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Deputado Silvio Costa acusa plano contra candidatura de Lula
CONGRESSO NACIONAL – Vice-líder do governo Dilma (PT) na Câmara Federal, o deputado Sílvio Costa (PTdoB-PE) denunciou, na tribuna, na tarde de hoje, a existência de um plano político, no País, que visa desconstruir a imagem positiva – junto à população – e a liderança política do ex-presidente Lula, para inviabilizar as chances de continuidade, em 2018, do projeto de governo que promoveu inclusão social nos últimos 13 anos. A denúncia foi feita em discurso de defesa do ex-presidente, tendo o deputado desafiado a oposição e as investigações a provarem as insinuações em relação ao triplex no Guarujá e ao sítio em Atibaia (SP).
Costa negou que Lula seja proprietário do triplex e acusou parte da elite e da grande imprensa de tramarem no sentido de destruir o conceito de Lula entre as camadas populares. Uma estratégia estimulada, segundo o deputado, pela própria desconfiança quanto ao projeto do PSDB. “Parte da elite e da imprensa vê Geraldo Alckmin (governador de São Paulo) e os senadores José Serra (SP) e Aécio Neves (MG) se baterem internamente e conclui que o PSDB vai perder de novo em 2018. Por isso, utiliza a lógica da desconstrução de conceitos para liquidar o projeto do PT”, apontou Sílvio.
O deputado lembrou o processo de elevação social nos governos Lula e ressaltou que essa ascensão nunca foi compreendida nem aceita pela elite conservadora, capitaneada por São Paulo, e que se vê representada por parte da mídia e seus monopólios de comunicação. “Lula fez o pobre andar de avião, fez o filho do pobre estudar Medicina e isso incomoda o rico. Acusam a aprovação da Medida Provisória para incentivar a indústria automobilística em outra regiões, mas não destacam que o relator, que aprovou, é o deputado José Carlos Aleluia, do DEM (BA)”, citou.
Além disso, Sílvio acusou a prática da “indignação seletiva” com a divulgação de trechos de delações premiadas de acusados nas investigações da Lava Jato, Petrobras e eleições, destacando-se as partes referentes ao governo e ao PT, omitindo-se ou pouco se destacando quando as acusações recaem sobre autoridades e políticos do PSDB e seus aliados. “Um delator disse que Aécio recebia um terço da propina de Furnas; outro que o Instituto Fernando Henrique (FHC) recebeu R$ 1 milhão da OAS; outra denúncia diz que o governo FHC recebeu R$ 100 milhões em propinas. Por que não há destaque a isso?”, questionou.
Sílvio ressaltou ainda que foram os governos do PT os que mais investigaram a corrupção no País, não interferindo na autonomia das instituições e na liberdade das operações para investigarem denúncias. O deputado defendeu que as apurações prossigam e que não omitam nenhuma partido. “As instituições – Polícia Federal, Ministério Público e Judiciário – funcionam e são respeitadas pelo povo e pelo governo. Eu quero que apresentem uma certidão comprovando que o triplex é de Lula. Que se investigue tudo e todos, mas não se pode aceitar a desconstrução intencional de um líder por uma elite que não acredita no projeto da própria oposição que lhe representa”, avaliou o vice-líder.
MINISTÉRIO DAS CIDADES: Brasil dificilmente cumprirá metas de saneamento
BRASÍLIA – O Ministério das Cidades admitiu nesta terça-feira (16) que o Brasil dificilmente vai cumprir as principais metas do plano nacional de saneamento básico.
As metas são: universalizar o abastecimento de água até 2023 e atender a 93% da população com rede de esgoto até o ano de 2033.
Os dados divulgados nesta terça-feira (16) pelo Governo Federal mostram que, em 2014, menos de 60% da população nas cidades eram atendidos por rede de esgoto.
O secretário nacional de Saneamento Ambiental, Paulo Ferreira, admitiu que há atraso nas obras de saneamento e que há dificuldade de gestão dos projetos nos estados.
Escolha de líder do PMDB é teste de fogo para Dilma na Câmara
BRASÍLIA – A escolha de novos líderes partidários na Câmara dos Deputados deve mostrar qual terreno o Governo Dilma Rousseff irá pisar nos próximos meses. Na próxima quarta-feira, o PMDB, partido que tem a maior bancada entre os deputados, definirá se continuará sendo liderado pelo carioca Leonardo Picciani ou se o substitui pelo paraibano Hugo Motta. O primeiro se transformou em um fiel escudeiro do Planalto no fim de 2015 quando negociou cargos para sua legenda e garantiu o apoio em votações específicas. O segundo é um dos membros da tropa de choque no Legislativo do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e, consequentemente, um opositor de Rousseff.
O líder de uma bancada é o responsável por conversar diretamente com todos os membros do partido e por orientar a votação deles. Também é ele quem participa das reuniões com a diretoria da Câmara, ajudando na definição da pauta de votações, e, se for um governista, debate com ministros sobre a expectativa do Executivo sobre um ou outro projeto de lei. Por essa razão, o Governo tem insistido tanto na manutenção de Picciani. “A vitória dele seria uma vitória dupla, porque garantiríamos o apoio em propostas essenciais para o Governo e porque venceríamos o Cunha”, disse um peemedebista.
A estratégia para garantir que Picciani tenha a maioria dos 67 votos do PMDB passa pela eventual ajuda de dois ministros que são deputados licenciados. Celso Pansera, da Ciência e Tecnologia, e Marcelo Castro, da Saúde podem retornar à Câmara apenas para votarem no carioca. “Ainda não está definido, mas aguardamos orientações”, admitiu Castro.
Hugo Motta, por outro lado, tem se posicionado como um parlamentar mais independente do que Picciani, para tentar obter suporte interno. Mesmo tendo o apoio incondicional de Cunha, tem dito que ouvirá mais a bancada do que seu adversário na disputa e que não será, necessariamente, uma oposição, mas uma caixa de ressonância dos parlamentares.
Nas últimas semanas, os dois lados usaram dos meios de comunicação para tentar mostrar força. O grupo de Picciani fez os cálculos de que teria 45 votos a favor, entre eles de Leonardo Quintão, o deputado do PMDB de Minas Gerais que por uma semana ocupou a liderança no ano passado ao destronar o seu colega do Rio. Já os aliados de Motta, dizem que voto de “raposas” não se obtém por meio de declarações oficiais, mas com o “tête-à-tête” que ele tem feito com cada um.
Grupos favoráveis e contra Lula vão a seu depoimento
SÃO PAULO – Grupos favoráveis e contrários ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva farão manifestações em frente Fórum Criminal da Barra Funda, onde o petista e sua mulher, Marisa Letícia, prestarão depoimento na manhã desta quarta-feira (17).
Entre os que demonstrarão apoio ao ex-presidente estão tradicionais movimentos sociais como MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra) e CUT (Central Única dos Trabalhadores). A Frente Brasil Popular –que reúne mais de 60 entidades dos movimentos sindical e social, além dos partidos PT, PC do B e PDT– convocou seus militantes para chegar às 10h. O MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), apesar de indefinição inicial, decidiu que não participará do ato.
Já do lado anti-Lula está o MBL (Movimento Brasil Livre) –um dos grupos que lideram as manifestações pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff–, que convocou seus seguidores para protestar no mesmo local a partir das 9h. O depoimento do ex-presidente está marcado para começar às 11h.
O presidente da CUT, Vagner Freitas, divulgou em seu perfil no Facebook um poster com as frases “Lula eu respeito, Lula eu defendo”.
“Esperamos que seja o início de uma reação popular contra um linchamento sem precedência de uma das mais importantes lideranças mundiais dos últimos tempos”, disse Raimundo Bonfim, coordenador geral da CMP (Centra de Movimentos Populares) e membro da Frente Brasil Popular.
Fonte: Blog do Magno Martins
FACAPE: a faculdade que temos e a que queremos.
Para o Professor Celso Franca o único caminho para reafirmar a grandeza da FACAPE é mudar a direção das coisas.
O blog Cidadania Ativa, convidando os alunos, neste volta às aulas, a uma reflexão sobre os rumos da FACAPE, e, sobretudo, tendo em vista os resultados da OAB, do ENADE e a chegada de instituições privadas de ensino superior na cidade, publica a recente entrevista que o sociólogo e Professor Celso Franca concedeu ao radialista Marcelo Damasceno. Leiam.
PERGUNTA: A FACAPE é uma autarquia pública. Como compreender sua política de bolsa de estudo e qual o índice econômico da sua mensalidade?
RESPOSTA: A FACAPE é uma autarquia pública, embora seus dirigentes, ao longo do tempo, tenham ignorado que por ser pública não pode ter finalidade lucrativa. O que implica em adotar uma política de reajuste das mensalidades condizente com a necessidade de pagamento da folha de pessoal e suficiente para gerar uma pequena margem financeira para investimento nas melhorias indispensáveis.
Entretanto, o que se ver na FACAPE é uma política benevolente com pagamento de pessoal, por meio de uma multiplicidade de cargos de confiança, obrigando a majorações cada vez mais agressivas da contraprestação pecuniária dos estudantes.
No tocante às bolsas de estudo, estas são formas disfarçadas de barateamento de mão-de-obra, pois exige do aluno uma contrapartida em trabalho – que o impede de estudar – de 08 horas diárias no primeiro ano em que a bolsa é integral, seguido de progressiva cobrança das mensalidades nos percentuais de 25% no segundo ano; 50%, no terceiro; 75%, no quarto; e, por fim, 100% no quinto ano.
PERGUNTA: A FACAPE deveria passar por um processo de privatização hoje, mormente ser autarquia municipal? Não atrapalha a FACAPE está nessa dicotomia?
RESPOSTA: Não há necessidade de privatização. A FACAPE deve permanecer pública, seja mantida com recursos próprios como é atualmente através de cobrança de mensalidades; seja com recursos oriundos da Prefeitura Municipal, do Estado, da União ou de ambos por meio de convênios autorizados em Lei.
A dicotomia instaurada pelo fato da FACAPE ser pública e cobrar mensalidades não é suficiente para gerar atrapalhos, desde que os gestores da autarquia compreendam que, pela sua natureza de instituição sem fins lucrativos, a política de reajuste deve ser pautada por um planejamento eficiente dos gastos com pessoal e manutenção da faculdade, através de medidas eficazes de contenção de despesas e de otimização dos recursos financeiros advindos da mensalidade paga por estudantes que são hoje, predominantemente, trabalhadores e filhos de trabalhadores.
PERGUNTA: Qual o termômetro de satisfação hoje entre os docentes quanto à atual política que conduz influente Instituição e tão premiada por mérito técnico quanto aos seus cursos?
RESPOSTA: Há uma insatisfação crescente não só de docentes, como de alunos, e, creio eu, da própria sociedade, à medida que a instituição tem excluído do processo decisório parcela considerável da comunidade.
Quanto aos méritos técnicos festejados pela nossa faculdade, não devemos nos esquecer de que parte deles, como a excelente colocação atestada pela OAB/PE, o ENADE, em menor destaque, é fruto mais da dedicação individual dos formandos do que de esforços concentrados pela FACAPE na direção destas conquistas. O que é mais visível nesta atual gestão é que ela se deixou perder por um fordismo enferrujado e ignaro, onde impera a quantidade e não a qualidade do ensino-aprendizagem.
Diante disso, parece-nos que o único caminho para reafirmar a grandeza da FACAPE é mudar a direção das coisas.
Celso Franca, Professor de Sociologia da FACAPE.
Sem dinheiro, Exército deixa Força no Haiti
PORTO PRÍNCIPE – Sucumbiu no cofre da União a ideia política de fazer bonito perante a Organização das Nações Unidas (ONU), na tentativa de ganhar respeito no Conselho de Segurança e conseguir um assento na patota nuclear.
Com os cortes no Orçamento deste ano e as verbas minguadas a cada dia, o Exército do Brasil vai deixar a Minustah no Haiti. Para não fazer feio, ainda envia o último contingente esta semana, para os últimos seis meses de vigilância.
A Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (Minustah) foi criada e organizada pelo Conselho de Segurança da ONU para manter a ordem e evitar a tomada do poder por guerrilhas no país caribenho, após a deposição do presidente Jean-Bertrand Aristide. A presença por força política tornou-se essencialmente social após o terremoto de 2010, quando mais de 200 mil pessoas foram vitimadas.
A tropa que parte para a capital Porto Príncipe foi apresentada neste domingo, na Praça dos Três Poderes em Brasília, durante a solenidade da troca da Bandeira Nacional. O Exército aproveitou a ocasião para promover a exposição “sobre os 60 anos de participação do Brasil em Missões de Paz”.
Corinthians bate São Paulo, segue 100% e mantém freguesia tricolor em Itaquera
SÃO PAULO – Desde que a Arena foi construída em Itaquera, na Zona Leste paulistana, os corintianos cederam um empate sequer ao rival. O retrospecto ficou ainda melhor após este Majestoso. São quatro partidas em casa contra os tricolores e quatro vitórias.
Com uma falha grotesca de Lucão, o oportunismo do aniversariante Lucca e um gol de cabeça de Yago, o Corinthians venceu o São Paulo por 2 a 0, no primeiro clássico do Campeonato Paulista, disputado na tarde deste domingo (14), na Arena Corinthians.
O gol que abriu o placar do clássico saiu aos 23 minutos do primeiro tempo. A bola sobrou limpa para a zaga do São Paulo. Lucão e Mena não definiram quem ia para o lance. Pressionado, Lucão tentou recuar para Denis e deu nos pés de Lucca. O aniversariante deste domingo não perdeu o presente e marcou.
O jogo mudou de panorama no segundo tempo. Mais defensivo, o Corinthians esperou por um erro do São Paulo para matar a partida. Com mais posse de bola, os tricolores demoraram a criar. Quando conseguiu atacar, Cássio defendeu a cabeçada de Mena e evitou o empate.
Com o resultado, o Corinthians chegou a 12 pontos, segue 100% e lidera com folga o Grupo D do Paulistão. O São Paulo é o terceiro no Grupo C, com quatro pontos conquistados.
O Português bem “dizido” – Tachar ou taxar”?
Eu tachei aquele homem de explorador!
Você não pode tachar alguém de explorador porque não sabe nem mesmo como se faz para taxar um produto! Vê a diferença de significado entre “tachar” e “taxar”?
Quando você tacha alguém de alguma coisa, está o acusando de algo, e quando estabelece um preço para um produto, está determinando uma taxa, um valor para ele! Portanto:
Use “taxar” quando quiser obter o significado de tarifar, tributar, estabelecer ou fixar preço, imposto.
Use “tachar” quando quiser obter o significado de censurar, colocar defeito em, acusar, pôr tacha.
Assim, veja alguns exemplos:
- a) O governo quer taxar as mercadorias que exportamos. (tarifar, tributar)
b) Ana foi tachada de manhosa durante o programa. (censurada)
c) A taxa que há no envio de correspondências é para custear as despesas com o transporte. (imposto) - d) Não me tache de mentirosa, pois falo a verdade e às vezes a pessoa não gosta de ouvir! (acuse)
Quando ficar em dúvida, lembre-se que “taxa” com “x” nos lembra de valores matemáticos (x,y)!
Lembre-se que a famosa “tachinha” de segurar papéis é com “ch”!
Por: Sabrina Vilarinho, Equipe Brasil Escola
Bandeiras da trivialidade: estertor contemporão
Época alguma escapa às caricaturas. Umas são novidadeiras, lançam trivialidades inauditas. Outras, não: preferem nos festejar com novidades que já nascem velhas, a lembrar Maffesoli. O fato é que a caravana caricatural não padece de solidão, sempre há foliões a segui-la.
Em 1947, Jdanov lança uma caricatura. Os artistas comunistas seguem-na com obstinação. A arte queda, debilita-se. Dentre todos, ao menos um oferece resistência. Graciliano Ramos, presidente da União Brasileira de Escritores (UBE). Logo ele, marcado com os caracteres do provincianismo, o avesso do espírito cosmopolita – o único a destoar. De tal modo, estabelece contraponto determinado ao realismo socialista. Combate-o, como se sabe, com o realismo crítico.
A partir do exemplo de tempos distantes, falemos do nosso próprio quando. Mergulhados nesta parvoíce, que é o politicamente correto, várias são as nossas caricaturas presentes. Do feminismo atual aos movimentos sociais, o que observamos são bandeiras da trivialidade. Já não se pode discordar, oferecer contraponto: o discurso da vítima, conquanto inócuo, faz-se predominante. Aos que, ainda assim, ousam o caminho contrário, sobra-lhes o dístico “conservador”. O próprio Graciliano foi considerado um escritor elitista. De se rir.
Difícil escapar às ordens do dia, às modas vigentes. Cada época possui sua cartilha hermética, bestial. Um amigo me contara a propósito da ojeriza por acadêmicos, conservada por Marx. Todavia, fora longe da universidade que o filósofo criara a sua grande obra. Isto, tenha em conta, num tempo em que a academia representava certa grandeza. Permanece, sabemos.
Tal não significa, como pode parecer ao leitor apressado, uma ode ao sentido contrário, pura e simplesmente. Ao revés, escapar às sensações momentâneas requer mais coragem. Necessário deliberar, por suposto. Não representa, como já se vê, o fetiche da crítica, da crítica pela crítica. Instigar o espírito discordante tem seu risco, sabemos. O que não parece pertinente é deixar-se arrastar pela corrente dos discursos miúdos.
Ora, acaso o Brasil, com tantos movimentos identitários, logra avançar? Para cada vítima forjada, uma insígnia representando a vitória da bestialidade. Todos somos boas almas, corações grandiosos. Ao mesmo tempo, apoiamos às correntes em voga, por mais díspares que possam ser. E isso sem sabermos o porquê. Somos todos índios, mamelucos… Sem ferida a acender-se, porém – mimetismo fulgurante. Colecionamos, tão sôfregos estamos por mergulhar nas questões atuais, bandeiras inconciliáveis. E, infantilmente, inflamos o peito, orgulhosos.
Os discursos enfatizados, com luz refratada para os seus estandartes, qual canto das sereias, seduzem. Ninguém quer perder o passaporte da folia, está visto. Um afã por contemporaneidade! No fundo, todos (?) nos mostramos fac-símiles do personagem Jaime Bunda, de Pepetela. Preferível, pensa o ser contemporão, manter-se alinhado à moda da estação, exigência atualíssima. Necessário, bem por isso, vir um francês para nos alertar. Badiou nos ensina a não dar ouvidos às questões que, a pretexto de transformação, fortalecem sobremodo os seus avessos.
De resto, parece-nos, ser um homem (lá vêm as feministas!) de seu tempo não significa ter como norte o ludíbrio do próprio tempo. Requer fôlego, de sorte a ir além. Sobre ele, deitarão impropérios, estigmas vários. Contudo, lembrem o jnadovismo: quando recordado, o é para ser ridicularizado.
Dissidentes discutem deixar o PT e fundar novo partido
Políticos do PT, muitos deles com mandato, deflagraram no fim do ano passado sondagens para a criação de um novo partido. Nos últimos meses, as discussões envolveram cerca de 25 parlamentares, todos eles insatisfeitos com os rumos da legenda nesses tempos de crise. Movimentos sociais também foram acionados para discutir, de forma reservada, a proposta. Dissidentes afirmam que a ideia é retomar as conversas após as eleições municipais deste ano.
Dirigentes do PT têm conhecimento da operação, mas colocam panos quentes. “Isso ficou forte na época do Eduardo Cunha [quanto o governo ainda defendia o diálogo com ele], mas já diminuiu”, disse um petista graúdo.
O ex-governador Tarso Genro (RS), que esteve em algumas das reuniões para tratar do tema, afirma ser “natural” debater o assunto em um período “de grave crise partidária”, mas diz que agora não é o momento para discutir a proposta.
“Sem reestruturar o sistema político, partidos presentes e futuros terão os mesmos problemas”, defendeu Genro.
O PT convidará Lula para participar do programa nacional que o partido veiculará na TV em 23 de fevereiro. A peça será produzida pelo marqueteiro Edinho Barbosa.
No PT e na Esplanada, a conclusão é a mesma: o Instituto Lula subestimou a ofensiva contra o ex-presidente.
Um importante banqueiro reprovou as declarações de Mark Mobius, tido como um dos gurus dos mercados emergentes, apostando na recuperação judicial da Petrobras. “Estão vendendo mais dificuldade para ganhar facilidade ”, reclamou.



