ELOGIO DA FILOSOFIA DA LIBERTAÇÃO

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A injunção de ouvir as vozes históricas dos pobres engaja a necessidade de transformação da economia desde outras bases, desde a superação analética da lei absoluta da extração de mais-trabalho, que informa o capitalismo. Mais »

ALBERTO GUERREIRO RAMOS: A DESTINAÇÃO DAS CIÊNCIAS SOCIAIS NA MODERNIDADE PERIFÉRICA

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A sociologia, nesse contexto, erige-se como instrumento de autodeterminação dos povos. Mais »

A CRISE DO MODO DE PRODUÇÃO CAPITALISTA E A QUESTÃO FULCRAL DAS FONTES CRIADORAS DE VALOR

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Digamos de forma clara: a crise do capitalismo é a crise da produção... Mais »

 

Rui Falcão: Tratativas atribuídas a Delcídio não têm relação com atividade partidária

RUI FALCÂOO presidente Nacional do Partido dos Trabalhadores, Rui Falcão, divulgou nota, nesta quarta-feira (25), em que se diz “perplexo” com os fatos que ensejaram a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de ordenar a prisão do senador Delcídio do Amaral (PT-MS).

Na nota, o dirigente reforça que as “tratativas atribuídas ao senador” não têm qualquer relação com sua atividade partidária. Além disso, Rui Falcão anuncia que a presidência do PT convocará, em breve, uma reunião da Executiva Nacional para adotar as medidas cabíveis.

Leia a nota na íntegra:

O presidente Nacional do PT, perplexo com os fatos que ensejaram a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de ordenar a prisão do Senador Delcídio do Amaral, tem a dizer o seguinte:

1- Nenhumas das tratativas atribuídas ao senador têm qualquer relação com sua atividade partidária, seja como parlamentar ou como simples filiado;

2- Por isso mesmo, o PT não se julga obrigado a qualquer gesto de solidariedade;

3- A presidência do PT estará convocando, em curto espaço de tempo, reunião da Comissão Executiva Nacional para adotar medidas que a direção partidária julgar cabíveis.

Brasília, 25 de novembro de 2015

Rui Falcão, presidente nacional do PT,  da redação da  Agência PT de Notícias

Isto Posto … Mauricio Macri e a esquerda latino-americana

Há pouco tempo atrás, era resultado quase certo em toda pesquisa de opinião, os povos sulamericanos expressarem sua profunda decepção com os rumos que a incipiente democracia latino-americana havia tomado.

Os consultados afirmavam sempre que o modelo de sociedade adotado pós-ditaduras escancaradas, que varreram a esperança e a liberdade para longe do continente, estava sendo pautado pelos interesses minoritários daqueles que toda vida lucraram com o sistema de coisas que se impunha com crueldade contra os menos afortunados, pois que os regimes ditos democráticos tentavam sempre conciliar a privação suportada pela população fragilizada economicamente e o desperdício da opulência dos locupletados que faziam feira em Miami, nos Estados Unidos, pagos com o árduo esforço da classe trabalhadora.

A partir do final do século passado, por volta de 1998, por aí, outros ventos começaram a soprar na América do Sul. Os ventos da esperança traduzida numa promessa de uma nova política que satisfizesse a célebre frase dos Teólogos da Libertação, aqueles que como o nosso Leonardo Boff, afirmava que a política da mudança é aquela que se concretiza a partir de uma “opção preferencial pelos pobres”.

Então, assistimos, à revelia dos velhos imperialistas, governos mais inclinados à pauta de reivindicações populares, tomarem as rédeas de nações como Venezuela, Brasil, Argentina, Bolívia, Nicarágua, Guatemala, Paraguai, Uruguai e Peru, empunhando o grito dos excluídos pela promessa de um novo socialismo, o Bolivarismo, uma nova ditadura do proletariado, como ficou conhecido o alinhamento político com o presidente da Venezuela Hugo Chaves.

Agora, parece que ventos impiedosos voltam a soprar sobre a América do Sul, tangendo para longe a possibilidade de se firmarem governos que se coadunem com uma pauta contrária à velha agenda liberal dos capitalistas seculares e modernos, pois estes são eternamente cruéis na persecução do lucro a todo custo.

Então como foi que a esquerda fracassou na América do Sul?

Na Argentina, a vitória do candidato Mauricio Macri parece sinalizar uma direção oposta a governos como o de Dilma, o de Maduro, o de Evo Morales, o de Rafael Correa, o de Cristina Kirchner. Enquanto no Brasil e na Venezuela, reina o clima de insegurança política, de crise institucional, de governos sem credibilidade ou tentando manter sua credibilidade por meio de prisões dos seus opositores como é o caso mais agudo de Nicolas Maduro na Venezuela, cujas pesquisas mais recentes apontam para uma derrota eleitoral no dia 06 de dezembro.

E como explicar esse fracasso? Culpa exclusiva da direita capitalista que despreza qualquer agenda mais socializante? Ou culpa da ineficiência de governos populistas que descuidaram dos primados mais básicos da economia e gastaram o que tinham e o que não tinham, como fizeram Lula e Dilma, no Brasil, no projeto de escravidão de consciência que chamam de políticas afirmativas ou conquistas sociais?

Cabe a Ciência Política explicitar tais questionamentos, já que gozam os cientistas de legitimidade para isso. O que posso dizer é que tanto Lula como Dilma, como Chaves, Evo, Rafael Correa, como Fidel e Raul Castro, pagam o preço que é cobrado quando o outorgado do povo se embevece pelo poder e maquina para nele permanecer vitaliciamente. E a que preço estaria eu me referindo senão o da relutância e, portanto, incapacidade de preparar sucessores capazes de dar continuidade ao projeto de transformação social necessário.

O que geralmente acontece – e o Brasil e a Venezuela são exemplos irrefutáveis dessa prática – é, no apagar das luzes, o detentor do poder, ludibriado pela popularidade que angariou com medidas que mais estabelecem servidão que liberdade, decide escolher alguém sem a menor destreza para o cargo, apenas para provar sua força ou simplesmente não ter adversário a sua altura no próximo pleito. O resultado é o fracasso.

Isto posto, fiquemos atentos aos ventos que começam a soprar na sofrida América do Sul, para que o condor continue abrindo as asas sobre nós. E vivamos “o amor que traz a luz do dia. E deixa que o sol apareça. Sobre a América. Sobre a América, sobre a América do sul”.

Por: Adão Lima de Souza

EL PAÍS: Lava Jato acaba com a impunidade histórica dos milionários do Brasil

Um condenado por corrupção em grande escala deveria cumprir ao menos metade da pena em regime fechado

Marcelo Odebrecht“Para ir preso no Brasil, é preciso ser muito pobre e muito mal defendido”. A frase, dita por Luís Roberto Barroso, ministro do Supremo Tribunal Federal, ilustra o funcionamento da Justiça no país. “O sistema é seletivo, é um sistema de classe. Quase um sistema de castas”, afirmou o magistrado. Essa é a realidade vigente no Brasil desde o seu descobrimento, mas a operação Lava Jato quer se tornar um marco para mudar aos poucos esta escrita.

A detenção nesta terça do pecuarista José Carlos Bumlai, que já chegou a ter 150.000 cabeças de gado, segundo reportagem do jornal Folha de São Paulo(tem apenas 5.000 agora), é o mais recente capítulo da história. Soma-se a uma lista inaugurada há um ano, no dia 14 de novembro de 2014, quando a PF começou a focar a investigação da Lava Jato no papel dos corruptores.

Os primeiros nomes presos já estão inclusive recebendo sentenças. Isso porque, além de ter levado à prisão executivos e diretores das construtoras envolvidas no escândalo de corrupção da Petrobras, o juiz federal Sérgio Moro já sentenciou alguns dos chamados “peixes-grandes”, ainda que em  primeira instância: No mês passado, Sergio Cunha Mendes, ex-vice-presidente da empreiteira Mendes Júnior, foi condenado em primeira instância a 19 anos e quatro meses de prisão por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Léo Pinheiro, então presidente da OAS (16 anos e 4 meses de prisão, sendo 2 anos e 8 meses em regime fechado), Dalton Avancini, ex-presidente da Camargo Corrêa (15 anos e 10 meses de prisão. Ele está em prisão domiciliar, beneficiado pelo acordo de delação premiada, e em 2018 poderá pedir progressão para o regime aberto), João Auler, ex-presidente do conselho da Camargo Corrêa (9 anos e 6 meses de prisão, sendo 1 ano e 7 meses em regime fechado), e Eduardo Leite, ex-vice-presidente da Camargo Corrêa (15 anos e 10 meses de prisão. Ele está preso em regime domiciliar, uma vez que ele se tornou colaborador da Justiça, e poderá ir para o regime aberto em 2018). Em todos os casos citados ainda cabem recursos – uma vez que a decisão é de primeira instância -, e resta saber se os demais tribunais irão referendar as decisões de Moro.

O mais famoso preso ainda é Marcelo Odebrecht, herdeiro do império da família, que integra a lista de bilionários brasileiros, e que está detido preventivamente há quatro meses.  Na prática, milhares de funcionários estão indo trabalhar todos os dias cientes de que seus chefes estão atrás das grades.

Pedro Henrique Pedreira Campos, professor do departamento de História da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e autor de um livro sobre a relação das empreiteiras com a ditadura dos generais, diz que isso é inédito. “Estamos assistindo à prisão de controladores, acionistas e herdeiros dos impérios das construtoras. Nunca imaginei que alguém da família Odebrecht seria preso”, diz. Segundo Campos, “em diversos momentos da história houve denúncias fortes de ilícitos cometidos pelas empreiteiras, com provas e tudo”. Mas em todos esses escândalos os empreiteiros “sempre estavam no papel de corruptor, e quem era penalizado era o corrupto”. O resultado era que políticos perdiam o cargo ou eram forçados a renunciar, “mas o poder econômico ficava intacto”.

Nesse sentido, o julgamento do mensalão foi uma espécie de prenúncio para a Lava Jato, uma vez que o caso terminou com a ex-presidente do Banco Rural Kátia Rabello condenada a 16 anos e 8 meses de prisão. O empresário Marcos Valério, apontado como o principal operador do esquema, foi condenado a mais de 30 anos de prisão. Campos faz questão de lembrar que a grande maioria das empresas envolvidas na Lava Jato são “associadas” ao Estado há décadas. “Corrupção não é uma prática recente dessas companhias, é algo que esta na estrutura da relação delas com o Estado”.

Para Marcelo Mendroni, promotor do Grupo Especial de Repressão à Formação de Cartel e Lavagem de Dinheiro do Ministério Público de São Paulo, a Lava Jato acerta ao dar penas altas e aplicar multas aos corruptores. No entanto, segundo ele, provavelmente os empresários envolvidos no esquema cumprirão ao fim dos processos que os persegue poucos anos de prisão em regime fechado. Isso, avalia, prejudica o “efeito pedagógico” do caso.“Um condenado por corrupção em grande escala deveria cumprir ao menos metade da pena em regime fechado antes de poder progredir para o semiaberto”, afirma. Atualmente é possível ir para o semiaberto após cumprir um terço da pena. “Muitos ficarão dois anos presos e ao sair vão viver o resto da vida numa boa na Europa”, diz.

Mendroni aponta ainda o risco de que o entendimento do Judiciário nas demais instâncias seja diferente daquele adotado por Moro. “Muitos membros do Judiciário não acham que as punições para corrupção devam ser tão rigorosas”, afirma. Segundo ele, o Brasil pune com rigor a pequena criminalidade, mas é tímido para punir os “peixes-grandes”.

Mesmo que no final do processo os diretores consigam se livrar do regime fechado, a Lava Jato já tem impacto econômico nos seus negócios. O desgaste de imagem e sem saber quando serão soltos, as empresas que comandam têm ficado à deriva. Isso tem gerado prejuízos na parte mais sensível do mundo empresarial: o caixa financeiro. Nesta segunda, a Camargo Corrêa se desfez de sua participação na Alpargatas, dona da marca Havaianas, um ícone brasileiro, aparentemente pela falta de recursos. A construtora OAS teve sua nota de crédito rebaixada após o envolvimento no escândalo de corrupção, e anunciou há algumas semana que fechou um acordo para vender sua parcela da Invepar para tentar fazer caixa. A empresa, que acumula dívida de 11 bilhões de reais, entrou com pedido de recuperação judicial para tentar renegociar com seus credores. A Odebrecht é outra companhia que teve sua nota de crédito rebaixada.

As perdas econômicas atingem também os trabalhadores: reportagem do jornal O Estado de São Paulo aponta que as empresas envolvidas na Lava Jato já demitiriam mais de 12.000 funcionários desde o início das investigações.

Roberto Romano, professor de Ética e Política da Unicamp, a Lava Jato desnuda as relações pouco republicanas entre o Estado e as empresas. “Quando se fala em poder no Brasil, se pensa quase que exclusivamente no poder político”, afirma. Mas segundo ele, a “estrutura do poder político no país nunca dispensa e nunca dispensou a presença de grandes empresários e oligarcas definindo a ordem social e econômica do país”. Para preservar o arranjo feito, “o poder político sempre absorvia as críticas e as eventuais consequências jurídicas”.

Romano lembra um antigo ditado brasileiro – “Aqui sempre se disse que se pune o corrupto e não se pune o corruptor” – para dizer que “pouco a pouco estão tentando modificar este cenário”. Mas faz uma ressalva, tendo em vista os exércitos de advogados e recursos financeiros e jurídicos que os empresários presos tem a seu dispor: “ainda é cedo para tirar conclusões”.

Recuperando o dinheiro

A força tarefa do Ministério Público Federal que investiga a corrupção na Petrobras já conseguiu recuperar 570 milhões de reaisaos cofres públicos desde que as investigações identificaram o esquema de desvios de dinheiro da companhia. Ao todo, o grupo de promotores e investigadores conseguiu fechar mais de 15 acordos de colaboração premiada, que vão garantir uma restituição voluntária de 570 milhões de reais no curto prazo.

A expectativa é obter 6,7 bilhões de reais para ressarcir os 6,2 bilhões reconhecidos como propinas no esquema, além das multas relativas aos atos ilícitos. Esse valor, no entanto, depende de uma série de mudanças nas leis, que garantiriam a recuperação mais ágil do dinheiro que foi tomado. “Precisamos de medidas contra a corrupção e a impunidade”, disse o procurador Deltan Dallagnol, que coordena as investigações. Pelas leis vigentes, esse valor demoraria até 20 anos para ser ressarcido.

Observatório da Imprensa: Ministério Público inicia o desmonte do “coronelismo eletrônico”

TVA manchete dominical da “Folha” (22/11) vai entrar para a história da moralização da mídia brasileira: “Ação quer cassar rádios e TVs de parlamentares”.

Iniciativa inédita tem o aval (e talvez mais do que isso) do Procurador Geral, Rodrigo Janot, e compreende medidas contra 32 deputados federais, oito senadores e o cancelamento das respectivas concessões no setor audiovisual, contrárias ao disposto pela Constituição.

Dos senadores, dois são do PSDB (Aécio Neves e Tasso Jereissati), dois do PMDB (Edison Lobão e Jader Barbalho), um do PSB (Roberto Rocha) e um do PTB (Collor de Melo).

Estritamente factual, a matéria é injusta com a própria “Folha” que denunciou corajosamente não apenas o conflito de interesse dos parlamentares-concessionários, também a predominância da bancada evangélica neste desonroso toma-lá-dá-cá e, como se não bastasse, aberração ainda maior – a participação formal de deputados-infratores no órgão concedente e fiscalizador, a CCTCI, Comissão de Ciência,, Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados.

Grande parte das investigações da “Folha” ao longo das duas últimas décadas foi executada pela repórter Elvira Lobato (hoje fora do quadro de funcionários) que chegou a ser processada simultaneamente por filiais da Igreja Universal do Reino de Deus em diferentes estados, numa jogada mafiosa para constranger e impedir seu comparecimento perante a justiça.

Se a iniciativa saneadora do MPF é inédita (o adjetivo foi pinçado do próprio texto da “Folha”), em respeito aos leitores o jornal não poderia negar-lhes informações sobre os antecedentes do caso. Ao menos para caracterizar a complacência dos demais grupos jornalísticos.

Acostumado com a habitual má vontade da grande mídia com aqueles que ousam questioná-la, este observador não estranha que também tenha sido esquecido o grande número de denúncias aqui veiculadas como também em nossa versão televisiva.

Criado em Abril de 1996, o Observatório da Imprensa tratou do coronelismo eletrônico – ou midiático — já na edição de 20/8/97. A partir de 2002 se avolumaram as denúncias configurando grave e acintosa deformação no Legislativo.

Em Outubro de 2005 – há uma década! — o Instituto Projor, entidade mantenedora deste Observatório, através do seu então presidente, o jornalista Mauro Malin, protocolou na Procuradoria Geral da República em Brasília pormenorizado dossiê com todas as irregularidades de modo a permitir que o órgão adotasse as medidas que entendesse de direito.

A PGR agradeceu e engavetou. Agora, devidamente atualizadas e confirmadas, as transgressões entrarão na fase das sanções e punições cabíveis.

Com ou sem o reconhecimento ao trabalho dos precursores desta moralização na mídia eletrônica, o que importa é a drástica reversão no status quo. Muito mais pode ser alcançado – basta cumprir a Constituição.

Por: Alberto Dines,  jornalista, escritor e fundador do Observatório da Imprensa.

Prática Jurídica: júri simulado absolve personagem de filme argentino

Júri simuladoOs estudantes do curso de Direito da Faculdade de Ciências Aplicadas e Sociais de Petrolina (Facape) tiveram uma experiência diferente do cotidiano da sala de aula. Na última semana, eles participaram de um júri simulado em que o réu foi o personagem de um filme argentino. A iniciativa teve como proposta possibilitar o desenvolvimento e a capacidade de apreensão e argumentação dos alunos, além do debate de temas relevantes.

Organizado pelo professor da Facape, Nadielson França, o júri aconteceu baseado em fatos fictícios do filme argentino ‘O segredo dos seus olhos’, dirigido por Juan José Campanella. A atividade integra a disciplina Teoria Geral do Direito, com alunos do 2º período – turmas tarde e noite.

“O evento proposto aos alunos foi um trabalho independente de nota, sem caráter avaliativo, em que os estudantes se dedicaram e o resultado foi excelente, presenciados por todos aqueles que compareceram ao júri”, comentou.

O personagem fictício Ricardo Morales foi absolvido. O júri simulado aconteceu no Fórum Conselheiro Luiz Viana, em Juazeiro. Além dos discentes da Facape, estudantes da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) também prestigiaram o evento.

Por: Brenda Marques, Ascom Facape.

PS: Atitudes como esta do professor Nadielson desmontam o discurso incrível de que a efetiva prática jurídica só seria eficaz se tivéssemos um suntuoso prédio chamado de “Núcleo de Práticas Jurídicas” como  se tem apregoado em troca de votos.

Adão Lima de Souza

BRASIL: Mais de 551 mil estudantes fazem provas do ENADE neste domingo

Hoje, mais de 551 mil alunos de ensino superior farão o ENADE 2015 (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes). As provas, com duração de quatro horas, terão início às 13h (horário de Brasília). Os participantes devem checar os locais de aplicação da prova com antecedência. Os portões serão abertos ao meio-dia.

O ENADE, para quem foi selecionado, é obrigatório e tem o objetivo de avaliar  os cursos de graduação sobre o conteúdo programático ofertados, por meio da verificação do grau de conhecimento adquirido no desenvolvimento de habilidades e competências dos estudantes.

É importante comparecer ao exame, pois ausentar-se ou   deixar o local de prova antes de uma hora após o início destas, ensejará irregularidade na situação do estudante, que  poderá ficar impedido de colar grau e de receber o diploma.

Este blog deseja a todos os participantes, em especial aos alunos e ex-alunos da FACAPE, todo sucesso possível!

Nem Dunga, nem Cunha, nem Dilma?

MACACO PUNKE então Plebe Rude, ficantes dessa Nau-Brasil desgovernada, nação futurista, trazida pelas caravelas d’além-mar, este que vos fala é PONCIANO RATEL, alçado a patente de Desabestalhador Geral da República em revide ao grassamento das contingências morais nestas paragens tupiniquins.

No proselitismo iconoclasta de hoje, a resistência inquebrantável de Dunga, Cunha e Dilma ante o turbilhão de prognósticos sobre quem primeiro cairá. E Ainda, o desejo confesso das pessoas próximas e das torcidas distantes enquanto, com os nervos á flor da pele, aguardam a ocorrência da queda tripla para este ano que se apressa em findar.

Conforme nos dão conta os noticiamentos hodiernos, tendo já no horizonte a aproximação dos festejos do bom velhinho, ao que tudo indica, parece seguro afirmar que os planos maquiavélicos tramados pelos partidos de oposição contra a estadia de Coração Valente nos recônditos do palácio dos marajás da governança terão de aguardar o ano vindouro, já que tratativas com pessoas de diversos partidos e outros partidos diversos sinalizam para um conluio entre Dilma e o presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha, com o propósito imoral de ambos conservarem sua proeminência, afastando, portanto, os pretensos novos inquilinos das posições que ora ocupam.

Acrescentam, ainda, os libelos mais benquistos pelos letrados, aiatolás da grande mídia falada e escrevinhada, que somente um acordão de natureza deletéria, fundado em premissas imorais e pressupostos iníquos, firmado entre os sacripantas de um e outro poder será capaz de prorrogar a inevitável queda de um e outro, pelo menos até o ano que se avizinha.

Já os ditos pasquins, vendedores de leituras de fácil degustamento, alardeando a imperiosa necessidade de reforma moral na sociedade política e futebolística brasileiras, e se dizendo atônitos com a força demonstrada pelo técnico da seleção, Dunga, que mesmo após um ano em que só colecionou fracasso desde as divisões de base, como sub isso e aquilo, até o time principal, a exemplo das últimas partidas em que jogadores tidos como indispensáveis nada fizeram, deixando o protagonismo, segundo afirmaram os jornalistas mais afoitos, para os jovens talentos mais versados na feitura de gol sem querer, tem conseguido permanecer no cargo de treinador da seleção canarinho, mesmo depois de seu protetor ter sido posto fora de circulação pelo FBI.  O que leva a ponderação de que o fiasco da Copa de 2014 servirá apenas como aperitivo para a derrota anunciada de 2016.

Assim sendo, nada mais resta senão protelar o nosso sádico desiderato. E pacientemente lamentar as decisões procrastinatórias que implicam diretamente no adiamento do tombo inevitável desses três atores fanfarrões. Crentes de que, a qualquer hora, a incompetência de Dunga e Dilma e a escassez moral do Eduardo Cunha sejam suficientes para defenestrá-los da vida pública, ansiosos aguardemos.

Por fim, cantemos aquele louvor mais heroico, que vocifera “Brava Gente Brasileira, longe vá, temor servil; ou ficar a Pátria livre, ou morrer pelo Brasil”.

Cônscio e estribado nas delações premiadas do Sergio Moro, o cavaleiro branco de Gotham City, e nos pênaltis mal marcados pelos juízes da CBF, este pretenso escrevinhador se rende à mancomunação de vê este Brasil dos Bruzundangas livre da praga da incompetência e da corrupção tão peculiar ao nosso modo de tratar a coisa pública.

Por hora me despeço de Vosmercê!

E atentai para esta sapiência: “A nossa maior glória não reside no fato de nunca cairmos, mas sim em levantarmo-nos sempre depois de cada queda”.

Saudações a quem tem coragem!

PONCIANO RATEL

Perturbação numa redoma: Žižek escreve sobre os atentados em Paris

PARISSim, os ataques do dia 13 de novembro em Paris devem ser incondicionalmente repudiados, mas… sem querer introduzir circunstâncias atenuantes, a questão é que eles devem ser realmente repudiados, e para isso, é preciso de mais do que o simples e patético espetáculo de solidariedade por parte de nós, cidadãos “livres”, “democráticos”, “civilizados”, contra o grande monstro assassino muçulmano.

Na primeira metade de 2015, a Europa estava preocupada com movimentos emancipatórios radicais (como Syriza e Podemos), enquanto que na segunda metade do ano a atenção se deslocou ao tema “humanitário” dos refugiados – a luta de classes foi literalmente suprimida e substituida pelo tema liberal-cultural da tolerância e da solidariedade. Com os atentados terroristas da última sexta-feira, até mesmo esse tema (que ainda se referia a questões sócio-econômicas mais amplas) está agora eclipsado pelo simples esquematismo que projeta o conjunto das forças democráticas enredadas em uma guerra sem piedade contra as forças do terror – e é fácil imaginar o que se seguirá: uma busca paranoica pelos agentes do ISIS entre os refugiados, e por aí vai… (A mídia já saliva ao informar que dois dos terroristas adentraram a Europa via Grécia como refugiados…) As maiores vítimas dos ataques terroristas de Paris serão os próprios refugiados, e os verdadeiros vencedores por trás das platitudes do tipo “Je suis Paris” serão simplesmente os partidários da guerra total de ambos os lados.

É assim que nos devemos realmente repudiar os assassinatos de Paris: não simplesmente participando das manifestações patéticas de solidariedade anti-terrorista, mas insistindo na simples questão do qui bono: quem se beneficia? Não deve haver um entendimento mais profundo dos terroristas do ISIS, no sentido em que se diz “seus atos deploráveis são não obstante reações às brutais intervenções europeias” – eles devem ser caracterizados, sem rodeio, como aquilo que de fato são: como o obverso islamo-fascista dos racistas anti-imigração europeus (dois lados de uma mesma moeda).

Mas há ainda um outro aspecto dos ataques que devemos levar em conta, sua própria forma: uma perturbação momentânea brutal da vida cotidiana normal. Não é de se desprezar que os alvos eleitos não representam o establishmentmilitar ou político, mas a cultura popular cotidiana – restaurantes, bares, casas de shows… Tal forma de terrorismo – uma perturbação momentânea – é própria dos ataques que costumam ocorrer no interior dos países ocidentais desenvolvidos, e contrasta claramente ao que ocorre em muitos países de Terceiro Mundo onde a violência é um fato permanente da vida. Pense na vida cotidiana no Congo, no Afeganistão, na Síria, no Iraque, no Líbano… – onde está o alardio por solidariedade internacional quando centenas de pessoas morrem nesses lugares? Devemos lembrar agora que vivemos em uma »redoma« onde a violência terrorista é uma ameaça que apenas explode de tempos em tempos, em contraste aos países em que (com a participação ou cumplicidade do ocidente) a vida cotidiana consiste de terror e brutalidade ininterruptos.

Em seu In the World Interior of Capital: Towards a Philosophical Theory of Globalization, Peter Sloterdijk demonstra como, na globalização de hoje, o sistema mundial completou seu desenvolvimento e, como um sistema capitalista, veio a determinar todas as condições de possibilidade para a vida. O primeiro sinal desse desenvolvimento foi o Palácio de Cristal em Londres, o local da Primeira Exposição Universal em 1851: a inevitável exclusividade da globalização como a construção e expansão de um mundo interior cujas fronteiras são invisíveis, no entanto virtualmente intransplantáveis para quem as depara a partir de fora, e que é habitada por um bilhão e meio de vencedores da globalização (o triplo desse número é deixado do lado de fora da porta).

Consequentemente, “o mundo interior do capital não é uma ágora ou um mercado a céu aberto, mas sim uma estufa que incorporou tudo que já foi externo”. Esse interior, edificado sobre os excessos capitalistas, determina tudo: “O fato primário da Era Moderna não é que a terra gira em torno do sol, mas que o dinheiro gira em torno da terra”. Após o processo que transformou o mundo em um globo, “a vida social só poderia se desenrolar dentro de um interior expandido, um espaço interno domesticamente e artificialmente climatizado.” Com a hegemonia do capitalismo cultural, todos os levantes com potencial de alterar a globalidade são contidos: “Nenhum evento histórico mais poderia ocorrer sob tais condições – no máximo, acidentes domésticos”. O que Sloterdijk corretamente apontou é que a globalização capitalista não representa apenas abertura e conquista, mas também um globo fechado sobre si mesmo separando o Dentro do Fora. E os dois aspectos são inseparáveis: o alcance global do capitalismo é ancorado na forma pela qual ele introduz uma cisão radical de classe que atravessa todo o globo terrestre, separando aqueles agraciados pela proteção dessa esfera daqueles relegados ao lado de fora de sua redoma.

Os recentes atentados em Paris, bem como o fluxo de refugiados, são lembretes momentâneos da violência que subjaz nossa cúpula, um mundo que, para nós, de dentro, aparece majoritariamente em escassas reportagens televisivas sobre países violentos distantes, mas nunca como parte da nossa realidade. É por isso que é nosso dever se tornar plenamente consciente da violência brutal que permeia o lado de fora de nossa redoma – não apenas violência religiosa, étnica e política, mas também sexual. Em sua excepcional análise do Julgamento de Oscar Pistorius, Jacqueline Rose assinalou como seu assassinato de sua namorada tinha de ser interpretado contra o complexo pano de fundo do medo do homem branco da violência negra, bem como da terrível e disseminada realidade da violência contra as mulheres:

“A cada quatro minutos na África do Sul há um registro de estupro de uma mulher ou menina – geralmente adolescente,  por vezes criança – e a cada oito horas uma mulher é assassinada pelo seu parceiro. O fenômeno tem um nome na África do Sul: ‘feminicídio íntimo’, ou, como a jornalista e escritora criminalista Margie Orford se refere ao repetido assassinato de mulheres pelo país, ‘feminicidio em série’.”

Esse aspecto não deve de forma alguma ser descartado como marginal: de Boko Haram e Mugabe a Putin, a crítica anti-colonialista ao Ocidente cada vez mais aparece como a rejeição à confusão ocidental sexual, e como uma demanda por um retorno à hierarquia sexual tradicional. Tenho, é claro, plena consciência de como a exportação imediata do feminismo ocidental e dos direitos humanos individuais podem servir como uma ferramenta de neocolonialismo ideológico e econômico (todos nós lembramos de como algumas feministas americanas apoiaram a intervenção estadunidense no Iraque como uma forma de liberar as mulheres lá, quando o resultado foi precisamente o oposto). No entanto, devemos absolutamente recusar de extrair disso a conclusão de que os esquerdistas ocidentais devem fazer aqui um “compromisso estratégico”, silenciosamente tolerando “costumes” de humilhação a mulheres e homossexuais em prol da luta anti-imperialista “maior”.

Então vamos trazer de volta a luta de classes – e a única forma de fazer isso é insistindo na solidariedade global dos explorados e oprimidos. Sem essa visão global, a patética solidariedade para com as vítimas de Paris não passa de uma obscenidade pseudo-ética.

Apesar de toda obscuridade em torno do influxo dos refugiados na Europa, muitos deles sem dúvida tentam escapar condições terríveis em seus países. Um dia após os ataques de Paris, um deles secamente comentou na TV: “Imagine uma cidade como Paris em que o estado de exceção que reina lá hoje é simplesmente uma característica permanente da vida cotidiana por meses, quando não anos. É disso que estamos fugindo.” Não podemos ignorar o momento de verdade dessa afirmação.

Fonte: http://blogdaboitempo.com.br/2015/11/20/perturbacao-numa-redoma-zizek-escreve-sobre-os-atentados-em-paris/

Mentor dos atentados de Paris morreu na operação policial em Saint-Denis

ISISO belga Abdelhamid Abaaoud, considerado o cérebro dos atentados de sexta-feira em Paris, foi abatido na madrugada desta quarta-feira na operação policial e militar no bairro parisiense de Saint-Denis, segundo confirmou esta manhã a Promotoria de Paris. “[Abaaoud] acaba de ser formalmente identificado como um dos mortos na operação realizada pela RAID [forças especiais] na rua Corbillon en Saint-Denis, na noite de 18 de novembro, após a comparação de amostras de DNA retiradas da sua boca. Trata-se do corpo descoberto no imóvel, crivado de balas”, diz a nota oficial da Promotoria divulgada nesta quinta-feira.

O Ministro de Interior francês, Bernard Cazeneuve, declarou que “Abaaoud teve um papel determinante” nos ataques da semana passada em Paris. Cazeneuve disse que “nenhuma informação europeia” indicava que o dirigente terrorista se encontrava em território europeu.O ministro assegurou que a União Europeia deve colocar em vigor o PNR (registro de passageiros), o reforço de suas fronteiras exteriores e um plano contra o tráfico de armas.

Com o comunicado da Promotoria, fica confirmado que durante a operação no bairro de Saint-Denis morreram três jihadistas, um deles “uma jovem mulher” que levava um cinto com explosivos e se detonou. A Polícia não divulgou a identidade dela e nem a do outro terrorista. O comando de Saint-Denis estava “pronto” para realizar novos atentados, segundo o fiscal François Molins. Possuía um “verdadeiro arsenal de guerra”. O primeiro-ministro Manuel Valls felicitou publicamente o trabalho realizado pelas forças de ordem.

Abaaoud  foi um dos primeiros combatentes estrangeiros a chegar àSíria, onde se instalou há dois anos. Uma publicação do Estado Islâmico (EI) difundiu supostas declarações suas nas quais contava que havia conseguido escapar de um cerco policial belga após um tiroteio. Tinha viajado da Síria à cidade belga de Verviers, onde em 15 de janeiro morreram os jihadistas num tiroteio com as forças de segurança.

A polícia suspeita que Abaaoud viajou em outras ocasiões à Bélgica e que instigou vários atentados, como o ataque de metralhadora ao trem Thalys entre Amsterdã e Bruxelas e o frustrado ataque a duas igrejas em Paris na primavera. Cazeneuve confirmou que o terrorista “parece estar envolvido em quatro dos seis ataques desativados desde a primavera passada”.

Abdelhamid Abaaoud era considerado um dos principais líderes do Estado Islâmico na Síria e, segundo informações da polícia e dele mesmo, pôde regressar várias vezes à Bélgica sem ser controlado pelas autoridades. A Promotoria aclarou posteriormente não estar apta de afirmar que ele se suicidou durante a operação.

O principal fator que confirmou o envolvimento de Abaaoud foi, segundo confirmou Molins nesta quarta, um telefone celular encontrado em uma papeleira perto do Bataclan, onde os terroristas mataram 89 pessoas. Uma mensagem SMS no telefone dizia: “On est parti on commence” [Vamos lá, começamos].

A mensagem foi enviada às 21h42, justo antes do ataque à sala de shows. A Polícia investiga quem foi o destinatário. Após a análise do celular e dos dados de geolocalização, os agentes puderam chegar até um hotel de Alfortville, no departamento de Val-de-Marne, unido à Grande Paris. Tendo em vista às escutas de telefones e uma testemunha posterior, os investigadores deduziram que Abaaoud havia chegado à seu apartamento na terça.

Agora, as autoridades se centram em descobrir o paradeiro de outro dos supostos organizadores dos atentados de sexta. Trata-se de Salah Abdeslam, também belga. Seu irmão Ibrahim se suicidou na sexta em um restaurante do boulevard Voltaire de Paris.

Os dois irmãos participaram ativamente dos atentados na capital francesa após viajar de Bruxelas. Ibrahum tentou viajar à Síria em janeiro, mas a Turquia impediu. Ao voltar, as autoridades belgas interrogaram os dois irmãos. Foram deixados em liberdade. “Sabíamos que estavam radicalizados que poderiam ir à Síria, mas não pareciam ser uma ameaça. Inclusive se tivéssemos comunicado a França, duvido que tivessem sido freados”, reconheceu o porta-voz da Promotoria belga a agência France Press. “Não mostravam sinais de ser uma ameaça”.

Após participar da matança de sexta, Salah Abdeslam regressou à Bélgica no sábado pela manhã por estrada. Na fronteira, o carro no qual viajava com outras duas pessoas foi parado pela Polícia francesa. Os três foram identificados e os agentes liberaram a passagem. “A Bélgica não tinha incluído Salah na lista de suspeitos de Schengen”, afirmam fontes policiais em Paris.

Nas câmeras de segurança da estrada entre França e Bélgica, é possível ver um Volkswagen Golf no qual viajavam Salah e outros dois indivíduos até Bruxelas. Depois, o carro é visto em direção oposta porque, em teoria, deixaram Salah em seu destino. A Polícia belga deteve e interrogou o dois acompanhantes, que falaram que Salah ligou e pediu que fossem a Paris para buscá-lo.

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