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O PSDB lança a candidatura de Aécio Neves
Maior partido de oposição ao Governo Dilma Rousseff, o PSDB lançou oficialmente seu candidato à sucessão presidencial usando dois mantras que deverão ser seus guias no início da campanha eleitoral: as críticas ao desempenho da economia e a tradição por trás do nome Aécio Neves, que é neto de Tancredo Neves, o primeiro presidente brasileiro após a ditadura militar (1964-1985).
Segundo colocado nas pesquisas, Aécio tem como desafio ganhar terreno no nordeste, onde os petistas ainda são mais fortes, com 48% das intenções de votos contra 10% de Aécio e 11% de Eduardo Campos (PSB). A escolha de São Paulo como palco para o lançamento oficial de sua candidatura não foi ao acaso. O mais populoso Estado do país é governado pelo PSDB há quase 20 anos. Está na região Sudeste, única em que Aécio empata nas intenções de voto com Rousseff (26% para ela e 25% para ele) na última pesquisa Datafolha.
Economistas apostam em SELIC de 11% na reunião do BC esta semana e elevam inflação em 2014
Economistas de instituições financeiras cravaram a perspectiva de manutenção da Selic em 11 por cento na reunião desta semana do Banco Central, mesmo elevando a projeção de inflação para este ano. De acordo com a pesquisa Focus do Banco Central divulgada nesta segunda-feira, a projeção para o IPCA neste ano passou a 6,47 por cento, sobre 6,43 por cento na semana anterior. A perspectiva continua rondando o teto da meta do governo, que é de 4,5 por cento pelo IPCA, com margem de 2 pontos percentuais para mais ou menos.
O Top 5 de médio prazo, com as instituições que mais acertam as projeções, vê cenário ainda pior, com o IPCA estourando o teto da meta, a 6,58 por cento, ainda que 0,04 ponto percentual abaixo da pesquisa anterior. Em relação aos próximos 12 meses, os economistas elevaram a perspectiva para a inflação a 5,96 por cento, ante 5,88 por cento.
O recente alívio nos preços dos alimentos que ajudou o IPCA-15 –prévia da inflação oficial– a desacelerar a alta a 0,58 por cento em maio pavimentou ainda mais o caminho para o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC parar de subir os juros básicos na reunião de quarta-feira.
De olho no controle da inflação, o BC tirou a SELICc ao longo de um ano da mínima histórica de 7,25 por cento para os atuais 11 por cento. Mas já deu várias sinalizações de que deve parar com o aperto monetário agora, destacando que a pressão na inflação dos alimentos seria temporária. Ainda assim, os agentes econômicos consultados na pesquisa Focus veem nova alta de 0,25 ponto percentual na SELIC em dezembro, após a eleição presidencial. Assim, a taxa básica de juros encerraria o ano a 11,25 por cento, projeção que não sofreu alteração.
Pesquisa da Reuters apontou que 48 de 58 economistas consultados esperam manutenção esta semana, com os outros 10 vendo nova elevação de 0,25 ponto percentual.
Para 2015, os economistas consultados no Focus reduziram a perspectiva para a SELIC a 12,0 por cento, ante 12,25 por cento na pesquisa anterior. Sobre a expansão da atividade econômica, a perspectiva para este ano sofreu ligeiro ajuste. Os economistas veem agora crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 1,63 por cento, 0,01 ponto percentual a mais. As atenções voltam-se agora para a divulgação na sexta-feira dos números do PIB do primeiro trimestre.
Outra pesquisa da Reuters mostrou que a expectativa é de perda de força nos três primeiros meses do ano, com crescimento de 0,2 por cento sobre o quarto trimestre do ano passado.
Fonte: Reuters Brasil
A China a ponto de destronar os EUA como principal potência
Segundo dados recolhidos até 2011 pelo Banco Mundial, o PIB da China, ajustado pela paridade de poder de compra, é muito maior do que se havia calculado anteriormente. No final de 2011, o PIB chinês equivalia a 87% do PIB americano. Apenas seis anos antes, equivalia a 72%.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) estima que nestes quatro anos a China tenha acumulado um crescimento de 24%, bem mais que os 7,6% dos Estados Unidos. Isso, se for confirmado, fará com que a China supere no fim deste ano os EUA como primeira economia do mundo nesses termos.
Anteriormente, o FMI tinha calculado que a “ultrapassagem” ocorreria no final de 2019, sempre com base na eliminação do efeito do tipo de câmbio sobre o PIB. Se o cálculo for feito em dólares correntes, nem o FMI nem o Banco Mundial preveem que o avanço chegue a ocorrer nesta década. Os EUA são a primeira economia do mundo desde 1872, quando superaram o Reino Unido.
O Programa de Comparação Internacional (PCI), coordenado pelo Banco Mundial, revisa a cada cinco ou seis anos suas estimativas sobre o Produto Interno Bruto em quase todas as economias do mundo (nesta ocasião, foram 199).
Surpreendentemente, o Instituto de Estatísticas chinês expressou sua discrepância em relação à metodologia empregada nos cálculos, e diversas informações apontam a rejeição chinesa dos resultados. Pequim não parece ansiar em ser a primeira potência mundial.
“Se falamos sobre poder econômico, não sobre se as pessoas vivem melhor, o PIB por si só não é um grande indicador da verdadeira importância de uma economia”, sustenta Julian Jessop, economista-chefe global da Capital Economics, de Londres. “Os novos cálculos são um exercício acadêmico que não muda nada no mundo real. A renda per capita chinesa é um quinto da americana”.
Fonte: EL País.
Prefeitura de Petrolina traça perfil econômico do bairro João de Deus
PETROLINA – A Prefeitura de Petrolina, através da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Agrário (Sedesa), realizou durante o mês de abril uma pesquisa para traçar o perfil socioeconômico de bairros populosos do município. A pesquisa de viabilidade econômica, idealizada e aplicada pela equipe da pasta, foi iniciada pelo bairro João de Deus e teve o objetivo de diagnosticar a realidade do comércio no local, que possui atividade econômica intensa, especialmente por estar distante do centro da cidade.
Em posse dos dados alcançados através da pesquisa, a gestão municipal terá possibilidade de identificar as necessidades específicas de cada bairro, tendo um panorama das atividades econômicas mais preponderantes nos locais e indicando quais os novos empreendimentos podem ser instalados, para suprir as necessidades comerciais e sociais dos moradores.
A formalização das empresas e empresários também foi um aspecto avaliado pelos pesquisadores. “Temos ao nosso lado um parceiro forte que é o Sebrae. Através desta entidade podemos formalizar os comerciantes e torná-los microempresários, fortalecendo a economia de Petrolina e criando ferramentas para impulsionar o crescimento de emprego e renda”, avalia o secretário da Sedesa, Jorge Assunção.
Junto com o Sebrae, a Prefeitura de Petrolina irá prestar consultoria aos comerciantes catalogados. A proposta é que outros bairros sejam pesquisados e que a Prefeitura tenha uma leitura ampla sobre o desempenho socioeconômico de todas as localidades da cidade.
A pesquisa teve apoio da Associação de Bairro do João de Deus e dos comerciantes locais. “Recebemos muito bem a pesquisa e os cursos que vão ser oferecidos pelo Sebrae. Esta é uma forma de participarmos do processo de desenvolvimento do nosso bairro, mostrando nossa realidade e é importante o nosso aperfeiçoamento para melhor atender e servir o cliente”, comenta o comerciante do bairro, Raimundo Marques.
A equipe da Sedesa, responsável pela pesquisa, retornará ao bairro João de Deus para acompanhar a aplicação das oficinas que serão ministrados pelo Sebrae no mês de maio, com foco em empreendedorismo.
Por: Thirza Santos Assessoria de Imprensa – Sedesa/ PMPNobel de Economia alerta sobre a crise iminente do mercado imobiliário no Brasil.
O Brasil está à beira de uma possível bolha imobiliária, segundo o Nobel de Economia Robert Shiller, com os altos preços dos imóveis nas maiores cidades brasileiras.
O norte-americano, que antecipou o colapso no setor nos Estados Unidos que derivou na crise mundial de 2008, diz que, tomando como base os valores dos imóveis anunciados nas duas principais cidades do país, São Paulo e Rio de Janeiro, a manutenção de uma taxa de crescimento bem superior à inflação que reforça a observação de que os preços dos imóveis “aumentaram de forma dramática”, e isso pode resultar num colapso do setor imobiliário brasileiro.
Em entrevista ao EL PAÍS, Shiller faz questão de destacar em algumas de suas respostas que não é um especialista em Brasil, e que isso o impede de fazer projeções sobre o país “com confiança”. Entretanto, ressalta que o índice FipeZap apontou valorização de 13,5% nos preços de venda na cidade de São Paulo nos últimos 12 meses até fevereiro.
No município do Rio de Janeiro, a alta foi de 15,2% no mesmo período. O indicador, no entanto, se baseia apenas nos preços anunciados dos imóveis, desconsiderando eventuais descontos ou acréscimos posteriores visando ao efetivo desfecho do negócio.
“A taxa de aumento foi muito constante. O índice de inflação ficou um pouco abaixo de 6%. Trata-se de uma alta real de preços na casa de 7%”, diz, referindo-se exclusivamente ao caso da capital paulista. “Suspeito que isso seja excessivo, sobretudo porque entendo que o mercado hipotecário está se desenvolvendo no Brasil e erros podem facilmente ocorrer.”
O balanço atualizado do FipeZap até março, divulgado apenas neste mês de abril, após o recebimento das respostas de Shiller pelo EL PAÍS, mostram uma levíssima desaceleração na expansão registrada no período dos últimos 12 meses. No caso paulistano, de 0,2 pontos percentuais, para 13,3%; e no carioca, de 0,3 pontos percentuais, para 14,9%.
Mas desde janeiro de 2008, quando o índice começou a ser medido, a cidade de São Paulo registra a fortíssima valorização de cerca de 200%, e o Rio de Janeiro, de estratosféricos 250%.
“Acho que o Brasil se tornou vulnerável a uma crise por causa de seu crescimento econômico recente e o status de BRICS (grupo formado, além do Brasil, por Rússia, Índia, China e África do Sul)”, diz Shiller. O país, que chegou a avançar 7,5% em 2010, acumulou expansões de 2,7%, 1% e 2,3% nos anos imediatamente posteriores.
Shiller, que é professor de Economia na Universidade Yale, ganhou o Prêmio Nobel de Ciências Econômicas de 2013 junto com outros dois pesquisadores norte-americanos, Eugene Fama e Lars Peter Hansen, por suas “análises empíricas de preços de ativos”. Os estudos do economista também derivaram no índice Case-Shiller de preços de imóveis, principal referência sobre a trajetória do mercado residencial norte-americano.
Ele é autor ainda do livro Exuberância Irracional (Makron Books), em que abordava inicialmente os riscos da supervalorização do mercado de ações no início da década passada, em meio ao boom tecnológico, e co-autor de O Espírito Animal – Como a psicologia humana impulsiona a economia e a sua importância para o capitalismo global (Elsevier-Campus).
Por: Adão Lima de Souza Fonte: El País.






