Arquivos mensais: março 2017

Isto Posto… Por que persegues os teus, Paulo?

CameloO prefeito de Juazeiro, Paulo Bonfim, pôs em prática forte esquema de repressão aos chamados vendedores ambulantes irregulares. Aqueles pobres trabalhadores pais e mães de famílias para quem o poder público, principalmente a prefeitura, não consegue arrumar ocupação formal, obrigando – os a se virarem com a venda de mingongas nas calçadas de estabelecimentos de grande aglomeração como bancos e casas lotéricas da cidade.

Num modelo semelhante ao conhecido rapa paulistano, a secretária de ordem social, através da ação truculenta da guarda municipal, cumprem a contento as ordens expressas do prefeito para perseguir, tomar carrinhos e mercadorias e enxotar esses pobres “garçons” que nos servem na rua iguarias para remediar nossa fome enquanto se suporta a demora das longas filas dos bancos.

E a troco de quê lhes persegue aquele que como todos esses ambulantes sabe o que é não ter emprego, conhece bem a informalidade e – se é verdade que foi garçom – já sofreu na pele a arrogância dos patrões e proprietários dos locais onde precisou vender seu suor, sua força de trabalho a empregadores desleais e gananciosos.

Isto posto,  pergunto – vos,  por que  persegues os teus iguais,  Paulo ?

Por: Adão Lima de Souza

Democratas acusam Trump de criminalizar estrangeiros e virar defensor de Wall Street

Trump“Trump está nos devolvendo às épocas mais obscuras da nossa história: criminalizando qualquer um que seja diferente, colocando-nos uns contra os outros e mandando uma mensagem equivocada ao resto do mundo, ajudando assim a fomentar o ressentimento e o ódio de grupos terroristas contra o nosso país”, Astrid Silva, ativista pro-imigração.

Isto Posto… Enfim, o ano novo!

CarnavalNão é falsa a assertiva que insiste na tese de que o ano só começa para o Brasil após o carnaval. Enfim, ei-lo, e agora? Que ponto de partida dará início a este ano? Que fato extraordinário ou medíocre apontará a direção dos acontecimentos neste ano de 2017? Serão as mesmas notícias requentadas sobre promiscuidade e corrupção pública? Quem vai saber? Ou talvez, quiçá, algo aconteça que retire o povo brasileiro deste estado de alegria momesca que dura o ano todo e o devolva a certo pragmatismo capaz de desmantelar velhos vícios e inaugurar hábitos inéditos, pelo menos naquilo que se mostrar com certa medida de urgência como transformar este Brasil num país habitável, minimamente digno e respeitoso e respeitável.

Então… Mais uma vez, na ampulheta do tempo, escorrerão as cinzas da festa da carne sem nos darmos conta de que recomeçarmos nosso ciclo vicioso apenas nos mantém aferrados aos mesmos grilhões da ignorância, da condescendência e da covardia? Ou o gigante acordará finalmente do “sono eterno em berço esplêndido” e vomitará todas as ofensas em revide aos facínoras que nos sugam a vida e felicidade com seus estratagemas cancerosos de corrupção?

Certamente que há muito a ser feito. E diante desta conclamação nos furtaremos ainda a trabalhar para construir o país que precisamos e queremos, permitindo que os mesmos sacripantas que nos roubam o tempo todo continue a falar por nós, impunimente? E, ainda, diante de todo o mal que nos tem feito esta súcia de políticos calhordas, assistiremos atônitos e dóceis a ‘nossa pátria-mãe continuar a dormir tão distraída, ante as tenebrosas transações’? Ou teremos nossa própria primavera árabe?

Lembro-vos que, por todo este ano de 2017, a história nos recordará dos atos de bravuras da Revolução Russa e dos da Greve Geral de 17, no Brasil, para que possamos nos encher de coragem e proclamarmos a maior das revoluções, aquela capaz de mudar nossa disposição passiva ante tanta injustiça e crueldade. E, assim, oxalá, teremos, finalmente, um país não somente de carnaval, mas de honra e altivez, de brava gente que canta; “ou ficar a pátria livre, ou morrer pelo Brasil”.

Isto posto, lembrando o saudoso Raul, que dizia que depois do carnaval a carne é algo mortal, continuemos a colher nossas multas por avançar os sinais que insistem em manter fechados para nós enquanto povo!

Por: Adão Lima de Souza

A História do Carnaval no Mundo

CarnavalEm agradecimento aos deuses pelas chuvas e fertilidade do solo que lhes davam os produtos alimentícios oriundos da terra, os gregos realizavam seus cultos que originaram o carnaval, 600 anos a.C. Essa comemoração somente passou a ser adotada pela Igreja Católica em 590 depois de Cristo. Durante o período do carnaval havia uma grande concentração de festejos populares. Cada cidade brincava a seu modo, de acordo com seus costumes. Essa festa carnavalesca a partir da implantação, no século XI, da Semana Santa pela Igreja Católica, antecedida por quarenta dias de jejum, a Quaresma. Esse longo período de privações acabaria por incentivar a reunião de diversas festividades nos dias que antecediam a Quarta-feira de Cinzas, o primeiro dia da Quaresma. A palavra “carnaval” está, desse modo, relacionada com a ideia de deleite dos prazeres da carne, marcado pela expressão “carnis valles”, que, acabou por formar a palavra “carnaval”, sendo que “carnis” em latim significa carne e “valles” significa prazeres.

O carnaval moderno, feito de desfiles e fantasias, é produto da sociedade vitoriana do século XIX. A cidade de Paris foi o principal modelo exportador da festa carnavalesca para o mundo, inspirando essa cultura para cidades como Nice, Nova Orleans, Toronto e a nossa Capital do samba, o Rio de Janeiro, que criou e exportou o estilo de fazer carnaval com desfiles de escolas de samba para outras importantes cidades do mundo, como Tóquio e Helsinque, capital da Finlândia, além da nossa São Paulo, hoje sua concorrente nos grandes desfiles. Em geral, o carnaval tem a duração de três dias, os dias que antecedem a Quarta–feira de Cinzas. Em contraste com a Quaresma, tempo de penitência e privação. Estes dias são chamados “gordos”, em especial a terça-feira (terça-feira gorda). O carnaval da Antiguidade era marcado por grandes festas, onde se comia, bebia e participava de alegres celebrações e busca incessante dos prazeres. O Carnaval prolongava-se por sete dias, de 17 a 23 de dezembro, nas ruas, praças e casas da Antiga Roma.

O entrudo está na origem do português, onde, no passado, as pessoas jogavam umas nas outras, água, ovos e farinha. O entrudo acontecia num período anterior à quaresma e, portanto, tinha um significado ligado à liberdade. Este sentido permanece até os dias de hoje no Carnaval. O entrudo chegou ao Brasil por volta do século XVII e foi influenciado pelas festas carnavalescas que aconteciam na Europa. Em países como Itália e França, o carnaval ocorria em formas de desfiles urbanos, onde os carnavalescos usavam máscaras e fantasias. Personagens como a colombina, o pierrô e o Rei Momo também foram incorporados ao carnaval brasileiro, embora sejam de origem europeia.

No Brasil, o primeiro carnaval surgiu em 1641, promovido pelo governador Salvador Correia de Sá e Benevides, em homenagem ao rei Dom João IV, restaurador do trono de Portugal, mas, somente no final do século XIX é que começam a aparecer os primeiros blocos carnavalescos, cordões e os famosos “corsos”. Estes últimos tornaram-se mais populares no começo do século XX. As pessoas se fantasiavam, decoravam seus carros e, em grupos, desfilavam pelas ruas das cidades. Está aí a origem dos carros alegóricos, típicos das escolas de samba atuais. No século XX, o carnaval foi crescendo e tornando-se cada vez mais uma festa popular. Esse crescimento ocorreu com a ajuda das marchinhas carnavalescas. As músicas deixavam o carnaval cada vez mais animado. A primeira escola de samba surgiu no Rio de Janeiro e chamava-se Deixa Falar, criada pelo sambista carioca Ismael Silva. Deixa Falar transformou-se depois na escola de samba Estácio de Sá. A partir daí o carnaval de rua começa a ganhar um novo formato, com o surgimento de novas escolas de samba no Rio de Janeiro e em São Paulo. Organizadas em Ligas de Escolas de Samba, começam os primeiros campeonatos para verificar qual escola de samba era mais bonita e animada. O carnaval do Rio de Janeiro está no Guinness Book como o melhor carnaval do mundo e Galo das Madrugada, do Recife, o maior bloco de carnaval do mundo, também no Guinness.

O carnaval de rua manteve suas tradições originais na região Nordeste do Brasil. Em cidades como Recife e Olinda, as pessoas saem às ruas durante o carnaval no ritmo do frevo e do maracatu. Os desfiles de bonecos gigantes, em Olinda e Recife, são uma das principais atrações dessas cidades durante o carnaval. Já em Salvador, também no Nordeste, existem os trios elétricos, embalados por músicas dançantes de cantores e grupos típicos da região. Na cidade destacam-se também os blocos negros como o Olodum e o Ileyaê, além dos blocos de rua e do Afoxé Filhos de Gandhi. Em que pese não ser mais uma festa popular como era no século XIX, que envolvia mais da metade da população do país na folia, hoje envolvendo menos de 10% dos brasileiros, o carnaval no Brasil ainda é considerado um dos melhores do mundo, seja pelos turistas estrangeiros, como por boa parte dos brasileiros, principalmente o público jovem que não alcançou a glória do carnaval verdadeiramente popular.

O carnaval de hoje é de desfile, carnaval assistido, paga-se para ver. O carnaval, digamos, do início do século XX era compartilhado, dançado, pulado, gritado, catucado, quando se usava fantasias e máscaras, em todo o Brasil, isso ficou nos anos setenta. Agora não tem mais nada disso. O confete e a serpentina jogados pelos ocupantes dos carros alegóricos. O lança-perfume também era usado em profusão, enquanto a confraternização com os pedestres se ampliava não só através dos jatos de lança-perfume — o que abria caminho para conhecimentos mais íntimos, beijocas, namoricos e mais coisas, etc.

Com a oficialização dos desfiles carnavalescos, a partir de 1935, as escolas de samba do Rio de janeiro passam a receber subsídios da prefeitura da capital carioca, transformando-se, a partir de 1952, em sociedades civis, com regulamento e diretoria. Até 1935, quando foi organizado o primeiro desfile, as escolas de samba do Rio de Janeiro se limitavam a percorrer livremente as ruas da Capital. Esse modelo se estendeu a quase todas as capitais brasileiras, excetuando-se duas: Salvador na Bahia, que contagia outros estados e cidades, com seus belíssimos trios elétricos equipados com poderosos alto-falantes que reproduzem continuamente as composições carnavalescas gravadas e o conjunto Recife-Olinda, em Pernambuco. O carnaval nessas duas cidades pernambucanas é um dos mais animados do país, e essa característica cresceu paralelamente à extinção do carnaval de rua na maior parte das cidades brasileiras, por causa dos desfiles das escolas de samba. As principais atrações do carnaval pernambucano — cujos bailes também são os mais animados — são, na rua, o frevo, o maracatu, as agremiações de caboclinhos, a imensa participação popular nos blocos (reminiscências modernizadas dos antigos “cordões”) e os clubes de frevo. Em Recife e Olinda os foliões cantam e dançam, às vezes mesmo sem uniformes ou fantasias, ao som das orquestras e bandas que fazem a festa. Os conjuntos de frevo mais animados são os: Vassourinhas, Toureiros, Lenhadores dentre outros, sem contar com o Galo da Madrugada, o maior bloco carnavalesco do mundo.

Muitas outras cidades pernambucanas promovem os seus carnavais a sua moda. Bezerros, com os tradicionais papangús. Sertânia e Afogados da Ingazeira, blocos de ruas à moda antiga. Triunfo com os caretas. Salgueiro o melhor carnaval do sertão, também à moda antiga, com carros alegóricos, blocos fantasiados e a bicharada do Mestre Jaime, com seus quase 100 anos, ainda desfilando pelas principais ruas da Encruzilhada do Progresso. Belém do São Francisco, cidade que inventou os bonecos gigantes, copiados depois por Olinda e Recife, dentre muitas outras.

Fonte: Blog do Magno Martins.

Texto de Gonzaga Patriota, Contador, Advogado, Administrador de Empresas, Jornalista e Deputado federal

O carnaval da Lava Jato

Charge

PF busca elo Dirceu e contratos nas Olimpíadas

DirceuA Polícia Federal investiga contratos milionários de venda de serviços de tecnologia para os ministério dos Esportes, Desenvolvimento Social e Combate à Fome Saúde e para a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), assinados entre 2014 e 2015 – um deles, relacionado a serviços para as Olimpíadas, do Rio. A suspeita é que eles ocultem propinas do ex-ministro José Dirceu, arrecadadas no período em que o petista já estava preso, em Curitiba, alvo da Operação Lava Jato.

O alvo central dessa apuração é a RT Serviços Especializados Eireli, empresa que fechou negócios de quase R$ 20 milhões com o governo federal, entre 2014 e 2015, para fornecimento do seguinte serviço: monitoramento e combate às fraudes na internet. Nas redes, a contratada informa vender mecanismos para “proteção de empresas públicas e privadas contra ameaças cibernéticas”.

 Fonte: O Estado de S.Paulo – Julia Affonso, Ricardo Brandt e Fausto Macedo

 

Juntos hoje, PMDB e PSDB em caminho solo para 2018

Temer e AécioVinte e cinco anos depois da união para sustentar o mandato do ex-presidente Itamar Franco, PSDB e PMDB reeditam, agora, uma disputa por espaço de olho em um projeto próprio para chegar ao Planalto, desta vez em 2018. No sucessão de Itamar, o então comandante do PMDB, Orestes Quércia, se candidatou a presidente, mas quem levou o Planalto foi o então ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, embalado pela estabilização monetária decorrente do sucesso do Plano Real.

Pelo menos por enquanto, caciques tucanos e do PMDB usam a mesma receita para buscar uma candidatura viável em 2018. Apesar da queda de braço permanente por espaço no governo, avaliam que têm que atuar como irmãos no apoio a Temer, enfrentar desgastes com as medidas amargas para reequilibrar as contas públicas e fazer Temer chegar ao próximo ano com algum sucesso na recuperação econômica e geração de empregos.

Fonte: O Globo

Janot chama Aécio para depor no inquérito de Furnas

PGRO procurador-geral da República Rodrigo Janot pediu ao ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, que sejam tomados os depoimentos do presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, do ex-ministro José Dirceu, do ex-senador e delator Delcídio Amaral (ex-PT/MS) e do ex-secretário-geral do PT Silvio Pereira sobre a existência de um suposto esquema de corrupção em Furnas.

Com isso, caso seja autorizado pelo ministro Gilmar Mendes, será a primeira vez que Aécio irá depor aos investigadores sobre Furnas. As primeiras denúncias sobre corrupção na estatal de energia surgiram em 2005 na CPI Mista dos Correios, por meio do ex-deputado e delator do Mensalão Roberto Jefferson. Em dezembro do ano passado, o tucano depôs à PF em outro inquérito, no qual é investigado por supostamente atuar para “maquiar” dados da CPI Mista que poderiam implicar tucanos.

A estratégia de Janot foi protocolada no STF na última quinta-feira, 23, no inquérito que apura as suspeitas de que Aécio teria se beneficiado de um esquema de corrupção na estatal. No pedido, Janot também requer que a apuração seja prorrogada por mais 60 dias. O procurador-geral quer apurar a versão apresentada pelo delator e lobista Fernando Horneaux de Moura, que disse ter sido informado por Dirceu, em 2003, do pedido de Aécio a Lula para que o então diretor de Engenharia de Furnas Dimas Toledo fosse mantido no cargo.

Na ocasião, Dirceu exercia o papel de mais importante ministro do primeiro governo Lula, como chefe da Casa Civil.

Amigo de Dirceu, Fernando Moura participou das discussões com o então ministro e o secretário-geral do PT na época, Silvio Pereira, sobre o loteamento de cargos do governo federal, incluindo as diretorias das estatais, como a Petrobrás. Moura contou aos investigadores que foi avisar Dimas Toledo, suspeito de operar o esquema de propinas em Furnas, de sua permanência no cargo na época e que teria sido avisado por ele que haveria uma divisão de propina.

De acordo com o delator, a propina seria dividida um terço para o PT nacional, um terço para o PT de São Paulo e um terço para Aécio.

A versão é rechaçada por Dimas e por Aécio. De todos os envolvidos no episódio, Dirceu, Silvio Pereira e Fernando Moura já foram denunciados na Lava Jato por suposto envolvimento no esquema de corrupção na Petrobrás.

Os investigadores chegaram a realizar uma acareação entre Dimas e Fernando Moura, na qual o delator manteve sua versão e o ex-diretor disse que ele é mentiroso.

Diante disso, o procurador-geral pediu para aprofundar as investigações.

“Na presente hipótese, os elementos informativos já reunidos nos autos apontam para a verossimilhança dos fatos trazidos pelos colaboradores e denotam a necessidade de aprofundamento das investigações, notadamente quanto o envolvimento de Dimas Fabiano Toledo no evento criminoso e a sua relação com o senador Aécio Neves”, assinala Rodrigo Janot.

Inquérito. A investigação contra Aécio foi aberta em maio de 2016, com base na delação de Delcídio Amaral, que afirmou que “sem dúvida” o tucano teria recebido propinas no esquema de corrupção na estatal de energia, que teria funcionado nos moldes do que ocorreu com a Petrobrás.

Em novembro do ano passado, Gilmar Mendes, relator das investigações contra o tucano no Supremo Tribunal Federal, havia autorizado a prorrogação das investigações por mais 60 dias. Como o prazo venceu em fevereiro, Janot pediu mais dois meses para seguir investigando o tucano.

Além de Delcídio e Fernando Moura, o doleiro e também delator Alberto Youssef mencionou em sua delação premiada que Aécio Neves dividia a diretoria de Furnas com o PP e teria recebido uma propina de cerca de R$ 4 milhões. Seu depoimento foi tomado em 2015, mas na época Janot considerou que a versão de Youssef era baseada apenas no que ele teria ouvido dizer, sobretudo do ex-deputado José Janene (morto em 2010) e por isso arquivou a investigação contra o tucano.

Delator. Um dos principais delatores a citar o suposto envolvimento de Aécio, Fernando Moura chegou a ter seus benefícios cortados após mudar de versão sobre sua saída do País em 2005, no auge do Mensalão.

Na delação que firmou para se ver livre da prisão, o empresário declarou em agosto de 2015 que ‘resolveu se mudar para Paris após receber a ‘dica’ de José Dirceu para ‘cair fora”. Em audiência diante do juiz Sérgio Moro, no processo em que também é réu, o delator apresentou uma versão diferente. O juiz perguntou: “O sr mencionou que na época do Mensalão deixou o país por qual motivo?’ O delator respondeu: “Eu deixei o pa … ai nessa declaração, até ai que depois que eu assinei que eu fui ler, eu disse que foi que o Zé Dirceu que me orientou a isso. Não foi esse o caso. Eu, eu saí, porque saiu uma reportagem minha na Veja, em março de 2005.”

Posteriormente, Moura admitiu aos procuradores da Lava Jato que mentiu na segunda versão e segue colaborando com as investigações desde então. Os outros depoimentos de sua colaboração não tiveram alterações e seguem sendo utilizados pelos investigadores.

Os advogados de José Dirceu e Delcídio Amaral não foram localizados nesta terça-feira, 27, para comentar o caso.