Arquivos diários: 17 de novembro de 2017
Estudante de Petrolina ganha pela segunda vez medalha de ouro na Obmep
Um estudante de Petrolina, no Sertão de Pernambuco, se destacou durante a 13º Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep). Pela segunda vez consecutiva, Júlio César Coelho de Amorim, de apenas 14 anos, foi premiado com medalha de ouro. A competição contemplou alunos do 6º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio, de escolas públicas e privadas de todo o país.
Além de Júlio César, outros dois estudantes, também de escolas públicas de Petrolina, foram premiados com medalhas de prata e de bronze. Aluno da Escola Municipal João de Macêdo, localizada no bairro Cristália, Zona Rural do município, Júlio César é hábil com os números, e desfaz a ideia, comum entre os estudantes, de que a matemática é uma disciplina difícil e assustadora.
OBMPE
A Obmep foi criada em 2005 pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), com o objetivo de incentivar o estudo da Matemática e mostrar novos talentos. Antes destinado somente a estudantes de escolas públicas, este ano a competição incluiu alunos de instituições privadas. Ao todo, foram 500 medalhas de ouro, 1.500 de prata, 4.500 de bronze e mais de 40 mil menções honrosas para escolas públicas. Já as escolas particulares foram contempladas com 25 medalhas de ouro, 75 de pratas, 225 de bronze mais de 5 mil menções honrosas.
FHC teme Bolsonaro: ”Tem a possibilidade de poder”
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse nesta quinta-feira, 16, que não pode descartar a possibilidade de o Brasil repetir a experiência italiana depois da Operação Mãos Limpas e eleger um presidente de direita similar a Silvio Berlusconi na esteira da Lava Jato. Embora não tenha citado nomes, ele deixou claro que considera o deputado e presidenciável Jair Bolsonaro (PSC-RJ) a principal ameaça nas eleições do próximo ano.
“Eu não quero entrar em detalhes, mas há pessoas da direita que são pessoas perigosas”, disse FHC em evento na Universidade Brown, nos EUA. “Um dos candidatos propôs me matar quando eu estava na Presidência. Na época, eu não prestei atenção. Mas hoje eu tenho medo, porque agora ele tem poder, ainda não, ele tem a possibilidade do poder.”
Em entrevista à TV Bandeirantes em 1999, Bolsonaro afirmou que seria impossível realizar mudanças no Brasil por meio do voto. “Você só vai mudar, infelizmente, quando nós partirmos para uma guerra civil aqui dentro. E fazendo um trabalho que o regime militar não fez. Matando 30 mil, e começando por FHC”, declarou.
Segundo o ex-presidente, há um “debate sério” no Brasil sobre o assunto, inclusive entre os juízes responsáveis pela Lava Jato. “Eles estão comparando, eles sabem o que aconteceu na Itália, todo mundo sabe das consequências em termos de Berlusconi. Se você olha a situação atual do Brasil, eu não posso dizer que isso não é possível.”
Para o tucano, o sucesso na disputa de 2018 dependerá da capacidade do candidato de expressar uma mensagem que coincida com as aspirações da população. Mas ele ressaltou que a política não é pautada só pela razão, mas também pela emoção. “É arriscado. Essa pessoa está comprometida com a Constituição, com o respeito das leis, com os direitos humanos?”
FHC disse que relutou em apoiar o impeachment de Dilma Rousseff, mas mudou de ideia quando houve a paralisia do governo. De acordo com ele, a única saída possível para esse tipo de situação em um regime presidencialista é o impeachment. O ex-presidente afirmou ainda que o afastamento é uma decisão política, ainda que amparado em base legal – no caso, o desrespeito à Lei de Responsabilidade Fiscal.
“Isso é um crime tremendo? Não, muitas pessoas fizeram (o mesmo). E por que não (foram afastadas)? Porque essas pessoas não estavam em uma frágil posição de poder e a consequência não foi a interrupção do processo de tomada de decisões. É uma questão política.”
Fonte: O Estado de S.Paulo – Cláudia Trevisan





