Ucrânia à beira de uma guerra civil.
“A Ucrânia está à beira de uma guerra civil e isso é assustador”, declarou o primeiro ministro russo, Dmitri Medvedev, depois de se reunir nesta terça-feira com seus homólogos da Bielorrússia e do Cazaquistão. O chefe da operação antiterrorista lançada por Kiev, o general Vasili Krutov, advertiu as milícias pró-russas de que “não haverá mais ultimatos” e em seguida disse que vai combatê-los “porque são invasores estrangeiros, bandidos e terroristas”.
Vinte carros blindados com bandeiras ucranianas se encontram na localidade de Izium, a apenas 40 quilômetros de Slaviansk onde, segundo o Serviço de Segurança Ucraniano (SBU), está se levando a cabo uma “operação antiterrorista”. A cidade é um dos centros nos quais, durante a última semana, se formaram fortes milícias pró-russas da autoproclamada “República Popular de Donetsk”.
Turchínov anunciou no último domingo o começo de uma operação antiterrorista na região de Donetsk, no leste do país, para “defender os cidadãos ucranianos”. O político especificou que a manobra seria empreendida “de maneira paulatina e de forma prudente”. Vinte e quatro horas depois de finalizado o prazo do ultimato que o governo ucraniano havia lançado para que os grupos pró-russos abandonassem os edifícios que ocuparam na região, várias testemunhas garantem que não há sinais de que as tropas de Kiev tenham começado a movimentação para desalojar os rebeldes.
À incerteza sobre a ação militar ucraniana se acrescentam às declarações dos dirigentes russos. O ministro russo de Relações Exteriores, Serguei Lavrov destacou “os esforços ucranianos para ir na direção certa e solucionar a crise através da negociação, embora de maneira muito tardia”, disse em Pequim, durante uma visita oficial à China.
Enquanto isso, o presidente dos EUA, Barack Obama destacou a necessidade de que todas as “forças irregulares” pró-russas abandonem as armas, e exortou o presidente russo, Vladimir Putin, para que “exerça sua influência para convencê-los a desalojar os edifícios que ocuparam”.
Por: Adão Lima de Souza Fonte: El País.




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