Arquivos mensais: março 2014

O português bem “dizido”: Porque, por quê, por que e porque

images (5)Na Língua Portuguesa, há quatro maneiras diferentes de se grafar o porquê:

1) Porquê (junto, com acento): É um substantivo, portanto deverá ser usado, quando surgir, antes dele, uma palavra modificadora – artigo (o, os, um, uns), pronome adjetivo (meu, esse, quanto) ou numeral (um, dois, três, quatro). Como é um substantivo, admite plural: porquês. Exemplos:

— Ninguém sabe o porquê de tanto desdém.

— Quantos porquês! Pare de fazer-me perguntas.

2) Por quê (separado, com acento): É a junção da preposição por com o substantivo quê, que só é usado em final de frase. Aliás, sempre que a palavra “que” for usada em final de frase, deverá ser acentuada, independentemente do elemento que surja antes. Exemplos:

— Você não me telefonou ontem por quê?
— Nem eu sei por quê.
— Você está rindo de quê?
— Você procurou-me para quê?

Nota 1: A palavra “que” será acentuada, quando estiver antecedida por uma palavra modificadora, ou quando for uma interjeição que designa espanto. Exemplos:

— Ela tem um quê de mistério.
— Quê? Ela esteve aqui, e você não me avisou?

Nota 2: Quando, anteriormente ao “que”, surgir a palavra “o”, “a”, “os” ou “as”, teremos pronome demonstrativo (o, a, os, as), com o mesmo valor de “aquele, aquela, aquilo”, e pronome relativo (que). No caso de “a que”, também pode ser a preposição “a”. Exemplos:

— Não entendi o que você falou = Não entendi aquilo que você falou.
— Dos concorrentes, o vencedor será o que mais votos obtiver = Dos concorrentes, o vencedor será aquele que mais votos obtiver.
— A peça a que assisti é maravilhosa.
 (Esse “a” é preposição)

3) Por que (separado, sem acento):

a) É a junção da preposição por com o pronome interrogativo que; significa por que motivo, por qual razão. Exemplos:

— Por que o professor faltou hoje? = Por qual razão o professor faltou?
— Não sei por que o professor faltou hoje = Não sei por qual motivo o professor faltou hoje.

b) É a junção da preposição por com o pronome relativo que; pode ser substituído por pelo qual, pelos quais, pela qual, pelas quais ou por qual. Exemplos:

—O aperto por que passei foi terrível = O aperto pelo qual passei foi terrível.
— A causa por que luto é nobilíssima = A causa pela qual luto é nobilíssima.

4) Porque (junto, sem acento): É uma conjunção, portanto estará ligando duas orações, indicando causa (= já que), explicação (= pois) ou finalidade (= para que). Exemplos:

— O espetáculo não ocorreu, porque o cantor estava gripado = O espetáculo não ocorreu já que o cantor estava gripado.
— Estudem, porque consigam a aprovação = Estudem para que consigam a aprovação.
— Pare de falar, porque está atrapalhando-me = Pare de falar, pois está atrapalhando-me.

 Dílson Catarino
Professor de língua portuguesa e poeta.

A Argentina não é favorita, mas pode ganhar a Copa 2014, diz Messi.

Messi

O atacante argentino Lionel Messi considera “Alemanha, Brasil, Espanha e França” como principais candidatas ao título da Copa 2014, porém, ressaltou que esse favoritismo por si só não leva a conquista se o time não tiver “sorte de campeão”, o que vale para seus compatriotas.

Em entrevista concedida à TV argentina TyC Sports, disse, ainda, que: “A Argentina teve seleções muito boas que chegaram a Copas com expectativa e depois não levaram nada”. Diante disso, o argentino espera ver sua seleção crescer “aos poucos” no torneio, embora não veja a Argentina como favorita.

Messi também não considera sua seleção abaixo das principais concorrentes. Segundo ele, o elenco alviceleste é forte e “está no momento certo para ganhar algo”.

Em relação aos adversários na primeira fase, o atacante afirmou que em um Mundial nada é fácil e todas as partidas serão difíceis. “Podem pensar que caímos em um grupo fácil, mas é preciso mostrar isso em campo”.

Ao final da entrevista, Messi  confessou  ser torcedor do Newell’s Old Boys e que pretende encerrar a carreira em alguma equipe de seu país: “Quando, ainda não sei, mas é quase certo que vou voltar”, disse.

Assembleia dos servidores da UFPE determina greve a partir de segunda

downloadApós assembleia realizada nesta quarta-feira (19), na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE),  Zona Oeste do Recife, os servidores técnico-administrativos da instituição decidiram aderir ao movimento grevista nacional e vão parar suas atividades a partir da próxima segunda (24). Entre outras demandas, eles pedem por uma revisão no plano de carreira, pois a categoria tem o pior piso dos servidores federais, R$ 1.040.

“Vamos parar a partir de segunda para respeitar a regra que pede 72h de aviso prévio. Como a UFPE está em recesso, ainda não definimos que serviços exatamente vamos atacar, mas iremos abordar isso quando as aulas retornarem na semana seguinte”, afirmou o coordenador jurídico do Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Federais de Pernambuco (Sintufepe), Everaldo Araújo. Com a UFPE, são 39 universidades no Brasil nas quais os servidores entraram em greve.

Como fazem parte de um movimento nacional, o Sintufepe informou que só encerrará a greve quando o Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativo em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra) entrar em acordo com o governo. “A nossa pauta local é que muitos cargos estão sendo terceirizados. Queremos que todas as vagas para servidores públicos sejam preenchidas por concurso. Vamos mandar um representante para Brasília e ele vai coordenar nossas demandas com as da Fasubra”, disse Araújo.

UFRPE
Os técnico-administrativos da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) já aderiram à paralisação nacional desde a última segunda-feira (17). Nesta quarta, fizeram uma assembleia para discutir algumas demandas da categoria. De acordo com a coordenação de comunicação do Sintufupe, estão sendo formadas comissões para decidir quais serviços deverão ser paralisados.

Fonte: G1 PERNAMBUCO

Leão coloca as garras de fora na Liga Ouro

basquete masculino_65PSN_grandeO time do Sport conseguiu sua primeira vitória na Liga Ouro de Basquete Masculino. Após duas derrotas consecutivas para o Lins, o Leão saiu de quadra vitorioso diante do Campo Mourão, na última terça-feira (18), no Paraná, pelo placar de 100 a 94. Com destaque para o armador Carioca, que marcou 25 pontos, e o ala-pivô Wesley, o time mais novo da competição conseguiu a tão esperada maturidade. Após a o resultado positivo, os rubro-negros voltam a enfrentar o time paranaense, no mesmo local, nesta quarta-feira (19), em jogo válido pela 4ª rodada da Liga Ouro, Divisão Acesso para a NBB 2015.

O Sport começou melhor na partida. Carioca já iniciou o jogo mostrando que a noite seria diferente para o Leão. Rápido e com uma inteligência diferenciada dentro de quadra, o armador conseguiu destruir o sistema defensivo adversário. Durval também apresentou um bom rendimento no primeiro quarto, ajudando a equipe pernambucana a ficar boa parte dos 10 minutos iniciais em vantagem no placar. O primeiro tempo terminou bastante equilibrado, com o Campo Mourão vencendo por 17 a 14.

Mesmo com o placar adverso, a equipe comandada pelo técnico Ricardo Oliveira não se abateu. Com uma defesa forte, o Sport forçou erros do Campo Mourão e conseguiu contra-atacar. O quarto terminou com o Sport na frente, pelo placar de 33 a 26.  No terceiro tempo, foi a vez dos donos da casa. O Campo Mourão equilibrou a partida, fazendo 10 a 2 no parcial, mas Carioca, de apenas 20 anos, estava em noite inspirada. Não errou a pontaria e não deixou o time paranaense passar na frente. Weslley, que só entrou no jogo no terceiro período, também ajudou o time rubro-negro a abrir sete pontos de vantagem.

Xerife pretende manter segurança na contenção

images (1)Nos último dois jogos contra o Santa Cruz, a defesa do Sport, liderada pelo capitão Durval, não deu brechas aos adversários. O Leão não sofreu gols, e garantiu vantagem para o jogo de volta contra os corais, pela Copa do Nordeste, marcado para logo mais no Estádio do Arruda. Panorama que o xerife leonino pretende manter no reduto tricolor, para que os rubro-negros cheguem à final do Regional sem sustos.

“Espero continuar fechando a nossa linha de zaga, junto com meus companheiros de setor defensivo. A ordem é segurar o ataque deles e buscar espaço para marcar gols”, resume o zagueiro, que evita pensar na vantagem construída antes da definição do Clássico das Multidões. “Sei que fizemos um bom placar na Ilha do Retiro, mas precisamos entrar em campo sem pensar no regulamento. Estamos focados na vitória, sempre respeitando o Santa Cruz”, declara.

Um dos líderes do elenco rubro-negro, Durval utiliza sua experiência dentro de campo e também fora dele, para orientar os atletas mais jovens do grupo leonino. Postura essencial nos momentos que antecedem o clássico. “Eu e os jogadores mais rodados, como Magrão, conversamos bastante com os mais novos. Principalmente em datas de jogos decisivos, quando a ansiedade aumenta. Sempre procuramos passar confiança”, explica o capitão do Sport.

Indisciplinado, Paulinho é afastado do elenco do Paraná

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O meia-atacante Paulinho não faz mais parte do elenco do Paraná. Pelo menos, por enquanto. O atleta foi afastado por decisão da comissão técnica nesta semana e sequer fica relacionado para a partida desta quinta-feira, contra o São Bernardo, pela Copa do Brasil.

Titular sob o comando do técnico Milton Mendes nas últimas rodadas, o jogador está suspenso para a segunda partida das quartas de final do Campeonato Paranaense, no clássico diante do Atlético-PR. Assim, a expectativa era de que jogasse pelo torneio nacional.

Entretanto, no treinamento realizado nesta quarta-feira, o meio-campista não esteve presentes no trabalho tático que definiu a equipe titular. Ao fim do coletivo, o técnico Milton Mendes explicou o porquê.

“O Paulinho teve uma situação que não foi positiva e está fora. Ele teve uma posição indisciplinar. Não vou entrar em detalhes, já foi feito e é algo interno do clube. Se ele está no grupo? Não, não está”, declarou Mendes, que discutiu com o atleta.

O período de afastamento ainda não está definido pelos integrantes da comissão. “Se ele se retratar, a situação muda. Por enquanto, está fora”, completou. Quem também falou sobre o assunto foi o volante Ricardo Conceição, que retorna após quase um mês em recuperação.

“É complicado. A gente sente o lado do treinador e também do atleta. Pode acontecer com qualquer um. Temos que respeitar a posição do Milton. Eles são inteligentes, vão saber conversar e não terá mais problema nenhuma”, ponderou.

A OAB/RJ julgará pedido de expulsão de Roberto Jefferson.

jefferonRIO DE JANEIRO – O corregedor Rui Calandrini, da seccional carioca da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ), pediu a abertura de um processo disciplinar para cassar o registro de advogado do ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ). Ele defende a expulsão do petebista dos quadros da entidade por causa da sua condenação no processo do mensalão.

O processo contra Jefferson vai ser julgado pelo tribunal de ética e disciplina da OAB-RJ. Na representação, o corregedor o acusa de violar quatro incisos do Artigo 34 do Estatuto da Advocacia. O texto prevê a expulsão do advogado que receber dinheiro de forma ilícita, mantiver conduta incompatível com a profissão, praticar “crime infamante” ou se tornar “moralmente inidôneo” para a advocacia.

A defesa alega que advindo a expulsão será injusta, uma vez que o ex-deputado nada fez de errado enquanto advogado. Porém, o presidente da OAB-RJ, Felipe Santa Cruz, antecipou que a cassação é “muito provável”.

Machado de Assis e a Nova Literatura brasileira.

machadoAlguns dos escritores da geração nascida por volta da década de 1960, e que começaram a publicar livros nos anos 90, têm, por exemplo, algumas características definidas pela vivência no período da ditadura brasileira (entre os anos 1960 e 1980) que estão presentes em muitos dos seus romances.

“Toda a nossa juventude foi vivida durante o regime militar. E parte dessa experiência influenciou a nossa literatura”, afirma o escritor amazonense Milton Hatoum, de 61 anos, autor de Dois Irmãos, eleito por uma pesquisa do jornal Correio Braziliense como o melhor romance dos últimos 15 anos, e Cinzas do Norte, vencedor do prêmio Portugal Telecom de Literatura.

Um exemplo que ilustra bem a teoria de Hatoum, é o livro O Filho Eterno(2007), do escritor Cristovão Tezza. No romance, que recebeu os prêmios São Paulo de Literatura, Portugal Telecom e Jabuti, Tezza narra a própria história, de quando tinha seus 30 e poucos anos e vivia no período da ditadura brasileira. O personagem central é surpreendido pela gravidez da esposa. E a surpresa se torna maior quando ele descobre que seu filho tem Síndrome de Down. Entre a militância na política e o início da carreira de escritor, o autor narra na ficção  as dificuldades reais em aceitar e conviver com a criança.

Misturar sua própria história a uma ficção é, aliás, outra tendência. Chamado de auto ficção, o gênero combina informações biográficas do autor para construir as narrativas. É um estilo que aparece em diversos livros, não só de autores brasileiros, mas também de outros países.

Mas não é só disso que os romancistas brasileiros estão falando. “Embora esse estilo esteja sendo praticado em várias literaturas, inclusive no Brasil, acho que o que caracteriza a nossa literatura contemporânea é a diversidade. Não há um caminho único sendo trilhado nesse momento”, diz o escritor mineiro, Luiz Ruffato, de 53 anos, colunista deste diário e autor de Estive em Lisboa e Lembrei de Você (2009).

Para o escritor pernambucano Marcelino Freire, 47 anos, autor de Contos Negreiros (2005), vencedor do prêmio Jabuti, a autoficção mesmo sendo uma tendência, não é uma novidade. “Fala-se muito da autoficção, mas acho isso uma bobagem, porque quando um escritor escreve alguma coisa, muito do que ele viveu está no que ele faz, naturalmente”, diz. “Se você pensar na Clarice Lispector, com A Hora da Estrela (1977), por exemplo, e, em Franz Kafka, com A Metamorfose (1915), essa característica já estava presente em seus livros”.

Para ele, a urbanização da literatura brasileira é, esse sim, uma forte característica dos romances que vêm sendo publicados nas últimas duas décadas. “A urbanização do imaginário da literatura brasileira é um fenômeno recente – porém irreversível”, escreve Pinto em seu livro Paisagens Interiores e Outros Ensaios (2012).

A Geração 90, além dos resquícios de ter vivido sob um regime ditatorial, tem também a periferia decadente de São Paulo como epicentro, “com um evidente fascínio pela marginalidade”, diz.

Outro exemplo de que a concisão pode estar na moda, mas não é algo de hoje, é o escritor Machado de Assis (1839-1908) que no século passado já escrevia, dentre outras coisas, seus microcontos. “Pensa no quanto Machado de Assis já era moderno?”, diz Freire, lançando luz sobre outra tendência. “O que eu acho que tem sempre de novo e, ao mesmo tempo, sempre será velho na literatura é a dor. Cada um sabe o que está doendo. A dor de Dostoievski é a mesma dor que vai aparecer na minha literatura, o que difere é o olhar que cada um lança sobre ela”.

Governo suspende gastança com publicidade durante período eleitoral.

dinheiroA publicidade efetuada por órgãos do Poder Executivo estão suspensas entre os dias 5 de julho e 5 de outubro, segundo a instrução normativa nº 6, publicada no diário Oficial da União desta segunda-feira (17).

A instrução foi elaborada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), que é chefiada pelo ministro Thomas Traumann.

De acordo com o texto, as propagandas institucionais, de utilidade pública e de produtos e serviços que não tenham concorrência no mercado só poderão ser veiculadas novamente após o término do período eleitoral (5 de julho a 5 de outubro).

Continuarão sendo transmitidas mensagens de produtos e serviços que tenham concorrência no mercado e propagandas realizadas no Brasil e no exterior que tenham estrangeiros como público-alvo.

Fonte: Diário Oficial da União

Governo envia PF e Força Nacional contra os índios Tupinambás.

Exército

Conselho Indigenista Missionário – CIMI protestou contra decisões da Justiça Federal e Estadual da Bahia que concederam dezenas de liminares e/ou decisões em ações de reintegração de posse contra o povo Tupinambá, cuja ocupação é secular.

No último dia 30 de janeiro, uma base militar chegou a ser montada na Serra do Padeiro para que as forças federais (Polícia Federal e Força Nacional), com apoio da Polícia Militar, promovessem a retirada dos indígenas das terras reconhecidas como tradicionalmente ocupadas pela Fundação Nacional do Índio (Funai) desde 2009.

Em seguida, o Governo Federal enviou forças do exército  para os municípios de Una e Buerarema, nas proximidades da Terra Indígena Tupinambá de Olivença, sob o pretexto de conflito entre indígenas e pequenos agricultores.

A ocupação militar da região foi seguiu a cartilha de criminalização dos movimentos sociais veiculada pelo monopólio das comunicações e empenhada pelo governo atual, a exemplo do tratamento dado aos manifestantes contrários à Copa.

A CIMI afirmou, ainda, que as provocações e ataques partem do latifúndio, verdadeiro inimigo do povo Tupinambá, pois “muitos dos pequenos agricultores já afirmaram que apenas aguardam as indenizações para saírem das terras. Cabe ressaltar que, de modo geral, a relação com os pequenos produtores é bastante amistosa, a ponto de mais de 200 crianças, jovens e adultos não indígenas, estudarem na Escola Estadual Indígena Tupinambá da Serra do Padeiro”.

O Procurador Geral da República, Rodrigo Janot Monteiro de Barros, entrou com um recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) e conseguiu a suspensão das decisões de reintegração de posse, o que, somada a intensa mobilização do povo Tupinambá e das organizações que apoiam a sua luta, resultou, no final de fevereiro, na suspensão de parte das ordens de reintegração de posse das áreas localizadas na Terra Indígena Tupinambá de Olivença, Sul da Bahia.

 Fonte: Jornal A Nova Democracia