Obama deportou mais imigrantes que Clinton e Bush.

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A Administração Obama, segundo o jornal Times, está deportando pessoas em um ritmo maior que o de qualquer outro presidente. O jornal ecoou a cifra de dois milhões de deportados que deve ser alcançada nesta primavera local (até meados de junho), depois de cinco anos no poder, pelo atual Governo norte-americano. O número é superior ao registrado ao longo das administrações anteriores, com George W. Bush, foram deportados dois milhões em oito anos e Bill Clinton não chegou a um milhão. “Foi frustrante contemplar como suas promessas em matéria de reforma migratória se desvaneceram entre alegações de impotência e culpas sobre outros”, assinala o Times.

A paralisia que envolve essa legislação, desde que chegou à Câmara dos Representantes (Baixa) em meados do ano passado, incrementou a pressão política e social sobre o presidente, que é assinalado como o principal responsável pelo aumento das deportações e a quem se pede que apele para o seu poder executivo para interrompê-las temporariamente.

“Minha filha não vê o pai desde que nasceu”. A queixa é de Naira Zapata, cujo marido, Ardany Rosales, foi deportado dos Estados Unidos há vários anos. Zapata, uma entre os milhares de imigrantes que no sábado se manifestou nas principais cidades dos Estados Unidos para exigir do presidente Barack Obama que suspenda as expulsões dos cidadãos sem papéis até a aprovação da esperada reforma migratória.

A Casa Branca, no entanto, mostrou-se relutante a recorrer de novo às ordens executivas alegando que essa estratégia poderia expor o presidente a mais críticas por parte do Partido Republicano sobre o abuso de seu poder, prejudicando, além disso, um potencial acordo para a aprovação da reforma.

Muitos analistas viram no implacável processo de deportações da Administração Obama outra concessão para os conservadores a fim de arrancar deles um compromisso para avançar na legislação migratória, uma estratégia que o New York Times desaprova em seu editorial:

“Obama poderá argumentar que não pode ser muito enérgico na hora de paralisar as deportações porque isso enfureceria os republicanos, e que sempre há espaço para uma solução legislativa. Ele apareceu com frequência como um simples espectador do bloqueio da reforma, se limitando a ver a roda girar, fazer discursos e esperar o melhor”.

Por: Adão Lima de Souza

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