Arquivos diários: 10 de agosto de 2015
LAVA JATO: Mais 5 denunciados pelo do MPF
O juiz federal Sergio Moro aceitou, hoje, denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra o ex-diretor da Petrobras Jorge Zelada e outras cinco pessoas suspeitas de envolvimento em corrupção na estatal.
Os procuradores afirmam que houve o pagamento de propina de US$ 31 milhões na contratação de um navio-sonda pela Petrobras em 2008. De acordo com a denúncia, parte foi paga a Zelada e ao ex-gerente da Petrobras Eduardo Musa, e outra parcela foi destinada ao PMDB.
Como a Justiça aceitou a denúncia, os seis a partir de agora passam a ser réus. A abertura da penal não significa culpa, apenas o primeiro passo do processo, durante o qual o juiz ouvirá testemunhas e acusados apresentarão suas defesas.
Na decisão, Moro mencionou a descoberta de “duas contas secretas” do ex-diretor em Mônaco, que somam 10,3 milhões de euros (cerca de R$ 39,7 milhões, em valores de hoje). Indicado pelo PMDB ao cargo, o ex-diretor ficou à frente da área Internacional da Petrobras entre 2008 e 2012 e foi detido há um mês, na 15ª fase da Operação Lava Jato.
Além de Zelada e Musa, João Rezende Henriques, suspeito de ser o operador do PMDB, e Raul Felippe Junior vão responder na ação por lavagem de dinheiro e corrupção passiva. O ex-diretor também é acusado de evasão de dividas.
O chinês Nobu Su Hsin Chi Su, representante da empresa de Taiwan, e o lobista Hamylton Padilha foram acusados de corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Padilha já fez acordo de delação em troca da redução da pena.
No despacho desta segunda, Moro cita a suspeita sobre o PMDB, mas afirma que “não há identificação de qualquer autoridade com foro privilegiado que teria recebido tal propina”, o que, diz, faz com que o caso não seja levado ao Supremo Tribunal Federal. A acusação do Ministério Público Federal não detalha quem no partido recebeu dinheiro desse contrato.
O juiz federal disse ainda que “há provas documentais significativas da materialidade e autoria dos crimes” e que as acusações não se baseiam apenas em depoimentos de delação. Entre as provas, Moro mencionou um contrato simulado para o pagamento de propina e uma auditoria interna da Petrobras sobre o caso.
Isto Posto… Qual a colocação para 2016?
O Brasil garantiu a terceira colocação no quadro geral dos Jogos Pan-Americanos de 2015, disputados em Toronto (Canadá), após conquistar 41 medalhas de ouro, 40 de prata e 60 de bronze, o que totaliza 141, embora a ambição fosse destronar o segundo lugar do país sede.
O destaque sem dúvida, apesar do baixo rendimento no Atletismo, onde se cria superar o PAN de 2011, ficou com o Baquete Masculino que, após uma campanha invicta nos Jogos de Toronto, derrotando o Canadá por 86 a 71 na final, conquistou a sua sexta medalha de ouro em Pan-Americanos.
Outro destaque foi a primeira medalha de ouro no Boliche, modalidade em que o brasileiro Marcelo Suartz venceu o venezuelano Amleto Monacelli, na final, por 201 a 189.
No caratê, duas medalhas foram obtidas pelo Brasil. Na categoria até 68 quilos, Natalia Brozulatto ficou com o ouro após vencer a mexicana Xhunashi Caballero por 2 a 0. Na semifinal, ela venceu a venezuelana Omaira Molina por 3 a 1. Na categoria acima de 68 quilos, Isabela dos Santos ficou com a medalha de bronze.
A equipe feminina de futebol conquistou a medalha de ouro após vencer por 4 a 0 a equipe colombiana, salvando o futebol brasileiro de um ano completo de derrotas, depois das seleções principais, feminina e masculina, e também a sub-20 e a olímpica do PAN 2015 fracassarem. A seleção feminina de futebol deixou os Jogos Pan-Americanos de Toronto com 100% de aproveitamento.
Cinco medalhas foram obtidas por brasileiros no tênis de mesa. Outras vieram do Vôlei e da Esgrima. Além das medalhas do Atletismo, no revezamento 4×100 metros masculino, e do heptatlo, prata e bronze, respectivamente.
Deste modo, o Brasil teve um resultado igual ao Pan de Guadalajara, em 2011, com a pequena diferença que há quatro anos, no México, foram 48 medalhas de ouro, 35 de prata e 58 de bronze.
Para os membros do COB, em coletiva dada pelo diretor executivo da entidade, Marcus Vinícius Freire, o Brasil não ficou abaixo do esperado, pois a meta era o top 3, devido a delegação mista, com 70% dos atletas participando do seu primeiro PAN. “Nosso objetivo foi baseado no conhecimento de quem traríamos e dos nossos adversários. Então, estamos dentro da meta”, disse.
Na ocasião, Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Olímpico Brasileiro desde 1995, comentou sobre as metas estipuladas anteriormente para a delegação do Brasil de lutar pelo terceiro lugar no número total de medalhas, já que tal contagem respeita o atleta que conquista o bronze ou a prata.
Isto posto, desculpas dadas e aceitas, a pergunta que se insere no contexto é qual a meta para as olimpíadas do Rio em 2016, a mesma de 2012, em Londres, quando o Brasil ficou com três medalhas de ouro, cinco de prata e nove de bronze, na desconfortável posição de número 22, atrás de Cuba e Jamaica?
Por: Adão Lima de Souza




