ELOGIO DA FILOSOFIA DA LIBERTAÇÃO

ELOGIO DA FILOSOFIA DA LIBERTAÇÃO

A injunção de ouvir as vozes históricas dos pobres engaja a necessidade de transformação da economia desde outras bases, desde a superação analética da lei absoluta da extração de mais-trabalho, que informa o capitalismo. Mais »

ALBERTO GUERREIRO RAMOS: A DESTINAÇÃO DAS CIÊNCIAS SOCIAIS NA MODERNIDADE PERIFÉRICA

ALBERTO GUERREIRO RAMOS: A DESTINAÇÃO DAS CIÊNCIAS SOCIAIS NA MODERNIDADE PERIFÉRICA

A sociologia, nesse contexto, erige-se como instrumento de autodeterminação dos povos. Mais »

A CRISE DO MODO DE PRODUÇÃO CAPITALISTA E A QUESTÃO FULCRAL DAS FONTES CRIADORAS DE VALOR

A CRISE DO MODO DE PRODUÇÃO CAPITALISTA E A QUESTÃO FULCRAL DAS FONTES CRIADORAS DE VALOR

Digamos de forma clara: a crise do capitalismo é a crise da produção... Mais »

 

PT quer recuperar terreno com militância sem falar de corrupção

“Não temos tanto apoio como tínhamos há dez ou quinze anos. Precisamos retomar a confiança da nossa própria base”.

 PT

Delegados do PT, reunidos no luxuoso hotel na praia do Rio Vermelho em Salvador (Bahia) para o V Congresso Nacional da sigla, as frases se sucediam como mais um sinal do mal-estar instalado no maior partido brasileiro.

No poder há 12 anos, mas desgastado pela crise econômica e pelos escândalos, o PT decidiu passar ao largo de um tema que foi caro na construção de sua identidade: o combate à corrupção.

Nos discursos dos dois principais representantes do partido, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente Dilma Rousseff, as menções ao tema ou repetiram fórmulas passadas ou foram genéricas. Rousseff repetiu que seu governo incentivou as investigações da Polícia Federal e a autonomia do Ministério Público. “Temos de ter determinação, que está refletindo pela primeira vez na punição de corruptos e de corruptores. Foi no nosso Governo, meu e do presidente Lula, que as duas pontas da corrupção tiveram uma legislação que condenavam o corrupto e o corruptor”.

Nenhum deles cobrou, por exemplo, uma punição aos petistas envolvidos em atos ilícitos. Lula chegou a dizer que o PT cometeu erros e que eles precisam ser corrigidos. Mas não especificou quais foram esses equívocos.

O presidente da sigla, o jornalista e ex-deputado estadual paulista Rui Falcão, justificou a ausência desse debate afirmando que “há em processo uma tentativa de criminalização” do partido e que nenhum petista está envolvido no “descaminho” da Petrobras. “O que há contra o PT é uma acusação infundada, sem provas. Ela tem sido paulatinamente desmontada a partir do momento em que tentou se apresentar as doações legais ao PT como ilícitas e aquelas que são feitas da mesma forma, pelas mesmas empresas, para outros partidos, como se fosse feita pela Irmã Dulce ou das quermesses que esses partidos realizam”, disse Falcão durante uma entrevista coletiva que antecedeu a abertura oficial do evento.

A presidente Dilma Rousseff pediu ao menos cinco vezes apoio dos petistas ao seu governo. Enquanto ela falava para a plateia de quase 500 pessoas, um grupo de petistas ligados à Central Única dos Trabalhadores (CUT), segurava uma faixa com a frase “Abaixo o Plano Levy”.

Nas proximidades do hotel onde ocorrem os debates, os sinais de insatisfação também apareciam. Separados por um cordão de isolamento formado por cerca de 100 policiais do batalhão de choque, um grupo de quase 200 pessoas, entre sindicalistas da Central Única dos Trabalhadores (CUT), militantes que receberam 30 reais para balançar as flâmulas petistas, uma espécie de uma fanfarra e artistas circenses. “Em outros tempos teríamos mais de 1.000 pessoas aqui. Vai ser difícil recuperar o apoio do trabalhador, ainda mais com esse ajuste fiscal”, lamentou um sindicalista baiano.

Lóssio sinaliza com possível apoio a Lucas Ramos

LóssioEm entrevista, hoje, no Frente a Frente, que vai ao ar todos os dias das 18 às 19 horas pela Rede Nordeste de Rádio, retransmitida aqui pela Petrolina FM, o prefeito de Petrolina, Júlio Lóssio (PMDB), admitiu, pela primeira vez, que o candidato a prefeito do seu grupo nas eleições do ano que vem pode ser o deputado estadual Lucas Ramos (PSB).

“Já temos um namoro antigo, que pode dar em casamento”, disse Lóssio.

Dilma: Brasil tem problemas, mas não está doente

DILMAA presidente Dilma Rousseff afirmou em entrevista ao Programa do Jô, que vai ao ar na TV Globo na madrugada desta sexta-feira (12) para sábado (13), que, embora necessite de um ajuste fiscal para equilibrar as contas públicas, o Brasil não está “estruturalmente doente”. Segundo ela, o país passa momentaneamente por “problemas e dificuldades”, e o ajuste é necessário para uma rápida retomada do crescimento econômico.

A entrevista foi concedida na tarde desta sexta, na biblioteca do Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, em Brasília.

Dilma também se disse “bastante agoniada” com a inflação, uma das coisas que, segundo afirmou, mais a preocupa.

“Fico preocupada porque acho que vamos ter de fazer um imenso esforço. Nós iremos fazer o possível e o impossível para o Brasil voltar a ter inflação bem estável, dentro da meta. Este processo que estamos vivendo tem um tempo, ele não vai durar”, declarou.

A presidente afirmou ainda que se sente “triste” com as críticas que recebe, mas disse que aprendeu a conviver com a situação. “É todo dia. Tem horas que exageram um pouco. Pegam pesado. Mas é da atividade pública.”

Isto Posto… Prefeito Júlio Lóssio: o que se diz e o que se faz.

JÚLIO LÓSSIOEm artigo de hoje para o blog do Magno Martins, onde costuma deixar registrado aquilo que pensa sobre temas relevantes como cidades, segurança, saúde e educação, o prefeito Júlio Lóssio escreveu que, em que pese ser louvável a discussão travada por muita gente em torno da necessária reforma do Ensino Médio, como se este fosse o grande problema do sistema educacional brasileiro, a grande mazela verdadeira está mesmo é na Educação Básica (Creche, Alfabetização e Ensino Fundamental), que despeja no Ensino Médio alunos “com sérias limitações de conhecimento básico, sobretudo nas disciplinas de Português e Matemática”, razão pela qual pede permissão para discordar daqueles que enxergam o ensino intermediário como maior entrave à conquista do verdadeiro equilíbrio entre os brasileiros, devido à manutenção das enormes diferenças de saber e conhecimento.

Não erra o prefeito ao afirmar que no Ensino Médio surgem os sintomas mais visíveis da grande defasagem do Ensino Básico. Entretanto, eu na minha profunda ignorância, não diria que nessa fase de aprendizagem é que surgem os sinais do notório fracasso educacional desse país. Não é no Ensino Médio que a deficiência instrutória surge. Nesta etapa ela se prolonga e se perpetua. E, inevitável e desgraçadamente, avança as formações subsequentes, deformando os indivíduos em profissionais incompetentes, desonestos e perversos.

No entanto, em que pese a boa intenção do nosso prefeito em conclamar para um desforço nacional, pois precisamos que “todos – Executivo, Legislativo, Judiciário e Sociedade Civil – tratem o caso da Educação do Brasil como a maior de todas as tragédias. Pior que a inflação, pior que a alta de preços, pior que a elevação de câmbio, pior que o desequilíbrio fiscal”, esquece-se este eminente gestor que no Município de Petrolina sua política oficial alveja covardemente a Educação Básica, substituindo escolas formais por alojamento de crianças, aos quais chama ‘carinhosamente’ de “Nova Semente”, e entregando a condução do ensino-aprendizagem desses pequenos cidadãos aos cuidados de pessoas despreparadas, como se tudo que bastasse para esses infantes fosse algumas refeições durante o dia e alguém que insista em fazê-los dormir enquanto o tempo transcorre sem aproveitamento.

Ademais, a chamada educação fundamental – do 1° ao 9º ano –, de responsabilidade dos Municípios, também em Petrolina, sustenta-se nos pilares falaciosos das estatísticas meticulosamente preparadas para tornar crível o que a realidade desmente quando lança sobre os destinos dos alunos egressos desta pseudo-educação básica as defasagens diagnosticadas no ensino Médio pelo insigne gestor ao salientar a deficiência cognitiva alarmante no conhecimento da Matemática e da Língua Portuguesa, como se nada tivesse a ver com essa tragédia.

Talvez, nosso prefeito pudesse atentar com maior veemência para a fábula do beija-flor e fazer sua parte.

Isto posto, que pena a boca não falar daquilo que o coração está cheio.  E quem sabe, os municípios do país do futuro, começassem a educar suas crianças no presente.

Por: Adão Lima de Souza

Leiam o texto completo do prefeito em: http://www.blogdomagno.com.br/?pagina=2

Operação da polícia suíça tem seleção brasileira como alvo

downloadA polícia suíça fez uma operação para confiscar documentos na sede da Kentaro na Suíça, empresa que entre 2006 e 2012 organizou os jogos da seleção brasileira em nome de investidores sauditas. A suspeita é de que um dos jogos, entre Brasil e Argentina no Catar, foi a forma pela qual o Catar pagou propinas para Ricardo Teixeira e Julio Grondona para garantir o Mundial de 2022.

A suspeita do Ministério Público da Suíça é de que, em novembro de 2010, o jogo entre Brasil e Argentina no Catar foi realizado como forma de transferir dinheiro para dirigentes. As investigações sobre o Catar confirmam a reportagem do Estado que, em 2013, revelou com exclusividade como os amistosos da seleção eram usados por dirigentes para o enriquecimento de dirigentes e troca de favores. Os recursos passavam ainda por paraísos fiscais e contas em Andorra.

Para a FIFA, porém, o dinheiro daquela partida não estaria “conectado” com a compra de votos para que o Catar recebesse a Copa de 2022. O Estado apurou que cada federação recebeu três vezes o valor de uma partida normal. Dois contratos separados foram assinados. Um deles trazia o valor oficial. O outro seria para o dinheiro que beneficiaria cartolas.

Oficialmente, o Catar indicou que gastou 4 milhões de euros no jogo e, naquele momento, o discurso de seus cartolas era de que a partida era uma forma de mostrar que o país estava “pronto para receber o Mundial”. Três semanas depois, tanto o Brasil como a Argentina votaram pelos árabes na escolha da sede da Copa. Mesmo negando a relação entre o jogo e o voto, a FIFA sugere que, a partir de agora, amistosos em países que concorrem a um evento sejam “mais transparentes”. A entidade também quer que qualquer acordo assinado no mesmo evento, inclusive de transmissão e comerciais, sejam anunciados.

O alerta não ocorre por acaso. Naquele mesmo dia do jogo, ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira, assinaria uma extensão do contrato com uma empresa árabe, a ISE, prolongando os direitos da companhia até 2022 para organizar os amistosos da seleção brasileira. Teixeira declarou ainda que votou pelo Catar e era um aliado de Mohamed Bin Hammam, do Catar.

O informe da Fifa aponta que uma empresa que pertencia a um conglomerado do Catar “financiou o evento”. “Um rico sócio da entidade do Catar organizou o apoio, supostamente para fazer lobby por um investimento no setor do esporte”, indicou o informe, sem dar detalhes.

Segundo os organizadores da Copa de 2002, a entidade que pagou pelo evento não tem relação com o torneio da FIFA e nem com a Associação de Futebol do Catar. De acordo com esses dirigentes, “os fundos para organizar o jogo não veio do Catar 2022 e nem da Associação e o total pago para financiar o jogo era comparável às taxas que se pagam por outros jogos envolvendo times de elite”.

Apesar da versão dos dirigentes, a investigação indicou que os contratos para o jogo podem ser violações do Código de Ética da FIFA. “O financiamento do evento e sua estrutura contratual levantam, em parte, preocupações em particular em relação a certos arranjos relacionados com pagamentos para a Associação de Futebol da Argentina”.

Richard Dawkins: “O criacionismo é um insulto ao intelecto”

dawkinsTalvez nenhum cientista da atualidade seja tão polêmico quanto o biólogo evolucionista britânico Richard Dawkins.

Autor do clássico O Gene Egoísta, que deu a ele notoriedade por inovar a forma como enxergamos a evolução e a genética, em anos recentes Dawkins encabeçou uma verdadeira cruzada científica contra o pensamento dogmático e religioso – o que, é claro, lhe rendeu um rebanho de inimigos ferrenhos. “O criacionismo é um insulto ao intelecto”, declarou o cientista em entrevista exclusiva concedida a GALILEU nesta terça-feira (26).

O biólogo darwinista falou sobre religião e o embate contra o criacionismo, discutiu as pretensas relações entre a epigenética e o lamarckismo, apresentou sua visão poética sobre a ciência e até revelou um certo arrependimento em sua carreira científica – não ter atuado tanto em pesquisas. “Eu provavelmente fiz mais pela ciência ao escrever livros do que teria feito através de uma pesquisa restrita, nunca teria sido um grande pesquisador”, disse.

Leia mais em: http://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2015/05/richard-dawkins-o-criacionismo-e-um-insulto-ao-intelecto.html

Por que a Caixa Econômica Federal não patrocina hospitais em vez de times de futebol?

FlamengoAo contrário do Banco do Brasil, qualificado como de economia mista, pois, possui na formação de seu capital tanto dinheiro público como dinheiro de particulares, a Caixa Econômica Federal é um banco inteiramente público, controlado e mantido pelo tesouro nacional, atua no setor privado do ramo bancário como instrumento de intervenção estatal para regulação do mercado financeiro.

A função da CEF é, portanto, tentar coibir a usura dos banqueiros através da concorrência direta na oferta de crédito a taxas de juros mais baixas, forçando a iniciativa privada a adequar sua margem de lucros a ágios menores pelo empréstimo de capitais aos particulares e, agindo assim, colaborar para o controle inflacionário e a manutenção da disponibilidade de crédito para o fomento das atividades econômicas, no país.

Desse modo, por ser instituição pública, a Caixa econômica Federal desfruta dos benefícios e isenções fiscais que lei assegura. O que configura para as entidades estatais enorme vantagem em relação aos bancos privados no que diz respeito à sua presença no mercado financeiro, uma vez que sua expansão depende apenas de políticas governamentais, já que se trata de negócio autossustentável economicamente.

Contudo, o fato de ser público, resulta para o banco a obrigatoriedade de adotar como finalidade específica para investimento dos recursos angariados, o interesse social, sob pena de desrespeitar os princípios norteadores da Administração Pública. Logo, antes de aplicar somas vultosas em projetos privados,  deveria privilegiar os serviços públicos de educação e saúde. Assim, em vez de patrocinar times de futebol, a caixa Econômica Federal deveria patrocinar o interesse coletivo, como hospitais, por exemplo.

Pelos dados, de acordo com a Lei Geral de Acesso à Informação, a CEF financia, hoje, os principais clubes de futebol do país, com contratos no importe R$ 30 milhões por ano para o Corinthians; R$ 25 milhões para o Flamengo e R$ 15 milhões para o Vasco, além de outros listados abaixo.

Investimento por ano:

ASA de Arapiraca-AL – R$ 1 milhão, Atlético-GO – R$ 2,4 milhões, Atlético-PR – R$ 6 milhões, Chapecoense-SC – R$ 1 milhão, Coritiba-PR – R$ 6 milhões, Figueirense-SC – R$ 4,5 milhões, Paraná Clube-PR – R$ 2 milhões, Vitória-BA – R$ 6 milhões.

A Caixa, em que pese ser um banco comercial, atuando num mercado financeiro altamente competitivo, não pode pretender liderar o mercado de serviços financeiros e bancários, para não perder sua natureza instrumentária de regulação desse mercado. Porque isso acontecendo, quem regularia a Caixa Econômica Federal? Os bancos privados?

Razão pela qual, o patrocínio ao futebol, apesar de proporcionar expressivo retorno de mídia, mostra-se descabido e ilegal por gerar apenas oportunidade de ações de relacionamentos negociais, afastando esta entidade de sua finalidade de colaborar para a concreção de melhores serviços públicos.

Portanto, em vez de times de futebol, a CEF poderia patrocinar hospitais nas médias e pequenas cidades do país, cumprindo seu papel de instituição pública e honrando sua origem de ter sido criada para guardar os parcos recursos que os escravos economizavam para comprar a alforria.

Por: Adão Lima de Souza

MAPA DO ENCARCERAMENTO – Só pretos e pobres estão nas prisões do Brasil.

PRESOSE então Plebe Rude, viventes dessa Nau-Brasil desgovernada, nação futurista, trazida pelas caravelas d’além-mar, este que vos fala é PONCIANO RATEL, alçado a patente de Desabestalhador Geral da República em revide ao grassamento das contingências morais nestas paragens tupiniquins.

No proselitismo iconoclasta de hoje, O Mapa do Encarceramento divulgado pela Secretaria-Geral da Presidência da República, onde se pode ver que somente pretos e pobres vão para cadeia, enquanto a súcia de sacripantas que vive encravada na pele apodrentada do governo, como chatos nas partes pudendas, continua roubando uma destemperança do vil metal e praticando todo tipo de patifaria em liberdade.

O que nos dão conta os noticiamentos hodiernos é que mais de sessenta por cento dos presos no Brasil são homens e mulheres pobres e pretos. E que 100% dos encarcerados são pobres que cometeram crimes contra o patrimônio, denunciando a desigualdade perversa de um país onde as autoridades brancas e bem nutridas, escondidas nos recônditos do Palácio dos Marajás da Governança, praticam livremente todo tipo de crime e nunca são condenados.

Informam ainda os libelos mais benquistos pelos letrados, conforme os inteiramentos acusatórios da grande mídia falada e escrevinhada, tabloides mais versados no entretimento e na venda de leituras de fácil degustação, que quase metade (48%) dos presos pobres e pretos brasileiros foram condenados a cumprirem pena de até oito anos, num sistema superlotado, mesmo tendo perfil para o qual o Código de Processo Penal prevê cumprimento de penas alternativas. E que mais de 40% da população carcerária nunca foi julgada, em algumas partes do Brasil. Chegando até mesmo a 80% no estado Maranhão.  Enquanto isso, o ajuntamento de criminosos de diversos partidos e outros partidos diversos, arquitetos de um estratagema de roubagem do dinheiro do povo, permanecem soltos e protegidos pelo Poder Judiciário.

Também alardeiam os ditos pasquins, enquanto vemos aparvalhados os doutrinamentos da Justiça capenga desse Brasil sem rédeas, que a população carcerária feminina cresceu 146% e a masculina 70%, em virtude de crimes cometidos contra o patrimônio dos mesmos ladrões que sempre roubaram tudo e todos, porém, toda vida tratados como doutores nesta Pindorama, desde o tempo do Império.

Conclui-se, portanto, que esta exorbitância de condenados num país dito pacífico se dá porque o modelo de policiamento se repete em todos os estados, pautado sempre na ideia de que o policial sabe reconhecer o criminoso pelas suas marcas físicas, devendo a vigilância policial focar os jovens negros. Por isso, os negros são o alvo das prisões e compõem a maior parte da população carcerária, enquanto nos círculos nobres de brancos ricos grassa a patifaria nesta terra de Pedrálvares.

Por ora me despeço de vosmecês torcendo pelo Desabestalhamento Geral.

 E atentai para esta sapiência: “Aqueles que abrem mão da liberdade essencial por um pouco de segurança temporária não merecem nem liberdade nem segurança”.

Saudações a quem tem coragem!

PONCIANO RATEL.

Enem 2015: apenas 5,8 milhões de candidatos inscritos às vésperas do encerramento, apontam tendência de queda de participantes

Enem-2015Um dia antes do prazo final para inscrição no Enem 2015, o número de candidatos inscritos no exame chegou a 5,8 milhões – o que pode indicar, pela primeira vez em anos recentes, a queda de estudantes participantes da prova.

Para fazer o Enem 2015, é preciso concluir a inscrição até esta sexta-feira (5). O pagamento da taxa, no valor de R$ 63, pode ser realizado até o dia 10 de junho.

No ano passado, 9,5 milhões de candidatos se cadastraram no site. Desse total, 8,7 milhões confirmaram a participação (a redução se deve ao não pagamento da inscrição). Como em anos anteriores, o ritmo de inscrição deve aumentar na reta final do prazo definido pelo MEC. Mas, para atingir o patamar de 2014, o volume de inscrições entre hoje e amanhã terá que triplicar em comparação ao registrado até aqui.

A mudança nas regras do Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) pode estar entre os motivos para essa eventual queda, segundo avaliação de assessores da pasta. A partir de agora, é preciso obter nota mínima de 450 pontos no exame para pleitear o crédito estudantil.

O aumento da taxa de inscrição, a nova regra para coibir candidatos faltosos e a entrega do resultado dos treineiros dois meses após o prazo dos demais candidatos também estão entre os fatores apontados.

Fonte: Folha de São Paulo

Quem nós vamos perseguir no futuro?

BEIJO GAYParece-nos que se há alguma verdade é que a terra gira. E gira com rapidez tremenda, fazendo, sem cessar a história se repetir, ora como inaugural, ora como pura farsa mesmo. Se voltarmos um pouco no tempo, revirando o baú da história, logo encontraremos um sem número de eventos que demonstram com rigor matemático a nossa condição de insetos dando voltas entorno da lâmpada.

Nossa gente, especialmente, parece ter uma enorme propensão para se insurgir contra coisas irrelevantes como episódios frívolos ocorridos em partidas de futebol ou campanhas publicitárias que tratam de maneira leve e descontraída assuntos polêmicos geradores de dissidências na sociedade brasileira.

É o caso mais recente do comercial da Boticário, onde, em comemoração ao dia dos namorados,  são exibidos quadros breves com cenas representativas da diversidade dos relacionamentos amorosos em voga hoje em dia. O curioso, então, é o estardalhaço feito em torno deste comercial. É muito barulho por nada. Os momentos retratados ali são de uma dilapidação tão cuidadosamente talhadas que não causaria estarrecimento nem no mais pudico dos censores de outrora – da ditadura brasileira à inquisição Católica -, bem menos afrontosa à tradicional família que as cenas quase explícitas de sexo explícito livremente veiculadas em qualquer novela da televisão, da novela das oito à Malhação festejada pelos nossos filhos e filhas.

Todavia, como dito anteriormente, a história se repete, porém, a farsa deixa a história mal contada. Na década de 1960, uma cena causou imenso alvoroço nos conservadores pela suposta imoralidade que exibia e o ataque direto e letal aos valores tradicionais da família. A cena trazia, simplesmente, a atriz Leila Diniz, numa praia, de biquíni, exibindo a sua gravidez, o que se transformou num grande escândalo da época.  Depois, o choque maior quando a atriz afirmou, em entrevista, que transava de manhã, de tarde e de noite. Foi o estopim de uma ação reacionária contra as liberdades individuais em defesa da Tradição e da Família.

Recuando um pouco, encontramos Chiquinha Gonzaga, apontada como inimiga da família e dos bons costumes no século dezenove porque ousou cantar algumas polcas e marchinhas carnavalescas num tempo em que somente aos homens era dado o direito de participar ativamente nos negócios da sociedade patriacalista e perversa. Neste mesmo século, o escritor Oscar Wilde foi condenado à prisão por ser homossexual, no Reino Unido.

Mais adiante, já em plena era das sociedades republicanas modernas, seriam os negros impedidos de frequentar os lugares e os mesmos ônibus que os senhores brancos pelas mesmas razões de proteção da tradição e da família.

Contudo, tudo isso foi ou está em rota de superação.

Então, conforme se vê, estamos sempre buscando frear movimentos inevitáveis ao suscitar à defesa de valores que, em muitas ocasiões, nem nós mesmos acreditamos mais. Porque, em verdade, a nossa hostilidade serve somente para ocultar a incapacidade que alimentamos de lidar com a diversidade, ou, quem sabe, conter o medo de sucumbirmos às vanguardas por algum desejo inconsciente que relutamos em externar.

De todo modo, a pergunta que não quer calar é sempre a mesma. Ou seja, se os fortes valores que sustentam a família trepidam ante um simples comercial de perfume dedicado aos namorados – e há, inegavelmente, namorados de sexo oposto e do mesmo sexo – quem escolheremos para perseguir quando ser pai ou ser mãe não for  mais uma questão de gênero.

Por: Adão Lima de Souza.