Governo e oposição negociam o sabor da CPI.

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A oposição, liderada pelos pré-candidatos à presidência Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB), apresentou um pedido de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar uma das maiores empresas com capital público brasileira, a Petrobras, que é diretamente vinculada ao Governo da presidenta Dilma Rousseff (PT). A principal suspeita é que a companhia tenha gasto um valor 28 vezes superior ao de mercado ao adquirir a refinaria Pasadena, nos Estados Unidos.

Enquanto a tropa de choque governista, por outro lado, tenta impugnar a CPI da Petrobras  ou, caso não consiga, ampliar as apurações para investigar Governos que fazem oposição ao PT. A lógica da gestão Rousseff é que se for para apurar um caso que já está na mira da Polícia Federal e do Ministério Público Federal que se amplie as investigações para o suposto cartel de trens que agiu em São Paulo e no Distrito Federal (durante gestões dos oposicionistas PSDB e DEM) , além de eventuais irregularidades na construção do porto de Suape, no Estado do Pernambuco , que é governado por Eduardo Campos (PSB).

Para o senador do PSDB, Álvaro Dias, uma CPI que quer abraçar o mundo não chega a lugar nenhum. “Principalmente se o objetivo for proteger quem participou dos atos ilícitos na Petrobras”. E continuou:  “No Brasil, o escândalo de hoje nos faz esquecer o de ontem. E hoje já ficamos à espera do escândalo de amanhã. Mas não podemos esconder esses fatos graves, precisamos jogar luz sobre eles”.

Para o líder do Governo no Senado, o petista Humberto Costa, “a oposição está usando a CPI para ter um espaço de debate eleitoral. Se ela considera que as investigações contra a Petrobras que estão em andamento não são sérias e não bastam, nós devemos considerar que as apurações contra o cartel de trens e o porto de Suape também não são”.

Todavia, a decisão depende da aprovação da Comissão de Constituição e Justiça, amplamente dominada por partidários do Governo.

Assim, caso a CPI prospere os principais candidatos à presidência da república começam a campanha sob forte suspeita de corrupção. PT de Rousseff, no caso da Petrobras, o PSDB de Neves, no cartel de trens, e o PSB de Campos, com relação ao porto de Suape.

Por: Adão Lima de Souza.

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