Arquivos mensais: fevereiro 2016

Dissidentes discutem deixar o PT e fundar novo partido

downloadPolíticos do PT, muitos deles com mandato, deflagraram no fim do ano passado sondagens para a criação de um novo partido. Nos últimos meses, as discussões envolveram cerca de 25 parlamentares, todos eles insatisfeitos com os rumos da legenda nesses tempos de crise. Movimentos sociais também foram acionados para discutir, de forma reservada, a proposta. Dissidentes afirmam que a ideia é retomar as conversas após as eleições municipais deste ano.

Dirigentes do PT têm conhecimento da operação, mas colocam panos quentes. “Isso ficou forte na época do Eduardo Cunha [quanto o governo ainda defendia o diálogo com ele], mas já diminuiu”, disse um petista graúdo.

O ex-governador Tarso Genro (RS), que esteve em algumas das reuniões para tratar do tema, afirma ser “natural” debater o assunto em um período “de grave crise partidária”, mas diz que agora não é o momento para discutir a proposta.

“Sem reestruturar o sistema político, partidos presentes e futuros terão os mesmos problemas”, defendeu Genro.

 O PT convidará Lula para participar do programa nacional que o partido veiculará na TV em 23 de fevereiro. A peça será produzida pelo marqueteiro Edinho Barbosa.

No PT e na Esplanada, a conclusão é a mesma: o Instituto Lula subestimou a ofensiva contra o ex-presidente.

Um importante banqueiro reprovou as declarações de Mark Mobius, tido como um dos gurus dos mercados emergentes, apostando na recuperação judicial da Petrobras. “Estão vendendo mais dificuldade para ganhar facilidade ”, reclamou.

 

Somos todos Lula?

PrintNo domingo de Carnaval, os repórteres Vera Rosa e Ricardo Galhardo revelaram que, durante uma reunião com Lula, dirigentes do PT sugeriram a criação de uma rede de apoio a Nosso Guia com o slogan “Somos Todos Lula”. Seria algo como o famoso “Je suis Charlie”, criado depois do ataque terrorista à redação do Charlie Hebdo. Seria, mas jamais será.

“Somos todos Lula”, quem, cara pálida? Nosso Guia queixa-se de que ninguém o defende. Nem ele, pois até agora não deu uma só explicação para seus confortos. Some-se a isso que jamais defendeu o comissário José Dirceu. Talvez não achasse argumentos para fazê-lo.

A vida deu a Lula um sentimento de onipotência que em certos momentos soa irracional, mas é sempre compreensível. Ele e sua mulher, Marisa, saíram daquele Brasil que tem tudo para dar errado. O retirante pernambucano cresceu na pobreza de uma família desestruturada. Sua primeira mulher, grávida, morreu num hospital público. Marisa, seu segundo matrimônio, fora casada com um taxista assassinado, cujo carro passou a ser dirigido pelo pai, também assassinado.

Como dirigente sindical, Lula comandou duas greves históricas que projetaram-no nacionalmente. Ambas resultaram em perdas financeiras para os grevistas, mas isso tornou-se uma irrelevância. Candidatou-se ao governo de São Paulo em 1982 e ficou em terceiro lugar, com 1,1 milhão de votos contra 5,2 milhões de Franco Montoro. Disputou quatro vezes a Presidência da República e perdeu duas eleições no primeiro turno para Fernando Henrique Cardoso.

Metamorfose ambulante, superou todas as adversidades. Elegeu-se, reelegeu-se, colocou um poste na sua cadeira e ajudou a permanência de Dilma Rousseff no Planalto, dando ao PT um predomínio inédito na história do país. Conta a lenda que um áulico atribuiu-lhe a cura de um câncer de um colaborador.

Lula acredita na própria invulnerabilidade. Para quem se reelegeu depois do escândalo do mensalão, tem boas razões para isso. A ideia de multidões vestindo camisetas com a inscrição “Somos todos Lula” reflete o modo de fazer política de um comissariado intelectual e politicamente exausto. Noves fora a piada de que esse poderia ser o uniforme da bancada de Curitiba, marquetagens desse tipo exauriram-se.

É impossível especular como ele sairá das encrencas em que se meteu, mas uma coisa é certa: seus maiores aliados, como sempre, são os seus adversários.

Por: Elio Gaspari

Quem sabe, sabe?

size_810_16_9_cpi-da-petrobrasBRASÍLIA – O PT tapou a boca de quem achava que era impossível substituir à altura seu inacreditável líder Sibá Machado. E tapou duas vezes: primeiro, ao encontrar um substituto perfeito para Sibá, o gaúcho Paulo Pimenta.

Segundo, ao conseguir achar outro nome da mesma consistência, e que derrotou Paulo Pimenta na luta pela liderança. O novo Sibá Machado, igualzinho ao anterior, é o deputado baiano Afonso Florence.

Aliás, Florence não é igual a Sibá: é um Sibá aperfeiçoado.

Elegeu-se com doações das empreiteiras UTC e OAS, ambas participantes de praticamente tudo que está sendo investigado pela Operação Lava Jato; e também com doações do ex-presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli – um administrador que se notabilizou por assumir a empresa quando seu valor de mercado estava perto dos US$ 400 bilhões e por deixá-la com valor inferior a 10% do inicial.

Mas tudo tem seu lado bom: se Florence chegou lá, Pimenta não chegou.

Governador manda tirar nome de Sarney de escolas

Escola-sarneyMARANHÃO – Sete escolas estaduais do Maranhão batizadas em homenagem ao ex-presidente José Sarney tiveram os nomes alterados por um decreto assinado pelo governador Flávio Dino (PC do B).

No total, o nome de 37 escolas que homenageavam pessoas vivas foram trocados por nomes de professores, políticos, religiosos e poetas que já morreram, como os ex-deputados João Evangelista e Júlio Monteles.

A filha de Sarney, a ex-governadora Roseana Sarney, e mulher dele, Marly Sarney, também perderam as homenagens. O nome de Roseana batizava três escolas, e o de Marly, uma.

O decreto foi publicado no “Diário Oficial do Estado” no último dia 14 de janeiro.

Outro nome próximo ao clã Sarney, o do senador Edison Lobão, que é ex-governador do Estado e ex-ministro de Minas e Energia, foi retirado de quatro locais.

Há um ano, quando assumiu o governo do Maranhão, Dino assinou um decreto que proibia que bens públicos do Estado recebessem o nome de pessoas vivas ou responsabilizadas por violações aos direitos humanos durante o regime militar.

No caso das pessoas vivas, a medida não era retroativa, de modo que Sarney continuava a dar nome a pelo menos 160 escolas do Maranhão, além de bibliotecas e obras viárias em todo o Estado.

Com o novo decreto, os nomes do ex-vice-governador do Maranhão e atual senador João Alberto de Souza, do ex-governador João Castelo, da ex-secretária de Educação Leda Tajra, do ex-vice-presidente Marco Maciel e do ex-deputado federal Magno Bacelar também foram apagados da fachada de centros de ensino. O poeta maranhense e membro da Academia Brasileira de Letras Ferreira Gullar também deixou de ser homenageado.

Moro manda PF investigar o suposto sítio de Lula

images-cms-image-000481004CURITIBA – O juiz federal Sérgio Moro autorizou a Polícia Federal (PF) a instaurar um inquérito separado para investigar as reformas do sítio de Atibaia, frequentado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua família.

O documento autorizando a abertura do novo inquérito é sigiloso e foi assinado por Moro no dia 4 de fevereiro, mas entrou no sistema da Justiça Federal do Paraná apenas nesta terça-feira (9). “Este Juízo não tem óbices à efetivação do desmembramento requerido pela PF”, afirmou Sérgio Moro ao autorizar a nova investigação, que ocorrerá sob sigilo.

A polícia apura se as obras de reforma foram pagas por empreiteiras investigadas na Operação Lava Jato. A PF já investigava as reformas em um inquérito ligado à empreiteira OAS, mas os agentes pediram ao juiz que autorizasse uma nova investigação, exclusiva, uma vez que provas envolvendo outras empresas e pessoas físicas passaram a ser analisadas.

Em resposta, o Instituto Lula afirmou que o ex-presidente Lula nunca escondeu que frequenta em dias de descanso o sítio Santa Bárbara, que pertence a amigos dele e de sua família. O instituto afirma também que não há nada ilegal nestes fatos, que não servem para vincular o ex-presidente a qualquer espécie de suspeita ou investigação.

PSDB: Máfia da Merenda

charge_barco_psdbSÃO PAULO – Grampos feitos pela Operação Alba Branca, que investiga fraude na venda de merenda a prefeituras e ao governo Geraldo Alckmin (PSDB), mostram que um lobista da cooperativa que está no centro das apurações citou o deputado estadual Luiz Carlos Gondim (SD) como alguém que abriria mercados. Além de Gondim, foram citados pelos investigados o presidente da Assembleia Legislativa, Fernando Capez (PSDB), e os deputados federais Baleia Rossi (PMDB) e Nelson Marquezelli (PTB) –os dois últimos, mencionados nos grampos. Ex-dirigentes da Coaf também acusam Duarte Nogueira (PSDB), hoje secretário de Transportes, de receber propina. Todos negam participação em irregularidades.

Gondim é mencionado em ao menos duas ligações telefônicas feitas por Marcel Ferreira Julio, apontado como lobista da Coaf (Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar) junto ao governo do Estado. Marcel é filho do ex-deputado Leonel Julio, o que lhe rendeu contatos políticos, de acordo com as investigações.

Em uma das menções, Marcel diz a uma mulher não identificada que irá intermediar o contrato entre a Coaf e a Prefeitura de Mogi das Cruzes (SP) no próximo ano, pois Gondim está à frente nas pesquisas para a prefeitura da cidade neste ano.

Em outro diálogo, é dito que Gondim “abriu um monte de prefeituras”. O interlocutor, não identificado, está falando do gabinete de Gondim, segundo a polícia.

Em 2012, Gondim fez uma série de proposições na Assembleia Legislativa para tornar a laranja e seu suco obrigatórios na merenda. O suco de laranja é o produto que a Coaf fornece desde o ano passado à Secretaria da Educação do governo Alckmin.

Dr. Pérsio: “Não darei cheque em branco ao prefeito”

dr-pérsioPETROLINA – O vereador Dr. Pérsio Antunes (PMDB) disse sobre o projeto de Lossio propondo a venda do Estádio Paulo de Souza Coelho que “O prefeito quer vender mais, e nem sei qual é o objetivo. Se fosse para construir uma arena, e se concluísse a arena para só então vender o estádio, tudo bem”, afirmou.

Segundo o oposicionista, a proposta do gestor sobre o estádio é igual ao projeto do Centro Administrativo. “Mandaram um projeto para cá, para retirar os permissionários do Ceape, onde seria construído o Centro Administrativo, mas hoje já estão dizendo que não sabem se vão construir. Mandaram outro projeto, de R$ 20 milhões, para o Centro Administrativo. Esse dinheiro vai pra onde, agora, se não vão mais construir? ”, criticou.

Dr. Pérsio revelou ainda que a Casa chegou a autorizar o empréstimo bancário dos R$ 20 milhões, por 20 anos, para a prefeitura implantar o Centro Administrativo. “Já estão até dizendo que tem empresa interessada em comprar a área do Ceape. Portanto, não vou mais dar cheque em branco (ao Executivo)”, declarou o vereador, reforçando, “por essas e outras”, o motivo de ter proposto a audiência pública sobre a questão fundiária na cidade.

Fonte: blog do Carlos Britto.

“Não sou nenhum babaca para defender as causas de Petrolina custeando do meu bolso”, dispara vereador José Batista Gama.

Batista da GamaAo comentar o projeto que elevou o subsídio dos vereadores em Petrolina para R$ 15.027,00 (quinze mil e vinte e sete reais), o vereador José Batista da Gama (PDT) disse não abrir mão do seu salário em hipótese nenhuma. “Eu não sou nenhum hipócrita para dizer aqui que vou renunciar ao subsídio, não vou mesmo, pode entrar o projeto de lei que entrar eu não voto, eu não sou nenhum babaca para está aqui defendendo as causas de uma cidade tão cheia de problemas como Petrolina custeando do meu bolso, é brincadeira, eu prefiro custear minha família do que custear Petrolina”

Zé Batista revelou ainda que 50% dos vereadores estão nas mãos dos agiotas sem condições sequer de financiar suas campanhas a reeleição. “Eu desafio se daqui desses 19 não tem pelo menos 50% dos vereadores a ver navios, sem dinheiro, sem condições de enfrentar uma nova eleição porque ao londo dos últimos três anos um pede para isso outro para aquilo, pede para remédio, pede para viagem, pede para cesta básica. Eu não queria falar em agiotagem não, mas aqui tem mais de 50% na mão de agiota, é brincadeira um negócio desse? Não é brincadeira mais de 50% na mão de agiota , que dizer é dando dinheiro a família ou dando dinheiro ao povo?”

O vereador disse também que se o valor do subsídio fosse R$ 20 mil/mês votaria a favor, pois a população entende que o vereador precisa de dinheiro para custear o mandato.

Cidadania Ativa pergunta: o babaca no caso é o contribuinte? Quem sabe chegou a hora do cidadão defender o fim dos vereadores, pois, para que eles servem?

Câmara Cascudo: Sociologia e o Carnaval

homem mulherRIO GRANDE DO NORTE – Carnaval aproxima-se e com ele o estudo da psicologia popular aplicada. Não há época melhor para medirmos a resistência individual e coletiva em face de virtudes ou vícios. E, etnograficamente, compararmos o desaparecimento ou persistência de tradições carnavalescas, uso ou esquecimentos de gestos, cantigas, palhas e hábitos velhos. O Carnaval é um documento irrespondível. Para a burguesia capitalista o Carnaval é uma escapação da sobrecarga. Uma evasão das preocupações trágicas do dia quotidiano. O valor da observação está em ver de como o homem se diverte ou julga divertir-se. O essencial, no domínio psicológico, é constatar como ele aplica o seu tempo e em que direção escolheu a técnica para esquecer-se do trabalho terrível dos outros dias.

Toda a gente sabe que o Carnaval é uma festa popular que reúne muitas festas populares de séculos e séculos, vindas de Roma, da Grécia, dos cultos de orgias na Ásia Menor, no Oriente próximo. É uma espécie de festa-das-festas em que tudo se permite porque o homem está homenageando as forças livres da fecundação e da germinação, restos de cultos aos deuses rurais, propiciando as colheitas fecundas e abundantes. Também ocorrem festas de caráter social, como as Saturnais e Lupercais, em Grécia e Roma, que tinham, de modo geral, o mesmo aspecto do Carnaval, disfarces, gritos, movimentação, cantigas, liberdade, bebidas e alegria tumultuosa. Basta um pormenor carnavalesco para mostrar sua antiguidade.

Durante os cinco dias de Carnaval há um irresistível desejo de pilheriar, dizer em voz alta as brincadeiras mais inopinadas e possivelmente agressivas. Tem uma vaga idéia de que tudo é permitido e legal, inclusive o desrespeito, a insolência, a deseducação. E quando alguém protesta, surpreende-se, reagindo, a explicação é sumária e típica: “Não se zangue, homem, é Carnaval, Carnaval é isso mesmo…”

Carnaval como sinônimo de licenciosidade, irresponsabilidade, garantia tradicional das loucuras, comprova sua duração no Tempo e o espírito de sua função sacra e orgiástica. Reparem, nessas horas de liberdade, como falam, cantam e gritam homens que passam o ano cheios de gravidade, porejando circunspeção, irradiando protocolo. Estudem no delírio do “Passo” a necessidade de movimento, de gesticulação, e trejeitos. Tudo aquilo estava comprimido, apertado, guardando nos refolhos da Vontade, aguardando a oportunidade para manifestar-se. Vejam também, pelas “fantasias” dos ricos e pelos disfarces improvisados pelos pobres, o senso da decoração, do colorido, da ornamentação de cada um. Vejam a predominância das cores primitivas, vermelho especialmente, vermelho sangue de boi.

Vejam as facilidades com que os grupos, cordões, blocos se organizam na rua e escolhem chefes, no fenômeno natural da sociabilidade. E a parte da improvisação musical. De expressão mímica. As reações populares aos acontecimentos, cantigas, caricaturas, críticas. E os ditos, anedotas, reparas, respostas, perguntas “de achatar”. E anote-se a alimentação especial desses dias tanto nas residências como nas ruas. O que se come durante o Carnaval seria objeto de uma pesquisa sugestiva. E os homens que se vestem de mulher e as mulheres que se vestem de homem, abominação que Jeová condenou no Deuteronômio?

Há no Carnaval todos os elementos para estudo, alegria, esquecimento e loucura.

Por: Luís da Câmara Cascudo

O Governo deveria estatizar o Uber e privatizar a Petrobras

UBERJá está provado que a proibição de uma tecnologia nunca foi bem sucedida. Ela sempre é cultivada por entusiastas e reaparece anos depois e é estimulada por novos grupos no poder ou apropriada de uma nova forma.

Mas é importante que não confundamos a tecnologia com o agente dela. A Apple é a empresa que inovou em computadores, o Google com uma ferramenta de busca, a Facebook com uma rede social. O Uber inova em serviço. A tecnologia de comunicação e pagamento por celular não é igual ao Uber e pode e deve ser apropriada por outros agentes.

Não se pode negar que o modelo de negócio é muito esperto. O Uber criou uma categoria de serviço que lucra muito, não paga impostos e obriga o Estado a fiscalizar, até mesmo porque é o único que consegue isso. Além disso, nem precisa investir muito em propaganda, pois os próprios usuários já fazem isso espontaneamente. Sem contar que a melhor ferramenta de marketing do UBER são os próprios taxistas, que alardeiam a chegada do concorrente gritando a todo pulmão, e param as cidades para promover a marca da empresa.

Deixando de lado o aspecto descolado e moderno de sua proposta, não devemos esquecer que tal empresa é uma multinacional que visa exclusivamente o lucro. O UBER não é “bonzinho”, é um negócio agressivo que está promovendo disrupção num modelo estabelecido, tornando-se um novo intermediário num mercado degradado, ao promover uma forma de transporte mais “burguesa”.

O Uber não é esse profeta da Era Digital que pintam, nem veio resolver nossos problemas de mobilidade urbana. É um app que dá conforto e comodidade para a parcela da população que pode pagar por esse privilégio e não usa uma tecnologia tão revolucionária por si só.

O mais curioso é ver as pessoas defenderem o Uber dizendo que estão proibindo por motivos “econômicos”. Por acaso o Uber é um serviço público? Mas deveria.

Apesar de a startup ter um valor de mercado elevadíssimo, na casa dos US$ 50 bilhões (superando todas as empresas da Bovespa, menos a Ambev), tem uma estrutura enxuta e um potencial gigantesco. Se fosse uma empresa pública, não seria uma boa opção para cabides de empregos. O Governo, que já teria que controlar e fiscalizar o serviço mesmo, também lucraria com esse novo modelo de negócio.

Daria até para resolver um outro problema e privatizar a Petrobrás, que vale hoje um pouco mais da metade do Uber (US$ 29 bilhões) e nem seria preciso explicar os motivos, dadas as atuais circunstâncias observadas nos noticiários diariamente. Mas mesmo se não faça isso, estatizar o conceito do Uber é algo que deveria ser feito urgentemente. Eu apostaria que o primeiro país que fizesse isso geraria um efeito em cascata de outros países rapidamente.

Todos ganhariam com isso, passageiros, motoristas e o governo. Bom, todos menos o Uber. Mas aí já é um problema dele, não tenho pena.

Por:Pedro Guadalupe, Diretor do portal Bhaz e profissional de marketing político digital, publicado no BR 247.