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O prazo de validade de Nelson Barbosa

Nelson BarbosaO PT decidiu estourar o prazo de validade de Nelson Barbosa na cadeira que a doutora Dilma transformou em cama de faquir.

Outro dia, ele foi a um seminário e mencionou a frase de um “importante líder”: “Não existe essa coisa de dinheiro público, o que existe é o dinheiro do contribuinte”.

Aleluia, um ministro de governo petista citando Margaret Thatcher, a dama de ferro da ressurreição conservadora do final do século passado. Não pronunciou seu santo nome, mas aí seria demais.

O ministro citou a baronesa num evento do banco Itaú em São Paulo enquanto em Brasília o PT cozinha uma monstruosidade matemática, moral e fiscal.

Os Estados e municípios devem à União R$ 402 bilhões. São papagaios do século passado, renegociados em 1997. Ninguém foi obrigado a repactuar a dívida. Passou o tempo, alguns devedores honraram os contratos, outros não. Começou a grita pela renegociação do renegociado e o assunto está na reta final da discussão no Congresso. Os Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul são donos de 83% dessa dívida e o refresco custaria cerca de R$ 10 bilhões por ano à União. Vá lá.

O ministro Nelson Barbosa conduziu as conversas para espichar os prazos e melhorar as condições para os devedores, exigindo contrapartidas. Quem quiser as novas condições deve se comprometer com coisas assim:

1) Não conceder aumentos aos servidores acima do reajuste linear determinado pela Constituição.

2) Suspender a contratação de pessoal.

3) Não criar novos programas de incentivos tributários.

4) Elevar as alíquotas de contribuição previdenciária dos servidores.

A União nada quer além da verdade matemática e da responsabilidade administrativa. Se um Estado ou município está quebrado porque jogou dinheiro pela janela e não pode pagar o que deve, obriga-se a mudar de conduta. É assim que a coisa funciona na casa das pessoas. Novamente, ninguém é obrigado a aderir.

Seria natural que críticas e emendas oportunistas partissem da oposição, mas o líder da bancada petista na Câmara sugeriu o seguinte: “É melhor separar o projeto em dois, aprovar a renegociação e discutir as contrapartidas depois em uma comissão especial”. Esse é o sonho de todos os caloteiros. Primeiro eu recebo as facilidades, depois discutimos os compromissos.

Isso é punga. Penaliza quem paga o que deve e só gasta o que pode, beneficiando quem torra o que não tem e não paga o que já renegociou.

Se o ministro Nelson Barbosa não tem o apoio do seu partido no encaminhamento de uma questão desse tamanho, seu prazo de validade venceu. Fazendo de conta que não vê os pregos na cama de faquir, ele continuará num governo ruinoso a serviço de um partido irresponsável, levando o país à bancarrota.

PF agora se aproxima do núcleo de Dilma Rousseff

DilmaO avanço da Operação Acrônimo fez a Polícia Federal chegar ao núcleo de confiança da presidente Dilma Rousseff, o que virou mais uma fonte de preocupação em meio ao debate sobre o impeachment. Em depoimentos prestados na tentativa de fechar uma delação premiada, Danielle Fonteles, dona da Pepper Comunicação Interativa, que prestava serviços ao PT, contou detalhes que implicam o governador de Minas, Fernando Pimentel (PT), amigo e ex-ministro de Dilma, e deu informações sobre seu relacionamento com Giles Azevedo, um dos assessores mais próximos da petista.

O temor do governo é que o escândalo já desvelado pela Acrônimo chegue à antessala do gabinete presidencial num momento em que o aparato oficial reforça o discurso de que Dilma não teve envolvimento pessoal em casos de corrupção. Além de revelar pagamento de caixa 2 na campanha da presidente em 2010, conforme fontes que acompanham o caso, a empresária também forneceu dados sobre a campanha de 2014 que estão sendo analisados pelos investigadores.

A empresária também revelou detalhes que reforçam as suspeitas de envolvimento de Pimentel e Mauro Borges, seu sucessor no cargo de ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, com um suposto esquema de venda de portarias para a montadora CAOA. Conforme a Acrônimo, há indícios de que a indústria automotiva fez pagamentos para empresas de Benedito Oliveira, o Bené, apontado como operador de Pimentel, em troca de benefícios do programa Inovar Auto. Tanto Pimentel quanto Borges negam irregularidades.

Proximidade. A Pepper foi a responsável pela propaganda da presidente na internet em sua primeira candidatura do Planalto. Na corrida pela reeleição, embora não fosse contratada da coligação da petista, trabalhava para o PT como responsável pelas páginas de Dilma no Facebook e no Twitter.

Danielle é investigada na Acrônimo, que inicialmente focou no esquema de corrupção no BNDES e no Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio, comandado por Pimentel de 2011 a 2014. Além de Pimentel, entre os alvos está a mulher dele, Carolina Pimentel. A PF descobriu que a primeira dama de Minas tinha uma parceria com a empresa de Danielle, o que ampliou as investigações nos negócios da Pepper.

Nas últimas semanas, a empresária prestou uma série de depoimentos com o objetivo de tentar um acordo de colaboração. A PF sustenta já ter elementos para indiciar Pimentel por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. O governador nega envolvimento em irregularidades.

Giles Azevedo. Conforme relatos de investigadores, Giles frequentava a casa de Danielle no Lago Sul, em Brasília, e chegou a se hospedar em Trancoso (BA), refúgio da empresária na praia. Após as investigações, os dois mantiveram várias conversas. A revista Veja publicou no ano passado que Giles chegou a oferecer à empresária assistência jurídica na Acrônimo, incluindo auxílio para custear os altos custos com advogado. A conversa não teria prosperado, o que a levou a mudar o rumo da Acrônimo. Conforme investigadores, no início, o nome de Giles passou desapercebido. Como costuma atuar nas sombras do poder, ele não chamou a atenção por ser pouco conhecido. Mas, com o avanço das investigações na Pepper, percebeu-se sua proximidade com a empresária. O Estado apurou que um ministro próximo de Dilma, já citado na Lava Jato, também deve aparecer na Acrônimo, fechando o cerco em torno do “grupo da presidente”.

A dona da Pepper se aproximou do PT em 2003, pelas mãos do publicitário Duda Mendonça. Até então, ela havia feito a campanha de José Serra à presidência em 2002 e o marido trabalhava com Antônio Lavareda, ex-marqueteiro de Serra, o que lhe conferia um carimbo de tucana. A pedido de um amigo comum, Duda abriu as portas do governo para ela. No início, participou discretamente da campanha do programa Fome Zero, vitrine do primeiro governo Lula. Considerada uma profissional mais “barata”, ante os preços cobrados no mercado publicitário, Danielle ganhou espaço a serviço do PT. A aproximação com Pimentel se deu em 2010, quando Duda Mendonça não era mais o publicitário do PT e João Santana assumiu o comando da campanha, disposto a turbinar área de marketing digital da presidente.

Frutos: mas que frutos?

 “Não levas tua beleza ao túmulo:
trazes ao túmulo o imprestável.”
(Nauro Machado, Hades)

BrenoAbriu a porta do carro e entrou. Marcelo estava ansioso, era o seu último dia de graduação. Cinco longos anos. A árdua aprendizagem que a universidade não lhe dera. Apresentada a monografia, adeus sala de aula. Horas estragadas, pensava. Angústia-resto.

Em casa, aprendeu a lição secular. Necessário ser alguém, todos lhe diziam. No início, não compreendeu bem o badalar perenal. Nascer não basta? O pai dizia que não. Assim a mãe, a vó e o irmão, mais recente aprendiz. A escola logo lhe apareceu como primeira gradação. Lá iria aprender a ser alguém, tornar-se grande. Matriculado, a velha liturgia fê-lo juntar letras, formar vocábulos. Riscado o quadro, a professora instigava os alunos à repetição. De tudo, a sonoridade das palavras o entontecia.

Em tempos de vestibulares, dois interesses colidiram, infranqueáveis.  Por sua própria vontade, escolheu Física, paixão cuja escola não conseguiu matar, absolutamente. Como, porém, explicar ao pai? Rubem, homem criado na lógica da mercancia, não dava ponto sem nó. Observava, mesmo uma flor, sob a ótica da lucratividade. Vá explicá-lo a propósito das paixões, dos impulsos! Debalde, pensava Marcelo.

— Menino, atente: é preciso ser grande, doutor. Física não te levará a lugar algum. Melhor te cairá um terno ou um jaleco… De médico, não me venha com graça! – sentenciava.

A contragosto, ei-lo advogado. Doutor, sim, senhor! Com que força – ou languidez – move-se um homem sob coerção? Bacharel, o diploma na parede, o pai estampava largo sorriso, enquanto mostrava aos visitantes o papel que era mais seu que do filho.

— Doutor, meu filho! – repetia, efusivo.

Sim, ainda havia outra árvore de que colher frutos. Grávida, a mulher abrigava uma prospecção. Tal a sua idiossincrasia, aos filhos bem poderiam ser os nomes dispensáveis. Antes um número – essas vidas estatísticas.

Nos livros, Marcelo afogava a própria tibiez. A literatura, precisamente, soprava em seus subsolos, clarejava sua água-furtada. Com que euforia lera as andanças do Cavaleiro da Triste Figura! E Dostoiévski, em continuação, que maravilha de idiota. Se ao menos conservasse a intrepidez de quem, elegendo ideais, segue a desafiar os percalços do caminho. Ser, também ele, guiado por uma pura beleza. Se Dulcinéia ou Nastássia Filíppovna, pouco se lhe daria. Importante, unicamente, um encanto arrebatedor, uma força a incitar coragem ante os despropósitos do mundo.  Mas, não. O medo o tornara isto que é, um títere que delira com cordéis inalcançáveis.

Fustigava-o a mínima decepção causada. O cotidiano afugentava, por seu próprio alvedrio, as lições tomadas nas brochuras literárias, tamanho o hábito contristado de fazer as vontades forâneas, alheias. Ser benquisto, não sabia Marcelo, requer, em muitos casos, a anulação de si próprio. Dizer não aos familiares – que fardo insuportável! O sorriso dos que lhe cercavam, queria crer, valia os seus infernos diários, os passos não dados, as cidades não vistas, as ardências longínquas. Seguia, tal a sua convicção.

Ante o impulso da satisfação externa, Marcelo enceta carreira por todos há muito esperada. Nascera com esse objetivo. Preestabelecido unilateralmente. Um feto a espera do ‘doutor’ a anteceder o nome, uma criança a brincar enquanto se delibera sobre seu futuro certo, pontual, irretorquível. Doutor, ei-lo. Primeiro cliente. Para ele, chateação. Ter de ir ao código, encontrar-se com juiz, dizer ao inaugural que não se preocupe, que fará tudo quanto alcance. Enfado. Por muito pouco, náusea.

Dia da audiência. Acorda cedo e, entre um e outro bocejo, sorve o café. Trânsito. Estrépito citadino. Chega. Atravessa a rua, distraidamente. Outro bocejo. A cabeça em outro lugar, caminha, displicente, em direção ao fórum. Não nota o carro em alta velocidade, motorista embriagado, logo cedo, que absurdo!

Em seu velório, o pai, em prantos, remói a própria dor. Tentam acalmá-lo. Falam nos desígnios de Deus. Que não, responde, não pode ser. Aos berros, lamenta os lucros cessantes. O filho morto depois de tanto investimento: escola, faculdade, livros técnicos, calculadora, régua. O que fizera para merecer tal, Senhor, o que fizera? Desconsolado, desvia o seu olhar para a barriga da mulher, já agora com oito meses. E como quem vê o prorromper de chama nova, estertora:

— Ao menos este fruto a colher, este doutor futuro, esta prospecção…

Breno S. Amorim

Ato “enterra” indecisos e contra o impeachment

ImpeachmentAto realizado na Praia de Boa Viagem, na manhã deste domingo (3), chamou a atenção de quem passava pelo local. Panos pretos e placas fincadas na areia simbolizavam os dez parlamentares pernambucanos indecisos e os seis contrários ao impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). O ato partidário foi organizado pelo movimento Vem Para Rua. Cartazes com os dizeres “Fora Dilma”, “Fora Corrupção” e “Lula nunca mais” também foram colocados na praia.

.A ação é uma extensão do “Mapa do Impeachment”, um site que expõe a posição de cada político. Na areia, apenas os parlamentares estaduais. A movimentação foi pequena no local e, por volta das 10h30, o G1 estimou que vinte pessoas participavam do ato. O deputado federal Medonça Filho (DEM) compareceu à ação.

Para o porta voz do movimento, Gustavo Gesteira, a ação ainda é uma forma de fazer com que os parlamentares indecisos tomem uma atitude. “De um lado é um ato para conscientizar, para que as pessoas possam vir e terem conhecimento desses parlamentares, mas também é uma manifestação de indignação contra a falta de posicionamento de alguns deputados e senadores com o posicionamento contrário a maioria do povo brasileiro”, pondera ao dizer que o ato ainda serve para que o cidadão possa pensar e repensar seu voto.

Confira abaixo a lista dos parlamentares que foram expostos pelo ato.

Indecisos

Fernando Coelho Filho (PSB)

Fernando Bezerra (PSB)

Zeca Cavalcanti (PTB)

Adalberto Cavalcanti (PTB)

Tadeu Alencar (PSB)

Fernando Monteiro (PP)

Douglas Cintra (PTB)

Carlos Eduardo Cadoca (PCdoB)

Kaio Maniçoba (PMDB)

Jorge Côrte Real (PTB)

Sebastião Oliveira (PR)

 Contra

Eduardo da Fonte (PP)

Luciana Santos (PCdoB)

Ricardo Teobaldo (PTN)

Sílvio Costa (PTdoB)

Wolney Queiroz (PDT)

Humberto Costa (PT)

TCU espera a Câmara para entrar no Impeachment

DilmaO Tribunal de Contas da União decidiu tirar o pé do acelerador em processos que envolvem o governo ou a presidente Dilma Rousseff e deram origem ao pedido de impeachment em análise na Câmara dos Deputados. Os casos só deverão ir ao plenário do tribunal após a decisão do Congresso de afastar ou não a presidente. Ministros do TCU também passaram a tratar o tema de forma discreta e se recusaram a ir à comissão especial que prepara o relatório sobre o impeachment que será votado pelo plenário da Câmara. Mesmo que a presidente consiga escapar do processo, no entanto, a tendência é que o órgão continue a apontar falhas diretas dela e de seus auxiliares em casos como as pedaladas fiscais e a corrupção na Petrobras.

Enquanto isso governo da presidente Dilma Rousseff decidiu manter em sigilo o tamanho exato da dívida e quem são os devedores de taxas destinadas à Caixa Econômica Federal por conta da administração de fundos e programas sociais. O banco público é contratado pelo governo para executar programas como o Bolsa Família e precisa ser remunerado pelos serviços prestados. Em processos de conciliação que tentaram, sem sucesso, garantir os repasses à Caixa, a Advocacia-Geral da União relacionou a falta de pagamento dessas taxas de administração ao represamento de recursos conhecido como “pedaladas fiscais”.

PAPO RETO

LulaLula e o STF

A situação do ex-presidente Lula está judicialmente “muito complicada”. Foi o que o ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki, relator da Lava Jato, confidenciou a pessoas próximas. Não só por conta do tríplex do Guarujá e do sítio em Atibaia. Mas também porque os investigadores estão puxando o fio da meada nas contratações de palestras de Lula por meio da L.I.L.S. Em outra frente, o procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, está magoado com o petista pelos impropérios flagrados em grampo.

Moro e a Lei

Zavascki estuda enviar uma representação contra o juiz Sergio Moro ao Conselho Nacional de Justiça por excessos na Lava Jato. São 14 queixas contra a conduta de Moro: 12 reclamações disciplinares e 2 pedidos de providência.  Mas o CNJ devolveu 6 pedidos com problemas formais e estabeleceu novos prazos.

De caso pensado

Advogados do PT viram no pedido público de “escusas” de Moro um ato inteligente e não um movimento cínico. Acham que o juiz fez isso para se antecipar a uma eventual condenação do CNJ, que pode variar entre uma reprimenda até a aposentadoria compulsória.

Faixa presidencial

Apesar de ser muito remota a chance de Moro ser afastado da magistratura, políticos de Brasília calculam que, se isso acontecer, ele sairá da atividade de juiz direto para o Palácio do Planalto, como vítima de um “golpe”, para usar a palavra do momento.

Tomando pé

A primeira medida que o vice Michel Temer fará, se assumir a Presidência no lugar de Dilma Rousseff, será uma devassa nas contas públicas. Não por caça às bruxas. Mas ele quer tomar pé da real situação econômica do Brasil e da União e assim bolar soluções.

Manequim institucional

Durante o processo de impeachment, a estratégia do presidente do Senado, Renan Calheiros, será a de falar cada vez menos e ser o mais discreto possível. Quer passar a imagem neutra de um presidente de “tribunal” que vai julgar a “ré” Dilma Rousseff.

O Velho Chico

Consciente da dificuldade de segurar o impeachment de Dilma, o PT vai trabalhar com a máxima de que “pau que dá em Chico também dá em Francisco”. Por isso entrarão com processos contra governadores que praticaram pedaladas fiscais. O governador de SP, Geraldo Alckmin, seria a primeira vítima.

Novo cenário

O PT sempre foi reconhecido como excelente opositor. Entretanto, há quem aposte que, se os petistas forem mesmo para fora do governo federal, a situação será diferente, pois não contam mais com a simpatia de parte de formadores de opinião, nem do Ministério Público.

Confusão à vista

Mais motivos de preocupação para os políticos investigados na Operação Lava Jato. Discute-se a inclusão na delação premiada de executivos da Odebrecht negociatas envolvendo a aprovação da Lei nº 12.815, de 2013, que regulou a exploração pela União dos portos e instalações portuárias. A origem dessa lei foi a MP 585, apelidada no Congresso Nacional de “MP dos Porcos”. A empreiteira controla o terminal Embraport, que recebeu recursos do FI-FGTS, administrado por Fábio Cleto, ligado ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e demitido de uma vice-presidência da Caixa após ser alvo da Lava Jato.

E eu com isso?

A ideia de integrantes do governo de lançar uma Proposta de Emenda Constitucional para que ocorram novas eleições e, assim, Dilma escape do impeachment soou esdrúxula para congressistas. As perguntas são: o que os partidos e os parlamentares ganhariam com isso? E: o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, colocaria na pauta a apreciação deste tema?

Por: Débora Bergamasco

Juiz Moro: sem apego a holofotes

sergio-moroO juiz federal Sérgio Moro deu uma prova à sua equipe de que não está apegado ao processo e a holofotes.

Técnico da seleção de investigadores da Lava Jato, dá de ombros para os ataques de juristas e investidas que tentam expulsá-lo da operação.

Afirma a advogados e procuradores do seleto círculo que, com ou sem ele, a Lava Jato vai até o fim. “A dedicação e o mérito são de todos”, repete o magistrado.

O Conselho Nacional de Justiça vai julgar seis pedidos de advogados de partidos que o denunciam por falta disciplinar ao divulgar a conversa da presidente Dilma com Lula.

Por: Leandro Mazzini – Coluna Esplanada

Gaspari: Temer é a solução para as oligarquias

TEMERO colunista Elio Gaspari afirmou, neste domingo, que a “saída Temer” é hoje o caminho mais confortável para as oligarquias política e econômica que dominam o País.

“Se não houver a deposição da doutora, haverá o risco da cassação da chapa Dilma-Temer pelo Tribunal Superior Eleitoral, que levaria à convocação de uma eleição presidencial imediata e direta. Isso não interessa à oligarquia ferida pela Lava Jato nem ao andar de cima da vida nacional. Não interessa porque não tem candidato à mão e porque a banda oposicionista que está encalacrada na Lava Jato sabe que deve evitar a avenida Paulista e o julgamento popular”, afirma.

“Temer convém por muitos motivos, sobretudo porque evita a eleição. A serviço dessa circunstância, move-se o setor de operações estruturadas. Ele não funciona como o da Odebrecht. Não tem sede, comando nem agenda detalhada. Toca de ouvido e conversa em silêncio. Quando foi necessário, aprendeu a conviver com o PT, dando-lhe conforto. Ele só não consegue conviver com a Lava Jato. Ninguém quer rogar praga contra um eventual governo Temer, mas que tal um advogado de empreiteiras no círculo dos marqueses do Planalto ou mesmo no Ministério da Justiça?”

Fonte: Portal Brasil 247

Eros Grau: impeachment não é golpe

eros-grau-ex-ministro-stfO ministro aposentado do Supremo Eros Grau criticou a reação da presidente Dilma e de outros governistas em relação ao impeachment. “A afirmação de que a admissão de acusação contra o presidente da República por dois terços da Câmara dos Deputados consubstancia um golpe é expressiva e desabrida agressão à Constituição, própria a quem tem plena consciência de que o presidente da República delinquiu, tendo praticado crime de responsabilidade”, diz.

O ministro aposentado também destacou que “quem não é criminoso enfrenta com dignidade o devido processo legal, exercendo o direito de provar não ter sido agente de comportamento delituoso”.

“Dentro de 90 dias talvez eu não esteja mais aqui”, diz Dilma

DilmaEm meio à crise política e econômica que o país enfrenta, são muitas as especulações sobre o futuro incerto do governo.

O colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, divulgou neste domingo (29) que a presidente Dilma Rousseff fez uma declaração bastante surpresa em conversa recente com um presidente de partido da base.

Segundo o interlocutor, Dilma declarou: “dentro de 90 dias talvez eu não esteja mais aqui”.

As próximas semanas devem ser decisivas para a política brasileira, em jogo está o desembarque do PMDB do governo, o processo de impeachment da presidente Dilma, a investigação e o impasse sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, as investigações sobre o presidente da Câmara Eduardo Cunha, entre outros temas.