ELOGIO DA FILOSOFIA DA LIBERTAÇÃO

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ALBERTO GUERREIRO RAMOS: A DESTINAÇÃO DAS CIÊNCIAS SOCIAIS NA MODERNIDADE PERIFÉRICA

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A sociologia, nesse contexto, erige-se como instrumento de autodeterminação dos povos. Mais »

A CRISE DO MODO DE PRODUÇÃO CAPITALISTA E A QUESTÃO FULCRAL DAS FONTES CRIADORAS DE VALOR

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Digamos de forma clara: a crise do capitalismo é a crise da produção... Mais »

 

Ex-prefeito de Mirandiba se envolve em polêmica

MirandibaMIRANDIBA – Após ter suas contas rejeitadas pela Câmara de Vereadores, o ex-prefeito de Mirandiba, Bartolomeu Tiburtino, se envolveu em mais uma polêmica. Desta vez, o ex-gestor está sendo acusado de realizar um pagamento demasiado ao seu irmão, o então ex-secretário de Finanças, Osvaldo Tiburtino.

O ex-secretário recebeu a numerosa quantia de R$ 29.346,37 no dia 03/11/2016, referente ao seu salário. Esse valor se atribui ao salário base, férias indenizadas, férias proporcionais, salário proporcional e licença Premium.  De acordo com a Constituição, esse valor torna-se abusivo diante do atual quadro financeiro da cidade, visto que, o teto máximo no município não pode ultrapassar o salário do prefeito. Tornando desta forma, esses números ainda mais exorbitantes.

A situação torna-se ainda mais reprovável se comparada ao salário que dezenas de servidores do município recebiam, enquanto que, ao mesmo tempo, o ex-secretário parecia não estar preocupado com isso, já que o seu salário era mais do que suficiente, ou melhor dizendo, inconveniente.

Palocci faz “oferta” a Moro e diz que está disposto a revelar nomes que “certamente” vão interessar a Lava Jato

Ao fim do depoimento, Antonio Palocci disse que “todos os nomes e situações” que optou por não falar até aqui, por sensibilidade da informação, ficam à disposição hoje e em outros momentos de Moro. “Estão a sua disposição o dia que o sr. quiser. Se o sr. estiver com a agenda muito ocupada, a pessoa que o sr. determinar, eu, imediatamente, apresento todos esses fatos com nomes, endereços, operações realizadas e coisas que vão ser, certamente, do interesse da Lava Jato”, disse.

Durante o depoimento, ele foi categórico: “todo mundo sabe que teve caixa 2 em todas as campanhas, não vou mentir”, embora não tenha apontado para nenhuma corrida eleitoral em específico. Ele comentou, contudo, que nunca pediu recurso para empresa enquanto ministro. “Nunca pedi recurso para sondas, nunca, jamais. Aliás, um dado a mais. A Sete Brasil é uma empresa privada, é propriedade de bancos. Não sei como um agente público poderia pedir apoio. Nunca pedi recursos fora do Brasil e nunca pedi ou operei caixa 2, mas ouvi dizer que existia em todas as campanhas, isso é um fato”. comentou.

Palocci foi interrogado em ação penal sobre lavagem de dinheiro e corrupção ativa e passiva relacionados à obtenção, pela empreiteira Odebrecht, de contratos de afretamento de sondas com a Petrobras. Segundo a denúncia, entre 2006 e 2015, Palocci estabeleceu com altos executivos da Odebrecht ‘um amplo e permanente esquema de corrupção’ destinado a assegurar o atendimento aos interesses do grupo empresarial na alta cúpula do governo federal.

Ainda durante o depoimento, o ex-ministro fez elogios à maior operação Lava Jato, que levou para a cadeia ele próprio e outros quadros expressivos do PT. Palocci, preso desde setembro, disse que a Lava Jato “realiza uma investigação de importância”.

STJ decide manter prisão de ex-ministro Antonio Palocci

PallocciOs ministros da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiram nesta terça-feira manter a prisão preventiva decretada contra o ex-ministro Antonio Palocci, detido desde setembro em uma das fases da operação Lava Jato.

A Quinta Turma julgou o mérito de um habeas corpus impetrado pela defesa de Palocci. Para o colegiado, a manutenção da prisão dele é necessária para garantir a ordem pública, uma vez que havia sido decretada para combater um esquema de corrupção sistêmico.

O tribunal tampouco considerou haver constrangimento ilegal que justifique a soltura de Palocci, chamado “Italiano” nas planilhas da Odebrecht.

Há duas semanas, o relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, já havia rejeitado pedido feito pela defesa dele para liberá-lo, tendo destacado em sua decisão o habeas corpus julgado nesta terça-feira pelo STJ.

Desde novembro, o ex-ministro da Fazenda do governo de Luiz Inácio Lula da Silva e da Casa Civil da gestão Dilma Rousseff – de quem também coordenou a campanha em 2010 – tornou-se réu por corrupção e lavagem de dinheiro em processo conduzido pelo juiz Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato na primeira instância.

Palocci também foi um dos principais envolvidos na delação de executivos da Odebrecht divulgadas desde a semana passada pelo STF.

O jornal Folha de S. Paulo publicou reportagem nesta terça-feira segundo a qual o ex-ministro estaria tendo conversas para tentar fechar um acordo de colaboração premiada.

Câmara rejeita acelerar tramitação da reforma trabalhista

plenario-camaraO plenário da Câmara dos Deputados rejeitou nesta terça-feira (18) um requerimento de urgência que, se tivesse sido aprovado, aceleraria a tramitação do projeto que estabelece a reforma trabalhista.

Para que o pedido fosse aprovado, eram necessários, pelo menos, 257 votos favoráveis à urgência, mas o requerimento recebeu 230 votos, além de outros 163 contrários. O requerimento foi assinado pelo líder do governo, Aguinaldo Ribeiro (PP), e por mais 14 líderes de partidos da base aliada do governo.

Com a rejeição do requerimento de urgência, a comissão especial que discute o tema terá de aguardar o prazo estabelecido para apresentação de emendas, sugestões dos parlamentares à proposta, que termina na semana que vem.

Segundo o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), se o requerimento tivesse sido aprovado, a proposta seria votada comissão especial na próxima terça (25) e, em plenário, na quarta (26).

Somente após esse prazo para apresentação de sugestões é que o relator do projeto, deputado Rogério Marinho (PSDB-RN), poderá apresentar o parecer dele sobre a reforma. O documento, que ainda terá de ser discutido e votado na comissão, já foi lido, mas serviu somente para que os parlamentares tivessem conhecimento do conteúdo.

A sessão

A votação do requerimento de urgência aconteceu em meio a protestos dos partidos de oposição, contrários a pontos da reforma trabalhista.

Durante a sessão, Rodrigo Maia se levantou por alguns minutos da cadeira de presidente e a deputada Luiza Erundina (PSOL-SP) sentou-se no lugar dele e, conduzindo a sessão, disse: “Com a palavra, o deputado Rogério Marinho, relator dessa desgraça”, o que gerou reações de diversos deputados.

Ao retornar à mesa da presidência, Maia tentou convencer Erundina a deixar o lugar e encerrou a a votação.

Rodrigo Maia

Após o requerimento ser rejeitado, Rodrigo Maia disse que encerrou a votação em um momento equivocado e que poderia ter esperado outros cerca de 50 deputados que estavam na Câmara votarem.

Ele acrescentou, no entanto, que, se um novo requerimento de urgência for apresentado, não haverá problema em submetê-lo ao plenário.

“Ela [a votação] aconteceu com um quórum baixo e eu encerrei a votação num momento equivocado. Se a maioria dos líderes apresentar novo requerimento, é uma decisão que pode ser tomada, que pode ser pautada a qualquer momento, não há nenhuma prejudicialidade”, afirmou.

A reforma trabalhista

Enviada pelo governo do presidente Michel Temer no ano passado, a reforma trabalhista estabelece pontos que poderão ser negociados entre empregadores e empregados e, em caso de acordo, passarão a ter força de lei, entre os quais:

  • Parcelamento das férias em até três vezes, com pelo menos duas semanas consecutivas de trabalho entre uma dessas parcelas;
  • Pactuação do limite de 220 horas na jornada mensal;
  • Direito, se acordado, à participação nos lucros e resultados da empresa;
  • A formação m banco de horas, sendo garantida a conversão da hora que exceder a jornada normal com um acréscimo mínimo de 50%;
  • Estabelecimento de um intervalo durante a jornada de trabalho com no mínimo de 30 minutos.

LAVA JATO: Cenas do próximo capítulo!

Lula e AécioPONCIANO RATEL – Quem sobreviverá ao juízo final desta batalha épica e definitiva entre a República de Curitiba e a República do Caixa 2?

Sobrará pedra sobre pedra no descampado moral da patifaria política brasileira,  que sequestrou e mercantilizou a dignidade do povo trabalhador nos recônditos nefastos dos palácios da governança nacional ?

Ou será que Petralhas e Coxinhas finalmente deixaram as falsas desavenças de lado e se unirão para criar o crime de interpretação da Lei e derrotar,  com punições severas, o intrépido herói nacional, nosso Harvey Dent Sérgio Moro, consumando, assim, o que a queda de Coração Valente deveria propiciar?

Grandes emoções aguardam este povo de índole passiva, nessa saga dos mocinhos contra os quarenta milhões de ladrões capitaneados pelos intocáveis senhores da República, dos azuis Aécio, Temer, Fernando, Sarney, Renan,  Jucá até o inocentíssimo – e desapegado das coisas materiais – Lula e seus asseclas vermelhos.

E as incríveis delações feitas por antigos partícipes do crime de lesa-pátria, se confirmarão todas ilícitas por serem resultantes de arbítrio judicial e tortura psicológica de executivos honrados e inofensivos do clube dos empreiteiros?

Não perca e veja que Brasil sobreviverá dos escombros dos próximos capítulos desta intrigante e persistente saga dos Elliot Ness paranaenses contra os Al Capones da tríade PT/PSDB/PMDB.

E aguardemos para ver se o desidioso STF tergiversará mais uma vez dizendo que mandará instaurar Inquérito Policial para apurar as irregularidades e punir os responsáveis, enquanto os crimes prescrevem, um a um, fazendo valer desejos incontidos e confessados pelo maioral da Odebrecht, quando achava que gente como ele jamais seria alcançada por nossas leis passionais e impotentes.

Ponciano Ratel é colunista do Blog Cidadania Ativa.

Confira os apelidos no caixa 2

BenedictoO ex-diretor da Odebrecht de infraestrutura, Benedicto Barbosa da Silva Júnior,confirmou, em depoimento gravado na sede da Procuradoria da República no Rio, o pagamento de caixa 2 para campanhas de diversos políticos. Segundo o delator, os executivos subordinados a ele(André Vital, João Pacífico Júnior, Carlos Armando Paschoal, Sérgio Neves, Valter Lana e Luiz Bueno Júnior) elaboravam listas com pedidos de doação ilícita, de acordo com a atuação geográfica de cada um pelo Brasil. Benedicto, então, levava os nomes a uma reunião com os presidentes das empresas do Grupo e acertava o pagamento.

Confira os repasses confirmados por Benedicto Júnior:

Doações via André Vital
“Anão” – ACM Neto (DEM-BA), atual prefeito de Salvador – R$ 2,2 milhões (2012)
“Pelé” – Nelson Pelegrino (PT-BA), atual deputado federal – R$ 1,5 milhões (2012)
“Roberval Taylor” – Mário Kertész, ex-prefeito de Salvador – R$ 400 mil (2012)
“Amigo C” – Paulo Câmara (PSDB-BA), atual vereador de Salvador – R$ 50 mil (2012)
“Buçu” – Henrique Carballal (PV-BA), atual vereador de Salvador – R$ 100 mil (2012)
“Soneca” – Waldir Pires (PT-BA), atual vereador de Salvador – R$ 80 mil (2012)
“Alba” – Tiago Correia (PSDB-BA), atual vereador de Salvador – R$ 50 mil (2012
“Bico” – Geraldo Junior (SD-BA), atual vereador de Salvador – R$ 90 mil (2012)
“Rio” – Marcelo Nilo R$ (PSL-BA), atual deputado estadual – R$ 300 mil (2013)

Doações via Carlos Armando Paschoal
“Boa Vista” – Paulinho da Força (SD-SP), atual deputado federal – R$ 200 mil (2010)
“Curitiba” – Roberto Freire (PPS-SP), atual ministro da Cultura – R$ 200 mil (2010)
“Suíça” – Rodrigo Garcia (DEM-SP), atual secretário de Habitação em SP – R$ 200 mil (2010)
“Brasília” – Fernando Capez (PSDB-SP), atual deputado estadual – R$ 100 mil (2010)
“Carajás” – Arnaldo Jardim (PPS-SP), atual secretário de Agricultura em SP R$ 50 mil (2010)
“Cruzeiro do Sul” – Barros Munhoz (PSDB-SP), atual deputado estadual, R$ 50 mil (2010)
“Guarulhos” – Carloz Zarattini (PSDB-SP), atual deputado federal – R$ 50 mil (2010)
“Itabuna” – Campos Machado (PTB-SP), atual deputado estadual – R$ 50 mil (2010)
“Ponta Porã” – Duarte Nogueira (PSDB-SP), atual prefeito de Ribeirão Preto – R$ 50 mil (2010)
“Itacaré” – Celso Russomanno (PRB-SP), atual deputado federal – R$ 50 mil (2010)
“Itambé” – Edinho Silva (PT-SP), atual prefeito de Araraquara – R$ 50 mil (2010)
“Itumbiara” – Edson Aparecido (PSDB-SP), ex-secretário da Casa Civil em SP – R$ 50 mil (2010)
“Navegante” – José Aníbal (PSDB-SP), ex-senador e ex-presidente do PSDB – R$ 50 mil (2010)
“Santo André” – João Paulo Cunha (PT-SP), ex-deputado federal – R$ 50 mil (2010)
“Palmas” – Vicente Cândido (PT-SP), atual deputado federal – R$ 50 mil (2010)
“Campinas” – Francisco Chagas (PT-SP), ex-deputado federal – R$ 30 mil (2010)
“Macapá” – Ricardo Montoro (PSDB-SP), atual deputado estadual – R$ 30 mil (2010)
“Ribeirão Preto” – Roberto Massafera (PSDB-SP), atual deputado estatual) – R$ 30 mil (2010)
“Natal” – José Genoino (PT-SP), ex-ministro – R$ 30 mil (2010)
“Itatiaia” – José Maria Eymael (PSDC-SP), ex-candidato à presidência – R$ 50 mil (2010)
“João Pessoa” – Vicentinho (PT-SP), atual deputado federal – R$ 30 mil (2010)

Doações via João Pacífico
“Neto” – Eduardo Campos (PSB-PE), ex-governador de Pernambuco – R$ 11 milhões (em 2008, 2010 e 2012)
“Patati” e “Padeiro” – Marconi Perillo (PSDB-GO), atual governador de Goiás – R$ 200 mil (2010) e R$ 2,5 milhões (2014)
“Viagra” – Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), atual deputado federal – R$ 700 mil (2010)
“Batalha” e “Chorão” – Sérgio Guerra (PSDB-PE), ex-senador – R$ 1,06 milhão (2010) e R$ 450 mil (2012)
“Jujuba” – Bruno Araújo (PSDB-PE), atual ministro das Cidades – R$ 300 mil (2010) e R$ 300 mil (2012)
“Lento” – Garibaldi Alves (PSDB-RN), atual senador – R$ 200 mil (2010)
“Novilho” – Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), atual senador – R$ 200 mil (2010)
“Pavão” – Iris Rezende (PMDB-GO), atual prefeito de Goiânia – R$ 300 mil (2010)
“Chaveiro” – José Chaves, ex-deputado federal pelo PTB-PE – R$ 100 mil (2010)
“Bronca” – Paulo Rubem Santiago – ex-deputado federal pelo PDT-PE – R$ 266 mil (2010)
“Biscoito” – Sandro Mabel, ex-deputado federal pelo PMDB-GO – R$ 140 mil (2010)
“Cunhado” – Inaldo Leitão, ex-deputado federal pelo PSDB-PB – R$ 100 mil (2010)
“Carrossel” – Rosalba Ciarlini (PP-RN),atual prefeita de Mossoró, R$ 550 mil (2010)
“Bonitinho” – Robinson Faria (PSD-RN), atual governador do Rio Grande do Norte, R$ 100 mil (2010)
“Bonito” – Fábio Faria (PSD-RN), atual deputado federal, R$ 100 mil (2010)
“Parreira” – José Roberto Arruda (PP-DF), ex-governador, R$ 1,166 mi (2010)
“Comprido” – Agnelo Queiroz (PT-DF), ex-governador, R$ 1 mi (2010)
“Justiça” – Renan Calheiros (PMDB-AL), atual senador, R$ 500 mil (2010)

Doações via Sérgio Neves
“Muro” – Ricardo Ferraço (PSDB-ES), atual senador, R$ 400 mil (2010)
“Filhote” – Luiz Paulo Velloso Lucas (PSDB-ES), ex-prefeito de Vitória – R$ 400 mil (2010) e R$ 100 mil (2012)
“Porsche” – Márcio Lacerda (PSB-MG), ex-prefeito de Belo Horizonte, R$ 1 milhão (2010)

Doações via Valter Lana
“Fantasma” – Ideli Salvatti (PT-SC), ex-ministra e ex-senadora, R$ 300 mil (2010)
“Amante” e “Coxa” – Gleisi Hoffmann (PT-PR), atual senadora, R$ 150 mil (2008), R$ 450 mil (2010) e R$ 3,5 milhões (2014)
“Balzac” – Yeda Crucius (PSDB-RS), atual deputada federal – R$ 600 mil (2010)

Doações via Luiz Bueno Junior
Beto Mansur (PRB-SP), atual deputado federal, R$ 300 mil (2014)
“Benzedor” – João Paulo Papa (PSDB-SP), atual deputado federal, R$ 300 mil (2014)
“Lamborghini” – Luiz Fernando Teixeira (PT-SP), R$ 300 mil (2014)

 

Temer, Lula e FHC em pacto por sobrevivência política

TEMERFOLHA DE SÃO PAULO – Foi em novembro do ano passado, quando a Lava Jato mostrou poder para atingir novos setores políticos e econômicos, que emissários começaram a costurar um acordo entre dois ex-presidentes e o atual chefe da República.

O objetivo era que Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Michel Temer (PMDB) liderassem um pacto para a classe política, fragilizada pelo avanço das investigações.

Apartamentos de autoridades e restaurantes sofisticados serviram para que aliados dos líderes políticos discutissem medidas para limitar a operação e impedir que o grupo formado por PSDB, PT e PMDB seja, nas palavras de articuladores desse acordo, exterminado até 2018.

Nas últimas semanas, a Folha ouviu pessoas relacionadas às três partes e a avaliação foi unânime: a Lava Jato, segundo elas, quer eliminar a classe política e abrir espaço para um novo projeto de poder, capitaneado, por exemplo, por aqueles que comandam a investigação.

O bom trânsito com os dois ex-presidentes e com Temer credenciou o ex-ministro do STF Nelson Jobim e o atual ministro da corte Gilmar Mendes como dois dos principais emissários nessas conversas.

Jobim tem falado com todos. Já almoçou com Temer e FHC e marcou de encontrar com Lula nos próximos dias. Gilmar, por sua vez, hoje é próximo ao presidente, que participa de negociações para articular um acordo para a reforma política, diante do debate sobre a criminalização das doações eleitorais.

Este é o ponto que atinge os principais expoentes da política brasileira, inclusive Temer, Lula e FHC, os três citados nas delações de executivos da Odebrecht por recebimento de dinheiro de forma indevida, por exemplo.

As acusações contra Lula e FHC foram encaminhadas a instâncias inferiores pelo relator da Lava Jato no STF, Edson Fachin, visto que ambos não têm foro privilegiado. Temer, por sua vez, apesar de citado em dois inquéritos, não é investigado por sua “imunidade temporária” como presidente.

A convergência entre os três é: se não houver entendimento para assegurar um processo eleitoral “tranquilo” em 2018, aparecerá um “outsider” ou “aventureiro”.

O acordo de bastidores passaria pela manutenção de Temer até 2018 e a realização de eleições diretas, em outubro do ano que vem, com a participação de Lula.

A tese de quem está à frente das negociações é que não há tempo para uma condenação em segunda instância do petista até 2018, o que o deixaria inelegível. E, caso exista, garantem, haveria recursos em instâncias superiores.

As conversas, por ora, estão divididas entre as articulações de cúpula, que costuram o pacto para a classe política, e as do Congresso, que buscam medidas práticas para eliminar o que consideram abusos da Lava Jato e fazer uma reforma política.

VOTAÇÕES

Entre o que esses grupos avaliam ser possível votar no Congresso para 2018 estão a aprovação da cláusula de barreira para partidos e o fim das coligações proporcionais.

Isso fortaleceria as siglas do establishment e enfraqueceria nanicos e aventureiros.

Projetos como a anistia ao caixa dois, um novo modelo para o financiamento de campanha eleitoral e até o relaxamento de prisões preventivas, que mantêm encarcerados potenciais delatores para a força-tarefa, também entrariam na lista de medidas.

FHC, Temer e Lula se falaram pessoalmente sobre o assunto em fevereiro, quando os dois primeiros visitaram o petista no hospital onde sua mulher estava internada.

A partir dali, emissários se movimentaram com mais frequência, mas, por ora, não há expectativa de que os três se encontrem novamente.

Mas em público, os agentes têm falado. FHC afirmou que é preciso “serenar os ânimos” e “aceitar o outro”. Já havia dito que era preciso fazer “distinções” entre quem recebeu recursos de caixa dois e quem obteve dinheiro para enriquecer. Gilmar Mendes e o ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo (PT) acompanharam o tucano.

No Congresso, o discurso é ainda mais direto. Parlamentares repetem que é preciso “separar o joio do trigo” e “salvar a política”.

LISTA DE FACHIN: O grassamento da roubalheira em 17 páginas de ladrões.

MACACO PUNKE então Plebe Rude, errantes dessa Nau-Brasil desgovernada, nação futurista, trazida pelas caravelas d’além-mar desde Pedrálvares, este que vos fala é PONCIANO RATEL, alçado a patente de Desabestalhador Geral da República em revide ao grassamento das contingências morais nestas paragens tupiniquins.

No proselitismo iconoclasta de hoje, as 17 páginas de ladrões da lista do ministro Edson Fachin e a orgia sem precedentes na roubalheira de dinheiro público pelos políticos e seus asseclas, delatados pela mesma súcia de sacripantas que vivia encravada na pele apodrentada do governo como chatos nas partes pudendas.

O que nos dão conta os noticiamentos hodiernos é que quem tiver acesso alista completa do Janot verá que tem lá pra mais de 17 páginas de ladrões do Partido dos Trabalhadores, PMDB, PSDB e de outros partidos diversos mancomunados num estratagema de corrupção de dinheiro roubado dos cofres públicos durante o tempos em que esses ratoneiros viviam escondidos nos recônditos do Palácio dos Marajás da Governança.

E que, segundo os tabloides mais versados no entretimento e na venda de leituras de fácil degustação, dentro desse mesmo ajuntamento de pessoas de diversos partidos e outros partidos diversos é fácil encontrar uns oito Aécio, uns seis ou sete Lula, Fernando aos montes, Sarney e Collor em demasia e Temer a perder a conta, operando todos conjuntamente para manter um estratagema arquitetado de surrupiação dos faturamentos da Petrobras e de outras estatais, cujas cifras altíssimas serviam para financiar o egoísmo de se perpetuarem no poder “pra sempre”.

Informam ainda os libelos mais benquistos pelos letrados, conforme os inteiramentos acusatórios da grande mídia falada e escrevinhada, que a partir do seleto clube dos bilionários astuciosos e cheios de ojeriza pela lei, uma empreitada de pagamentos de propinas fora realizada ao PT/PSDB/PMDB/PP/PSOL/PCdoB/PR/PDT/PSB e demais partícipes consorciados no crime de compensamento pela primazia de obras públicas entregues por preços super-hiper-mega faturados a empresas corruptas, contratadas pelo governo sem a devida observância das normas de licitação e moralidade pública, numa gastança do dinheiro dos impostos pagos pelo contribuinte passivo nunca dantes vista nesta Pindorama atulhada de organizações criminosas misturadas aos partidos de índole duvidosa.

Também alardeiam os ditos pasquins, que devido a esse traquejo, tão peculiar ao nosso modo institucionalista de cumprir as diligências impreteríveis para o bom andamento da governadoria, consoante os mais alarmistas, pela exageração dos caraminguás surrupiados do erário, poder-se-ia dizer, sem desmedimentos, que essas 17 páginas de ladrões são responsáveis pelo recebimento de rendimentos ilícitos maiores que os do saudoso Mensalão ou da Derrama levada a cabo pela coroa portuguesa no Brasil colônia.

Contudo, enquanto esperamos os doutrinamentos da Justiça capenga desse Brasil sem freiamento, observa-se que o povo capiongo destas terras de promessa futura, mesmo vítima de grandiosa pilhagem institucionalizada, simplesmente acena com uma contraofensiva débil, baseada, tão somente, no processamento judicial dos mais de quatrocentos ladrões que se locupletaram na lascívia desta monumental orgia com o dinheiro do contribuinte, quando poderia condenar a todos por crime de traição e mandar fuzilar um a um em praça pública.

Por aqui me despeço de vosmecês asseverando sempre que enquanto grassar a patifaria, aqui estará Ponciano Ratel, na missão de diligenciador de uma conduta ilibada pública para motejar e abespinhar a sacanagem privada nesta província de Pedrálvares.

E atentai para esta sapiência: “Quando um político não quer, dois outros roubam juntos!”

Saudações a quem tem coragem!

PONCIANO RATEL.

Fachin mandou 38 petições para a Justiça do Paraná

Juizes-MoroCom a retirada do sigilo das delações da Odebrecht, o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou 38 petições para a Justiça Federal do Paraná – documentos que revelam suposto envolvimento de políticos sem foro privilegiado no esquema de propinas e caixa 2 da empreiteira.

Sob a tutela do juiz Sérgio Moro, símbolo da Lava Jato, vão ficar investigações que citam, por exemplo, os ex-presidentes Lula e Dilma, os ex-ministros Jaques Wagner, Guido Mantega e Antônio Palocci, e o marqueteiro Duda Mendonça. No total, 201 petições foram remetidas a tribunais do País por ausência de foro por prerrogativa de função no Supremo.

A delação que cita o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso será enviada para a Justiça Federal em São Paulo. Moro é o responsável pelos processos da primeira instância da Lava Jato, desde que a operação saiu às ruas pela primeira vez, em março de 2014.

Como juiz de Primeiro Grau, ele não pode processar políticos com foro privilegiado. Entre as investigações que podem cair nas mãos de Sérgio Moro, estão inquéritos que citam alguns que já são réus do juiz federal, como o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e o ex-ministro Antonio Palocci (Fazenda/Casa Civil/governos Lula e Dilma).

O ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil Aldemir Bendine, os ex-ministros de governos petistas Guido Mantega e Jaques Wagner, o ex-senador Delcídio Amaral (ex-PT-MS) e executivos da Cervejaria Itaipava também poderão ter de prestar contas a Moro.

 

Univasf: Armando garante apoio à instalação de campus

Armando MonteiroO senador Armando Monteiro (PTB-PE) assegurou, hoje, ao reitor da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), Julianeli Tolentino de Lima, em audiência no seu gabinete, que irá articular junto ao governo federal e à bancada de Pernambuco no Senado e na Câmara dos Deputados a obtenção dos recursos necessários à implantação do campus de Salgueiro, no sertão pernambucano, o sexto da Univasf.

“Precisamos não apenas transpor as águas do rio São Francisco, mas transpor também conhecimento para o semiárido nordestino, absolutamente essencial ao desenvolvimento da região”, disse Armando a Julianeli.  O senador petebista acertou com o reitor que irá apresentar requerimento na Comissão de Desenvolvimento Regional (CDR) para incluir a Univasf na audiência pública que a Comissão promoverá para debater a expansão da educação no interior nordestino.

Armando ressaltou ser reconfortante assistir ao crescimento de uma universidade que foi resultado de insistente reivindicação do ex-deputado Osvaldo Coelho, falecido em novembro de 2015. “Devemos sempre este tributo a Osvaldo Coelho, um visionário”, sublinhou.

Aprovado pelo Ministério da Educação, o campus de Salgueiro começará a operar com dois cursos iniciais, de ciência da computação e engenharia da produção. Com apenas 13 anos de funcionamento, a Univasf, além de Petrolina, tem campi em Juazeiro, Paulo Afonso e Senhor do Bonfim, na Bahia, e em São Raimundo Nonato, no Piauí.

O reitor Julianeli de Lima informou ao senador Armando Monteiro que a instituição tem nota 4 do MEC, numa escala de um a cinco de avaliação da qualidade do ensino, o que coloca a Univasf entre as melhores universidades do país.