O grande legado: vende-se uma Petrolina.
PETROLINA -O episódio da doação do terreno à empresa de call center, pela Câmara de Vereadores, em sua primeira sessão noturna, é apenas mais um na agenda desta gestão municipal, que incansavelmente tem buscado concretizar sua meta de vender ou entregar sem ônus aos beneficiados o patrimônio desta cidade.
Desde o primeiro governo do senhor Júlio Lóssio, o que se vê é uma campanha eficientíssima para dilapidar o patrimônio dos petrolinenses, ora vendendo a preço irrisório imóveis e terrenos, como no último leilão ocorrido, em que até terrenos destinados a praças foram vendidos, ora manipulando seu exército de subordinados no parlamento para aprovar projetos que importem em transferir para terceiros, cujos interesses nem sempre são claros ou benéficos à população, a titularidade dos bens públicos coletivos.
No caso específico desta empresa de call center a justificativa agora é o incremento à economia do município, com a geração de mais de três mil empregos, segundo as estatísticas eufóricas de seus apoiadores. Acontece que estudo nenhum foi apresentado sobre a viabilidade desta empresa que justificasse a doação de uma área estimada em mais de R$ 10 milhões de reais, o terreno do antigo colégio Motiva.
Em que pese parecer nobre o gesto, o que é comum nestes casos é a população financiar o lucro de empresas como esta e não receber a devida contrapartida em empregos ou geração de renda, pois, experiências Brasil a fora tem demonstrado que esse tipo de investimento se resulta quase sempre em prejuízos às finanças do município, já que são desobrigados do pagamento de impostos, o número de empregos criados é pífio, e as divisas geradas (lucros) são enviadas para a sede da empresa em metrópoles como São Paulo ou Rio de Janeiro.
Aguardemos, então, o salto econômico que nos trará este alvissareiro desprendimento material do povo de Petrolina.
Por: Adão Lima de Souza




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