Arquivos diários: 20 de setembro de 2017
Isto Posto… Quem dará nome ao boi Donald Trump?
EDITORIAL – Em sua primeira aparição na Assembleia-Geral das Nações Unidas, o presidente norte-americano, o intrépido Donald Trump, no auge de sua contumaz bazófia, proferiu um discurso violento contra seus desafetos, prometendo vencer o terrorismo e destruir totalmente o anão atômico da Coreia do Norte.
Acontece que este palavrório desembestado só tem poder de produzir dois efeitos nocivos sobre os povos do mundo. Primeiramente, apreensão e pavor ao saber que poderosíssimas armas nucleares, de destruição em massa são controladas por duas figuras doidivanas, cuja preocupação mais notável é manter impecável o penteado excêntrico de suas cabeleiras desengonçadas.
Depois, a confirmação de que palavras mal colocadas no discurso tendem a desvelar a face verdadeira daqueles que prometem coisas que não podem realizar.
Seja porque não detém o poder de fogo alardeado para tal – como é o caso de Kim Jong – Um com suas ameaças de reduzir, com a sucataria que chama de arsenal atômico, os Estados Unidos a cinzas. Ou, ainda, porque não possui o poder de comando para decidir pelo uso de ogivas nucleares, como supostamente é a situação do neófito Donald Trump, uma vez que qualquer incipiente analista de relações internacionais sabe que é do Pentágono a palavra final sobre a hora de efetuar quaisquer disparos, sendo a expressão “ser presidenciável”, recorrente no cinema Hollywoodiano, denotativa tão somente de transferência informal do comando.
Deste modo, o que temos senão bravatas de um e outro lado? Ou pior, temos o presidente da nação tida por mais poderosa belicamente de intrigalhada com inexpressivo ditador, afiançado pela Rússia e pela China, que são reais obstáculos à realização das promessas de fúria e fogo feitas pelo nosso adorável fanfarrão Donald-Trump-topete-de-fogo-alaranjado.
Isto posto, quando os analistas políticos, os jornalistas, os estadistas darão nome ao boi Donald Trump, o parvo, o parlapatão.
Por: Adão Lima de Souza
Lula lidera cenários para 2018 e Bolsonaro dispara em segundo
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue liderando todos os cenários em que é citado para as eleições de 2018, segundo pesquisa CNT/MDA, divulgada nesta terça-feira pela Confederação Nacional de Transportes (CNT). Nas três simulações feitas para o primeiro turno, o ex-presidente oscila pouco, entre 32% e 32,7% das intenções de voto. Em segundo lugar, dispara o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ), que em fevereiro estava entre a terceira e quarta posição e viu seu apoio aumentar de cerca de 11% para mais de 18% nos três cenários.
Antes vice-líder, a ex-senadora Marina Silva (Rede) aparece em terceiro lugar em todos os cenários. A diferença entre as simulações fica por conta do candidato escolhido para representar o PSDB: muito atrás dos correligionários, o senador Aécio Neves (MG) seria a escolha de apenas 3,2% dos eleitores, enquanto o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o prefeito paulistano, João Doria, têm 9,4% e 8,7%. Outro candidato pesquisado, o ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT) fica em quarto no cenário que inclui Aécio e em quinto caso enfrente Alckmin ou Doria, com intenções de voto que vão de 4,6 a 5,3%.
No cenário de pesquisa espontânea, em que não é apresentada uma lista de candidatos ao eleitor, Lula lidera com 20,2% das intenções de voto e Jair Bolsonaro, 10,9%. Citado de forma espontânea pela primeira vez, João Doria vem em terceiro, mas distante dos dois primeiros, com 2,4%. Na sequência, Marina Silva tem 1,5%; Geraldo Alckmin e Ciro Gomes, 1,2%; o senador Álvaro Dias (Podemos), 1,0%; o presidente Michel Temer (PMDB), 0,4%; e Aécio Neves, 0,3%. Do total, 37% se disseram indecisos, brancos e nulos somam 21,2% e outros são 2,0%. A pesquisa ouviu 2.002 e tem margem de erro de 2,2% para mais ou para menos.
Lula (PT) – 32,4%
Jair Bolsonaro (PSC) – 19,8%
Marina Silva (Rede) – 12,1%
Ciro Gomes (PDT) – 5,3%
Aécio Neves (PSDB) – 3,2%
Brancos e Nulos: 21,9%
Indecisos: 5,3%
Cenário 2
Lula (PT) – 32%
Jair Bolsonaro (PSC) – 19,4%
Marina Silva (Rede) – 11,4%
Geraldo Alckmin (PSDB) – 8,7%
Ciro Gomes (PDT) – 4,6%
Brancos e Nulos: 19%
Indecisos: 4,9%
Cenário 3
Lula (PT) – 32,7%
Jair Bolsonaro (PSC) – 18,4%
Marina Silva (Rede) – 12,0%
João Doria (PSDB) – 9,4%
Ciro Gomes (PDT) – 5,2%
Brancos e Nulos: 17,6%
Indecisos: 4,7%
Rejeição
Nas simulações de um enfrentamento em segundo turno, o ex-presidente Lula se daria melhor contra os cinco adversários pesquisados, sendo que Bolsonaro, com 28,5%, é o que chegaria mais perto dele, com 40,5% no cenário. O deputado do PSC superaria todos os nomes do PSDB, mas perderia para Marina Silva, que também se dá melhor contra os tucanos.
Abalado pela delação da JBS, que chegou a afastá-lo do mandato no Senado, Aécio Neves é o nome mais rejeitado entre todos os pesquisados, com 69,5% de pessoas que disseram que não votariam nele de jeito nenhum. Ciro Gomes, Geraldo Alckmin, Marina Silva e Lula também têm rejeição acima de 50%.
Apesar de também terem rejeição alta, ultrapassando 40% do eleitorado pesquisado, João Doria e Jair Bolsonaro são os que menos têm reações negativas entre os pesquisados. O deputado conta com 45,4% de eleitores que não considerariam votar nele, ante 42,9% do prefeito paulistano. De acordo com a análise da CNT, o fato de Doria ter rejeição em patamar semelhante ao de outros possíveis candidatos é um sinal de que ele “passou a ser percebido como um político comum” pelos eleitores.



