundamento se arrima na manutenção de um verdadeiro supermercado de papéis do governo, títulos públicos vendidos às pessoas físicas por meio da internet, com rendimentos pagos à taxa SELIC, hoje em 14,25%.

O que nos dão conta os noticiamentos hodiernos é que, sob o controle rígido dos ocupantes dos recônditos do Palácio dos Marajás da Governança em Brasília Teimosa, gente graduada em desperdiçar tuias de dinheiro dos cofres públicos, desembestou-se a vender ações do Tesouro Nacional diretamente pela internet, sem a intermediação financeira da Bolsa de Valores, a pequenos investidores, cujo número, hoje, chega a 587mil  acionistas, que fugindo das aplicações mais sofisticadas do mercado financeiro,  optaram pelo papelório do Banco Central, remunerado à custa do endividamento do governo.

Informam ainda os libelos mais benquistos pelos letrados, conforme os inteiramentos acusatórios da grande mídia falada e escrevinhada, tabloides mais versados no entretimento e na venda de leituras de fácil degustação, que com a aplicação no Tesouro Direto, o dinheiro de quem se previne contra o desemprego e as adversidades de uma economia tangida aos solavancos tivera rentabilidade negativa, já que a incompetência Petista deixou escapar as rédeas da infração, que alcançou, em 2015, o patamar 10,72% contra os 7,95% que remunerarão os promissores papéis de baixo risco.

Também alardeiam os ditos pasquins, ainda, nos moldes da incompetência generalizada, que o governo dos “comunistas” Petistas, antes avessos ao Capitalismo até o limiar da medula, porém, hoje compondo o quadro dos maiores milionários do país, com destaque para o talento empresarial, meteórico e infalível, do velho Lula e de seus filhos geniais, apesar de produzir a maior taxa de juros do mundo, fazendo crer que se viveria melhor emprestando dinheiro ao governo, com aplicações diretas no Tesouro ao invés de investir na produção, também produziu o pior desempenho internacional do mercado de ações, com a Bolsa de Valores voltando ao nível 2008, com queda acumulada de 29% no ano, em virtude da gestão desastrosa e corrupta da Petrobras e da negligência gerencial e governamental que provocou a queda das ações da Vale, aquela da barragem estourada na cidade de Mariana, que matou o Rio Doce.

Dessa feita, os “Comunistas” das antrolas, inimigos mortais, no tempo das vacas magras, da prática capitalista da especulação financeira, considerada nociva ao correto partilhamento das riquezas do país, mas que agora governam o país com solidez e demasiada sabedoria, renunciando as diligências da conduta ilibada para motejar e abespinhar a sacanagem privada, sem crise nenhuma de consciência moral, incita os pequenos poupadores a abandonarem o trabalho para viver da agiotagem institucionalizada, antes fortemente criticada nos discursos do PT de Lula e seus correligionários, porém, hoje, doutrinada como distribuição de renda.

Assim sendo, Me despeço de vosmecês torcendo pelo Desabestalhamento Geral.

 E atentai para esta sapiência do Millor Fernandes: “O capitalismo é a exploração do homem pelo homem… O socialismo é o contrário”.

PONCIANO RATEL.

Isto Posto…Onde estão os Promotores de Justiça de Petrolina?

mpOnde estão os Promotores de Justiça de Petrolina que, através de exigências absurdas, colhidas numa interpretação tacanha da Lei, impedem o profissional músico de ganhar seu pão honestamente, exercendo seu ofício de espalhar, pelos bares da cidade, alegria a outros trabalhadores?

Onde estão os Promotores de Justiça de Petrolina que não responsabilizam ninguém pelo crescimento vertiginoso da insegurança em nossa cidade, cujos homicídios, somente no primeiro trimestre de 2015, alcançaram a cifra de 37 casos de mortes violentas?

Onde estão os Promotores de Justiça de Petrolina que assistem de camarote a expropriação violenta dos trabalhadores do CEAPE, com ameaças consumadas em ações noturnas comandadas pela prefeitura da cidade, a fim de repassar a área pública para satisfazer interesses particulares?

Onde estão os Promotores de Justiça de Petrolina que nenhuma providência tomaram contra a decisão do prefeito em transformar as escolas infantis em simulacro de campo-de-concentração, implantando cercas elétricas no entorno destas, a fim de vender a ilusão de segurança?

Onde estão os Promotores de Justiça de Petrolina que nenhuma satisfação dão a sociedade petrolinense pela morosidade policial em apontar reais suspeitos pela trágica e bárbara morte da menina Beatriz, durante festejos na escola Auxiliadora?

Se alguém tiver coragem para fazer esta pergunta, eu vos digo onde eles estão.

Estão protegidos em suas mansões suntuosas nos condomínios luxuosos, construídos a menos de quinhentos metros da margem do rio que deveriam proteger do despejo diário de toneladas de dejetos nas suas águas.

Estão há horas em seus closets, indecisos sobre que roupa exibir nas recepções em casa dos poderosos políticos da cidade.

Estão, agora mesmo, abarrotados de convites para cerimônias desimportantes, enquanto o cidadão comum espera apenas o devido empenho nas causas inadiáveis da segurança, da saúde, da educação.

Estão vacilantes em aplicar a Lei aos facínoras que fazem fanfarras com o dinheiro público – aliás, verdadeiras orgias com o erário, como vemos anualmente nas Festas Juninas em Petrolina e nas folhas mensais de pagamento de pessoal.

Estão firmes e impiedosos manejando os rigores da Lei contra frágeis proprietários de bares noturnos que só querem trabalhar honestamente e, com seu trabalho, contribuir para o crescimento econômico local gerando emprego e renda.

É sabem onde estão os Promotores de Justiça de Petrolina? Estão protegidos sob a égide dos privilégios que chamam de prerrogativas.

Por: Adão Lima de Souza

 

2016: O ano que começa mais cedo

Lava JatoDepois do Carnaval? Não, 2016 é diferente. Começa amanhã, dia 7, com a volta do juiz Sérgio Moro ao trabalho, depois dos feriados de fim de ano. Começa com a Polícia Federal se sentindo mordida com o corte de verbas. Começa com o empresário José Carlos Bumlai, amigo de Lula, com livre acesso às dependências do Palácio, e Delcídio do Amaral, líder do Governo no Senado, presos e pressionados: ou fazem delação premiada ou estão sujeitos a longas penas.

Há mais. O grupo de trabalho do Ministério Público encarregado de investigar políticos recebeu reforço: cinco subprocuradores para atuar especificamente nos recursos dos envolvidos na Operação Lava Jato ao Superior Tribunal de Justiça; e outros quatro investigadores. Cada caso pode ter inúmeras ramificações. Nas palavras do ministro Teori Zavascki, “puxa-se uma pena e vem uma galinha”.

Fernando Henrique, entrevistado no “Manhattan Connection” de domingo, disse que um dos problemas para tentar resolver politicamente a crise é que nunca se sabe se, na hora da conversa, o interlocutor estará solto. Fernando Henrique vê a situação com clareza: enquanto o trabalho da Justiça se desenvolver, tudo fica parado. E o avanço das investigações é imprevisível: se Delcídio e Bumlai falam, é uma coisa; se silenciam, é outra. Quem diria, há não muito tempo, que o líder do Governo no Senado seria preso? Quem diria que o maior empreiteiro do Brasil, Marcelo Odebrecht, passaria meses preso e não sairia nem no Natal?

STF e STJ soltarão muita gente. Mas quem ocupará seu lugar em Curitiba?

Por: Carlos Brickmann, jornalista.

RIO DE JANEIRO: crise, para quem?

SaúdeEmbora tenha o governador do Rio de Janeiro alardeado ao país a grave crise do sistema de saúde do Estado, tomado dinheiro emprestado a prefeitura da capital, e entregue ao comando desta dois grandes hospitais, parece que mesmo diante do momento delicado a gastança não tem um basta, vejam:

1 – Lembra-se daquelas terríveis cenas de pessoas barradas na porta de hospitais fluminenses por falta de vagas? Da moça que deu à luz na rua, porque nem no corredor do hospital quiseram aceitá-la? Das declarações do governador Pezão, de que o dinheiro tinha acabado, que os cofres estavam raspados, que não sobrava nem para a Saúde?

Pois a situação deve ter melhorado muito: no dia 31, o Governo do Rio determinou gastos de R$ 120 milhões com propaganda oficial em 2016 (a quantia pode chegar a R$ 150 milhões).

É o mesmo que foi gasto no ano passado, sem um tostão sequer de economia. Pensando bem, é até pouco: para botar na cabeça da população que o Governo é bom, que é que vão fazer?

2 – A Câmara dos Deputados gastou, em 2015, R$ 14 milhões com combustíveis e lubrificantes (o levantamento é da Operação Política Supervisionada, de Lúcio Batista). São cerca de 4 milhões de litros de gasolina que o caro leitor teve a honra de pagar para Suas Excelências, que o representam em Brasília.

3 – Lembre-se: há alguns anos, falou-se muito em trem-bala, e a presidente Dilma Rousseff criou uma estatal, a Empresa de Planejamento e Logística, exclusivamente para tomar conta do projeto. O trem-bala não saiu, não se fala mais no assunto, mas a EPL vai bem, obrigado. Tem 185 funcionários. E gastou R$ 46 milhões em 2015.

É a prova de que o trem-bala é um meio de transporte ultrarrápido: já passou, ninguém viu, e a gente continua a pagar por ele.

Caixa pode ter que pagar R$ 8,5 milhões por propaganda enganosa

MEGA SENAResponsável pelo sorteio da Mega-Sena da Virada, a Caixa Econômica Federal pode ter que desembolsar um novo valor milionário por ter veiculado propaganda enganosa.

De acordo com o Procon-RJ, responsável pela autuação, o prêmio pago foi de aproximadamente R$ 246 milhões, no entanto, peças publicitárias na TV e em cartazes que estimavam o prêmio de R$ 280 milhões. O Procon-RJ alega que as informações não estavam claras.

“Se for verificado que houve a propaganda enganosa, a Caixa certamente será multada. A multa máxima que pode ser dada é de R$ 8,5 milhões, e a Caixa teria que arcar com a multa”, afirma o diretor jurídico do Procon-RJ, Carlos Eduardo Amorim.

Segundo informações da Folha de S.Paulo, a Caixa tem 15 dias úteis para apresentar a defesa e, depois, o próprio Procon-RJ faz o julgamento.

“A dois metros você não conseguia ler a informação de que era um valor estimado. Já os R$ 280 milhões você conseguia ler a até dez metros”, completa Amorim.

Sensaborias literárias

Breno“Computadores fazem arte, artistas fazem dinheiro”. Salta-me, do músico pernambucano, esta frase ante a leitura de certo suplemento literário. Linhas a traçarem perfis de escritores badalados, virtuoses de uma arte que, como alertara Graciliano, inviabiliza a existência de tais senhores.

Por falar no velho Graça, lembro-me de sua obra miúda – e maravilhosa. Tal lembrança, tenha em conta, decorre da leitura que estou a fazer. Aqui, nesta página defronte aos meus olhos, escritores demonstram certa empáfia ante o número grandioso de folhas e obras acabadas, diagramadas e, principalmente, colocadas à disposição do grande mercado. Digo, em todas as acepções. Artistas fazem dinheiro, ora.

Em tais suplementos, pouco ou nada se diz acerca da obra. Importante, diante dos reclames consumeristas, falar sobre o autor. Colocá-lo em evidência. Necessitamos, parece-me, saber a propósito da sua comida predileta, se é o jazz ou o blues que mais apraz-lhe. E no cinema, Woody Allen ou Truffaut? Caminha antes de escrever? Suponho que se coloca sempre em completa solitude… Importante ouvir sempre as próprias vozes interiores, não? Sempre as mesmas perguntas – para respostas repisadas, inalteráveis. E a obra, o último livro publicado? Ah, o senhor já está terminando outro, mesmo hoje, dia de lançamento do último? Trabalha em série? Ah, genial, és um operário da literatura!

Raduan Nassar, Dalton Trevisan… Onde vocês? Por que não ensinam, aos seus colegas, a propósito da importância do silêncio do autor, da necessidade de deixar a obra falar? Não somos ingênuos. Talvez não saibam eles. Esse afã de criar o autor, a personalidade que dá entrevista qualquer, tem objetivo determinado. Age deliberadamente. As grandes editoras lucram com a figura do autor, que é, também, sejamos francos, personagem. Impresso na capa, o nome do autor, por si só, viabiliza a comercialização, o destaque nos ‘rankings’ de livros mais vendidos. Quem, para dar um exemplo, não quer um tal Chico Buarque para publicar em sua editora? Se “O irmão alemão” é bom, literariamente falando, lá isto não interessa. Vende? – esta, sim, é a pergunta precípua.

Graciliano, em carta a Portinari, recordo-me, perguntara se eles, artistas, não representam o papel de exploradores da miséria. O que intrigava o literato alagoano era a impossibilidade de se fazer arte contundente num mundo “cor de rosa”, onde tudo fosse belo e justo. Ora, e quanto à “literatura do autor”, o que pode ser extraído? Claro está que tal sequer explora a miséria no sentido questionado por Graciliano. O que se tem, ao revés, é uma exploração da miséria, ao visar a sua permanência, através de uma escrita que nada discute. Não temos, aqui, a “literatura da ausência”, da qual Vintila Horia, em entrevista a Osman Lins, falara? Além: de tal modo, contribui-se para a miséria da própria literatura – coitada, tão fustigada em nosso país. Um amigo, grande leitor, acredita, inclusive, que músicos, como o Caetano, são superestimados justamente por nos faltar, no presente momento, literatura de grande vulto. Eu, por mim, não duvido. Tenho em conta os excelentes literatos, ainda atuantes em nosso país. Impraticável discordar, porém.

Parece-me, portanto, imperioso lembrar Abel, personagem de Osman, de modo a perguntar-se: “(…) Planejo escrever. Para quê?”. Debalde, qualquer tentativa de ludibriar o leitor atento: as palavras, lembremos Kafka, qual machado, devem rachar!

Breno S. Amorim