SAUDOSO SIBÁ
“Por mais que alguém queira agredir o SUS no Brasil, o SUS é uma mãe, é um dos sistemas mais justos para países pobres, aliás, para qualquer país do mundo. Nos EUA o serviço de saúde é completamente privado. Eu não leio as postagens com agressões, nem me incomodo, fiz o comentário com base no que vi. Virou moda bater no PT e em tudo que a gente fala. Mas, isso aí, eu vi.”
Isto Posto… Zika Zero: Marketing eficiente, medidas ineficazes.
A presidente, tentando reverter um quadro pessoal crônico de descrédito popular quanto a sua capacidade gerencial, mandou à rua, no último sábado, a sua tropa de ministros inoperantes, numa campanha midiática contra o mosquito Aedes Aegypti, vetor da conhecida dengue e o mais recente Zika Vírus, possível causador de microcefalia em bebês.
A medida pode até parecer nobre, entretanto, se mostrará ineficaz diante do histórico quadro de abandono de imprescindível política de saneamento básico. Devendo-se compreender o saneamento em sua acepção mais completa, envolvendo coleta e tratamento de esgoto e lixo; tratamento e distribuição de água potável para consumo das pessoas e, por fim, educação ambiental adequada à convivência saudável nas cidades brasileiras, pautadas pela ausência de planejamento urbano.
Além disso, para ter êxito campanha de tal magnitude, a verdade precisa estar à frente de qualquer informação. Isso quer dizer que mentiras como a que afirma que o mosquito só se reproduz em água limpa, a outra que apregoa serem as residências dois terços dos criatórios do mosquito no país, ignorando os grandes lixões públicos, onde basta a superfície de uma sacola plástica para abrigar dezenas de larvas do Aedes Aegypti. Ou aquelas afirmações que fazem vista grossa quanto as piscinas das mansões de veraneio e as propriedades desocupadas que acumulam lixo aos borbotões, transformando-se em verdadeiros criadouros dos vetores destas pragas que se abatem sobre as pessoas pobres e os trabalhadores; ou, por fim, as que negam a existência de cidades que como a nossa querida Juazeiro-BA ainda hoje é cortada por imensos canais de esgoto a céu aberto, contribuindo para proliferação de mosquitos e infestação de doenças de todo tipo.
Assim sendo, não basta enviar mensageiros inúteis a territórios estranhos, simplesmente para afastar a crítica a uma visível mobilização política, cujo escopo indisfarçável é incutir na cabeça do eleitor brasileiro a ideia de que o governo trabalha como equipe harmônica na defesa dos interesses do cidadão. Principalmente quando este parece só ter devotar as autoridades de plantão, no momento, absoluta e justificável desconfiança quanta a capacidade de alguns milhares de soldados das Forças Armadas, despreparados e desprestigiados pela missão estranha às suas aptidões, obtenham êxito numa guerra onde por mais de trinta anos um exército de mais de 260 mil agentes de endemias, espalhados em todo território nacional, fracassaram em virtude do profundo descaso de gestores públicos como os atuais, os quais tem como preocupação unicamente a sua sobrevida eleitoral.
Isto posto, cara “presidenta”, dizei a verdade aos brasileiros! Dizei que apenas a cidade do Rio de Janeiro realmente interessa agora! Dizei que 367,8 casos para cada 100 mil habitantes é estatística aceitável e não, a despeito do que afirma a OMS, epidemia! Dizei afinal, que assim como foi um sucesso a Copa de 2014, as Olimpíadas de 2016 serão maior ainda, pois, se parodiarmos o bom baiano, morrer de fome, de raiva e de dengue são gestos naturais.
Por: Adão Lima de Souza
Sem dinheiro, Exército deixa Força no Haiti
PORTO PRÍNCIPE – Sucumbiu no cofre da União a ideia política de fazer bonito perante a Organização das Nações Unidas (ONU), na tentativa de ganhar respeito no Conselho de Segurança e conseguir um assento na patota nuclear.
Com os cortes no Orçamento deste ano e as verbas minguadas a cada dia, o Exército do Brasil vai deixar a Minustah no Haiti. Para não fazer feio, ainda envia o último contingente esta semana, para os últimos seis meses de vigilância.
A Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (Minustah) foi criada e organizada pelo Conselho de Segurança da ONU para manter a ordem e evitar a tomada do poder por guerrilhas no país caribenho, após a deposição do presidente Jean-Bertrand Aristide. A presença por força política tornou-se essencialmente social após o terremoto de 2010, quando mais de 200 mil pessoas foram vitimadas.
A tropa que parte para a capital Porto Príncipe foi apresentada neste domingo, na Praça dos Três Poderes em Brasília, durante a solenidade da troca da Bandeira Nacional. O Exército aproveitou a ocasião para promover a exposição “sobre os 60 anos de participação do Brasil em Missões de Paz”.
Corinthians bate São Paulo, segue 100% e mantém freguesia tricolor em Itaquera
SÃO PAULO – Desde que a Arena foi construída em Itaquera, na Zona Leste paulistana, os corintianos cederam um empate sequer ao rival. O retrospecto ficou ainda melhor após este Majestoso. São quatro partidas em casa contra os tricolores e quatro vitórias.
Com uma falha grotesca de Lucão, o oportunismo do aniversariante Lucca e um gol de cabeça de Yago, o Corinthians venceu o São Paulo por 2 a 0, no primeiro clássico do Campeonato Paulista, disputado na tarde deste domingo (14), na Arena Corinthians.
O gol que abriu o placar do clássico saiu aos 23 minutos do primeiro tempo. A bola sobrou limpa para a zaga do São Paulo. Lucão e Mena não definiram quem ia para o lance. Pressionado, Lucão tentou recuar para Denis e deu nos pés de Lucca. O aniversariante deste domingo não perdeu o presente e marcou.
O jogo mudou de panorama no segundo tempo. Mais defensivo, o Corinthians esperou por um erro do São Paulo para matar a partida. Com mais posse de bola, os tricolores demoraram a criar. Quando conseguiu atacar, Cássio defendeu a cabeçada de Mena e evitou o empate.
Com o resultado, o Corinthians chegou a 12 pontos, segue 100% e lidera com folga o Grupo D do Paulistão. O São Paulo é o terceiro no Grupo C, com quatro pontos conquistados.
O Português bem “dizido” – Tachar ou taxar”?
Eu tachei aquele homem de explorador!
Você não pode tachar alguém de explorador porque não sabe nem mesmo como se faz para taxar um produto! Vê a diferença de significado entre “tachar” e “taxar”?
Quando você tacha alguém de alguma coisa, está o acusando de algo, e quando estabelece um preço para um produto, está determinando uma taxa, um valor para ele! Portanto:
Use “taxar” quando quiser obter o significado de tarifar, tributar, estabelecer ou fixar preço, imposto.
Use “tachar” quando quiser obter o significado de censurar, colocar defeito em, acusar, pôr tacha.
Assim, veja alguns exemplos:
- a) O governo quer taxar as mercadorias que exportamos. (tarifar, tributar)
b) Ana foi tachada de manhosa durante o programa. (censurada)
c) A taxa que há no envio de correspondências é para custear as despesas com o transporte. (imposto) - d) Não me tache de mentirosa, pois falo a verdade e às vezes a pessoa não gosta de ouvir! (acuse)
Quando ficar em dúvida, lembre-se que “taxa” com “x” nos lembra de valores matemáticos (x,y)!
Lembre-se que a famosa “tachinha” de segurar papéis é com “ch”!
Por: Sabrina Vilarinho, Equipe Brasil Escola
Bandeiras da trivialidade: estertor contemporão
Época alguma escapa às caricaturas. Umas são novidadeiras, lançam trivialidades inauditas. Outras, não: preferem nos festejar com novidades que já nascem velhas, a lembrar Maffesoli. O fato é que a caravana caricatural não padece de solidão, sempre há foliões a segui-la.
Em 1947, Jdanov lança uma caricatura. Os artistas comunistas seguem-na com obstinação. A arte queda, debilita-se. Dentre todos, ao menos um oferece resistência. Graciliano Ramos, presidente da União Brasileira de Escritores (UBE). Logo ele, marcado com os caracteres do provincianismo, o avesso do espírito cosmopolita – o único a destoar. De tal modo, estabelece contraponto determinado ao realismo socialista. Combate-o, como se sabe, com o realismo crítico.
A partir do exemplo de tempos distantes, falemos do nosso próprio quando. Mergulhados nesta parvoíce, que é o politicamente correto, várias são as nossas caricaturas presentes. Do feminismo atual aos movimentos sociais, o que observamos são bandeiras da trivialidade. Já não se pode discordar, oferecer contraponto: o discurso da vítima, conquanto inócuo, faz-se predominante. Aos que, ainda assim, ousam o caminho contrário, sobra-lhes o dístico “conservador”. O próprio Graciliano foi considerado um escritor elitista. De se rir.
Difícil escapar às ordens do dia, às modas vigentes. Cada época possui sua cartilha hermética, bestial. Um amigo me contara a propósito da ojeriza por acadêmicos, conservada por Marx. Todavia, fora longe da universidade que o filósofo criara a sua grande obra. Isto, tenha em conta, num tempo em que a academia representava certa grandeza. Permanece, sabemos.
Tal não significa, como pode parecer ao leitor apressado, uma ode ao sentido contrário, pura e simplesmente. Ao revés, escapar às sensações momentâneas requer mais coragem. Necessário deliberar, por suposto. Não representa, como já se vê, o fetiche da crítica, da crítica pela crítica. Instigar o espírito discordante tem seu risco, sabemos. O que não parece pertinente é deixar-se arrastar pela corrente dos discursos miúdos.
Ora, acaso o Brasil, com tantos movimentos identitários, logra avançar? Para cada vítima forjada, uma insígnia representando a vitória da bestialidade. Todos somos boas almas, corações grandiosos. Ao mesmo tempo, apoiamos às correntes em voga, por mais díspares que possam ser. E isso sem sabermos o porquê. Somos todos índios, mamelucos… Sem ferida a acender-se, porém – mimetismo fulgurante. Colecionamos, tão sôfregos estamos por mergulhar nas questões atuais, bandeiras inconciliáveis. E, infantilmente, inflamos o peito, orgulhosos.
Os discursos enfatizados, com luz refratada para os seus estandartes, qual canto das sereias, seduzem. Ninguém quer perder o passaporte da folia, está visto. Um afã por contemporaneidade! No fundo, todos (?) nos mostramos fac-símiles do personagem Jaime Bunda, de Pepetela. Preferível, pensa o ser contemporão, manter-se alinhado à moda da estação, exigência atualíssima. Necessário, bem por isso, vir um francês para nos alertar. Badiou nos ensina a não dar ouvidos às questões que, a pretexto de transformação, fortalecem sobremodo os seus avessos.
De resto, parece-nos, ser um homem (lá vêm as feministas!) de seu tempo não significa ter como norte o ludíbrio do próprio tempo. Requer fôlego, de sorte a ir além. Sobre ele, deitarão impropérios, estigmas vários. Contudo, lembrem o jnadovismo: quando recordado, o é para ser ridicularizado.
Dissidentes discutem deixar o PT e fundar novo partido
Políticos do PT, muitos deles com mandato, deflagraram no fim do ano passado sondagens para a criação de um novo partido. Nos últimos meses, as discussões envolveram cerca de 25 parlamentares, todos eles insatisfeitos com os rumos da legenda nesses tempos de crise. Movimentos sociais também foram acionados para discutir, de forma reservada, a proposta. Dissidentes afirmam que a ideia é retomar as conversas após as eleições municipais deste ano.
Dirigentes do PT têm conhecimento da operação, mas colocam panos quentes. “Isso ficou forte na época do Eduardo Cunha [quanto o governo ainda defendia o diálogo com ele], mas já diminuiu”, disse um petista graúdo.
O ex-governador Tarso Genro (RS), que esteve em algumas das reuniões para tratar do tema, afirma ser “natural” debater o assunto em um período “de grave crise partidária”, mas diz que agora não é o momento para discutir a proposta.
“Sem reestruturar o sistema político, partidos presentes e futuros terão os mesmos problemas”, defendeu Genro.
O PT convidará Lula para participar do programa nacional que o partido veiculará na TV em 23 de fevereiro. A peça será produzida pelo marqueteiro Edinho Barbosa.
No PT e na Esplanada, a conclusão é a mesma: o Instituto Lula subestimou a ofensiva contra o ex-presidente.
Um importante banqueiro reprovou as declarações de Mark Mobius, tido como um dos gurus dos mercados emergentes, apostando na recuperação judicial da Petrobras. “Estão vendendo mais dificuldade para ganhar facilidade ”, reclamou.
Somos todos Lula?
No domingo de Carnaval, os repórteres Vera Rosa e Ricardo Galhardo revelaram que, durante uma reunião com Lula, dirigentes do PT sugeriram a criação de uma rede de apoio a Nosso Guia com o slogan “Somos Todos Lula”. Seria algo como o famoso “Je suis Charlie”, criado depois do ataque terrorista à redação do Charlie Hebdo. Seria, mas jamais será.
“Somos todos Lula”, quem, cara pálida? Nosso Guia queixa-se de que ninguém o defende. Nem ele, pois até agora não deu uma só explicação para seus confortos. Some-se a isso que jamais defendeu o comissário José Dirceu. Talvez não achasse argumentos para fazê-lo.
A vida deu a Lula um sentimento de onipotência que em certos momentos soa irracional, mas é sempre compreensível. Ele e sua mulher, Marisa, saíram daquele Brasil que tem tudo para dar errado. O retirante pernambucano cresceu na pobreza de uma família desestruturada. Sua primeira mulher, grávida, morreu num hospital público. Marisa, seu segundo matrimônio, fora casada com um taxista assassinado, cujo carro passou a ser dirigido pelo pai, também assassinado.
Como dirigente sindical, Lula comandou duas greves históricas que projetaram-no nacionalmente. Ambas resultaram em perdas financeiras para os grevistas, mas isso tornou-se uma irrelevância. Candidatou-se ao governo de São Paulo em 1982 e ficou em terceiro lugar, com 1,1 milhão de votos contra 5,2 milhões de Franco Montoro. Disputou quatro vezes a Presidência da República e perdeu duas eleições no primeiro turno para Fernando Henrique Cardoso.
Metamorfose ambulante, superou todas as adversidades. Elegeu-se, reelegeu-se, colocou um poste na sua cadeira e ajudou a permanência de Dilma Rousseff no Planalto, dando ao PT um predomínio inédito na história do país. Conta a lenda que um áulico atribuiu-lhe a cura de um câncer de um colaborador.
Lula acredita na própria invulnerabilidade. Para quem se reelegeu depois do escândalo do mensalão, tem boas razões para isso. A ideia de multidões vestindo camisetas com a inscrição “Somos todos Lula” reflete o modo de fazer política de um comissariado intelectual e politicamente exausto. Noves fora a piada de que esse poderia ser o uniforme da bancada de Curitiba, marquetagens desse tipo exauriram-se.
É impossível especular como ele sairá das encrencas em que se meteu, mas uma coisa é certa: seus maiores aliados, como sempre, são os seus adversários.
Por: Elio Gaspari
Quem sabe, sabe?
BRASÍLIA – O PT tapou a boca de quem achava que era impossível substituir à altura seu inacreditável líder Sibá Machado. E tapou duas vezes: primeiro, ao encontrar um substituto perfeito para Sibá, o gaúcho Paulo Pimenta.
Segundo, ao conseguir achar outro nome da mesma consistência, e que derrotou Paulo Pimenta na luta pela liderança. O novo Sibá Machado, igualzinho ao anterior, é o deputado baiano Afonso Florence.
Aliás, Florence não é igual a Sibá: é um Sibá aperfeiçoado.
Elegeu-se com doações das empreiteiras UTC e OAS, ambas participantes de praticamente tudo que está sendo investigado pela Operação Lava Jato; e também com doações do ex-presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli – um administrador que se notabilizou por assumir a empresa quando seu valor de mercado estava perto dos US$ 400 bilhões e por deixá-la com valor inferior a 10% do inicial.
Mas tudo tem seu lado bom: se Florence chegou lá, Pimenta não chegou.
Governador manda tirar nome de Sarney de escolas
MARANHÃO – Sete escolas estaduais do Maranhão batizadas em homenagem ao ex-presidente José Sarney tiveram os nomes alterados por um decreto assinado pelo governador Flávio Dino (PC do B).
No total, o nome de 37 escolas que homenageavam pessoas vivas foram trocados por nomes de professores, políticos, religiosos e poetas que já morreram, como os ex-deputados João Evangelista e Júlio Monteles.
A filha de Sarney, a ex-governadora Roseana Sarney, e mulher dele, Marly Sarney, também perderam as homenagens. O nome de Roseana batizava três escolas, e o de Marly, uma.
O decreto foi publicado no “Diário Oficial do Estado” no último dia 14 de janeiro.
Outro nome próximo ao clã Sarney, o do senador Edison Lobão, que é ex-governador do Estado e ex-ministro de Minas e Energia, foi retirado de quatro locais.
Há um ano, quando assumiu o governo do Maranhão, Dino assinou um decreto que proibia que bens públicos do Estado recebessem o nome de pessoas vivas ou responsabilizadas por violações aos direitos humanos durante o regime militar.
No caso das pessoas vivas, a medida não era retroativa, de modo que Sarney continuava a dar nome a pelo menos 160 escolas do Maranhão, além de bibliotecas e obras viárias em todo o Estado.
Com o novo decreto, os nomes do ex-vice-governador do Maranhão e atual senador João Alberto de Souza, do ex-governador João Castelo, da ex-secretária de Educação Leda Tajra, do ex-vice-presidente Marco Maciel e do ex-deputado federal Magno Bacelar também foram apagados da fachada de centros de ensino. O poeta maranhense e membro da Academia Brasileira de Letras Ferreira Gullar também deixou de ser homenageado.





