A Pirâmide Desabou:Justiça dos EUA acusa criminalmente responsáveis da Telexfree por fraude.
A Justiça dos Estados Unidos acusou criminalmente os responsáveis pela Telexfree, acusados pelas autoridades norte-americanas de promover um esquema de pirâmide financeira, por fraude federal, de acordo com comunicado pulicado na última sexta-feira. Em janeiro, a Telexfree anunciou um contrato de patrocínio com o Botafogo.
James M. Merrill e Carlos N. Wanzeler, ambos do estado de Massachusetts, foram acusados criminalmente em uma denúncia na corte estadual. Se considerados culpados, eles podem pegar até 20 anos de prisão, de acordo com a nota.
Merrill foi detido pelas autoridades e deu um depoimento inicial na corte de Worcester. Já Wanzeler tem um mandado de prisão expedido contra ele e é considerado fugitivo.
Os representantes da Telexfree no Brasil não foram localizados pelo G1 para comentar o assunto.
No mês passado, relatório da Secretaria de Estado de Massachusetts afirmou que a Telexfree é uma pirâmide financeira que arrecadou cerca de US$ 1,2 bilhão em todo o mundo e a Justiça dos Estados Unidos determinou o congelamento dos bens do grupo. Desde então, a procuradoria dos EUA executou 37 mandados de apreensão de bens estimados em dezenas de milhões de dólares.
O pedido foi feito pela Securities and Exchange Commission (SEC), órgão equivalente à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) brasileira, e determinado pelo Tribunal Distrital de Boston. No documento, as autoridades pedem o fim das atividades da empresa, a devolução dos lucros e o ressarcimento das perdas causadas aos investidores, chamados de “divulgadores”.
Acusação criminal
A procuradora norte-americana Carmen Ortiz diz que o “escopo desta suposta fraude é de tirar o fôlego”. “Como alegado, estes réus planejaram um esquema que colheu centenas de milhões de dólares a partir de pessoas que trabalham duro em todo o mundo”, afirmou.
O agente especial encarregado de investigações internas diz que uma das prioridades da investigação é acompanhar o fluxo do dinheiro ilícito da empresa ao redor das fronteiras americanas e orientou que “se o negócio é muito bom para ser verdade, provavelmente é”.
A denúncia alega que a Telexfree é um esquema de pirâmide e que, entre janeiro de 2012 e março de 2014, quis comercializar o seu serviço de VoIP por meio do recrutamento de “milhares de promotores”, que publicavam anúncios do produto na internet. Cada promotor era obrigado a “comprar” o produto por um preço determinado pela Telexfree, pelo que eram compensados.
A postagem de anúncios eram uma “atividade sem sentido”, segundo a denúncia, em que os promotores apenas colavam as propagandas em sites que já estavam cheios de anúncios de outros participantes. De acordo com o depoimento, a Telexfree arrecadava menos de 1% da receita das vendas de serviço de VoIP ao longo dos últimos dois anos.
Mais ou menos 99% do faturamento vinha de novas pessoas que entravam no esquema. “A Telexfree só era capaz de pagar o rendimento prometido aos promotores existentes trazendo dinheiro de novos recrutados”, diz a nota da Justiça.
Isto Posto… O Judiciário não pode ser instrumento de intimidação dos opositores.
Em que pese a Lei preceituar a publicidade como princípio inafastável da Administração Pública, no Brasil se vive ainda, devido aos traços fortíssimos do personalismo imperante em nossas instituições, épocas sombrias no que tange à transparência dos negócios públicos.
Pois é notória a falta de boa-fé do ocupante do cargo em recepcionar as críticas ao seu gerenciamento sem compreendê-las como ataques pessoais, uma vez que este não pode se confundir com a instituição, ou tratá-la como empreendimento privado, sob pena de afrontar mortalmente as premissas republicanas de eletividade, temporariedade e, principalmente, a de responsabilidade.
Assim, devido a essa cultura nociva ao republicanismo, os gestores públicos tendem a querer se transformar em extensão dos cargos que ocupam, reclamando para si total imunidade às críticas de quem se opõem ao modo pessoal como são tratados os interesses coletivos. E, afeitos a essa prática nefasta de administração, insistem em postular sua impunidade tentando manipular as instâncias judiciais a fim de silenciar as vozes discordantes. Agindo, portanto, sempre no sentido de fazer do Judiciário um instrumento eficaz para intimidar seus opositores, impedindo a livre manifestação e ocultando seu dever imanente ao cargo de provar sua probidade.
Por isso, não são raros processos movidos por esses agentes contra quem supostamente tentara atingir sua honra ao proferir discurso mais incisivo proclamando o dever de todo ocupante de cargo público agir com a devida transparência na execução orçamentária da instituição que comanda.
Desse modo velado – às vezes inequivocadamente escancarado – vão impondo métodos cada vez mais eficientes de censura e repressão, sob a alegação infundada de se tratar de tutela legal ao direito de reparação pelos supostos crimes contra sua honra, impetrados pelos críticos de sua conduta. E aqui se pode apontar como exemplo a prisão arbitrária de líderes sindicais como o soldado Prisco e o processo contra um defensor seu que supostamente teria desabonado a honra do governador do Estado da Bahia.
Isto posto…Se o Poder Judiciário se prestar a ser um mero instrumento de vingança, ao ser usado como meio intimidatório por quem se furta ao dever de bem conduzir a Administração Pública, condenando a oposição ao amordaçamento pretendido por gestores desonestos, que salvaguarda terá o contribuinte ameaçado de arcar com robustas indenizações pecuniárias ou, quiçá, ser preso, se sucumbente, num processo judicial que afronta os princípios constitucionais da impessoalidade e transparência no trato com a coisa pública?
Por: Adão Lima de Souza
O golpe de 64 e os contragolpes
Os generais quem comandaram a quartelada de 31 de março de 1964, foram os mesmos que em 1953, ainda Coronéis, assinaram o Manifesto dos Coronéis, contra a permanência de João Goulart no Ministério do Trabalho, acusado de estar aliciando sindicatos, para implantar no País uma república sindicalista, sob a tutela do Presidente Vargas.
Getúlio cedeu e passou a ser o alvo da maior companha que um presidente já sofreu, promovida pela imprensa reacionária, financiada pelas petrolíferas americanas ESSO, Texaco, Shell e Cia, contra a implantação da Petrobras, Lei 2004, sancionada pelo Presidente, em 3 de outubro de 1953.
O objetivo era promover via o Congresso, o impeachment do Presidente, pelos deputados financiados pelo IPES e pelo IBAD (uma espécie de mensalão), um “golpe legal”, acusando o Presidente de estar acobertando um mar de lama, corrupção no seu governo e protegendo assassinos dentro do Palácio do Catete (uma referência à prisão de Gregório Fortunato chefe da guarda pessoal de Getúlio, prisão determinada pelo próprio Presidente, em função de apuração pelo inquérito aberto na Aeronáutica, autorizado pelo Presidente, pela morte do Major Vaz e segurança de Carlos Lacerda, que incriminava Gregório).
Getúlio resistiu a toda sorte de acusações e de insultos, durante sofridos 10 meses e na manhã de 24 de agosto de 1954, surpreendeu os golpistas com um tiro no peito.
Trecho da Carta Testamento: “A campanha subterrânea dos grupos internacionais aliou-se à dos grupos nacionais revoltados contra o regime de garantia do trabalho. A lei de lucros extraordinários foi detida no Congresso. Contra a justiça da revisão do salário mínimo se desencadearam os ódios. Quis criar liberdade nacional na potencialização das nossas riquezas através da Petrobrás e, mal começa esta a funcionar, a onda de agitação se avoluma. A Eletrobrás foi obstaculada até o desespero. Não querem que o trabalhador seja livre. Não querem que o povo seja independente”.
Esse ato de sacrifício extremo, provocou uma comoção popular inédita no Brasil, eliminando qualquer chance do golpe ser consumado.
A renuncia do presidente Jânio Quadros, no dia 25 de agosto de 1961, uma clara tentativa de um novo golpe, explicitado pelo próprio Presidente Jânio, dia 28 de agosto, às 16 horas, no momento de seu embarque no navio de bandeira inglesa URUGUAI STAR, com destino a Londres quando emocionado, declarou: “Fui obrigado a renunciar. Fui expulso do Brasil. Mas como Getúlio Vargas prometo: Voltarei”, ocasionou uma profunda crise política e gerou um dos maiores movimentos populares do Brasil e do qual nós tivemos a honra de participar ao lado do bravo Gov. Leonel Brizola, comandante dessa campanha vitoriosa.
O veto dos ministros militares à posse do vice-presidente João Goulart, que se encontrava em missão oficial na república Popular da China, eleito diretamente pelo povo (na época o vice também era votado, tanto que Jango – PTB – era o vice do Mal. Lott – PSD, enquanto Jânio havia sido eleito pela UDN), desencadeou em vários pontos do país um movimento de resistência aos propósitos golpistas dos ministros, mas foi no Rio Grande do Sul, sob a liderança firme e destemida de Brizola, que requisitou a Rádio Guaíba e formou a “Rede da Legalidade”, comandando mais uma centena de emissoras em diversos estados, que se organizou o povo, na defesa da legalidade pela posse do vice-presidente eleito.
Brizola, entrincheirado nos porões da Cidadela Legalista, comandava bravamente a resistência, através dos microfones da “Rede da Legalidade”, enquanto Jango retornava da China, via Urugaui, chegando a Porto Alegre, dia 1º de setembro, onde foi ovacionado e calorosamente recebido como Presidente. (foto com nossa presença no dia que Jango pisou o solo brasileiro).
Após marchas e contra marchas, o Congresso Nacional, numa flagrante violação à Constituição, aprovou, ilegalmente, uma emenda implantando o Parlamentarismo no País. Assim, João Goulart (Jango), o único presidente do Brasil, que morreu no exilio, em 06 de dezembro de 1976, assumiu a presidência da República, em 7 de setembro de 1961, tendo Tancredo Neves como primeiro ministro.
Conciliador, Jango cedeu às exigências das elites conservadoras, mas através de um plesbicito, realizado em janeiro de 1963, o povo, por absoluta maioria, devolveu-lhe os poderes do regime presidencialista.
Assim a tentativa de um novo golpe, foi abortado pela ação corajosa e destemida do jovem e bravo governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola (39 anos), através da sublevação e da maior mobilização cívica jamais realizada no Brasil.
Ante a derrota sofrida no plebiscito (janeiro 1963), as viúvas do capital alienígena, com o apoio explícito da cia americana, reagiram e iniciaram uma nova campanha de denúncias e acusações fabricadas, que culminaram com o golpe fatal e a deposição de Jango em 31 de março de 1964.
Por: Hari Alexandre Brust, militante histórico do PDT e presidente da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM). Publicado em Bahia Notícias.Em entrevista, Eduardo Campos promete que só decidirá candidatura em Minas nas convenções.
Em entrevista ao Jornal da Manhã de Uberaba, em Minas Gerais, o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) afirmou que a definição entre ter uma candidatura própria no estado só ocorrerá em junho, durante a convenção do partido. Pré-candidato à Presidência da República, Campos havia combinado com o também presidenciável Aécio Neves (PSDB-MG), que um partido apoiaria o outro nos dois estados de origem.
“A gente vai ter que ter um pouco mais de paciência para viver o debate político dentro do PSB e tomar essa decisão até junho. Imaginava que isso pudesse ser resolvido com o diálogo interno, mas o fato é que o diálogo interno aponta que as pessoas querem mais debate e ir até a instância partidária que resolve, que é a convenção”, afirmou.
O rompimento em Minas Gerais pode ser o estopim para que o PSDB decida ter uma candidatura própria em Pernambuco. Nesse sábado (10), o presidente do partido, o deputado federal Bruno Araújo, divulgou uma nota alertando que “pau que dá em Chico, dá em Francisco”. Ele pediu ao deputado estadual Daniel Coelho que fique de sobreaviso para ser candidato da legenda ao Governo de Pernambuco ou ao Senado numa “missão majoritária”.
Em conversa com um Blog, Daniel confirmou o pedido e disse que a prioridade dos tucanos é a conjuntura nacional. “Nós abrimos mão de uma candidatura competitiva aqui em Pernambuco em função de um entendimento de que o PSB faria o mesmo lá em Minas. Se não há esse entendimento, nós passamos a ter a possibilidade de discutir uma candidatura”, disse.
Na última semana, Eduardo Campos e a sua vice na disputa presidencial, a ex-senadora Marina Silva (Rede/PSB), têm tido diversos desentendimentos com Aécio. Tanto o pernambucano como o mineiro ambicionam estar no segundo turno da disputa presidencial contra a petista Dilma Rousseff (PT), que concorre à reeleição.
Já em Pernambuco, tucanos e socialistas também trocaram farpas após o ex-ministro Fernando Bezerra Coelho (PSB) sugerir que, em um eventual segundo turno, Campos tenderia a apoiar Dilma e não Aécio.
O rapto das meninas nigerianas e a violência de gênero
Em 14 de abril deste ano, mais de 230 meninas foram sequestradas de uma escola na Nigéria pelo grupo Boko Haram. Elas foram levadas em caminhões no meio da noite, depois de serem convencidas pelos homens, que usavam uniformes militares oficiais, de que estavam sendo na verdade transportadas para um lugar seguro.
No meio do caminho, conforme contou uma das que conseguiu escapar ao jornal The Guardian, tiros para o alto e as risadas dos algozes denunciaram o que de fato estava acontecendo: um sequestro em massa.
Semanas se passaram até que a notícia ganhasse apelo entre os grandes veículos de comunicação mundial. Desde o princípio, familiares realizaram protestos contra o governo nigeriano, acusado de não se esforçar o suficiente para encontrar as garotas.
Recentemente, as piores notícias sobre o que estava acontecendo com aquelas que foram raptadas começaram a surgir. De acordo com a mesma sobrevivente entrevistada, estupros diários – sendo que algumas meninas seriam violentadas até 15 vezes ao dia –, agressões e todo o tipo de violência eram perpetrados contra elas.
E se elas fossem brancas? E se tivessem nascido em uma nação desenvolvida? Teria a comunidade internacional demorado tanto para se mobilizar? Os principais jornais simplesmente publicariam a notícia no pé da página?
Claro que não. Basta levar em consideração a cobertura dedicada ao desaparecimento do voo da Malaysia Airlines, ou do naufrágio de um barco com adolescentes sul-coreanos, para encontrar as respostas. A vida de alguns vale mais que a de outros, dependendo de cor e endereço.
“Novos golpes no continente virão de mídia e grandes empresas”, diz presidente paraguaio deposto.
Em evento organizado na Grande São Paulo nesta sexta-feira (09/05) para discutir o processo histórico e político que permeou golpes militares no cone sul e o funcionamento da Operação Condor no contexto das ditaduras, o político paraguaio afirma que o manual da derrubada de governos democráticos hoje é outro: tem traços muito mais civis do que essencialmente militares.
A opinião de Fernando Lugo, senador paraguaio e presidente deposto por um golpe parlamentar em junho de 2012 é que: “Possivelmente, os novos golpes na América Latina não vão sair dos quartéis militares, mas das multinacionais e dos meios de comunicação”.
“Os processos políticos na Bolívia, na Venezuela e no Equador indicam a superação neoliberal, mas temos o desafio de evitar o que ocorreu de maneira grosseira em Honduras”, disse referindo-se ao golpe de junho de 2009 que acabou derrubando o presidente Manuel Zelaya.
“No Paraguai, quem ganhou com o golpe? Os plantadores de soja, o agronegócio. No país, há uma classe que sempre teve os grandes negócios do Estado e tem medo de perder seus privilégios. Mas o povo originário, os camponeses continuam sem terras. Somente nesta transição morreram 138 camponeses no Paraguai”, afirmou, ao citar a multinacional Monsanto como responsável por financiar o golpe paraguaio.
Às mães: Primeira mulher a treinar time masculino de futebol.
Leia abaixo a entrevista que o Jornal El País fez com Helena Costa (Alhandra, Portugal, 1978), que se transformará na primeira mulher a dirigir uma equipe masculina de futebol profissional na França, o Clermont Foot, da Segunda Divisão.
Pergunta. Quantas pessoas quiseram falar com você nos últimos dias?
Resposta. Não tenho ideia, foram dias muito movimentados. O impacto midiático foi muito grande, não está sendo fácil digerir. Tenho muitas chamadas perdidas no telefone. É preciso começar a trabalhar já e deixar de falar porque tenho que focar no trabalho, que é o que conta.
P. Está nervosa com a repercussão que teve a sua nomeação?
R. Eu estou como sempre, calma, não há nada que me altere. Estou contente porque aceitar esse projeto foi uma boa decisão, e tanto para mim como para o clube é algo positivo. Também os jogadores poderão aproveitar, agora, que toda a imprensa estará atenta a eles e vão poder melhorar muitíssimo.
P. Como surgiu a proposta do Clermont Foot?
R. Dois agentes me chamaram para dizer-me que o perfil que este clube buscava era o meu e me perguntaram se estava interessada em assumir a direção de uma equipe profissional. Eu disse que sim e muito pouco tempo depois me reuni com o presidente. Falamos de maneira franca e direta sobre o projeto, o clube e também sobre a minha carreira, meus objetivos… Pouco tempo depois voltou a entrar em contato comigo para assinar o contrato.
P. Não demorou então para decidir-se.
R. Eu vivi isso com muita tranquilidade porque não acreditava que o que estava me acontecendo pudesse ser realidade, era difícil de imaginar. Respondi rápido e eles também tinham isso claro desde o princípio.
P. Que esperam de você?
R. Esperam de mim o mesmo que de todos os treinadores. Mas acima do que eles esperam de mim está o que eu espero de mim mesma. Sou uma pessoa ambiciosa e se assinei é porque confio muito no que é possível e só me interessa a vitória. Acima dos objetivos do clube eu ponho os meus.
P. Quando decidiu que queria ser treinadora de futebol?
R. O futebol nasceu comigo, está em minha vida desde sempre e isso porque não tive nenhuma influência familiar. É algo de que gosto desde pequena, algo de vocação, nasceu comigo. Decidi que estudaria educação física para poder dedicar-me depois ao mundo do futebol e comecei a treinar com 19 anos. Desde sempre persegui esse objetivo.
P. Não lhe disseram, as pessoas à sua volta, que estava um pouco louca?
R. Sim, no começo, sim (risos), mas depois entenderam e me motivaram para que conseguisse meus objetivos e minha felicidade. A ideia deles sempre foi que se tem de ser feliz com o que se faz.
P. Você trabalhou para o Benfica e o Odivelas em Portugal, também dirigiu as seleções femininas do Catar e Irã e foi olheira do Celtic. Não é um mau currículo.
R. Sou uma pessoa humilde, mas acho que sim, que tenho alguma experiência.
P. Alguma vez lhe fecharam a porta por ser mulher?
R. Não diria que encontrei problemas, mas senti que estava abrindo portas e janelas. E quando você é a primeira mulher a fazer algo, é certo que você tem de enfrentar algumas dificuldades.
P. Mudou o futebol desde que abriu a primeira porta?
R. Comparando com o que era quando comecei, sim, mudou. O que digo é que eu quero que as pessoas me olhem como mais um treinador e seja valorizada pela minha competência e meu trabalho, não por ser mulher. Ontem e hoje todas as pessoas falam de mim por ser mulher, mas espero que isso termine aqui e logo tudo mude. Agora, toca a trabalhar.
P. Como são suas equipes? Há quem a compare com Mourinho.
R. Não. Eu quero a posse da bola. Que minhas equipes sejam inteligentes e saibam selecionar quando é o momento de atacar, sendo, isso sim, muito rigorosa na defesa. Eu sou assim e por isso quero que o futebol seja espetáculo.
P. Quando se mudará para a França?
R. A temporada ainda não terminou e quero respeitar a direção atual do clube. Tenho muito respeito pelo treinador que agora está lá. Quando a Liga terminar haverá uma coletiva de imprensa para apresentação, e depois já me mudarei para a França para poder começar a trabalhar.
P. Que objetivos definiu para a próxima temporada?
R. Subir para a Primeira Divisão é um sonho, mas estou certa de que com trabalho podemos conseguir.
Fonte: EL País.
Sequestro de ônibus no Rio acaba após 2 horas e meia
Após duas horas e meia, terminou o sequestro do ônibus da linha 723, na Avenida Brasil, zona norte do Rio. O sequestrador, identificado como Paulo Roberto, de 35 anos, libertou os dois reféns e se entregou à polícia.
Desde as 17 horas ele mantinha uma jovem de 18 anos com uma faca apontada para o pescoço. A negociação foi conduzida por um sargento do Batalhão de Operações Especiais (Bope).
Segundo informações da Polícia Militar, o sequestrador entrou no ônibus e pouco depois pediu ao motorista que parasse o veículo. Com a aproximação de uma viatura da PM, ele ordenou que todos os passageiros descessem, restando apenas o motorista e a jovem.
O ônibus ficou atravessado na via marginal da Av. Brasil, na altura do bairro de Guadalupe, na zona norte. O veículo foi cercado por policiais do Bope, e por 14 viaturas da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros.
Há suspeita de que o sequestrador seja usuário de crack e esteja sob o efeito de drogas. Ele teria exigido a presença da sua família no local. Ele seria morador do Morro do Chapadão, próximo ao bairro de Marechal Hermes.
Parte da Avenida Brasil ficou interditada. O veículo da linha 723 fazia o percurso entre Mariópolis e Cascadura, bairros da zona norte do Rio.











